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os elephantes
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Iulandia). Para ahi justamente se atiraram os elephantes em tropel. Quando chegámos á borda, démos com elles em medonha confusão, esforçando-se por trepar a outra ribanceira (escarpada e hirta), empurrando-se uns aos outros, n’um furor e egoismo verdadeiramente humanos, e atroando os ares de bramidos. A nossa opportunidade era escandalosamente brilhante. Sem outra demora, disparando tão depressa como carregavamos, démos cabo de cinco elephantes; e teriamos dizimado o rebanho inteiro se elles de repente, abandonando a teima estupida de galgar a ribanceira, não largassem a fugir ao comprido do leito secco que se perdia ao longe na espessura. Estavamos cansados de mais para os perseguir, enjoados tambem d’essa vasta mortandade. Oito elephantes n’uma manhã, antes do lunch, é decente.

De sorte que, depois de descansarmos e vêrmos os Cafres cortar os corações a dois dos elephantes para servir á ceia, voltámos vagarosamente os passos para o acampamento, devagar, satisfeitos com a proeza, e calculando o valor do marfim, que no dia seguinte cedo os carregadores viriam serrar.

Ao passar no sitio em que o capitão tinha ferido o «Patriarcha», encontrámos um rebanho de elands. Não lhe atirámos, porque não ha nada no eland que valha dinheiro, e manti-