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as minas de salomão

guemos, a escutar. Quasi immediatamente, junto á poça d’agua pura, visinha do nosso scherm, resoou como em resposta a estridente trompa d’am elephante. «Unkungunloro! Unkungunlovo[1], murmuram á uma os Cafres, levantando as cabeças das mantas: — e momentos depois avistámos uma fila de enormes e escuras fórmas, movendo-se devagar da beira da agua para o matto. O capitão, com um salto, agarrára a espingarda. Tive de o segurar pelo braço:

— É inutil, não se faz nada. Nada de barulho. Deixal-os ir.

— Em todo o caso, disse o barão excitado, este sitio para um caçador é um verdadeiro paraiso! Se aqui ficassemos um dia ou dois?...

— Estranhei porque até ahi o barão, impaciente, viera-nos sempre apressando para diante sobretudo desde que soubera em Inyati, pelo Missionario, que dois annos antes um inglez, chamado Neville, vendera alli o carrão em que viera de Bamanguato e se internára no sertão com um Cafre por serviçal. Mas ouvira o leão, ouvira o elephante — e os seus instinctos de caçador dominavam, irresistivelmente.


  1. Elephante! Elephante!