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CAPITULO IV
OS ELEPHANTES
Sahimos de Durban no fim de janeiro, e andadas quasi as trezentas leguas que vão d’aqui ao sitio em que se juntam os rios Lukanga e Kalukue, chegámos, pelos meados de maio, a Inyati, não longe da aringa de Sitanda, onde acampámos. Durante a jornada tivemos aventuras varias, mas d’aquellas que são usuaes em todas as travessias d’Africa e já muito contadas nos livros. Em Inyati, ultima estação mercante da terra dos Matabeles, onde Lobengula (esse atroz velhaco!) é rei, separámo-nos, com fundas saudades, do nosso confortavel carrão. Dos vinte bois que trouxeramos de Durban, só doze restavam. Um morrera da mordedura da cobra, tres da falta d’agua; um