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Introducção
XXXIII
couſa de melhor goſto entre os antigos.
Alongariamos demaziadamente eſte diſcurſo, ſe quizeſſemos referir todos os elogios, que tem feito a eſta immortal obra de Ariſtoteles outros Criticos da primeira ordem. Baſtará por todos o de Rapin, que ſoube pezar o ſeu merecimento, porque diſſe que ella era a meſma natureza poſta em methodo, e a boa razão reduzida a principios.
Merecimento da Poetica. Na verdade não são exceſſivos eſtes elogios, com que os Sabios tem lionrado eſta obra de Ariſtoteles; porque ſe a examinarmos exactamente, acharemos, que ella he admiravel pela materia, pelo ſyſtema, pelo methodo, e pelo eſtilo.
Pela Materia.
Pela materia; porque ainda queC
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