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pela natureza. Não sempre actualmente presentes na alma, ellas são conservadas a maneira das especies commemorativas, despertam, as mais das vezes, sob influxo de uma percepção externa, e provocam, mediante o appetite sensitivo, que acha satisfacção em cumprir estas acções, os movimentos espontaneos correspondentes.
3.Esta explicação do instincto parece a melhor, porque:
a) está em harmonia com todas os dados certos da psychologia sensitiva.
b) basta para explicar todas as acções instinctivas, bem como as anomalias que nas mesmas observamos.
c) é livre das supposições falsas que em outras theorias se encontram.
4. Descripção ulterior.
a) Caracteres do instincto: elle é innato, uniforme (nos individuos e nas especies), admitte adaptação ao meio ambiente, necessario (i. é, determina o animal), produz acções perfeitas desde o principio.
b) O instincto é: individual, ou social, ou da especie, conforme promove o bem do individuo, da sociedade ou da especie.
c) Admittindo uma certa transformação entre especies, deve se admittir tambem correspondente transformação do instincto.
5. Diversas opiniões.
Descartes: todos os movimentos instinctivos são movimentos reflexos.
Darwin: alguns instinctos ("primarios") são devidos a variações casuales, provocados pelas circumstancias; outros ("os secundarios") são devidos a actos primitivamente intellectuaes, que se mechanisaram com o tempo (!!). Lamarck, Spencer, Romanes, sustentam, com algumas modificações, a mesma these.
Cuvier: o instincto é "un rêve-inné".
Outros recorrem á intelligencia para explicar as acções dos animaes. Quanto a esta interpretação veja-se o n.° seguinte.
6. A definição do instincto que naturalmente se desprende do que fica dito é esta: Um impulso, anterior á experiencia do individuo, que determina o animal a realisar certos actos uniformes, coordenados, uteis á especie ou ao individuo, cujo fim porem não é conhecido pelo animal.
IV Os animaes não tem intelligencia
1. Definição da intelligencia. A intelligencia é a faculdade de formar ideias abstractas. D՚ahi segue:
a) A intelligencia pode conceber objectos immateriaes (Espirito, virtude....).
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