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Alem disso a vida sensitiva tem por fim unico o bem estar material. (Movimento local, affecto sensitivo, conhecimentos sensitivos). Logo o principio della já não tem razão de ser quando separado da materia. Logo não lhe devemos suppor uma essencia capaz de continuar a existencia depois de destruido o corpo, como seria uma alma de categoria superior.
3. A simplicidade da alma do animal é de essencia, de perfeição, de natureza, mas não de existencia.
Simplicidade de essencia: i. é, não é composta de partes essenciaes, como o animal todo.
Simplicidade de perfeição: i. é, a perfeição da alma sensitiva existe toda no animal todo e toda em qualquer parte delle; com outras palavras a differença entre vista e ouvido, p. ex., está só na materia não na alma que a informa.
Simplicidade da natureza: i. é, as partes exigem-se mutuamente, até certo ponto, não podem existir umas sem as outras. Esta simplicidade porem, é imperfeita nos animaes inferiores.
A simplicidade de existencia negamos a alma do animal. Ella é extensa. A razão disto é esta: uma alma cuja essencia e existencia toda é intrinsecamente dependente da materia, tem naturalmente tambem um modo de existir em proporção com a materia, i. é, ella é extensa.
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