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Juncto aos rios da terra amaldiçoada
De Babylonia, um dia nos sentamos,
Com saudades de Sião amada.
As harpas nos salgueiros penduramos,
E ao relembrarmos os extinctos dias
As lagrymas dos olhos desatamos.
Os que nos davam cruas agonias
De captiveiro, alli nos perguntavam
Pelas nossas antigas harmonias.
E diziamos nós aos que fallavam:
«Como era terra de exilio amargo e duro
Cantar os hymnos que ao Senhor louvavam?...
Jerusalem, se inda n′um sol futuro,
Eu desviar de ti meu pensamento
E teu nome entregar a olvido escuro,
A minha dextra a frio esquecimento
Votada seja; apegue-se á garganta
Ésta lingua infiel, se um so momento
Me não lembrar de ti, se a grande e sancta
Jerusalem não for minha alegria
Melhor no meio de miseria tanta.