Página:A escrava Isaura (1875).djvu/226
Esta página foi revisada, mas ainda precisa ser validada
216
como esmagado sob o peso desta fulminante e tremenda revelação. Mudo e attonito, contemplou por alguns instantes aquelle homem de sombria catadura, que se lhe apresentava aos olhos, implacavel e sinistro como Lucifer, prestes a empolgar a victima, que deseja arrastar aos infernos. Suor frio porejou-lhe pela testa, e a mais pungente angustia apertou-lhe o coração.
— E’ elle!.. é o proprio algôz!.. ai pobre Isaura!.. — foi este o écho lugubre, que remurmurou-lhe dentro d’alma enregelada pelo desalento.