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O “GRILLO”

INSISTENTE nas palestras como certas moscas em dia de calor, é, nas regiões da Noroéste, a palavra “grillo”. “Grillo” e seus derivados, “grilleiro”, “engrillar”, em accepção muito diversa da que devem ter entre os nipponicos, onde grilleiros engrillam grillos em gaiolinhas como se faz aqui ao sabiá, ao canario, ao pintasilgo e mais passarinhos tolos que morrem pela garganta.

Em certas zonas chega a ser obsessão. Todo o mundo fala em terras “engrilladas” e commenta feitos de “grilleiros” famosos.

E agora que o “grillo” penetrou na arte, e vae perpetuar-se em marmore e bronze no monumento Ximenes, vem a talho um apanhado geral sobre a conspicua instituição, viveiro onde se fermenta a aristocracia dinheirosa de amanhã.