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a luneta magica.
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figurado, fetido, repugnante. lodo e pó da terra e nada mais:

Logo depois a memoria das singulares virtudes do finado e. oh! a felicidade, a incomparavel felicidade da morte!.

Eu vi, senti, comprehendi a morte, que se patenteou tal qual é, á visão do bem!

Eu vi a morte — mal julgada, calumniada pelos homens — somno placido, suavissimo que começa á ultima dôr, ao extremo trance da vida, e que acaba ao despertar nas delicias da eternidade: paz sem cuidados, socego sem a mais leve perturbação — vespera instantanea da verdadeira vida ― porta do fim que é luz celeste. — Oh! que gozos na morte! a podridão e o fetido do cadaver em sublime contraste muito de longe darião idéa da pureza e do angelico arôma da alma que se desprende do pó! que gozos na morte! o mais vaidoso dos reis sente-se pela primeira vez verdadeiramente grande e exaltado elevando-se á esphera onde se encontra igual ao mais humilde e rude dos vassallos ou escravos que tivéra!. não