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a luneta magica.

graça, prevendo o raio infallivel que hia fulminar-me no dia seguinte, puz-me a andar sem destino, mas apressado, quasi a correr não sei por quaes ruas da cidade; sei porém que de improviso parei na quina, ou angulo formado por duas ruas que se cortavão.

Approximava-se numeroso prestito de carruagens: quiz ve-lo passar.

Era o prestito lugubre de um finado. Era um enterro.

XXVII

Tive um pensamento que estava naturalmente em relação com a negra tristeza du meu espirito.

Desejei estudar o cadaver, que se hia sepultar.

Fixei a minha luneta magica no feretro.

Eis o que vi:

Primeiro um caixão de madeira coberto de ricos estofos pretos e de dentro um cadaver já em galões de ouro, corrupção, des-