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VIAGENS MARAVILHOSAS

It is the last rose of summer.
Left blooming alone...
Oh! who would inhabit
This black world alone?...

«E a ultima rosa de verão, — deixada sósinha em flor... — Quem poderá viver só n'este mundo — n'este mundo tão frio?... »

Cypriano estava em pé, no mesmo logar, com os olhos humedecidos, como que paralysado por um encantamento.

Afastava-se a voz ; Alice ia entrar em casa, já não estava distante d'ella mais de vinte metros, quando um ruido de passos precipitados a fez voltar-se e logo parar.

Era Cypriano que, por um movimento irreflectido, mas irresistivel, saíra de casa com a cabeça descoberta, e corria atraz d'ella.

— Menina Alice!...

— Senhor Méré?...

E agora estavam um defronte do outro, á luz do sol nascente, no caminho que rodeava a granja. Na paizagem arida recortavam-se perfeitamente as suas sombras elegantes sobre a barreira de madeira branca. Agora que Cypriano tinha chegado junto da joven, parecia espantado do seu acto e conservava-se calado, indeciso.

— Tinha alguma cousa que me dizer, senhor Méré ? perguntou ella com interesse.

— Tenbo que lhe fazer as minhas despedidas, menina Alice!... Parto hoje mesmo! — respondeu elle com voz pouco firme.

Desappareceu de repente a leve côr rosada que animava a delicada cutis de miss Watkins.

— Partir?... O senhor quer partir?.. . Para onde?... perguntou muito perturbada.