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aliqua mala tieri per moios Angelos propter bona quite ex eis elicit. São doze as causas por que Deus permite que os demónios atormentem as criaturas humanas. Primeira: para que o homem obstinado na culpa seja neste mundo e no outro atormentado; segunda...

— Estou convencido, Sr. Frei João — atalhou o vigário — Vossa Reverência já esclareceu a minha dúvida. É o caso que Deus permite demónios flagelantes para depurar com eles os pecadores — uns e outros criaturas da sua divina justiça.

— É isso mesmo.

— O espírito do mau homem — do pecador que é em si um demónio interno, depura-se pela acção de outro demónio externo, ambos criaturas do seu divino amor... Percebi. Estou convencido... Deus é como um pai que azorraga o seu filho querido a ver se ele recebe as mortificações como carícias. Rico pai! — E acrescentou com amargura: — Ah! meu Frei João, receio muito que as superstições venham a desabar o catolicismo que deve a sua existência à vitória