O Beija-Flor (1830)/Número 5/2.1

CHRONICA.

 

 
Londres , 19 de Junho.
 

Ha poucos dias que huma carroagem de vapor correo as ruas da cidade , á vista do povo attonito , que nāo descubria o minimo sinal d՚impulsāo. Náo se via nem a mais leve fumaça , nem se ouvia o menor ruido. A maquina parecia mover-se por espontanea vontade , costeava os cavallos , dava voltas , e giros nas esquinas , apostava de vez em quando carreiras com os stanhopes e os carrinhos sem que o terreno mais desigual obstasse á rapidez , ou facilidade do seu andamento. Seis pessoas , e entre ellas huma senhora estavão sentadas nella com o maior descanço. Qual dellas dirigia o motor? isto de fóra não se podia divisar. Outro individuo na trazeira, provavelmente incumbido de cuidar da agoa, e do carvāo, conservava-se apparentemente no mesmo socego que os mais. A carroagem , de construcçāo leve, e elegante, nāo se differençava d՚huma caleza ordinaria, e sem balanços , nem choques andava de 2 até 4 legoas em cada hora , parando , accelerando , ou diminuindo sua progressāo , com a rapidez do pensamento.

 

 

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