Lisboa no anno três mil/10

CARTA X

 
Feitos de Emilio, o «Brando».—Imperio dos nefelibatas.—O rapé e a salvação da pátria.—A balança da justiça.―Legisladôres aos pés de João de Deus.—A sociedade portuguêsa: espiritistas, filólogos, dentistas e salvadores.—A fôlha de parra.
 

Mestre amigo.—O equinócio do outono annunciou-se aqui com tão copiosos aguaceiros, que sou forçado a interrompêr as minhas investigações ao ar livre.

Entrementes, e emquanto a nortada açoita os panais da minha tenda, vou-me recreando e instruindo, ao decifrar com Reliquiano algumas das suas mais curiosas crónicas e lendas.

A՚ mingua de mais levantado assunto, falar-te-ei de uma ou duas dessas crónicas.

A que nêste momento se abre diante de mim não tem data, mas foi impressa numa chamada tipografia do Varatojo, e é acompanhada de desenhos simbólicos e figuras de devoção.

O título réza assim:

 
Piedosa crónica
dos feitos, virtudes e gloriosas manhas
de Emilio, o Justo,
também cognominado o Brando,
senhôr de baraço e cutelo
em terras lusas,
pelo seu admiradôr e familiar
Francisco Acólito
 

O título não se impõi nimiamente ao interesse dos homens de hoje; mas, quando se nos depara a biografia de um herói antigo, escrita por um contemporâneo do biografado, a crítica, descontando o que haja de adulação, tem seguros elementos para a reconstituição histórica de uma individualidade célebre.

Li por isso a crónica, e da leitura me não arrependo.

 
*
 

O protagonista da lenda, consoante o indicam as expressões baraço e cutelo, foi senhôr de grande valia, governadôr ou cônsul, no país lusitano, ou em parte dêlle.

A sua ascensão ao fastígio do podêr fôra precedida de grandes sinais e vaticínios.

Predominava naquêlles tempos uma seita, .interamente desconhecida nos tempos. anteriôres.

Era a seita dos nefelibatas.

E՚ difficil reconstruír hôje com exactidão. a história da seita, os seus principios e os seus dogmas. Parece porém que herdára alguma coisa do budismo asiático. Os seus adeptos entregavam-se a misteriosas contemplações, e, nos momentos de êxtase, pairavam em espírito sôbre as nuvens do Tejo e de Cacilhas...

Quando a pátria se afundava nos tremedais da depravação e da anarquia, chamou de Cacilhas Emilio-o-Justo, para que sustivesse a onda turva, que alagava a Baixa e o cavallo de bronze.

E, quando o bote de Emilio-o-Justo, também cognominado o Brando, abicou ao Sodré, o povo levantou-lhe hosanas, as damas acenaram das janelas, e as multidões da Arcada acclamaram-no príncipe dos nefelibatas.

E Emilio-o-Brando, a cada saudação, destapava um pequenino cofre de oiro, cujo conteúdo era um pó medicinal, que fazia espirrar quem o cheirava.

Naquêlles tempos, fazêr espirrar alguém era testimunhar-lhe amizade e justiça.

E a cada espirro de cada cidadão, Emilio-o-Justo dizia sorridente:—Viva!—

E tôdos os cidadãos, assoando-se entusiasmados, conclamavam:—Viva o Justo!—

E, quando o príncipe dos nefelibatas se sentou na sua cadeira de administradôr do direito e de dispenseiro da justiça, as leis empoeiradas e carcomidas que o ladeavam, sentiram um estremecímento de júbilo: iam ser limpas, arejadas, e cunpridas como se fazia mistér.

E os litigantes chegaram em cardume.

E disseram:-lhe:

—Salvė, Justo e Brando! O Apocalipse annunciou a tua vinda. Tu és íntegro, como um poldro, e bom como um melão! Salvè!—

Horas depois, annunciada a audiência primeira, chegou o primeiro peticionário, Páulo.

Trazia escrituras e pergaminhos em barda, a attestarem seu direito. Servira honrada e largamente o país, sem uma nódoa e sem desprimôr. Fôra atropelado a cada passo pêlos mimosos da fortuna e pêlos concussionários do podêr. Trazia as sandálias corroídas pela aspereza dos caminhos. Acercou-se do príncipe, e disse-lhe apenas: —Justiça !—

Emilio-o-Justo abraçou-o commovido, e, entre lágrimas:

—A justiça não se pede,—disse;—justiça é devêr, e eu vou pagar o que o país te deve.—

E, destapando o pequenino cofre de oiro, acrescentou:

—Cheira, amigo.

Páulo curvou-se, e foi annunciar aos filhos que no outro dia teriam pão.

Mas, ao lavrar da sentença, Francisco Acólito, biógrafo do príncipe, obtemperou:

—Se fizerdes Páulo escrivão das sisas, agravado será o pretendente Bernardo.

—Falai vós da justiça de Bernardo,― ordenou o príncipe.

—E՚ meu amigo, senhôr!

—E que mais?

—Dá-me pulimento nos sapatos, e prepara excellentemente torradas com manteiga.

—E em funções públicas de que é capaz ?

—Póde pautar o almasso em que se la- vram decretos, e corrêr o reposteiro de Vossa Serenidade.

—Sabe lêr? sabe escrevêr?

—Um pouco, senhôr; o bastante... Lêde o seu memorial.—

E Emilio-o-Justo leu:

 

Selentisimo Sinhor. Diz Vernardo Candeias Lebre que é seu desejo assubir a escrivão das cizas, pró que tem todas as avelidades nesseçarias.

 

E. R. M.

 

—Tendes razão, Francisco,—concluiu o príncipe;—nomeie-se o Bernardo.—

E o Bernardo foi nomeado.

Este facto, de que não póde havêr dúvida, em vista da autoridade do biógrafo, é tema de muitas páginas laudatórias, na biografia de Emilio-o-Brando, como documento de inexcedível bondade e nunca igualável justiça.

 
*
 

Não desejava eu avolumar excessivamente esta carta com assuntos de limitado interesse; mas o ócio desculpa-me, e o prazêr de contigo conversar absolve-me.

Falar-te-ei pois ainda de um curioso folículo de Reliquiano. Intitula-se Memórias de um pedagogo, e é atribuído a um poeta do século XIX, que parece chamar-se João Dedeus, ou coisa assim.

Traduzirei apenas algumas linhas:

 

—«E՚ inquestionável a excellencia do meu método, sobretudo pela rapidez, com que os analfabetos passam a homens letrados. Basta-me registar um facto:

Em vésperas de eleições politicas, é vulgar procurarem-me pessoas gradas, que desejam iniciar-se nos mistérios do escrita e da leitura. Por via de regra, essas pessoas são candidatos a deputados, e, quando recebem o seu diploma, ja o sabem lêr correctamente.

De um sei eu dizêr que, tendo saído eleito antes de sabêr lêr, me apresentou o seu diploma, para começar por ali os seus exercícios de leitura. Certo é que, quatro dias depois, falava nas côrtes, era um dos legisladores mais celebrados, e no anno seguinte estava ministro.

E, como êste, muitos casos, que por brevidade omitto.»—

 
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Já agora, não farei ponto na epístola de hôje, sem te dar conta de um dos mais interessantes documentos da livraria arqueológica de Reliquiano, documento religiosamente conservado num cofre de cédro, graças ao prestígio, de que certamente gozou o nôme de quem escreveu o precioso trabalho.

A obra, escrita no idioma luso-franco-anglo-russo, remonta ao primeiro ou segundo quartél do século XX, e foi escrita, sob o título de Historia filosófica da decadencia portuguêsa, por um filósofo coimbrão, Simpliciano Cozêlhas, desterrado na Sibéria.

Fastidioso e longo sería, se não impossível, dar-te miúda relação dos factos registados por Cozêlhas, e da filosofia com que os glósa.

Referir-me-ei simplesmente ao que de mais notável, ou de mais curioso, se me depara na História filosófica.

 
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Refere Simpliciano que, assim como em tempos remotíssimos houvera brâhmanes e sudras, espartanos e ilotas, patrícios e plebeus, a sociedade portuguêsa, em homenagem aos seus avoengos da India, Grécia e Roma, dividia-se, nos seus ultimos tempos, em duas classes: ovélhas e pastores.

A classe dos pastôres subdividia-se em quatro numerosas famílias: espiritistas, filólogos, dentistas e salvadôres.

Eu te explico.

 
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Os espiritistas, á similhança do dualismo persa de Ahriman e Ormuzd, reconheciam como dêuses supremos Mesmer e Allan Kardec.

Celebravam os seus mistérios á volta da tábua redonda dos cavalleiros do rei Artur, consultavam as almas que vagueavam pêlos céus de Ptolomeu, desprendiam-se dos interesses mundanos, e prégavam a inanidade da matéria em face de grandêza e da majestade do espírito.

Pertencia a esta família a seita dos nefelibatas, que faziam amôr, política e literatura na serena e despedida região dos espíritos, por sôbre as nuvens que se recortam na direcção da via láctea.

Por um desdobramento de faculdades visionistas, os espiritistas, sem aliás perdêrem a sua individualidade metafisica, produziram uma segunda família, a dos filólogos.

 
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Segundo os estudos frenológicos de sábios russos, alguns crâneos filológicos, guardados no museu do Krenlim, ostentavam depressões, denunciadoras de uma especial estructura encefálica.

O filólogo português, em obediência ao credo espiritista, procurava a convivência dos mortos, estudava-lhes a linguagem, e subordinava a um sistema único tôdas as velhas linguas do universo. Os próprios mortos espantavam-se da audácia do filólogo, e vingavam-se, convertendo-lhe as noites em pesadêlos horriveis: Homero apparecía-lhe então, mascarado de advérbio, Virgilio tomava a figura de uma vírgula, Shakespeare encaracolava-se numa interjeição, e Juvenal, disfarçado em accento agudo, beliscava as orêlhas do filólogo.

Nêste convivio com os mortos, o filólogo detestava os vivos, como ignorantes, materialistas e desrespeitadores do verbo dos espíritos; e atirava-lhes trópos e conjunções e anátemas.

Na contemplação dos espíritos e de si próprio, o filólogo comprazia-se na solidão; e quando, raramente, apparecia em público, perseguia-o a váia do rapazio estúrdio: —Agarra, que é filólogo ! Carrega-lhe os trópos ! Conjuga-lhe as orêlhas ! Dá-lhe barrela !—

E o filólogo, corrido e traquejado, sumia-se.

As academias médicas discutiram largamente se a filologite seria caso patológico. Um alienista célebre sustentou que a filologite era quási sempre o prenúncio do delirium tremens, e exibiu um admirável exemplar, que, abanando as orêlhas, fazia caír uma chuva de dialectos.

Não se propagou muito a família dos filólogos, pois que, demonstrado o carácter contagioso e hidrofóbico da filologite, foram apanhados a laço os exemplares mais notórios, e hospitalados no ermitério da Arrábida.

Por noite vélha, quando a lua irrompia detrás das ruínas setubalêsas, pelas chapadas da Arrábida reboavam lamentações e salmos. Viandantes, tranzidos de susto, julgavam ouvir gritos e blasfémias de alma penada, e, na vertigem da fuga, precipitavam-se no Sado. Asseguravam outros que tudo aquillo eram latidos de cães silvestres, uivando ao luar.

Daquêlles tempos nada resta hôje onde foi a Arrábida. Pude observar apenas os vestígios da canalização dos dejectos hospitalares, construida com ardosias, pacientemente lavradas pelos filólogos. Uma dellas, expungida a crusta de secreções petrificadas, permittiu-me vêr, entre arabescos romano - celto - germanico - mirandêzes, um substantivo neutro abraçado a um verbo passivo, sobrepostos nesta legenda: — glória de Zé Filólogo, patriarca da Arrábida.—

Foi curta e obscura a história daquella familia.

 
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Mais positiva, mais alegre e mais prolífica, a familia dos dentistas, bem recebida em toda a parte, foi todavia uma das causas mais determinantes da decadência portuguêsa.

Do século XVI ao século XX, operou-se uma transformação extraordinária na fisiologia portugalense.

Um pernicioso invento de Filippe Nicot levára a sociedade a absorvêr habitualmente fumo de tabaco, que, entre outros effeitos, tinha o de enegrecêr os dentes, fomentar-lhes a cárcoma, e abreviar a vida dentária.

A esta circunstancia acresceu o hábito que muita gente tinha, á similhança dos filólogos, de mordêr nas pedras.

Eram por isso vulgarissimos os dentes sujos e ruías, e as maxilas desdentadas.

D՚ai graves embaraços para a vida orgânica, que, pela deficiente trituração dos alimentos, começou a elanguescêr e a decair, como árvore desfrondada pelo temporal.

Nesta conjuntura, foi-se organizando a família dos dentistas, que se apresentaram como conservadôres e restauradôres da belleza e saúde dentária, e, portanto, como vivificadores do organismo portugalense.

Uns apregoavam a creosote contra dôres de dentes e moscas varejas; outros inventavam os pós da viscondessa e o elixir dos benedictimos; êstes fabricavam dentaduras á custa de vélhos esqueletos e da generosidade dos coveiros; outros rebocavam com chumbo os caninos carcomidos; e outros, ainda, percorríam as feiras, os parlamentos e os comícios, tirando dentes sem dôr.

De tão simpática e tentadôra indústria resultou apenas o agravamento do mal.

Por um lado, os pós, os elixires e a creosote, e por outro a baratêza e a satisfação com que se extraíam dentes, punham a descoberto os alvéolos de tôda a gente, dando-se o caso de que as últimas gerações portugalenses se desdentaram antes dos dezoito annos.

Imagina como seriam laboriosas as digestões dos pratos de resistência, nos bufêtes do Teatro Aéreo, ou a deglutição dos chifres, com que o Estado alimentava o funcionalismo. As conpleições depauperavam-se prematuramente, a mocidade tornou-se uma lenda, e quem chegava aos trinta annos attingia a decrepitude.

 
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Como consequencia natural, a debilidade orgânica arrastava consigo a debilidade moral, intellectual e estética.

O trabalho deixou de sêr um devêr e tornou-se sacrificio; o roubo converteu se numa indústria, tacitamente permittida pelas lêis; e a luta pêla vida, cerrando-se pêla victória do mais forte, tornou a miséria um facto geral.

Os estranhos, menos decadentes, ou mais audazes, não reconheciam as fronteiras portugalenses, e levaram o que de melhor se lhes deparava no país, deixando-lhe alguns pedaços de pão bolorento, cordas de viola e violas em sacos.

Como as épocas mais calamitosas de tôdos os povos foram sempre acompanhadas da esperança num messias redentôr, os profetas sebastianistas haviam annunciado em Portugal que dos nevoeiros da sociedade surgiriam libertadôres heróicos.

A՚ sombra das profecias, surgiu no século XVII a seita dos falsos sebastiões; e nos principios do século XX, ou fins do século XIX, formou-se a família dos salvadôres.

 
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O programa dos salvadôres era de uma simplicidade cativante: — Amôr á pátria; guerra á immoralidade, prêmio á virtude e ao mérito; paz e concórdia em todos os domínios da Catânea lusa; combóios gratúitos; pão barato; a primavera em dezembro, e, além da vida, o paraiso de Mafoma.—

Apóstolos da salvação da pátria, as suas palavras eram repassadas de uncção e amôr do próximo; e, quando êlles passavam, o pôvo curvava-se, e beijava-lhes a fímbria da túnica roçagante.

Decorridos annos numa expectativa anciosa, notou o pôvo que a sua subsistnêcia não melhorava, e que tôda a caça dos montes era consumida nas ceias dos salvadôres. E disse-lhes :

{{--}] Padres conscritos, e grandes senhôres! A vós recorre o pôvo, que, não tem celleiros nem adegas, ponderando respeitosamente que os servos de Vossas Altezas varrem a caça dos nossos montes, levando-nos o talvêz último recurso da nossa subsistência. Justiça e piedade, senhôres! —

E o príncipe dos salvadôres, erguendo-se no supedâneo do cavallo de bronze, erigído á memória de Pombal, perorou ás gentes :

—Pôvo meu dilecto. A tua virtude é grande, e a tua confiança é justa. Não cáias todavia em tentação, e foge dos maus pensamentos. A caça desapparece dos teus montes, porque tôda ella é indispensável para o cumprimento da missão que a providência nos deferiu. Afanados no rejuvenescimento da pátria, verificámos que êsse desiderátum só póde obtêr-se pelo elixir Brown-Sequard; e êste elixir, na quantidade necessária, nunca poderia alcançar-se, se nas retortas do nosso laboratório não entrasse a caça montesinha, nomeadamente os coelhos. Por isso...

—Basta! conclamou o povo! Deus ajude os salvadôres.—

E os salvadôres devoraram tranquillamente tôdos os coêlhos. Em cumprimento do seu programa, premiaram bizarramente a virtude que o pôvo lhes atribuía; viajaram de facto em combóios gratuitos; e não lhes escapou sequer a primavera em dezembro, porque a foram gozar na África central, depois de extinta a caça e esterelizadas as veigas nas regiões adjacentes ao Tejo. Propuseram-se salvar o Dahomé e o Tomboctu, monopolizaram o marfim, as amazonas, e a cachaça, e exterminaram-se reciprocamente, na partilha do continente negro.

O pôvo portugalense, êsse ficára a pão e laranja, mas pão caríssimo, e laranja detestável.

Depois... Já te contei o resto.

 
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Mudando de assunto, quero communicar-te ainda alguns episódios interessantissimos das lendas portugalenses.

E digo lendas, porque nos parecem realmente fantásticas muitas destas crónicas de Reliquiano, mas tudo leva a crêr que os ingênuos cronistas não falsearem a verdade histórica.

Prepara-te para assombros, e vai lendo.

Houve nos fins do século XIX. .... ..

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. . . . . . . . . . . . . . . .E aceita as saudações cordeais do teu velho amigo,

 
TERRAMARIQUE

Todas as obras escritas por autores portugueses falecidos até 31 de dezembro de 1945 se encontram em domínio público nos Estados Unidos, independentemente de quando foram publicadas, inclusive obras póstumas já publicadas e ainda não publicadas. Além disso, essas obras estão também em domínio público no Brasil, em Portugal e nos demais países onde os direitos autorais expiram após 70 anos da morte do autor. (detalhes)