União (Guerra Civil Americana)

Estados Unidos da América

United States of America A União

1861 — 1865 
Bandeira da União (1861–1863)
Bandeira da União (1861–1863)
 
Brasão de armas
Brasão de armas
Bandeira da União (1861–1863) Brasão de armas
Lema nacional E pluribus unum
De muitos, um
Hino nacional
  • Hail, Columbia (de facto)
  • My Country, 'Tis of Thee (de facto)

  Estados da União
  Estados escravagistas sob controle da União
  Territórios não-incorporados
Continente América
Capital Washington, D.C.
Atualmente parte de Estados Unidos
Moeda Dólar dos Estados Unidos (USD)

Forma de governo República federalista presidencialista
Presidente
 1861–1865  Abraham Lincoln
 1865  Andrew Johnson
Presidente da Câmara dos Representantes
 1861–1863  Galusha Grow
 1863–1865  Schuyler Colfax
Juiz-Chefe da Suprema Corte
 1861–1864  Roger B. Taney
 1864–1865  Salmon P. Chase
Congresso
 Câmara alta  Senado
 Câmara baixa  Câmara dos Representantes

Período histórico Guerra Civil Americana
 1861  Fundação
 20 de maio de 1861  Secessão Confederada
 12 de abril de 1861  Batalha de Forte Sumter
 06 de novembro de 1865  Rendição Confederada
 1865  Dissolução

União foi o nome usado para se referir aos vinte e três estados que não faziam parte da Confederação (os estados seccionistas) durante a Guerra Civil Americana. Embora a União incluísse os estados ocidentais da Califórnia, Oregon, e após 1864 Nevada, bem como estados normalmente considerados parte da Região Centro-Oeste dos Estados Unidos, a União é geralmente referida como o "Norte", tanto no passado como nos dias de hoje. O governo nacional foi liderado pelo presidente Abraham Lincoln.

Durante toda a guerra, a União se mostrou vastamente superior aos sulistas em termos de recursos econômicos e humanos, com uma população quase quatro vezes maior e uma indústria e infraestrutura interna melhor e mais eficiente.[1]

Contexto

Como o termo já tinha sido usado antes da guerra em referência ao todo dos Estados Unidos (uma "união de estados"), fazia sentido continuar a utilizá-lo em referência aos estados não-secessionistas como uma continuação da entidade política prévia. Também, no diálogo público dos Estados Unidos, novos estados são "admitidos na União", e também é assim mencionado no discurso anual do Presidente ao Congresso dos Estados Unidos e ao povo como o Discurso do "Estado da União".

Durante a Guerra Civil Americana, os leais ao Governo Federal e opostos à secessão que viviam nos estados fronteiriços e nos estados Confederados, eram chamados de Unionistas. Os soldados Confederados por vezes chamavam-lhes "Yankees Caseiros". No entanto, os Unionistas do Sul não eram necessariamente simpatizantes do Norte, e muitos deles — apesar de se oporem à secessão — apoiaram a Confederação quando realmente a guerra se deu.

Ainda, perto de 120 000 Unionistas do Sul serviram no Exército da União durante a Guerra Civil, e todos os estados do Sul, exceptuando a Carolina do Sul, contaram com regimentos Unionistas. Os Unionistas do Sul eram principalmente usados como forças anti-guerrilha e tropas de ocupação em áreas da Confederação ocupadas pela União. Desde a Guerra Civil que o termo "Nortenho" tem sido um sinónimo amplamente usado para o lado Unionista do conflito. "União" é normalmente usado em contextos onde "Estados Unidos" pode ser confuso, "Federal", obscuro, ou "Yankee", depreciativo.

Estados da União

Mapa animado da secessão, da Guerra Civil e da readmissão:
  Estados da União
  Territórios da União (includindo território ocupado)
  Estados da Confederação
  Territórios reivindicados pela Confederação

*Estados fronteiriços.

No Kentucky e no Missouri, facções pró-secessão disseram-se pelo Sul, sendo reivindicados pela Confederação, mas os governos Unionistas permaneceram em poder desses territórios.

O Kansas juntou-se à União a 14 de Janeiro de 1861, após o início da crise de secessão, mas antes do início das hostilidades. A Virgínia Ocidental separou-se da Virgínia e tornou-se parte da União durante a guerra, a 20 de junho de 1863. O Nevada também se juntou à União durante a guerra a 31 de outubro de 1864.

Em 1861, os estados do Norte tinham uma população de 22 milhões de habitantes (contra 9 milhões do Sul, sendo 3,5 milhões destes escravos). Em termos militares, os estados da União mobilizaram duas vezes mais soldados que os sulistas (2,1 milhão de homens contra 1 milhão).[2]

Ver também

Referências

  1. «Industry and Economy during the Civil War». NPS.gov. Consultado em 21 de agosto de 2019
  2. «Civil War Facts». Battlefields.org. Consultado em 21 de agosto de 2019

Fontes

  • Current, Richard N. Lincoln's Loyalists: Union Soldiers from the Confederacy. Oxford University Press, rpr. 1994. ISBN 0-19-508465-9.
  • Mackey, Robert R. The UnCivil War: Irregular Warfare in the Upper South, 1861-1865. University of Oklahoma Press, 2004. ISBN 0-8061-3624-3.