Tom Bombadil

Tom Bombadil
Informações gerais
Tom Bombadil

Tom Bombadil é um personagem do legendarium de J. R. R. Tolkien. Ele apareceu pela primeira vez em um poema de 1934 intitulado The Adventures of Tom Bombadil, que também incluía os personagens de O Senhor dos Anéis Goldberry, a esposa de Tom, Old Man Willow, uma árvore maligna na floresta de Tom, e Barrow-wight, de quem Tom resgata os hobbits.[1] Eles não fazem parte explícita das lendas mais antigas que formam O Silmarillion e não são mencionados em O Hobbit.

Bombadil é mais conhecido por sua aparição como personagem coadjuvante em O Senhor dos Anéis, publicado entre 1954 e 1955. No primeiro volume, The Fellowship of the Ring, Frodo Bolseiro e seus amigos encontram Bombadil na Floresta Velha. A participação de Bombadil, bem como de Old Man Willow e Barrow-wight foram incluídas em algumas das primeiras notas de Tolkien para uma sequência de O Hobbit.[2] O personagem também é mencionado perto do final de The Return of the King, com Gandalf planejando fazer uma longa visita a ele.

Bombadil foi omitido da trilogia de filmes de Peter Jackson e de algumas outras versões cinematográficas e de rádio de O Senhor dos Anéis, pois é considerado não essencial para a história. Críticos debateram o papel e as origens do personagem. Uma fonte provável é o semideus Väinämöinen no poema épico de 1849 Kalevala, já que os dois compartilham muitas semelhanças.

Aparições

Tom Bombadil tem um papel de coadjuvante em O Senhor dos Anéis, prestando grande ajuda aos hobbits, salvando-os do Salgueiro-homem e hospedando-os junto a Fruta d'Ouro. Tom Bombadil foi um personagem misterioso e superficial, raro na obra de Tolkien, já que não foi um personagem totalmente explorado.

Tolkien impôs nele um significado mais profundo: ele representaria as florestas inglesas que desapareciam rapidamente à época. O Um Anel não fazia efeito nele, e quem colocava o anel não se tornava invisível aos seus olhos. Ele é conhecido também por ser o Sem-pai, aquele que, como ele próprio se descreve, viu a primeira gota de chuva, aquele que já estava aqui quando os elfos passaram para o oeste, para Aman.

Sua canção também desperta bastante curiosidade, pois possui o poder de fazer acontecer o que está contido na letra. Lembra, em sua essência, a Ainulindalë. Por tratar-se de um ser poderoso, mas de origem incerta, é possível que se trate de um Valar (evidentemente, com um codinome humano) que tenha ficado na Terra-Média, e ainda possui resquícios do poder da Sinfonia Maravilhosa. Contudo, no Sillmarillion não há informações sobre um Valar que tenha permanecido na Terra-Média e provavelmente, se for um valar, voltou na derrocada de Sauron, quando Númenor foi destruída por ordem de Illuvatar, embora essa suposição seja infundada.

Também já foi chamado de Iarwain Ben-adar, o mais antigo e sem pai.

Nomes e títulos

Gandalf chamou Tom Bombadil de "O Mais Velho na Existência"; isso é evidenciado pelo seu nome Sindarin Iarwain Ben-Adar (Primogênito e Sem Pai). Os anões chamaram-no de Forn (que no escandinavo significa "Antigo" ou "pertencente a um passado distante", em islandês também pode significar que ele tem habilidades mágicas), e os Homens de Orald (compare para alemão: Uralt, origem da idade, antigo). Todos esses nomes aparentemente significam "Primogenitura". Barbárvore chama a si mesmo de o ser vivo mais antigo da Terra-Média e diz que ele estava lá antes de qualquer outra pessoa. No entanto, Tolkien comentou em outro contexto: "Barbárvore é um personagem da minha história, não eu; e ainda, que ele tenha uma grande memória e alguma sabedoria da terra, não é um dos sábios, e há muito que não sabe ou entende."[3]

Canção

J.R.R Tolkien, em uma de suas canções para O Senhor dos Anéis, no capítulo 6, "A Floresta Velha" (The Old Forest, no Inglês), escreveu uma canção breve e rítmica:

'Hey dol! merry dol! ring a dong dillo!

'Ring a dong! hop along! Fal lal the willow!'

'Tom Bom, jolly Tom, Tom Bombadillo!'

'Hey! Come merry dol! derry dol! My darling!'

'Light goes the weather-wind and the feathered starling.'

'Down along under Hill, shining in the sunlight,'

'Waiting on the doorstep for the cold starlight,'

'There my pretty lady is, River-woman's daughter,'

'Slender as the willow-wand, clearer than the water.'

'Old Tom Bombadil water-lilies bringing'

'Comes hopping home again. Can you hear him singing?'

'Hey! Come merry dol! derry dol! and merry-o!'

'Goldberry, Goldberry, merry yellow berry-o!'

'Poor old Willow-man, you tuck your roots away'

'Tom's in a hurry now. Evening will follow day.'

'Tom's going home again water-lilies bringing.Hey! '

'Come derry dol! Can you hear me singing?'

'Hop along, my little friends, up the Withywindle!'

'Tom's going on ahead candles for to kindle.'

'Down west sinks the Sun: soon you will be groping.'

'When the night-shadows fall, then the door will open,'

'Out of the window-panes light will twinkle yellow.'

'Fear no alder black! Heed no hoary willow!'

'Fear neither root nor bough! Tom goes on before you.'

'Hey now! merry dol! We'll be waiting for you!'

'Hey! Come derry dol! Hop along, my hearties!Hobbits!'

'Ponies all! We are fond of parties.Now let the fun begin! Let us sing together!'

'Now let the song begin! Let us sing together!'

'Of sun, stars, moon and mist, rain and cloudy weather,'

'Light on the budding leaf, dew on the feather,'

'Wind on the open hill, bells on the heather,'

'Reeds by the shady pool, lilies on the water:'

'Old Tom Bombadil and the River-daughter!'

."[4]

Referências

  1. The Oxford Magazine, 1934, citado em The History of Middle-earth, volume 6, página 116
  2. The History of Middle-earth, volume 6, página 43
  3. Tolkien, J. R. R. (1981). Carpenter, Humphrey, ed. The Letters of J. R. R. Tolkien (em inglês). Boston, MA: Houghton Mifflin. p. 153. ISBN 0-395-31555-7
  4. Tolkien, J. R. R. (2022). Kyrmse,Ronald, ed. O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel. [S.l.]: Harper Collins. p. 604. ISBN 978-65-5511-363-1