Seleção Brasileira de Voleibol Masculino

Brasil
Voleibol
Bandeira
Informações gerais
Federação CBV
Sigla FIVB BRA
Confederação CSV
Ranking FIVB 3º (em 3 de agosto de 2025)
Diretor Walter Pitombo Laranjeiras
Técnico Brasil Bernardinho
Capitão Ricardo Lucarelli
Jogos Olímpicos
Participações 16 (Primeira em 1964)
Melhor (1992, 2004 e 2016)
Última 8° (2024)
Campeonato Mundial
Participações 19 (Primeira em 1956)
Melhor (2002, 2006 e 2010)
Última 17° (2025)
Campeonato Sul-Americano
Participações 34 (Primeira em 1951)
Melhor (exceto 2023)
Última (2023)
Cores do Time
1º uniforme
Cores do Time
2º uniforme
Cores do Time
3º uniforme

A seleção brasileira de voleibol masculino é a seleção nacional de voleibol adulta profissional brasileira, organizada e gerenciada pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV). Sua estreia em competições internacionais foi no Campeonato Sul-Americano de 1951,[1] antes mesmo da fundação da CBV. Seus resultados esportivos começaram a aparecer de forma consistente na década de 1980, que configurou o voleibol brasileiro como força mundial. Conquistou a medalha de ouro olímpica três vezes, nos Jogos Olímpicos de Barcelona em 1992, nas Olimpíadas de Atenas em 2004[2][3] e nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016.[4][5] No início do século XXI, a seleção tornou-se hegemônica, ganhando 16 de 20 torneios disputados e indo ao pódio mais 4 vezes.[6]

Nos Jogos Pan-Americanos, o Brasil é penta-campeão, tendo conquistado cinco medalhas de ouro (1963, 1983, 2007[7], 2011[8][9] e 2023[10]),

De 2002 a 2006, a seleção completou quatro anos de domínio absoluto no voleibol, com dois títulos Mundiais e um Olímpico. Façanha só conseguida pela antiga URSS e pelos EUA.[11]

Em julho de 2010 a seleção brasileira conquistou o eneacampeonato da Liga Mundial da FIVB (1993,[12][13] 2001,[13] 2003,[13] 2004,[13] 2005,[13] 2006,[13] 2007,[14][15][16] 2009[17][18] e 2010[19]), tornando-se a seleção nacional mais bem-sucedida da história do campeonato. Ainda em 2010, a seleção conquistou o tricampeonato mundial de forma consecutiva.[20][21][22][23] Atualmente ocupa o terceiro lugar geral do ranking da FIVB.[24]

História

Início

Campeonato Mundial de 2006, no Japão. Os brasileiros comemoram após vitória contra a Sérvia e Montenegro.

O primeiro resultado relevante da Seleção foi a conquista do Campeonato Sul-Americano de 1951, antes mesmo da fundação da Confederação Brasileira de Voleibol. A equipe era formada pelos seguintes jogadores[25]: Henrique Otávio, Betinho, Álvaro Benício, Hélio Silva, Octávio, Lúcio Figueiredo, Hélcio Macedo, Jorge de Almeida, Maurício Macedo, Geowaldo Bentes (Tite), Paulo Augusto, John O'Shea, técnico: Paulo Azeredo.

Até a década de 1980, porém, o voleibol ainda era um esporte de pouca valorização no Brasil, além de carregar a conotação de que se tratava de um esporte “para meninas”, enquanto o futebol seria a prática “dos meninos”, já que os gestos praticados na modalidade, diziam, eram muito "afeminados". Assim, até o final da década de 1970, a seleção obteve resultados a âmbitos mundiais que variavam entre os décimo quinto e quinto lugares.

A década de 1980 e a Geração de prata

A partir da década de oitenta, com a chamada Geração de prata, o voleibol brasileiro começou a obter resultados importantes, como o título nos Jogos Pan-Americanos de 1983 e a medalha de prata nas Olimpíadas de Los Angeles em 1984.[2] Esses resultados, aliados a investimentos de marketing e formação de base, melhoraram sensivelmente o nível do voleibol nacional. Entre os eventos promocionais, uma partida entre o Brasil e a URSS, então a melhor seleção do mundo, no Maracanã, pode ser considerada um evento histórico do voleibol nacional.[26] Estes resultados só foram possíveis graças a uma revolução tática, através da introdução de bolas atacadas atrás da linha dos três, que eram realizadas de modo sistemático e executadas com maior velocidade do que as realizadas esporadicamente por algumas equipes do mundo mais consistentes.

A Década de 1990 e o primeiro ouro olímpico

Esta revolução tática trazida pela Seleção resultaram no ouro nas Olimpíadas de Barcelona, em 1992.[2] José Roberto Guimarães adotou um estilo de jogo com apenas um central de ofício em quadra, Paulão. Marcelo Negrão, o oposto, em duas passagens bloqueava no meio da rede. O time era tão versátil no ataque que Negrão atacava com a mesma facilidade bolas de primeiro tempo e as bolas de fundo, altas.[27] Adotando este estilo de jogo, o Brasil começou a ter equipes fortes e também a exportar jogadores para todo o mundo.

Embora o Brasil tenha conquistado as Olimpíadas de 1992, em uma final contra os Países Baixos,[2] que foram campeões em 1996 contra a Itália, a década de 1990, seria dominada pela seleção italiana, que ganharia, entre outros, a Liga Mundial (7 vezes): 1990, 1991, 1992, 1994, 1995, 1997, 1999 (embora as Olimpíadas de 1992 tenham sido vencidas pelo Brasil, em uma final contra os Países Baixos,[2] que foram campeões em 1996 contra a Itália).

A Década de 2000 e a dominância

Mas os melhores resultados ainda estavam por vir. No início do século XXI, sob o comando do treinador Bernardinho, que introduziu o que alguns consideram a "última revolução tática do vôlei", a seleção tornou-se praticamente invencível. Esta tática consistia na bola de tempo atacada do fundo, pela posição seis.[28] De 2001 a 2006, a seleção disputou 20 títulos, obtendo 16 primeiros lugares, 3 segundos lugares e 1 terceiro lugar.[6] Os primeiros lugares incluíram dois Campeonatos Mundiais,[6][29] cinco Ligas Mundiais,[13] uma Copa do Mundo,[17] uma Copa dos Campeões e uma Olimpíada.[2][3]

Uniforme principal da seleção brasileira nas cores verde e amarelo, até 2007

Entre 2007 e 2016, a seleção ainda conquistou mais uma Olimpíada,[4][5] um Campeonato Mundial,[20][21][22][23] três títulos da Liga Mundial,[14][15][16][17][18][19] uma Copa do Mundo[30] e duas Copa dos Campeões.[31][32] Nessas campanhas vitoriosas da seleção, um jogador sempre destacou-se dos demais apesar do ótimo grupo do Brasil, Giba. Quase sempre titular em todas as conquistas do Brasil na era Bernardinho, Giba alcançou três vezes o pódio olímpico e conquistou três Campeonatos Mundiais, duas Copas do Mundo, três Copas dos Campeões, oito Ligas Mundiais, um Pan-Americano e oito Sul-Americanos.[23][33] Ao conquistar o título mundial em 2010, Leandro Vissotto igualou-se a Nalbert e tornou-se o segundo jogador a obter títulos mundiais em todas as categorias: Sub-19, Sub-21 e adulta.[23]

A sequência de resultados positivos é certamente fruto de uma administração de qualidade, que conseguiu transformar o voleibol no segundo esporte no coração dos brasileiros, e que conseguiu ótimos resultados também no vôlei de praia, no qual, segundo a CBV, em 149 torneios internacionais organizados pela Federação Internacional de Voleibol, o Brasil subiu ao pódio 142 vezes (entre 1987 e 2003).[34] Os resultados de 2001 a 2006 são, por muitos, atribuídos à grande qualidade da equipe, mas principalmente à capacidade do técnico Bernardinho de obter resultados.[35] Após o Campeonato Mundial de 2006 a seleção brasileira ocupava o primeiro lugar no ranking da FIVB, com 195 pontos (63 pontos a mais que o segundo colocado, a Itália).[36] Dos onze jogadores no topo do ranking brasileiro (valendo 7 pontos para as equipes), dez atuavam no exterior e um estava sem equipe. Em 5 de janeiro de 2008, a seleção já aparecia com 260 pontos (60.5 pontos a mais que o segundo colocado, a Rússia), a maior pontuação da história do Brasil no ranking da FIVB até aquele momento.[36] Bernardinho assumiu o comando da seleção masculina em 2001 e, em 18 de agosto de 2010, somava 331 partidas, com 299 vitórias e 32 derrotas.[37]

Títulos

Seleção campeã da Liga Mundial de 2009.

A seleção brasileira já conquistou todos os principais campeonatos de voleibol. Nos Jogos Olímpicos, o Brasil possui seis medalhas: três de ouro conquistadas respectivamente em:

• Barcelona (1992)

Atenas (2004)[2][3]

• Rio de Janeiro (2016)[4][5]

e três de prata conquistadas em:

• Los Angeles (1984)

• Pequim (2008)[38]

• Londres (2012).[39]

No Campeonato Mundial, o Brasil possui seis medalhas: três de ouro conquistadas:

• na Argentina (2002),[29]

• no Japão (2006)[6]

• na Itália (2010)[20][21][22][23]

e três de prata conquistadas:

• na Argentina (1982)

• na Polônia (2014)

• Itália e Bulgária (2018).[40]

Na Copa do Mundo o Brasil possui seis medalhas, três de ouro (2003, 2007 e 2019)[30] e três de bronze (1981, 1995 e 2011).[41][42]

Já nos Jogos Pan-Americanos, o Brasil possui cinco medalhas de ouro (1963, 1983, 2007[7], 2011[8][9] e 2023[10]), sete de prata (1959, 1967, 1975, 1979, 1991, 1999 e 2015[43]) e cinco de bronze (1955, 1971, 1987, 2003 e 2019). Nos Jogos Pan-Americanos de 2007, disputados no Rio de Janeiro, o Brasil conquistou sua terceira medalha de ouro derrotando os Estados Unidos na final.[7] Em 2011, nos Jogos de Guadalajara, a seleção conquistou o seu quarto título vencendo na final a equipe cubana principal com um time considerado pela imprensa brasileira como B.[8][9]

Em 22 de agosto de 2010, em seu primeiro torneio após a conquista do eneacampeonato da Liga Mundial, a seleção brasileira conquistou o segundo título no ano. o Brasil encerrou sua participação no quadrangular Hubert Jerzeg Wagner, na cidade polonesa de Bydgoszcz, invicta. Em seu terceiro e último jogo na competição, a equipe derrotou a Polônia, por 3 sets a 1, dando o troco da derrota sofrida em um amistoso no dia 18 de agosto por 3 a 2.[37][44][45][46] Em 2011, a seleção brasileira conquistou o primeiro título nos Jogos Mundiais Militares, realizados no Rio de Janeiro, derrotando a equipe chinesa na final.[47] Em 2015, o Brasil tornou-se bicampeão dos Jogos Mundiais Militares ao vencer o Egito na final por 3 a 1, após perder na primeira fase por 3 a 0 para o conjunto egípcio, que contava com o time principal que disputou a Liga Mundial.[48] Nas categorias de base, o Brasil também ostenta bastante tradição,[49][50][51] sendo o maior vencedor do campeonato mundial Sub-19 e o segundo maior vencedor do campeonato mundial Sub-21. Em 2013, a seleção brasileira venceu a primeira edição do Campeonato Mundial Sub-23, disputado em Uberlândia, derrotando a Rússia na semifinal e a Sérvia na final.[52][53][54] Em 2021, conquista a Liga das Nações após duas edições seguidas em quarto lugar, quebrando um jejum de dez anos sem conquistar uma liga, se tornando assim, a seleção que venceu todos os maiores torneios organizados pela FIVB.[55]

Em âmbito continental, a seleção brasileira é a maior vencedora do Campeonato Sul-Americano, disputado desde 1951.[56] O Brasil ganhou 33 das 35 edições realizadas, não conquistando o torneio na única edição que não participou, em 1964, além da edição realizada em 2023, na qual terminou o torneio com o vice-campeonato e o bicampeonato da seleção argentina.[56][57]

Resultados obtidos nos principais campeonatos

Ano Sede Classificação
1964 Japão Tóquio
1968 México Cidade do México
1972 Alemanha Ocidental Munique
1976 Canadá Montreal
1980 União das Repúblicas Socialistas Soviéticas Moscou
1984 Estados Unidos Los Angeles
1988 Coreia do Sul Seul
1992 Espanha Barcelona
1996 Estados Unidos Atlanta
2000 Austrália Sydney
2004 Grécia Atenas
2008 China Pequim
2012 Reino Unido Londres
2016 Brasil Rio de Janeiro
2020 Japão Tóquio
2024 França Paris
Ano Sede Classificação
1956  França11º
1960  Brasil
1962  União Soviética10º
1966  Tchecoslováquia13º
1970  Bulgária12º
1974  México
1978  Itália
1982  Argentina
1986  França
1990  Brasil
1994  Grécia
1998  Japão
2002  Argentina
2006  Japão
2010  Itália
2014  Polónia
2018  Bulgária /  Itália
2022  Eslovênia /  Polónia
2025 Filipinas17°
Ano Sede Classificação
1969  Alemanha Oriental
1977  Japão
1981  Japão
1985  Japão
1989  Japão
1991  Japão
1995  Japão
1999  Japão
2003  Japão
2007  Japão
2011  Japão
2019  Japão

Copa dos Campeões

Ano Sede Classificação
1993  Japão
1997  Japão
2001  Japão
2005  Japão
2009  Japão
2013  Japão
2017  Japão

Liga das Nações

Ano Sede Classificação
2018 França Lille
2019 Estados Unidos Chicago
2021 Itália Rimini
2022 Itália Bolonha
2023 Polónia Gdansk
2024 Polónia Łódź
2025 China Ningbo
Ano Sede Classificação
1990 Japão Osaka
1991 Itália Milão
1992 Itália Gênova
1993 Brasil São Paulo
1994 Itália Milão
1995 Brasil Rio de Janeiro
1996 Países Baixos Roterdã
1997 Rússia Moscou
1998 Itália Milão
1999 Argentina Mar del Plata
2000 Países Baixos Roterdã
2001 Polónia Katowice
2002 Brasil Belo HorizonteRecife
2003 Espanha Madri
2004 Itália Roma
2005 Sérvia e Montenegro Belgrado
2006 Rússia Moscou
2007 Polónia Katowice
2008 Brasil Rio de Janeiro
2009 Sérvia Belgrado
2010 Argentina Córdoba
2011 Polónia Gdańsk–Sopot
2012 Bulgária Sófia
2013 Argentina Mar del Plata
2014 Itália Florença
2015 Brasil Rio de Janeiro
2016 Polónia Cracóvia
2017 Brasil Curitiba
Ano Sede Classificação
1951 Brasil Rio de Janeiro
1956 Uruguai Montevidéu
1958 Brasil Porto Alegre
1961 Peru Lima
1962 Chile Santiago
1967 Brasil Santos
1969 Venezuela Caracas
1971 Uruguai Montevidéu
1973 Colômbia Bucaramanga
1975 Paraguai Assunção
1977 Peru Lima
1979 Argentina Rosário
1981 Chile Santiago
1983 Brasil São Paulo
1985 Venezuela Caracas
1987 Uruguai Montevidéu
1989 Brasil Curitiba
1991 Brasil São Paulo
1993 Argentina Córdova
1995 Brasil Porto Alegre
1997 Venezuela Caracas
1999 Argentina Córdova
2001 Colômbia Cáli
2003 Brasil Rio de Janeiro
2005 Brasil Lages
2007 Chile Santiago
2009 Colômbia Bogotá
2011 Brasil Cuiabá
2013 Brasil Cabo Frio
2015 Brasil Maceió
2017 Chile SantiagoTemuco
2019 Chile SantiagoTemuco
2021 Brasil Brasília
2023 Brasil Recife

Copa Pan-Americana

Ano Sede Classificação
2010 Porto Rico San Juan
2011 Canadá Gatineau
2012 República Dominicana Santo Domingo
2013 México Cidade do México
2015 Estados Unidos Reno
2018 México Córdoba
2022 Canadá Gatineau
2023 México Guadalajara

Copa América

Ano Sede Classificação
1998 Argentina Mar del Plata
1999 Estados Unidos Tampa
2000 Brasil São Bernardo do Campo
2001 Argentina Buenos Aires
2005 Brasil São Leopoldo
2007 Brasil Manaus
2008 Brasil Cuiabá

Jogos Pan-Americanos

Ano Sede Classificação
1955 México Cidade do México
1959 Estados Unidos Chicago
1963 Brasil São Paulo
1967 Canadá Winnipeg
1971 Colômbia Cáli
1975 México Cidade do México
1979 Porto Rico San Juan
1983 Venezuela Caracas
1987 Estados Unidos Indianápolis
1991 Cuba Havana
1995 Argentina Mar del Plata
1999 Canadá Winnipeg
2003 República Dominicana Santo Domingo
2007 Brasil Rio de Janeiro
2011 México Guadalajara
2015 Canadá Toronto
2019 Peru Lima
2023 Chile Santiago

Jogos Pan-Americanos Júnior

Ano Sede Classificação
2021 Colômbia Cáli-Valle
2025 Paraguai Assunção

Medalhas

Evento Ouro Prata Bronze Total
Jogos Olímpicos3306
Campeonato Mundial3317
Copa do Mundo3036
Copa dos Campeões5207
Liga Mundial97420
Liga das Nações1012
Jogos Pan-Americanos57517
Jogos Pan-Americanos Júnior 2 0 0 2
Copa Pan-Americana3205
Campeonato Sul-Americano331034
Copa América3407
Total692913111

Hall da Fama do Voleibol

Membros da seleção que entraram para o Hall da Fama do Voleibol
  • Bernard Rajzman (introduzido como jogador em 2005)[58]
  • Carlos Nuzman (introduzido como líder em 2007)[59]
  • Maurício Lima (introduzido como jogador em 2012)[60]
  • Nalbert Bitencourt (introduzido como jogador em 2014)[61]
  • Bebeto de Freitas (introduzido como técnico em 2015)[62]
  • Renan Dal Zotto (introduzido como jogador em 2015)[63]
  • Giba (introduzido como jogador em 2018)[64]
  • Giovane Gavio (introduzido como jogador em 2021)[65]
  • Serginho (introduzido como jogador em 2021)[65]

Lista de Treinadores

PeríodoTreinador
1951–1954Brasil Paulo Azeredo
1955–1959Brasil Carlos Alberto Magalhães Turner
1961Brasil Geraldo Faggiano
1961–1962Brasil Sami Mehlinsky
1963Brasil Geraldo Faggiano
1963Brasil Sami Mehlinsky
1964–1965Brasil Geraldo Faggiano
1966Brasil Célio Cordeiro Filho
1967Brasil Geraldo Faggiano
1968–1971Brasil Paulo Emanuel da Hora Matta
1972Brasil Valderbi Romani
1973–1974Brasil Célio Cordeiro Filho
1975Brasil Paulo Russo
1975Brasil Carlos Eduardo Albano Feitosa
1976Brasil Carlos Reinaldo Pereira Souto
1977–1980Brasil Paulo Russo
1981–1984Brasil Bebeto de Freitas
1985–1986Brasil José Carlos Brunoro
1987Coreia do Sul Young Wan Sohn
1988–1990Brasil Bebeto de Freitas
1991Brasil Josenildo José da Rocha Carvalho
1992–1996Brasil José Roberto Guimarães
1997–2000Brasil Radamés Lattari
2001–2016Brasil Bernardinho
2017–2023Brasil Renan Dal Zotto[66]
2023–Brasil Bernardinho[67]

Recordes

A seleção masculina de voleibol do Brasil possui os dois recordes mundiais de público na história do voleibol. Em 26 de julho de 1983, no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, 95.887 pagantes viram O Grande Desafio de Vôlei – Brasil X URSS, uma partida amistosa na qual o Brasil derrotou a então campeã olímpica e mundial, União Soviética, por 3-1, num recorde absoluto da história do esporte.[26][68][69][70] No dia 6 de julho de 1995, no ginásio do Mineirinho, em Belo Horizonte, foi batido o recorde de público numa partida indoor. 25.326 torcedores superlotaram o ginásio para ver a Itália bater o Brasil por 3-2, na fase decisiva de classificação para as finais da Liga Mundial daquele ano.[71] E em Valinhos em 2001.

MVP'S

O Jogador Mais Valioso (em inglês: Most Valuable Player), também conhecido pela sigla MVP, é um prêmio geralmente conferido ao atleta ou atletas de melhor desempenho num torneio. No voleibol o prêmio também é válido para designar um(a) jogador(a) como melhor do mundo no momento. Ao longo dos anos atletas da seleção brasileira de voleibol masculino receberam tal honraria. Abaixo alguns nomes:

Alan Souza
  • MVP do Campeonato Sul-Americano de 2019
André Nascimento

André Nascimento foi o melhor jogador da Liga Mundial de 2001, ano que o Bernardo assumiu a seleção, e também foi o melhor atacante do campeonato mundial de 2002, primeiro mundial que o Brasil venceu.

  • MVP da Copa dos Campeões de 2005[72]
Caio Alexandre
  • MVP do Campeonato Sul-Americano Sub-23 de 2016[73][74]
Douglas Souza
  • MVP do Campeonato Sul-Americano Sub-21 de 2014[75]
  • MVP do Campeonato Sul-Americano Sub-22 de 2014[76]
  • MVP da Copa Pan-Americana de 2015[77][78]
Giba
Giovane
Leal
  • MVP do Torneio Hubert Jerzeg Wagner de 2019
Lucarelli
  • MVP da Copa Pan-Americana de 2013[84][85]
  • MVP do Campeonato Mundial Sub-23 de 2013[86]
  • MVP da Copa dos Campeões de 2017[87]
Lucas Madalóz
  • MVP da Copa Pan-Americana Sub-21 de 2015[88]
Maurício Borges
  • MVP do Campeonato Mundial Sub-21 de 2009[89]
Murilo
  • MVP da Liga Mundial de 2010[81][90][91]
  • MVP do Torneio Hubert Jerzeg Wagner de 2010[92][93]
  • MVP do Campeonato Mundial de 2010[94][95]
  • MVP dos Jogos Olímpicos de Londres de 2012[96]
Paulo Silva
  • MVP da Copa Pan-Americana de 2011[97]
Ricardinho
  • MVP da Liga Mundial de 2007[81]
Rogério Carvalho
  • MVP da Copa Pan-Americana Sub-23 de 2012[98]
Serginho
  • MVP da Liga Mundial de 2009[81][99]
  • MVP do Campeonato Sul-Americano de 2011[100]
  • MVP do Campeonato Sul-Americano de 2015[101]
  • MVP dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro de 2016[102][103]
Sidão
  • MVP do Campeonato Sul-Americano de 2013[104]
Victor Cardoso
  • MVP da Copa Pan-Americana Sub-21 de 2017[105][106]
Wallace de Souza
  • MVP da Liga das Nações de 2021
Amistoso da seleção brasileira de voleibol contra os Estados Unidos, no dia 25 de setembro de 2009, em Uberlândia.

Elenco atual

Última convocação realizada para a disputa do Campeonato Mundial de 2025.[107]
Técnico: Brasil Bernardinho

CamisaNomePosiçãoAltura (m)Clube atual
1Alan SouzaOposto2,02 Skra Bełchatów
5Matheus BrasíliaLevantador1,84 Sada Cruzeiro
6Adriano CavalcantePonteiro2,01 Vôlei Renata/Campinas
7Matheus PintaCentral2,09 Vôlei Renata/Campinas
8Henrique HonoratoPonteiro1,90 Ślepsk Suwałki
11Judson AmabelCentral2,05 Vôlei Renata/Campinas
14Fernando CachopaLevantador1,85 Allianz Milano
15Maique NascimentoLíbero1,87 Itambé/Minas
18Ricardo LucarelliPonteiro1,96 JTEKT Aichi
19Arthur BentoPonteiro2,09 Valsa Modena
20Lukas BergmannPonteiro2,05 Bluenergy Piacenza
23Flávio GualbertoCentral2,00 Itas Trentino
25Chizoba AtuOposto2,00 Cuprum Lubin
28Darlan SouzaOposto1,93 Rana Verona

Ver também

Referências

  1. «Vôlei». Esportes OnLine. Consultado em 20 de agosto de 2013. Cópia arquivada em 12 de abril de 2009
  2. 1 2 3 4 5 6 7 Garavello, Murilo. «Seleção masculina de vôlei». UOL Esporte. Consultado em 14 de setembro de 2015. Cópia arquivada em 14 de setembro de 2015
  3. 1 2 3 Garavello, Murilo (29 de agosto de 2004). «Brasil bate a Itália, ganha ouro e faz a melhor campanha nos Jogos». UOL Esporte. Consultado em 14 de setembro de 2015. Cópia arquivada em 14 de setembro de 2015
  4. 1 2 3 «Firme, forte e dourado: Brasil bate Itália e volta ao topo olímpico após 12 anos». globoesporte.com. Grupo Globo. 21 de agosto de 2016. Consultado em 9 de setembro de 2016. Cópia arquivada em 30 de agosto de 2016
  5. 1 2 3 «Brazil make triumphant return to the top of the podium». FIVB (em inglês). Rio2016.fivb.com. 21 de agosto de 2016. Consultado em 9 de setembro de 2016. Cópia arquivada em 9 de setembro de 2016
  6. 1 2 3 4 «Brasil é bicampeão mundial de Vôlei masculino». Folha da Região. 3 de dezembro de 2006. Consultado em 14 de setembro de 2015. Cópia arquivada em 14 de setembro de 2015
  7. 1 2 3 Oliveira, Carol; Gabriele Lomba, Simone Evangelista (28 de julho de 2007). «Vibração em quadra e mais um ouro no peito». GloboEsporte.com. Organizações Globo. Consultado em 21 de agosto de 2013
  8. 1 2 3 Gabriel Rodrigues, João (30 de outubro de 2011). «Brasil despreza rótulo de time B, vence Cuba e é bicampeão no vôlei». GloboEsporte.com. Organizações Globo. Consultado em 21 de agosto de 2013
  9. 1 2 3 Canossa, Carolina; Leonardo Siegl (30 de outubro de 2011). «Com time B, Brasil bate seleção principal de Cuba e fica com o ouro». R7. Central Record de Comunicação. Consultado em 21 de agosto de 2013
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