Rumba

Rumba
Origens estilísticasmúsica e percussão cubana
Contexto culturalAnos 1930, na Costa Leste dos Estados Unidos
PopularidadePopularidade em comunidades latinas nos Estados Unidos

Rumba, também conhecida como rumba de salão ou rumba americana, é um gênero de música e dança de salão que surgiu na Costa Leste dos Estados Unidos durante a década de 1930. Combinava a música americana produzida pelas big bands com ritmos afro-cubanos, principalmente o son cubano, mas também a conga e a rumba cubana. Embora tenha recebido o nome desta última, a rumba de salão difere completamente da rumba cubana tanto na música quanto na dança. Portanto, alguns autores preferem a grafia americanizada da palavra (rhumba) para distingui-las.[1][2][3]

A rumba de salão é, também, uma dança esportiva do tipo latin (Federação Mundial de Dança Competitiva).[4][5] Segundo o padrão internacional da dança a rumba é um tipo de dança do tipo International Latin e que é dançada a aproximadamente em 104 bpm com 4 batidas por compasso (métrica 4
4
).[6]

Origem

Embora o termo rumba tenha começado a ser usado por gravadoras americanas para rotular todos os tipos de música latina entre 1913 e 1915, a história da rumba como uma forma específica de música de salão pode ser rastreada até maio de 1930, quando Don Azpiazú e sua Orquestra do Cassino de Havana gravaram sua canção "El manisero" (O Vendedor de Amendoim) na cidade de Nova Iorque.[2] Este single, lançado quatro meses depois pela Victor, tornou-se um sucesso, tornando-se a primeira canção latina a vender 1 milhão de cópias nos Estados Unidos.[7][8] A canção, composta por Moisés Simons, é um son-pregón arranjado, neste caso, para a big band de Azpiazú, apresentando três saxofones, dois cornetas, banjo, guitarra, piano, violino, baixo e bateria.[9] Com vocais de Antonio Machín e um solo de trompete (o primeiro na história gravada da música cubana) de Remberto Lara, a gravação, arranjada pelo saxofonista Alfredo Brito, tentou adaptar o son cubano ao estilo de música de salão predominante na época na Costa Leste.[7]

Syllabus

O syllabus ISTD é a um conjunto/programa de passos de danças principais da rumba usado nas competições internacionais de dança;[10][11][12] este programa foi criado pela Sociedade Imperial de Professores de Dança (ISTD).[10] Nas competições o syllabus é dividido nos níveis Bronze, Prata (Silver) e, Ouro (Gold) – em alguns casos os níveis possuem subníveis como: Bronze 1 (básico), 2 (intermediário), 3 (completo).[10][12]

O syllabus oficial da rumba é:[13][14]

Bronze

BRONZE 1
  1. Movimentos básicos (fechado, aberto, in place e, alternativo)
  2. Cucarachas
  3. New York para esquerda/direita (to R & L position)
  4. Giros spot para esquerda/direita: a. Giro spot; b. Giro underarm; switch

BRONZE 2

  1. Shoulder to Shoulder (To Left and Right Side Position)
  2. Hand to Hand (To Right and Left Side Position)
  3. Progressive Walks Forward or Back
  4. Side Steps (To Left or Right)
  5. Cuban Rocks

BRONZE 3

  1. Fan
  2. Alemana
  3. Hockey Stick
  4. Natural Top
  5. Opening Out to Right and Left
  6. Natural Opening Out Movement
  7. Closed Hip Twist

Prata

  1. Open Hip Twist
  2. Reverse Top
  3. Opening Out from Reverse Top
  4. Aida
  5. Spiral Turns (Spiral, Curl and Rope Spinning); a. Spiral; b. Curl; c. Rope Spinning

Ouro

  1. Sliding Doors
  2. Fencing
  3. Three Threes
  4. Three Alemanas
  5. Hip Twists (Advanced, Continuous and Circular); a. Advanced Hip Twists; b. Continuous Hip Twists; c. Circular Hip Twists

Referências

  1. Drake-Boyt, Elizabeth (2011). «Rhumba». Latin Dance. Santa Barbara, CA: Greenwood. pp. 43–46. ISBN 9780313376092
  2. 1 2 Daniel, Yvonne (2009). «Rumba Then and Now». In: Malnig, Julie. Ballroom, Boogie, Shimmy Sham, Shake: A Social and Popular Dance Reader. Chicago, IL: University of Illinois. p. 162. ISBN 9780252075650
  3. Hess, Carol A. (2013). Representing the Good Neighbor: Music, Difference, and the Pan American Dream. New York, NY: Oxford University Press. pp. 115–116, 200. ISBN 9780199339891
  4. «Dance dictionary, competitive style of dancing». Ballroom Dancers. Consultado em 4 de maio de 2020
  5. CNDD. «Quem somos – Confederação Nacional de Dança Desportiva». Consultado em 3 de novembro de 2025
  6. «Learn to dance rumba» [Aprenda a dançar rumba]. Ballroom Dancers. Consultado em 20 de maio de 2024
  7. 1 2 Sullivan, Steve (2013). «The Peanut Vendor». Encyclopedia of Great Popular Song Recordings, Volume 2. Plymouth, UK: Scarecrow Press. pp. 175–176. ISBN 9780810882966
  8. Giro, Radamés (2007). Diccionario enciclopédico de la música en Cuba, Vol. 4. Havana, Cuba: Letras Cubanas. p. 147.
  9. «The Peanut Vendor (Victor matrix BVE-62152)». Discography of American Historical Recordings. Consultado em October 4, 2015 Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  10. 1 2 3 Capela, João (17 de agosto de 2012). «Syllabus da Rumba Internacional - Passos de Rumba». Escola de Dança Academia João Capela. Consultado em 22 de dezembro de 2022
  11. MOORE, Alex (2021). Ballroom Technique. ASSIN: B000PH46KI. [S.l.]: Routledge. ISBN 9780367545338. OCLC 1289243761. Resumo divulgativo Worldcat
  12. 1 2 Capela, João (26 de outubro de 2012). «Syllabus da Valsa Inglesa Internacional - Passos da Valsa Inglesa». Escola de Dança Academia João Capela. Consultado em 22 de dezembro de 2022
  13. «Rumba Syllabus». Ballroom Dancers. Consultado em 20 de maio de 2024
  14. Capela, João (17 de agosto de 2012). «Syllabus da Rumba Internacional - Passos de Rumba». Academia João Capela - Escola de Dança em Barcelos. Consultado em 22 de dezembro de 2022