Guerras romano-judaicas
| Guerras judaico-romanas | |||
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| Data | 66–135 da era Comum (70 anos) | ||
| Local | Província da Judeia, Egito, Chipre, Cirenaica, Mesopotâmia | ||
| Desfecho | Vitória romana
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| Mudanças territoriais | Judeia (Síria Palestina) permanece como Província Romana até à conquista muçulmana do Levante | ||
| Beligerantes | |||
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| Comandantes | |||
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| Forças | |||
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| Baixas | |||
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| 350 000[1] – 2 356 460[2] de mortos | |||
Guerras judaico-romanas é o termo genérico que designa a série de revoltas movidas pelos judeus contra a dominação pelo Império Romano. Foram três guerras, mas alguns historiadores consideram que houve apenas duas, descartando a "Guerra de Kitos".[3]
As guerras judaico-romanas dos séculos I e II EC foram catastróficas para o povo judeu, transformando-o de uma população importante em sua terra natal em uma minoria dispersa e perseguida, através da devastação da Primeira Guerra Judaico-Romana (que viu a destruição de Jerusalém e do Segundo Templo) e da revolta de Bar Kokhba, ainda mais brutal, que levou ao despovoamento quase total da Judeia. Esses eventos catastróficos não apenas expandiram e fortaleceram a diáspora judaica, mas também forçaram uma profunda transformação religiosa, pois a perda do Templo tornou insustentável seu culto sacrificial e deu origem a novas formas de adoração centradas na oração, no estudo da Torá e nas sinagogas, estabelecendo, em última análise, as bases para o Judaísmo rabínico e a codificação de textos fundamentais como a Mishná e o Talmude.[4]
Primeira guerra
Também chamada de "Grande Revolta Judaica", iniciada em 66 d.C., na província romana da Judeia, e oficialmente encerrada em 70 d.C., embora a luta tenha se prolongado até 73 d.C., com a tomada da fortaleza de Massada. Foi sufocada pelas tropas do comandante romano (e futuro imperador), Vespasiano, secundado por seu filho, Tito. Morreram mais de um milhão de judeus e o Templo de Jerusalém foi destruído, restando apenas o Muro das Lamentações.
Segunda guerra
Também chamada de "Guerra de Kitos", ocorreu entre os anos 115 e 117, no governo do imperador Trajano. Consistiu em uma revolta das comunidades judaicas da Diáspora (judeus que viviam fora da Judeia), disseminando-se, principalmente, por Cirene (Cirenaica), Chipre, Mesopotâmia e Egito. Foi sufocada pelo comandante romano Lúsio Quieto.
Terceira guerra
Também chamada de "Revolta de Barcoquebas", ocorreu entre os anos de 132 e 135, durante o governo do imperador Adriano, sendo liderada por Simão Barcoquebas, que alguns consideraram ser o Messias davídico esperado pelos judeus. Foi sufocada pelas tropas do comandante romano Sexto Júlio Severo. Para os historiadores que não consideram a "Guerra de Kitos" como uma das guerras judaico-romanos, esta seria a segunda guerra entre romanos e judeus.
Outras revoltas
Além dessas guerras, houve também uma rebelião dos judeus da Síria Palestina contra Constâncio Galo, césar do Império Romano, conhecida como "Revolta judaica contra Galo", ocorrida entre 351 e 352, que foi sufocada pelo comandante romano Ursicino. No século V, as Revoltas Samaritanas contra o Império Bizantino inflamaram a região por quase um século.
No século seguinte, os judeus se revoltaram novamente contra o imperador bizantino Heráclio (613).
Referências
- ↑ Matthew White 2012, The Great Big Book of Horrible Things Norton, p. 52
- ↑ Cohen, Shaye J. D. (1982). «The Destruction: From Scripture to Midrash». Prooftexts. 2 (1): 18–39. JSTOR 20689020
- ↑ Goodman, Martin (2006). «Sadducees and Essenes after 70 CE». Judaism in the Roman World. Col: Ancient Judaism and Early Christianity. 66. [S.l.]: Brill. pp. 153–162. ISBN 978-9-047-41061-4
- ↑ Gabba, Emilio (1999). «The social, economic and political history of Palestine 63 BCE–CE 70». In: Horbury, William; Davies, W. D.; Sturdy, John. The Early Roman Period. Col: The Cambridge History of Judaism. 3. [S.l.]: Cambridge University Press. pp. 94–167. ISBN 9781139053662






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