Pinhalzinho (São Paulo)

Pinhalzinho
Hino
LemaLute e não desista
Gentílicopinhalzinhense
Localização de Pinhalzinho em São Paulo
Localização de Pinhalzinho em São Paulo
Localização de Pinhalzinho em São Paulo
Pinhalzinho está localizado em: Brasil
Pinhalzinho
Localização de Pinhalzinho no Brasil
Mapa de Pinhalzinho
Coordenadas: 🌍
PaísBrasil
Unidade federativaSão Paulo
Municípios limítrofesMonte Alegre do Sul, Tuiuti, Pedra Bela, Bragança Paulista, Socorro
Distância até a capital114 km
Fundação1840 (186 anos)
Emancipação28 de fevereiro de 1964 (62 anos)
Governo
  Prefeito(a)Sebastiao Zanardi[1] (PSD, 2025–2028)
Área
  Total [2]154,948 km²
Altitude910 m
População
  Total (Estimativa IBGE/2020[3])15 388 hab.
Densidade99,3 hab./km²
Climatropical de altitude (Cwb)
Fuso horárioHora de Brasília (UTC−3)
IDH (PNUD/2010[4])0,725 alto
PIB (IBGE/2017[5])R$ 250 266,08 mil
  Per capita (IBGE/2017[5])R$ 16 952,25

Pinhalzinho é um município brasileiro do estado de São Paulo. Sua população estimada pelo IBGE em 2024 era de 15.605 habitantes.

História

Pinhalzinho, nome derivado da abundância de araucárias na região, foi fundado em 1840, pelas famílias de João Domingues Siqueira e de Generoso de Godoi Bueno. O povoamento de Pinhalzinho deu-se principalmente por imigrantes italianos, entre eles Antonio Fornari e filhos, que fundaram a primeira casa comercial. Foi também significante a imigração de espanhóis oriundos sobretudo da Andaluzia.

A imigração estrangeira decorreu do fim da escravidão, em 1888, principalmente de colonos da imigração subvencionada, encaminhados pela Hospedaria de Imigrantes de São Paulo para as fazendas de café da região, como a Fazenda de João Gomes, no bairro da Rosa Mendes. Do tempo da escravidão, deixou memória a Fazenda Velha, no atual bairro desse nome, cujo fazendeiro, com a Lei Áurea, decidiu dividir e distribuir suas terras entre seus antigos escravos. Dos descendentes desses escravos ficaram conhecidas Nhá Sabina e Nhá Florinda, benzedeiras, nascidas depois da Lei do Ventre Livre, de cujo sítio sobrevive o antigo terreiro e algumas de suas plantas.

Pinhalzinho foi, até os anos 1950, um reduto de sobrevivência do dialeto caipira, a língua portuguesa, com influências espanholas e italianas, falada com forte sotaque da língua geral paulista, idioma originário de dieletos tupi do litoral paulista. O dialeto caipira do Pinhalzinho, além da iotização em muitas palavras (como em cuié, muié, zóio, arriá, oreia, mecê, corgo) tinha também muitas palavras propriamente tupis, como pacuera, tapera, pipoca, muquirana. É uma região que ainda tem muitos mestiços de zigomas salientes e olhos ligeiramente repuxados, resquício da ancestralidade indígena não muito anterior ao século XVIII.

O povoado, em 1900, contava com vinte habitações dispersas. A partir de 1910 o crescimento foi acelerado em função da criação de uma escola particular, mantida por moradores como Eduardo Fornari, Henrique Torricelli e outros, e o aumento da população causada pelo anúncio de oferta de terrenos gratuitos, divulgado pelo jornal Cidade de Bragança.

Em 1922, concluiu-se a igreja, obra realizada pelo construtor Tomás de Camargo e o carpinteiro José, sendo trazida diretamente de Barcelona, a imagem da padroeira, Nossa Senhora de Copacabana.

Em 23 de dezembro de 1936, através da Lei nº 2784 é criado o distrito de Pinhal, no município de Bragança (atual Bragança Paulista).

Em 30 de novembro de 1938, através do Decreto-Lei Estadual nº 9775 o distrito passou a denominar-se Pinhalzinho.

Em 28 de fevereiro de 1964, através da Lei Estadual nº 8092, Pinhalzinho foi elevado à categoria de município, desmembrado de Bragança Paulista. Sua instalação ocorreu no dia 28 de março de 1965.

Estado de São Paulo (1964).

Geografia

Localiza-se a uma latitude 22º46'46" sul e a uma longitude 46º35'26" oeste, estando a uma altitude de 910 metros.

Hidrografia

Pinhalzinho é cortada pelo Ribeirão do Pinhal, que desagua no Rio Camanducaia, no município de Monte Alegre do Sul.

O município se insere na Bacia Hidrográfica PCJ (Piracicaba, Capivari e Jundiaí), formadores do Rio Tietê.

Na parte norte do município passa o Rio Camanducaia.

Rodovias

Demografia

População

Crescimento populacional
AnoPopulação
19704 912
19806 43230,9%
19918 43331,1%
200010 98630,3%
201013 10519,3%
202215 22416,2%
Est. 202415 605[6]2,5%
Fontes: [7][8][9][10]
Censos IBGE e Estimativas Fundação SEADE

Composição étnica

Em 2022, segundo dados do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a população do município era composta por 11.528 brancos (75,72%), 3.079 pardos (20,22%), 553 pretos (3,63%), 60 amarelos (0,39%) e 4 indígenas (0,03%).[11]

Política e administração

  • Prefeito: Sebastião Zanardi (2025 – 2028)
  • Vice-prefeito: Alexandre Marcel Franco (2025 – 2028)
  • Presidente da câmara: José Ricardo Kiota (2025 – 2026)

Infraestrutura

Energia

A concessionária de energia elétrica que atende o município é a Energisa Sul-Sudeste, antiga Bragantina (distribuidora do grupo Rede Energia).[12]

Saneamento

O serviço de abastecimento de água é feito pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (SABESP).[13]

Comunicações

O sistema de telefones automáticos foi inaugurado na cidade em 1982 pela Telecomunicações de São Paulo (TELESP), que também implantou o sistema de discagem direta à distância (DDD) em 1982 com o código de área (011).[14][15]

Religião

De acordo com o Censo 2022 (IBGE), 90,8% da população do município é cristã, sendo 68,66% católicos e 22,14% evangélicos. Outras religiões representam 6,48% da população total.[16]

O Cristianismo se faz presente na cidade da seguinte forma:[17]

Igreja Católica

  • A igreja faz parte da Diocese de Bragança Paulista.[18]

Igrejas Evangélicas

Entre as igrejas protestantes históricas, pentecostais e neopentecostais, encontram-se na cidade:[19]

Ver também

  • Lista de municípios de São Paulo por data de criação
  • Lista de municípios de São Paulo por população (2022)
  • Lista de municípios de São Paulo por domicílios
  • Lista de municípios de São Paulo por área (2023)
  • Lista de municípios de São Paulo por CEP
  • Lista de municípios de São Paulo por DDD

Referências

  1. «Eleições 2024: Tiao Zanardi, do PSD, é eleito prefeito de Pinhalzinho no 1º turno». g1. 7 de outubro de 2025. Consultado em 14 de março de 2025
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010
  3. «Estimativa Populacional 2020». Estimativa Populacional 2020. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 27 de agosto de 2020. Consultado em 30 de agosto de 2020
  4. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010 http://www.atlasbrasil.org.br/2013/pt/perfil_m/pinhalzinho_sp. Consultado em 30 de agosto de 2020 Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  5. 1 2 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística https://cidades.ibge.gov.br/brasil/sp/pinhalzinho/pesquisa/38/46996. Consultado em 30 de agosto de 2020 Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  6. «Estimativas da população residente para os municípios e para as unidades da federação (2024) | IBGE». www.ibge.gov.br
  7. «Censos Demográficos (1991-2022) | IBGE». ibge.gov.br
  8. «Censos Demográficos (1872-1980) | IBGE». biblioteca.ibge.gov.br
  9. «Evolução da população segundo os municípios (1872-2010) | IBGE» (PDF). geoftp.ibge.gov.br
  10. «Biblioteca Digital Seade | Fundação Seade». bibliotecadigital.seade.gov.br
  11. «Tabela 9605: População residente, por cor ou raça, nos Censos Demográficos». sidra.ibge.gov.br. Consultado em 27 de março de 2026
  12. «Arsesp - Concessionárias de energia elétrica». www.arsesp.sp.gov.br. Consultado em 26 de março de 2025. Cópia arquivada em 28 de janeiro de 2025
  13. «Arsesp - Perfil do setor de Saneamento Básico». www.arsesp.sp.gov.br. Consultado em 26 de março de 2025
  14. «Área de operação da Telesp em São Paulo». www.telesp.com.br. Página oficial da Telecomunicações de São Paulo (arquivada). 14 de janeiro de 1998. Consultado em 26 de fevereiro de 2025
  15. «Telesp - Código DDD e Prefixos». www.telesp.com.br. Página oficial da Telecomunicações de São Paulo (arquivada). 14 de janeiro de 1998. Consultado em 26 de fevereiro de 2025
  16. «Tabela 6417: Pessoas de 10 anos ou mais de idade, por cor ou raça, segundo o sexo e a religião». sidra.ibge.gov.br. Consultado em 20 de março de 2026
  17. O termo "cristão" (em grego Χριστιανός, transl Christianós) foi usado pela primeira vez para se referir aos discípulos de Jesus Cristo na cidade de Antioquia (Atos cap. 11, vers. 26), por volta de 44 d.C., significando "seguidores de Cristo". O primeiro registro do uso do termo "cristianismo" (em grego Χριστιανισμός, Christianismós) foi feito por Inácio de Antioquia, por volta do ano 100. Tyndale Bible Dictionary, pp. 266, 828
  18. «Sul 1 Region of Brazil [Catholic-Hierarchy]». www.catholic-hierarchy.org. Consultado em 14 de março de 2025
  19. Cross, F. L.; Livingstone, E. A., eds. (1 de janeiro de 2009). «The Oxford Dictionary of the Christian Church». Oxford University Press (em inglês). ISBN 978-0-19-280290-3. Consultado em 22 de março de 2026
  20. «Campos Eclesiásticos». CONFRADESP. 10 de dezembro de 2018. Consultado em 14 de março de 2025
  21. «Arquivos: Locais». Assembleia de Deus Belém – Sede. Consultado em 14 de março de 2025
  22. «Localidade - Congregação Cristã no Brasil». congregacaocristanobrasil.org.br. Consultado em 14 de março de 2025

Ligações externas