Organização dos Países Exportadores de Petróleo
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![]() Países membros da OPEP em azul escuro Países da OPEP+ em azul claro. | |
| Tipo | Bloco comercial |
|---|---|
| Fundação | 10–14 de setembro de 1960 em vigor em janeiro de 1961 |
| Sede | |
| Membros | |
| Línguas oficiais | Inglês[1] |
| Secretário-Geral | Haitham al-Ghais |
| Website | www.opec.org |
Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP ou, pelo seu nome em inglês, OPEC) é uma organização intergovernamental de 13 nações, fundada em 15 de setembro de 1960 em Bagdá pelos cinco membros fundadores (Irã, Iraque, Kuwait, Arábia Saudita e Venezuela), com sede desde 1965 em Viena, na Áustria. Em setembro de 2018, os então 14 países membros representavam 44% da produção global de petróleo e 81,5% das reservas de petróleo "comprovadas" do mundo, dando à OPEP uma grande influência nos preços globais de petróleo, previamente determinados pelos chamados agrupamento "Sete Irmãs" de empresas multinacionais de petróleo.
A missão declarada da organização é "coordenar e unificar as políticas de petróleo de seus países membros e garantir a estabilização dos mercados de petróleo, a fim de garantir um fornecimento eficiente, econômico e regular deste recurso aos consumidores, uma renda estável aos produtores e um retorno justo de capital para aqueles que investem na indústria petrolífera".[2] A organização também é uma provedora significativa de informações sobre o mercado internacional de petróleo. Os atuais membros da OPEP são os seguintes: Argélia, Guiné Equatorial, Gabão, Irã, Iraque, Kuwait, Líbia, Nigéria, República do Congo, Arábia Saudita (líder de facto), Emirados Árabes Unidos e Venezuela. Equador, Indonésia, Angola e Catar são ex-membros.[3]
A formação da OPEP marcou um ponto decisivo para a soberania nacional sobre os recursos naturais e as decisões da organização passaram a desempenhar um papel de destaque no mercado global de petróleo e nas relações internacionais. O efeito pode ser particularmente forte quando guerras ou distúrbios civis levam a interrupções prolongadas no fornecimento. Na década de 1970, as restrições na produção de petróleo levaram a um aumento dramático nos preços e na receita e riqueza da OPEP, com consequências duradouras e de longo alcance para a economia global. Na década de 1980, a OPEP começou a estabelecer metas de produção para seus países membros; geralmente, quando as metas são reduzidas, os preços do petróleo aumentam. Isso ocorreu nas decisões de 2008 e 2016 da organização de reduzir o excesso de oferta.
Os economistas costumam citar a OPEP como um exemplo de cartel que coopera para reduzir a concorrência no mercado, mas cujas consultas são protegidas pela doutrina da imunidade estatal sob o direito internacional. Em dezembro de 2014, "a OPEP e os petroleiros" ficaram em terceiro lugar na lista do Lloyd's das "100 mais influentes do setor de transporte marítimo".[4] No entanto, a influência da OPEP no comércio internacional é periodicamente desafiada pela expansão de fontes de energia que não são da OPEP e pela tentação recorrente de países da organização de exceder as metas de produção e buscar interesses próprios conflitantes.
Organização e estrutura
Em uma série de medidas adotadas nas décadas de 1960 e 1970, a OPEP reestruturou o sistema global de produção de petróleo em favor dos estados produtores e em detrimento de um oligopólio de empresas petrolíferas anglo-americanas dominantes, as Sete Irmãs. A coordenação entre os estados produtores de petróleo no âmbito da OPEP facilitou a nacionalização da produção petrolífera e a estruturação dos preços do petróleo em seu próprio benefício, sem incorrer em retaliações por parte dos governos e empresas ocidentais.[5]
Antes da criação da OPEP, os estados produtores de petróleo individualmente eram punidos quando tomavam medidas para alterar as normas que regiam a produção de petróleo dentro de suas fronteiras. Os estados eram coagidos militarmente (por exemplo, em 1953, os EUA e o Reino Unido patrocinaram um golpe contra Mohammad Mosaddegh após seu governo nacionalizar a produção de petróleo do Irã) ou economicamente (por exemplo, as Sete Irmãs reduziam a produção de petróleo em um estado não colaborativo e aumentavam a produção em outros locais) quando agiam de forma contrária aos interesses das Sete Irmãs e de seus governos.[5]
A lógica organizacional que fundamenta a OPEP é a de que é do interesse coletivo de seus membros limitar a oferta mundial de petróleo a fim de obter preços mais elevados.[3] No entanto, o principal problema interno da OPEP é que, individualmente, é racional para os membros descumprir os compromissos assumidos e produzir o máximo de petróleo possível.[3]
O cientista político Jeff Colgan argumentou que, desde a década de 1980, a OPEP tem falhado amplamente em alcançar seus objetivos (limites à oferta mundial de petróleo, estabilização de preços e elevação das receitas médias de longo prazo).[3] Ele constatou que os membros descumpriram 96% de seus compromissos.[3] A análise abrange o período de 1982 a 2009.[6] Na medida em que os estados membros cumprem seus compromissos, é porque esses compromissos refletem o que fariam mesmo que a OPEP não existisse. Um dos principais motivos para o frequente descumprimento é que a OPEP não pune os membros por não conformidade com os compromissos assumidos.[3]
Em junho de 2020, todos os países participantes do mecanismo OPEP+ acordaram coletivamente a introdução de um Mecanismo de Compensação destinado a garantir a plena conformidade e adesão aos cortes de produção de petróleo acordados. Essa iniciativa está alinhada com um dos objetivos declarados da OPEP: manter um mercado de petróleo estável, que, notavelmente, tem sido relativamente mais estável do que outros produtos energéticos.[7][8]
Liderança e tomada de decisões
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A Conferência da OPEP é a autoridade suprema da organização e é composta por delegações normalmente chefiadas pelos ministros do petróleo dos países membros. O principal executivo da organização é o secretário-geral da OPEP. A conferência se reúne ordinariamente na sede de Viena, pelo menos duas vezes por ano e em sessões extraordinárias adicionais quando necessário. Em geral, opera com base nos princípios da unanimidade e do "um membro, um voto", com cada país pagando uma cota de adesão igual ao orçamento anual.[9] No entanto, como a Arábia Saudita é de longe a maior e mais lucrativa exportadora de petróleo do mundo, com capacidade suficiente para funcionar como o tradicional produtor de equilíbrio do mercado global, ela serve como "líder de facto da OPEP".[10]
Cartel internacional
Em diversas ocasiões, os membros da OPEP exibiram comportamento aparente de cartel anticoncorrencial por meio dos acordos da organização sobre os níveis de produção e preços do petróleo.[11] Os economistas frequentemente citam a OPEP como um exemplo clássico de cartel que coopera para reduzir a concorrência de mercado, conforme esta definição do Glossário de Economia da Organização Industrial e Direito da Concorrência da OCDE:[12]
Acordos internacionais de produtos básicos que abrangem produtos como café, açúcar, estanho e, mais recentemente, petróleo (OPEP: Organização dos Países Exportadores de Petróleo) são exemplos de cartéis internacionais que envolveram publicamente acordos entre diferentes governos nacionais.
Embora a OPEP seja por vezes citada como um exemplo clássico de cartel, diversas fontes acadêmicas e especializadas oferecem uma perspectiva mais ampla sobre o papel da organização. Por exemplo, o glossário da Administração de Informação de Energia dos EUA[13] define a OPEP como:
Uma organização intergovernamental cujo objetivo declarado é "coordenar e unificar as políticas de petróleo dos países membros".
O Oxford Dictionary of Energy Science (2017)[14] define a OPEP como:
Uma organização criada em 1960 para coordenar as políticas de petróleo entre seus países membros, inicialmente com o objetivo de garantir um fornecimento regular aos países consumidores a um preço que proporcionasse um retorno justo sobre o capital investido.
Os membros da OPEP preferem fortemente descrever sua organização como uma força modesta para a estabilização do mercado, e não como um poderoso cartel anticoncorrencial. Em sua defesa, a organização foi fundada como contrapeso ao antigo cartel das "Sete Irmãs" de empresas petrolíferas multinacionais, e os fornecedores de energia não pertencentes à OPEP mantiveram participação de mercado suficiente para um grau substancial de concorrência mundial.[15] Devido a um "dilema do prisioneiro" econômico que incentiva cada nação membro individualmente a reduzir seus preços e ultrapassar sua cota de produção,[16] o descumprimento generalizado dentro da OPEP frequentemente corrói sua capacidade de influenciar os preços globais do petróleo por meio de ações coletivas.[17][18] O cientista político Jeff Colgan contestou a noção de que a OPEP é um cartel, apontando para o descumprimento endêmico na organização: "Um cartel precisa estabelecer metas difíceis e cumpri-las; a OPEP estabelece metas fáceis e nem mesmo essas consegue cumprir."[3]
A OPEP não se envolveu em nenhuma disputa relacionada às regras de concorrência da Organização Mundial do Comércio, embora os objetivos, ações e princípios das duas organizações divirjam consideravelmente.[19] Uma decisão fundamental de um tribunal federal dos EUA determinou que as consultas da OPEP são protegidas como atos "governamentais" de Estado pela Lei de Imunidades Soberanas Estrangeiras, estando, portanto, fora do alcance legal do direito da concorrência dos EUA, que rege atos "comerciais".[20] Apesar do sentimento popular contrário à OPEP, propostas legislativas para limitar a imunidade soberana da organização, como a Lei NOPEC, não obtiveram sucesso até o momento.[21]
Conflitos
A OPEP frequentemente enfrenta dificuldades para chegar a um acordo sobre decisões políticas, pois seus países membros diferem amplamente em suas capacidades de exportação de petróleo, custos de produção, reservas, características geológicas, população, desenvolvimento econômico, situações orçamentárias e circunstâncias políticas.[22][23] Ao longo dos ciclos de mercado, as reservas de petróleo podem se tornar uma fonte de conflitos graves, instabilidade e desequilíbrios, no que os economistas chamam de "maldição dos recursos naturais".[24][25] Uma complicação adicional é que os conflitos de cunho religioso no Oriente Médio são características recorrentes do cenário geopolítico dessa região rica em petróleo.[26][27]
Conflitos de relevância internacional na história da OPEP incluem a Guerra dos Seis Dias (1967), a Guerra do Yom Kippur (1973), um sequestro perpetrado por militantes palestinos (1975), a Revolução Iraniana (1979), a Guerra Irã-Iraque (1980–1988), a ocupação iraquiana do Kuwait (1990–1991), os Ataques de 11 de setembro (2001), a ocupação americana do Iraque (2003–2011), o conflito no Delta do Níger (2004–presente), a Primavera Árabe (2010–2012), a crise líbia (2011–presente) e o embargo internacional ao Irã (2012–2016). Embora eventos como esses possam interromper temporariamente o fornecimento de petróleo e elevar os preços, as frequentes disputas e instabilidades tendem a limitar a coesão e a eficácia de longo prazo da OPEP.[28]
História e impacto
Situação pós-Segunda Guerra Mundial
Em 1949, a Venezuela iniciou o movimento em direção ao estabelecimento do que viria a ser a OPEP, convidando o Irã, o Iraque, o Kuwait e a Arábia Saudita para trocar opiniões e explorar caminhos para uma comunicação mais regular e estreita entre as nações exportadoras de petróleo, à medida que o mundo se recuperava da Segunda Guerra Mundial.[29] Naquela época, alguns dos maiores campos de petróleo do mundo estavam apenas entrando em produção no Oriente Médio. Os Estados Unidos haviam estabelecido a Interstate Oil Compact Commission para se juntar à Texas Railroad Commission na limitação da superprodução.[30]
Os EUA eram simultaneamente o maior produtor e consumidor de petróleo do mundo; o mercado mundial era dominado por um grupo de empresas multinacionais conhecidas como as "Sete Irmãs", cinco das quais estavam sediadas nos EUA após a divisão do monopólio original da Standard Oil de John D. Rockefeller. Os países exportadores de petróleo foram eventualmente motivados a formar a OPEP como um contrapeso a essa concentração de poder político e econômico.[30]
1959–1960: Indignação dos países exportadores
Em fevereiro de 1959, à medida que novos suprimentos se tornavam disponíveis, as empresas petrolíferas multinacionais (MOCs) reduziram unilateralmente os seus preços publicados para o petróleo bruto venezuelano e do Oriente Médio em 10 por cento. Semanas depois, o primeiro Congresso Árabe do Petróleo da Liga Árabe se reuniu no Cairo, Egito, onde a influente jornalista Wanda Jablonski apresentou Abdullah Tariki da Arábia Saudita ao observador da Venezuela Juan Pablo Pérez Alfonzo, representando as duas maiores nações produtoras de petróleo da época fora dos Estados Unidos e da União Soviética.[30][31]
Ambos os ministros do petróleo ficaram indignados com os cortes de preços, e os dois lideraram seus colegas delegados para estabelecer o Pacto de Maadi ou Acordo de Cavalheiros, pedindo uma "Comissão de Consulta do Petróleo" dos países exportadores, à qual as MOCs deveriam apresentar planos de mudança de preços. Jablonski relatou uma hostilidade marcante em relação ao Ocidente e um crescente clamor contra o "absenteísmo proprietário" das MOCs, que na época controlavam todas as operações petrolíferas dentro dos países exportadores e exerciam enorme influência política. Em agosto de 1960, ignorando os avisos, e com os EUA favorecendo o petróleo canadense e mexicano por razões estratégicas, as MOCs anunciaram novamente cortes significativos e unilaterais em seus preços anunciados para o petróleo bruto do Oriente Médio.[29][30][32][33]
1960–1975: Fundação e expansão
No mês seguinte, de 10 a 14 de setembro de 1960, a Conferência de Bagdá foi realizada por iniciativa de Tariki, Pérez Alfonzo e do primeiro-ministro iraquiano Abd al-Karim Qasim, cujo país havia faltado ao congresso de 1959.[34] Representantes dos governos do Irã, Iraque, Kuwait, Arábia Saudita e Venezuela se reuniram em Bagdá para discutir formas de aumentar o preço do petróleo bruto produzido por seus países e formas de responder às ações unilaterais das MOCs. Apesar da forte oposição dos EUA: "Juntamente com produtores árabes e não árabes, a Arábia Saudita formou a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) para garantir o melhor preço disponível das grandes corporações petrolíferas."[35]
Os membros do Oriente Médio originalmente pediram que a sede da OPEP fosse em Bagdá ou Beirute. A Venezuela argumentou a favor de um local neutro e, assim, a organização escolheu Genebra, Suíça. Em 1º de setembro de 1965, a OPEP mudou-se para Viena, Áustria, depois que a Suíça se recusou a estender privilégios diplomáticos.[36] Na época, a Suíça tentava reduzir sua população estrangeira e a OPEP foi o primeiro órgão intergovernamental a deixar o país devido às restrições aos estrangeiros.[37] A Áustria estava interessada em atrair organizações internacionais e ofereceu termos atraentes para a OPEP.[38]
Durante os primeiros anos da OPEP, os países produtores de petróleo tinham um acordo de lucro de 50/50 com as empresas petrolíferas.[39] A OPEP negociava com as empresas petrolíferas dominantes (as Sete Irmãs), mas enfrentava problemas de coordenação entre os seus membros.[39] Se um membro da OPEP exigisse muito das empresas petrolíferas, as empresas poderiam desacelerar a produção naquele país e aumentar a produção em outro lugar.[39]
Os acordos 50/50 permaneceram em vigor até 1970, quando a Líbia negociou um acordo de 58/42 com a empresa petrolífera Occidental, o que levou outros membros da OPEP a solicitar melhores acordos com as empresas petrolíferas.[39] Em 1971, um acordo foi assinado entre grandes empresas petrolíferas e membros da OPEP que faziam negócios na região do Mar Mediterrâneo, chamado Acordo de Trípoli. O acordo, assinado em 2 de abril de 1971, aumentou os preços do petróleo e as parcelas de lucro dos países produtores.[40]
De 1961 a 1975, às cinco nações fundadoras juntaram-se o Catar (1961), Indonésia (1962–2008, voltou em 2014–2016), Líbia (1962), Emirados Árabes Unidos (originalmente apenas o Emirado de Abu Dhabi, 1967), Argélia (1969), Nigéria (1971), Equador (1973–1992, 2007–2020) e Gabão (1975–1994, voltou em 2016).[41] No início da década de 1970, os membros da OPEP representavam mais da metade da produção mundial de petróleo.[42]
Em 2006, indicando que a OPEP não é aversa a mais expansões, Mohammed Barkindo, secretário-geral interino da OPEP, incentivou os seus vizinhos africanos, Angola e Sudão, a aderirem.[43] Angola aderiu em 2007, seguida pela Guiné Equatorial em 2017.[44] Desde a década de 1980, representantes do Canadá, Egito, México, Noruega, Omã, Rússia e outras nações exportadoras de petróleo participaram de muitas reuniões da OPEP como observadores, como um mecanismo informal de coordenação de políticas.[45]
1973–1974: Embargo do petróleo

O mercado de petróleo estava apertado no início da década de 1970, o que reduziu os riscos para os membros da OPEP em nacionalizar a sua produção de petróleo. Um dos maiores medos dos membros da OPEP era que a nacionalização causasse um declínio acentuado no preço do petróleo. Isso provocou uma onda de nacionalizações em países como Líbia, Argélia, Iraque, Nigéria, Arábia Saudita e Venezuela. Com maior controle sobre as decisões de produção de petróleo e em meio a altos preços, os membros da OPEP aumentaram unilateralmente os preços do petróleo em 1973, desencadeando a crise do petróleo de 1973.[46]
Em outubro de 1973, a Organização dos Países Árabes Exportadores de Petróleo (OPAEP, constituída pela maioria árabe da OPEP mais o Egito e a Síria) declarou cortes significativos na produção e um embargo ao petróleo contra os Estados Unidos e outras nações industrializadas que apoiaram Israel na Guerra do Yom Kippur.[47][48] Uma tentativa anterior de embargo foi amplamente ineficaz em resposta à Guerra dos Seis Dias em 1967.[49] Em 1973, o resultado foi um aumento acentuado nos preços do petróleo e nas receitas da OPEP, de US$ 3/barril para US$ 12/barril, e um período de emergência de racionamento de energia, intensificado por reações de pânico, uma tendência de declínio na produção de petróleo dos EUA, desvalorizações cambiais,[48] e uma longa disputa dos mineiros de carvão do Reino Unido.
Por um tempo, o Reino Unido impôs uma semana de trabalho de três dias de emergência.[50] Sete nações europeias proibiram a condução não essencial aos domingos.[51] Os postos de gasolina dos EUA limitaram a quantidade de gasolina que podia ser dispensada, fecharam aos domingos e restringiram os dias em que a gasolina podia ser comprada, com base nos números das placas dos veículos.[52][53]
Mesmo após o fim do embargo em março de 1974, após intensa atividade diplomática, os preços continuaram a subir. O mundo experimentou uma recessão econômica global, com desemprego e inflação subindo simultaneamente, declínios acentuados nos preços das ações e títulos, grandes mudanças nas balanças comerciais e fluxos de petrodólares, e um fim dramático para o boom econômico pós-Segunda Guerra Mundial.[54][55]
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O embargo de petróleo de 1973–1974 teve efeitos duradouros sobre os Estados Unidos e outras nações industrializadas, que estabeleceram a Agência Internacional de Energia em resposta, bem como estoques de emergência nacionais projetados para suportar meses de futuras interrupções no fornecimento. Os esforços de conservação de petróleo incluíram limites de velocidade mais baixos nas rodovias, carros e eletrodomésticos menores e com maior eficiência energética, horário de verão o ano todo, redução do uso de aquecimento e ar condicionado, melhor isolamento de edifícios, aumento do apoio ao transporte de massa e maior ênfase no carvão, gás natural, etanol, energia nuclear e outras fontes de energia alternativa.[48][56][57]
Esses esforços de longo prazo tornaram-se eficazes o suficiente para que o consumo de petróleo nos EUA subisse apenas 11 por cento durante 1980–2014, enquanto o PIB real aumentou 150 por cento. Na década de 1970, as nações da OPEP demonstraram de forma convincente que o seu petróleo poderia ser usado como arma política e econômica contra outras nações, pelo menos no curto prazo.[48][58][59][60][61]
O embargo também significou que uma seção do Movimento Não Alinhado viu o poder como uma fonte de esperança para os seus países em desenvolvimento. O presidente argelino Houari Boumédiène expressou essa esperança em um discurso na sexta Sessão Especial da ONU, em abril de 1974:
A ação da OPEP é realmente a primeira ilustração e ao mesmo tempo a ilustração mais concreta e espetacular da importância dos preços das matérias-primas para os nossos países, a necessidade vital de os países produtores operarem as alavancas do controle de preços e, por último, as grandes possibilidades de uma união de países produtores de matérias-primas. Esta ação deve ser vista pelos países em desenvolvimento como um exemplo e uma fonte de esperança.[62]
1975–1980: Fundo Especial, atual Fundo da OPEP para o Desenvolvimento Internacional
As atividades de ajuda internacional da OPEP datam de muito antes do aumento dos preços do petróleo em 1973–1974. Por exemplo, o Fundo do Kuwait para o Desenvolvimento Econômico Árabe opera desde 1961.[63]
Nos anos que se seguiram a 1973, como um exemplo da chamada "diplomacia do talão de cheques", certas nações árabes estiveram entre as maiores provedoras de ajuda externa do mundo,[64][65] e a OPEP adicionou aos seus objetivos a venda de petróleo para o crescimento socioeconômico das nações mais pobres. O Fundo Especial da OPEP foi concebido em Argel, Argélia, em março de 1975, e foi estabelecido em janeiro de 1976.[66]
"Uma Declaração Solene 'reafirmou a solidariedade natural que une os países da OPEP a outros países em desenvolvimento em sua luta para superar o subdesenvolvimento', e apelou por medidas para fortalecer a cooperação entre esses países... Os recursos [do Fundo Especial da OPEP] são adicionais àqueles já disponibilizados pelos estados da OPEP através de uma série de canais bilaterais e multilaterais."[67] O Fundo tornou-se uma agência oficial de desenvolvimento internacional em maio de 1980 e foi renomeado como Fundo da OPEP para o Desenvolvimento Internacional,[68] com status de Observador Permanente nas Nações Unidas.[69] Em 2020, a instituição deixou de usar a abreviatura OFID.
1975: Cerco com reféns
Em 21 de dezembro de 1975, Ahmed Zaki Yamani da Arábia Saudita, Jamshid Amuzegar do Irã e os demais ministros do petróleo da OPEP foram tomados como reféns na sua conferência semestral em Viena, Áustria. O ataque, que matou três não ministros, foi orquestrado por uma equipe de seis pessoas liderada pelo terrorista venezuelano "Carlos, o Chacal", e que incluía Gabriele Kröcher-Tiedemann e Hans-Joachim Klein. O grupo que se autodenominou "Braço da Revolução Árabe" declarou que o seu objetivo era a libertação da Palestina. Carlos planejou assumir o controle da conferência à força e manter como reféns para resgate todos os onze ministros do petróleo presentes, exceto Yamani e Amuzegar, que deveriam ser executados.[70]
Carlos providenciou a viagem de ônibus e avião para a sua equipe e 42 dos 63 reféns originais, com paradas em Argel e Trípoli, planejando voar eventualmente para Bagdá, onde Yamani e Amuzegar deveriam ser mortos. Todos os 30 reféns não árabes foram libertados em Argel, excluindo Amuzegar. Reféns adicionais foram libertados em outra parada em Trípoli antes de retornar a Argel. Restando apenas 10 reféns, Carlos conversou por telefone com o presidente argelino Houari Boumédiène, que informou a Carlos que as mortes dos ministros do petróleo resultariam num ataque ao avião. Boumédiène também deve ter oferecido asilo a Carlos neste momento e possivelmente uma compensação financeira por não ter concluído a sua missão. Carlos expressou seu pesar por não conseguir assassinar Yamani e Amuzegar, e então ele e seus camaradas deixaram o avião. Todos os reféns e terroristas saíram da situação ilesos, dois dias depois que ela começou.[70]
Algum tempo após o ataque, os cúmplices de Carlos revelaram que a operação foi comandada por Wadie Haddad, um dos fundadores da Frente Popular para a Libertação da Palestina. Eles também alegaram que a ideia e o financiamento vieram de um presidente árabe, amplamente considerado como sendo Muammar Gaddafi da Líbia, que era membro da OPEP. Os também militantes Bassam Abu Sharif e Klein alegaram que Carlos recebeu e guardou um resgate entre US$ 20 milhões e US$ 50 milhões de "um presidente árabe". Carlos alegou que a Arábia Saudita pagou o resgate em nome do Irã, mas que o dinheiro foi "desviado no caminho e perdido pela Revolução".[70][71] Ele finalmente foi capturado em 1994 e cumpre penas de prisão perpétua por pelo menos 16 outros assassinatos.[72]
1979–1980: Crise do petróleo e excesso de oferta nos anos 1980

Em resposta a uma onda de nacionalizações do petróleo e aos altos preços da década de 1970, as nações industriais tomaram medidas para reduzir a sua dependência do petróleo da OPEP, especialmente depois que os preços atingiram novos picos, aproximando-se de US$ 40/barril em 1979–1980[75][76] quando a Revolução Iraniana e a Guerra Irã-Iraque perturbaram a estabilidade regional e os suprimentos de petróleo. As empresas de energia elétrica em todo o mundo mudaram do petróleo para o carvão, gás natural ou energia nuclear;[77] governos nacionais iniciaram programas de pesquisa de multibilionários para desenvolver alternativas ao petróleo;[78][79] e a exploração comercial desenvolveu grandes campos petrolíferos não pertencentes à OPEP na Sibéria, no Alasca, no Mar do Norte e no Golfo do México.[80]
Até 1986, a demanda diária mundial de petróleo caiu em 5 milhões de barris, a produção fora da OPEP aumentou em uma quantia ainda maior,[81] e a participação de mercado da OPEP afundou de aproximadamente 50 por cento em 1979 para menos de 30 por cento em 1985.[42] Ilustrando os voláteis prazos plurianuais dos ciclos de mercado típicos para os recursos naturais, o resultado foi um declínio de seis anos no preço do petróleo, que culminou caindo mais da metade apenas em 1986.[82] Como um analista de petróleo resumiu sucintamente: "Quando o preço de algo tão essencial como o petróleo dispara, a humanidade faz duas coisas: encontra mais dele e encontra maneiras de usar menos."[42]
Para combater a queda da receita das vendas de petróleo, em 1982 a Arábia Saudita pressionou a OPEP a estabelecer cotas de produção nacionais auditadas, em uma tentativa de limitar a produção e impulsionar os preços. Quando outras nações da OPEP não cumpriram, a Arábia Saudita primeiro cortou a sua própria produção de 10 milhões de barris diários em 1979–1981 para apenas um terço desse nível em 1985. Quando até isso se provou ineficaz, a Arábia Saudita inverteu o curso e inundou o mercado com petróleo barato, fazendo com que os preços caíssem abaixo de US$ 10/barril e que os produtores de custo mais alto se tornassem não rentáveis.[81][83]:127–128,136–137
Essas medidas estratégicas por parte da Arábia Saudita para regular os preços do petróleo tiveram profundas repercussões econômicas. Como produtora de oscilação ('swing producer') naquele período, o Reino enfrentou uma tensão econômica significativa. Suas receitas diminuíram drasticamente de US$ 119 bilhões em 1981 para US$ 26 bilhões em 1985, levando a substanciais déficits orçamentários e uma duplicação da sua dívida, chegando a 100% do Produto Interno Bruto.[84]:136–137
Diante das crescentes dificuldades econômicas (que em última análise contribuíram para o colapso do Bloco Soviético em 1989),[85][86] os exportadores de petróleo que antes não cumpriam os acordos da OPEP (agindo como "caronas") finalmente começaram a limitar a produção para sustentar os preços, com base em cotas nacionais negociadas arduamente que buscavam equilibrar critérios econômicos e relacionados ao petróleo desde 1986.[81][87] (Dentro dos seus territórios sob controle soberano, os governos nacionais dos membros da OPEP conseguem impor limites de produção tanto às empresas petrolíferas estatais quanto às privadas.)[88] Geralmente, quando as metas de produção da OPEP são reduzidas, os preços do petróleo aumentam.[89]
1990–2003: Oferta ampla e interrupções modestas


Antes da sua Invasão do Kuwait em agosto de 1990, o presidente do Iraque, Saddam Hussein, estava a pressionar a OPEP a acabar com a superprodução e a aumentar os preços do petróleo, de modo a ajudar financeiramente os membros da OPEP e a acelerar a reconstrução após a Guerra Irã-Iraque de 1980–1988.[92] Mas essas duas guerras iraquianas contra outros fundadores da OPEP marcaram um ponto baixo na coesão da organização, e os preços do petróleo baixaram rapidamente após as perturbações de curto prazo no fornecimento. Os ataques da Al-Qaeda aos EUA em setembro de 2001 e a Invasão do Iraque de 2003 tiveram impactos de curto prazo ainda mais leves nos preços do petróleo, já que a Arábia Saudita e outros exportadores novamente cooperaram para manter o mundo adequadamente abastecido.[93]
Na década de 1990, a OPEP perdeu os seus dois membros mais novos, que se haviam juntado em meados da década de 1970. O Equador retirou-se em dezembro de 1992 porque não estava disposto a pagar a taxa de adesão anual de US$ 2 milhões e sentia que precisava produzir mais petróleo do que o permitido sob a cota da OPEP,[94] embora tenha voltado a aderir em outubro de 2007. Preocupações semelhantes levaram o Gabão a suspender a adesão em janeiro de 1995;[95] o país voltou em julho de 2016.[41] O Iraque permaneceu um membro da OPEP desde a fundação da organização, mas a produção iraquiana não fez parte dos acordos de cota da OPEP de 1998 a 2016, devido às difíceis dificuldades políticas do país.[96][97]
A menor demanda desencadeada pela Crise financeira asiática de 1997 fez com que o preço do petróleo caísse de volta aos níveis de 1986. Depois que o petróleo caiu para cerca de US$ 10/barril, a diplomacia conjunta alcançou uma desaceleração gradual na produção de petróleo pela OPEP, México e Noruega.[98] Após nova queda de preços em novembro de 2001, a OPEP, a Noruega, o México, a Rússia, Omã e Angola concordaram em reduzir a produção em 1º de janeiro de 2002 por 6 meses. A OPEP contribuiu com 1,5 milhão de barris por dia (mbpd) para os cerca de 2 mbpd de cortes anunciados.[83]
Em junho de 2003, a Agência Internacional de Energia (AIE) e a OPEP realizaram seu primeiro workshop conjunto sobre questões de energia. Eles continuaram a se encontrar regularmente desde então, "para compreenderem coletivamente melhor as tendências, as análises e os pontos de vista e fazerem avançar a transparência e previsibilidade do mercado".[99]
2003–2011: Volatilidade
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A ampla insurgência e sabotagem ocorreram durante o auge de 2003–2008 da Ocupação americana do Iraque, coincidindo com a demanda de petróleo em rápido aumento da China e de investidores famintos por commodities, violência recorrente no Delta do Níger contra a indústria petrolífera nigeriana e a diminuição da capacidade ociosa como uma almofada contra a escassez potencial. Essa combinação de forças provocou um aumento acentuado nos preços do petróleo para níveis muito mais altos do que os alvos anteriores da OPEP.[100][101][102] A volatilidade dos preços atingiu um extremo em 2008, à medida que o petróleo bruto WTI subiu para um recorde de US$ 147/barril em julho e depois caiu de volta para US$ 32/barril em dezembro, durante a pior recessão global desde a Segunda Guerra Mundial.[103]
A receita anual de exportação de petróleo da OPEP também estabeleceu um novo recorde em 2008, estimado em cerca de US$ 1 trilhão, e alcançou taxas anuais semelhantes em 2011–2014 (junto com extensa atividade de reciclagem de petrodólares) antes de mergulhar novamente.[74] Na época da Guerra Civil Líbia de 2011 e da Primavera Árabe, a OPEP começou a emitir declarações explícitas para combater a "especulação excessiva" nos mercados de futuros de petróleo, culpando especuladores financeiros por aumentar a volatilidade para além dos fundamentos de mercado.[104]
Em maio de 2008, a Indonésia anunciou que deixaria a OPEP quando a sua adesão expirasse no final daquele ano, uma vez que se tinha tornado uma importadora líquida de petróleo e era incapaz de cumprir a sua quota de produção.[105] Um comunicado divulgado pela OPEP em 10 de setembro de 2008 confirmou a retirada da Indonésia, observando que a OPEP "aceitou com pesar o desejo da Indonésia de suspender a sua adesão plena na organização e registrou a esperança de que o país esteja em condições de voltar a aderir à organização num futuro não muito distante".[106]
2008: Disputa de produção

As diferentes necessidades econômicas dos estados-membros da OPEP frequentemente afetam os debates internos por trás das cotas de produção da organização. Os membros mais pobres pressionaram por cortes de produção dos colegas membros para aumentar o preço do petróleo e, assim, suas próprias receitas.[107] Essas propostas entram em conflito com a estratégia de longo prazo declarada pela Arábia Saudita de ser parceira das potências econômicas mundiais para garantir um fluxo constante de petróleo que daria suporte à expansão econômica.[108]
Parte da base para esta política é a preocupação saudita de que o petróleo excessivamente caro ou o fornecimento não confiável levem as nações industriais a conservar energia e a desenvolver combustíveis alternativos, reduzindo a demanda mundial de petróleo e, por fim, deixando barris desnecessários no subsolo.[109] A esse respeito, o Ministro do Petróleo Saudita, Yamani, observou de forma célebre em 1973: "A Idade da Pedra não acabou porque ficamos sem pedras."[110]
Para elucidar a abordagem contemporânea da Arábia Saudita, em 2024, o Ministro de Energia Saudita, o Príncipe Abdulaziz bin Salman, articulou uma postura que reflete como o reino se adaptou às crescentes necessidades econômicas dentro da OPEP e da comunidade internacional em geral. Enfatizando a necessidade de uma transição energética global equilibrada e justa, ele destacou a importância da diversificação das fontes de energia e apontou para investimentos significativos em gás natural, petroquímica e energias renováveis. Esses esforços apoiam o desenvolvimento econômico em países emergentes e estão alinhados aos objetivos climáticos globais.[111][112]
Ele abordou as preocupações mutáveis em relação à segurança energética, afirmando: "A segurança energética nos anos 70, 80 e 90 era mais dependente do petróleo. Agora, você entende o que aconteceu no ano passado... Foi o gás. O problema futuro de segurança energética não será o petróleo. Serão as energias renováveis. E os materiais, e as minas."[112]
Em 10 de setembro de 2008, com os preços do petróleo ainda próximos de US$ 100/barril, ocorreu uma disputa de produção quando os sauditas supostamente abandonaram uma sessão de negociações na qual membros rivais votaram pela redução da produção da OPEP. Embora os delegados sauditas tenham endossado oficialmente as novas cotas, eles declararam de forma anônima que não as observariam. O The New York Times citou um desses delegados dizendo: "A Arábia Saudita atenderá à demanda do mercado. Veremos o que o mercado exige e não deixaremos nenhum cliente sem petróleo. A política não mudou."[23] Ao longo dos meses seguintes, os preços do petróleo despencaram para a casa dos US$ 30 e não voltaram aos US$ 100 até a Guerra Civil na Líbia, em 2011.[113]
2014–2017: Excesso de oferta de petróleo


Durante 2014–2015, os membros da OPEP excederam consistentemente o seu limite máximo de produção e a China registou um abrandamento no crescimento econômico. Ao mesmo tempo, a produção de petróleo dos EUA quase dobrou em relação aos níveis de 2008 e se aproximou dos volumes do líder mundial de "produção de oscilação" da Arábia Saudita e da Rússia, devido à melhoria substancial de longo prazo e disseminação da tecnologia de "fracking" de petróleo de xisto em resposta aos anos de preços recorde de petróleo. Estes desenvolvimentos conduziram a uma queda nas necessidades de importação de petróleo dos EUA (aproximando-se da independência energética), a um volume recorde de reservas mundiais de petróleo e a um colapso dos preços do petróleo que se estendeu até ao início de 2016.[113][114][115]
Apesar do excesso de oferta global, a 27 de novembro de 2014, em Viena, o ministro saudita do petróleo, Ali Al-Naimi, bloqueou apelos dos membros mais pobres da OPEP a favor de cortes de produção para apoiar os preços. Naimi argumentou que o mercado petrolífero deveria reequilibrar-se competitivamente a níveis de preços mais baixos, reconstruindo estrategicamente a quota de mercado de longo prazo da OPEP ao pôr fim à rentabilidade da produção de petróleo de xisto de alto custo dos EUA.[116] Como ele explicou numa entrevista:[22]
É razoável que um produtor altamente eficiente reduza a sua produção, enquanto o produtor de baixa eficiência continua a produzir? Essa é uma lógica distorcida. Se eu reduzir, o que acontecerá com a minha fatia do mercado? O preço vai subir e os russos, os brasileiros, os produtores de petróleo de xisto dos EUA vão levar a minha parte... Nós queremos dizer ao mundo que os países produtores de alta eficiência são os que merecem a fatia de mercado. Esse é o princípio operacional de todos os países capitalistas... Uma coisa é certa: os preços atuais [aproximadamente US$ 60/barril] não apoiam todos os produtores.
Quando a OPEP se reuniu em Viena, a 4 de dezembro de 2015, a organização havia ultrapassado o seu teto de produção durante 18 meses consecutivos, a produção de petróleo dos EUA tinha diminuído apenas ligeiramente em relação ao seu pico, os mercados mundiais pareciam estar com excesso de oferta de pelo menos 2 milhões de barris por dia, apesar de a Líbia devastada pela guerra bombear 1 milhão de barris abaixo da sua capacidade, os produtores de petróleo faziam grandes ajustamentos para suportar preços na casa dos US$ 40, a Indonésia voltava a entrar na organização de exportação e a produção iraquiana disparara após anos de desordem.[10][115]
A produção iraniana estava pronta para se recuperar com o levantamento das sanções internacionais, centenas de líderes mundiais no Acordo de Paris se comprometeram em limitar as emissões de carbono provenientes de combustíveis fósseis, e as tecnologias solares tornaram-se cada vez mais competitivas e prevalecentes. Perante todas essas pressões de mercado, a OPEP decidiu suspender o seu limite de produção ineficaz até a próxima conferência ministerial, em junho de 2016.[10][115][117]
Em 20 de janeiro de 2016, a Cesta de Referência da OPEP caiu para US$ 22,48/barril — menos de um quarto de sua alta em junho de 2014 (US$ 110,48), menos de um sexto de seu recorde em julho de 2008 (US$ 140,73) e de volta abaixo do ponto de partida de abril de 2003 (US$ 23,27) de sua escalada histórica.[113]
À medida que o ano de 2016 avançava, o excesso de oferta de petróleo foi parcialmente reduzido com paradas significativas na produção nos Estados Unidos, Canadá, Líbia, Nigéria e China, e o preço da cesta de referência subiu gradualmente de volta para a casa dos US$ 40. A OPEP recuperou uma percentagem modesta de quota de mercado, assistiu ao cancelamento de muitos projetos de perfuração concorrentes, manteve o *status quo* na sua conferência de junho, e apoiou "preços em níveis que são adequados tanto para os produtores como para os consumidores", embora muitos produtores ainda estivessem a passar por graves dificuldades econômicas.[118][119][120]
2017–2020: Corte de produção e OPEP+
Como os membros da OPEP se cansaram de uma disputa de oferta de vários anos com rendimentos decrescentes e diminuição das reservas financeiras, a organização finalmente tentou o seu primeiro corte de produção desde 2008. Apesar de muitos obstáculos políticos, a decisão tomada em setembro de 2016 de reduzir cerca de um milhão de barris por dia foi codificada por um novo acordo de cotas na conferência de novembro de 2016 da OPEP. O acordo, que isentou a Líbia e a Nigéria, membros afetados por problemas internos, abrangeu o primeiro semestre de 2017—juntamente com reduções prometidas da Rússia e de dez outros não membros, compensadas por aumentos previstos no setor de xisto dos EUA, Líbia, Nigéria, capacidade ociosa, e um salto na produção da OPEP no final de 2016 antes que os cortes entrassem em vigor.[121][122][44]
A Indonésia anunciou outra "suspensão temporária" da sua adesão à OPEP em vez de aceitar o corte de produção de cinco por cento solicitado pela organização. Os preços oscilaram em torno dos US$ 50/barril, e em maio de 2017, a OPEP decidiu prorrogar as novas cotas até março de 2018, enquanto o mundo aguardava para ver se e como o excesso do inventário de petróleo seria completamente absorvido até então.[121][123][44] O veterano analista de petróleo Daniel Yergin "descreveu a relação entre a OPEP e o petróleo de xisto como uma 'coexistência mútua', com ambos os lados a aprenderem a viver com preços inferiores aos que gostariam".[124] Esses acordos de corte de produção com países não-OPEP são geralmente referidos como "OPEP+".[125][126]
Em dezembro de 2017, a Rússia e a OPEP chegaram a um acordo para estender o corte na produção de 1,8 mbpd até ao final de 2018.[127][128]
O Catar anunciou que se retiraria da OPEP com vigência em 1º de janeiro de 2019.[129] De acordo com o The New York Times, esta foi uma resposta estratégica à Crise diplomática do Catar, que também envolveu a Arábia Saudita, os EAU, o Bahrein e o Egito.[130]
Em 29 de junho de 2019, a Rússia acordou novamente com a Arábia Saudita para estender entre seis a nove meses os cortes de produção originais estabelecidos em 2018.[131]
Em outubro de 2019, o Equador anunciou que se retiraria da OPEP em 1º de janeiro de 2020, devido a problemas financeiros enfrentados pelo país.[132]
Em dezembro de 2019, a OPEP e a Rússia acordaram um dos cortes de produção mais profundos já vistos para evitar excesso de oferta, em um acordo que duraria durante os três primeiros meses de 2020.[133]
2020: Guerra de preços entre Arábia Saudita e Rússia
No início de março de 2020, os oficiais da OPEP apresentaram um ultimato à Rússia para que cortasse a produção em 1,5% da oferta mundial. A Rússia, que previa cortes contínuos à medida que a produção de petróleo de xisto americano aumentava, rejeitou a exigência, acabando com a parceria de três anos entre a OPEP e os grandes fornecedores não pertencentes à organização.[134] Outro fator foi a demanda global em enfraquecimento como resultado da pandemia de COVID-19.[135] Isso também fez com que a 'OPEP+' deixasse de estender o acordo de corte de 2,1 milhões de barris por dia que iria expirar no final de março. A Arábia Saudita, que havia absorvido uma quantidade desproporcional dos cortes para convencer a Rússia a permanecer no acordo, notificou aos seus compradores no dia 7 de março que eles iriam elevar a produção e dar um desconto em seu petróleo em abril. Isto desencadeou uma queda do preço do petróleo bruto Brent de mais de 30% antes de uma ligeira recuperação e extensa agitação nos mercados financeiros.[134]
Vários analistas viram isso como uma guerra de preços entre a Arábia Saudita e a Rússia, ou um jogo da galinha com o objetivo de fazer o "outro lado piscar primeiro".[136][137][138] Em março de 2020, a Arábia Saudita dispunha de US$ 500 bilhões em reservas em divisas, enquanto que as reservas da Rússia na mesma época eram de US$ 580 bilhões. A proporção da dívida em relação ao PIB dos sauditas era de 25%, enquanto o índice russo era de 15%.[136] Outros destacaram que os sauditas podem produzir petróleo a um preço muito mais baixo, de até US$ 3 por barril, ao passo que a Rússia precisa de US$ 30 por barril para cobrir os seus custos de produção.[139] "Para a Rússia, esta guerra de preços não se resume apenas a recuperar a participação de mercado do petróleo", assevera um analista. "Trata-se de investir contra a economia ocidental, especialmente a dos Estados Unidos."[138]
A fim de repelir a guerra de preços de exportadores de petróleo que poderia tornar a produção de petróleo de xisto inviável economicamente, os EUA podem proteger a sua cota no mercado de petróleo bruto com a aprovação da legislação antimonopólio NOPEC.[140] Enquanto isso, a Arábia Saudita, representada pelo Ministro de Energia, o Príncipe Abdulaziz bin Salman, mantém uma postura conciliatória em relação à indústria de xisto norte-americana. Ele esclareceu que prejudicar esse setor nunca foi o objetivo deles, declarando: "Deixei claro que não estava no nosso radar, nem era nossa intenção, criar nenhum tipo de dano à indústria deles... eles se erguerão novamente das cinzas e irão florescer e prosperar." Ele também observou que a Arábia Saudita aguarda um momento em que os produtores norte-americanos prosperem novamente em um mercado com maior demanda por petróleo.[141]
Em abril de 2020, a OPEP e um grupo de outros produtores de petróleo, englobando a Rússia, concordaram na prorrogação dos cortes na produção até ao fim de julho. O cartel e os seus aliados estiveram em acordo de forma a diminuir a produção de petróleo em maio e junho em 9,7 milhões de barris por dia, igual a cerca de 10% da produção global, em uma tentativa de sustentar os preços, os quais anteriormente despencaram para mínimas recordes.[142]
2021: Disputa entre Arábia Saudita e Emirados
Em julho de 2021, os Emirados Árabes Unidos, membro da OPEP+, rejeitaram a proposta saudita de uma prorrogação de oito meses nas limitações da produção de petróleo que estavam em vigor devido à COVID-19 e à redução no consumo do petróleo.[143][144] No ano anterior, a OPEP+ cortou o equivalente a cerca de 10% da demanda na época. Os Emirados pediram para que o limite máximo de extração de petróleo que o grupo reconhecia que o país podia produzir fosse elevado a 3,8 milhões de barris diários, superando os seus anteriores 3,2 milhões de barris. Uma solução de compromisso autorizou os EAU a incrementarem a sua produção máxima de petróleo para 3,65 milhões de barris diários.[145]
Segundo os termos do arranjo alcançado, a Rússia igualmente faria aumentar a sua produção de 11 milhões de barris a 11,5 milhões até maio de 2022. Todos os parceiros aumentariam a produção em 400.000 barris por dia mensalmente, a começar em agosto, para compensar sucessivamente os recortes anteriores efetuados por via da pandemia provocada pela COVID-19.[146]
Este compromisso, no qual a Arábia Saudita se encontrou a meio termo com os Emirados Árabes Unidos, evidenciou a união da OPEP+. O Ministro da Energia dos EAU, Suhail Al-Mazrouei, congratulou a Arábia Saudita e a Rússia pela facilitação da comunicação que os conduziu à consumação de um acordo. Ele disse: "Os Emirados Árabes Unidos estão comprometidos com este grupo e sempre trabalharão com ele." Pela vertente saudita, o Ministro da Energia, Príncipe Abdulaziz bin Salman, deu relevância à obtenção de concesso generalizado, asseverando que a concordância revigora a união entre as parcerias englobadas na OPEP+ ao prever a sua permanência futura.[147]
2021–presente: Crise global de energia
Os preços recordes de energia foram impulsionados por um aumento global na demanda conforme o mundo saía da recessão econômica causada pela COVID-19, particularmente em face da substancial demanda no continente asiático.[148][149][150] Em agosto de 2021, o conselheiro de segurança nacional do presidente americano Joe Biden, Jake Sullivan, emitiu uma declaração instando a OPEP+ a ampliar a produção de petróleo para "mitigar perdas de produção de cortes precedentes instituídos pela OPEP+ num quadro de pandemia continuado num cenário tardio já nos inícios do ciclo 2022."[151] Em 28 de setembro de 2021, Sullivan teve um encontro na Arábia Saudita em face a face com o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman com o fito de abordar os altos preços da matéria-prima petrolífera.[152] O nível cifrado de comercialização ascendeu para cerca do patamar de US$ 80 a partir da etapa temporal decorrida de outubro em 2021,[153][154][155] sendo o valor o mais alto da escala atingido desde de 2014.[156] O Presidente Joe Biden com base e apoio da Secretária de Energia, a americana Jennifer Granholm, culpabilizaram a OPEP+ pelo contínuo estado de elevação do custeio tanto para a reserva petrolífera como para derivados tal como o gás.[157][158][159]
A invasão russa do território ucraniano ocorrida a partir de fomento beligerante a níveis do mês de fevereiro no calendário de 2022 alterou todo o mercado do comércio internacional e as cadeias que regiam as diretrizes em torno de distribuição intercontinental para matérias oriundas sob a alçada petrolífera russa. Líderes ligados às representações englobadas no parlamento inerente aos componentes associados aos desígnios originários das pautas na União Europeia procuraram em via exequível para bloqueios das cargas provenientes originárias procedidas sob égide russa; todavia com níveis decrescentes antes que estipulações em caráter normativo entrassem como ações eficientes do ponto de vista diretivo na região do quadrante noroeste afeto à Europa. Em maiores volumes associados à alíquota de captação provinda na comercialização de crude russo tem destino fora dos laços comerciais afetos diretamente aos fluxos da Europa, rumando particularmente visando destinações indianas e mercado afeto ao consumo dos territórios correspondentes à China.[160]
Com o desígnio fixado sobre a etapa delineada nas aproximações do mês decorrido em outubro no âmbito de 2022, ministros chaves na área da OPEP+ ratificaram os ajustes propostos com vistas aos reordenamentos limitadores em deduções que assinalavam uma taxa de redução pautada no recorte diário em um corte visando quantitativos reduzindo índices estimando perdas avaliadas com balizas sobre a linha base de dois milhões com reduções, fato noticiado caracterizado no primeiro declive registrado na extração desde do ciclo datado na janela do decurso temporal verificado na cronologia sob referência assente de 2020.[161] A atitude reavivou de forma intensa pautas do ramo focadas no regimento das normativas de âmbito antimonopolistas em processos engajando proposituras do campo legislativo de base atrelado nos debates do projeto com arcabouço referenciado ao NOPEC.[162]
2022: Corte na produção de petróleo
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Em outubro de 2022, a OPEP+, liderada pela Arábia Saudita, anunciou um grande corte na sua meta de produção de petróleo para ajudar a Rússia.[164][165] Em resposta, o presidente dos EUA, Joe Biden, prometeu "consequências" e disse que o governo americano "reavaliaria" as antigas relações dos EUA com a Arábia Saudita.[166] Robert Menendez, o presidente democrata do Comitê de Relações Exteriores do Senado dos EUA, pediu o congelamento da cooperação e das vendas de armas à Arábia Saudita, acusando o reino de ajudar a Rússia a financiar sua guerra contra a Ucrânia.[167]
O ministério das relações exteriores da Arábia Saudita declarou que a decisão da OPEP+ foi "puramente econômica" e tomada por unanimidade por todos os membros do conglomerado, recuando diante da pressão para mudar sua posição em relação à Guerra Russo-Ucraniana na ONU.[168][169] Em resposta, a Casa Branca acusou a Arábia Saudita de pressionar outras nações da OPEP a concordarem com o corte na produção, algumas das quais se sentiram coagidas, dizendo que os Estados Unidos haviam apresentado ao governo saudita uma análise mostrando que não havia base de mercado para o corte. O porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Kirby, disse que o governo saudita sabia que a decisão iria "aumentar as receitas russas e diminuir a eficácia das sanções" contra Moscou, rejeitando a alegação saudita de que a medida foi "puramente econômica".[170][171]
De acordo com uma reportagem no The Intercept, fontes e especialistas disseram que a Arábia Saudita buscou cortes ainda mais profundos do que a Rússia, dizendo que o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman queria influenciar as eleições nos Estados Unidos em 2022 a favor do GOP e as eleições presidenciais nos Estados Unidos em 2024 a favor de Donald Trump.[172] Em contraste, as autoridades sauditas sustentam que a sua decisão de reduzir a produção de petróleo foi motivada por preocupações com a economia global, não por motivações políticas. Eles afirmam que os cortes foram uma resposta à situação econômica global e aos baixos estoques, o que poderia desencadear um rali nos preços do petróleo.[173] A Arábia Saudita afirma as suas ações enfatizando a sua parceria estratégica com os EUA, focando-se na paz, segurança e prosperidade.[174]
Em 2023, a AIE previu que a demanda por combustíveis fósseis, como petróleo, gás natural e carvão, atingiria o ponto mais alto de todos os tempos até 2030.[175] A OPEP rejeitou a previsão da AIE, dizendo que "o que torna tais previsões tão perigosas é que elas são frequentemente acompanhadas de apelos para parar de investir em novos projetos de petróleo e gás".[176]
Em novembro de 2024, a S&P Global alegou que os EAU ignoraram os cortes de produção de petróleo da OPEP e produziram cerca de 700.000 barris a mais do que a cota acordada, isto é, 2,91 milhões de barris por dia. Analistas afirmaram que a "violação de cota" dos Emirados prejudicaria os esforços da Arábia Saudita e da Rússia para aumentar os preços do petróleo com cortes na produção. Enquanto a Rússia procurava financiar a sua guerra contra a Ucrânia, a Arábia Saudita tinha os seus próprios planos de diversificar a economia.[177]
2025: Aumentos de produção
Em 2025, a OPEP+ iniciou o processo de reversão voluntária dos cortes de produção. Até setembro de 2025, o grupo já havia cortado cerca de 2,5 milhões de barris por dia — o equivalente a ~2,4% da demanda global.[178] A OPEP+ anunciou que continuaria a reverter cortes e afirmou que iria aumentar a produção em 137.000 barris por dia em outubro.[179]
Membros
Países membros atuais
Em janeiro de 2024, a OPEP tinha 12 países membros: cinco no Oriente Médio (Ásia Ocidental), seis na África e um na América do Sul.[180] De acordo com a Administração de Informação de Energia (EIA) dos EUA, a taxa combinada de produção de petróleo da OPEP (incluindo condensado de gás natural) representou 44% do total mundial em 2016,[181] e a OPEP foi responsável por 81,5% das reservas "comprovadas" de petróleo do mundo. Relatórios subsequentes de 2022 indicam que os países membros da OPEP eram então responsáveis por cerca de 38% da produção total de petróleo bruto mundial. Estima-se que estes países detenham 79,5% das reservas comprovadas de petróleo do globo, com o Oriente Médio representando 67,2% das reservas da OPEP.
A aprovação de um novo país membro requer o acordo de três quartos dos membros existentes da OPEP, incluindo todos os cinco fundadores.[9] Em outubro de 2015, o Sudão apresentou formalmente um pedido de adesão,[182] mas ainda não é um membro.
| País | Região | Duração da adesão[41][44] | População (2022)[183][184] |
Área (km2)[185][186] |
Produção de petróleo (bbl/dia, 2023) [A][188] |
Reservas comprovadas (bbl, 2022)[A][189][186] |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Norte da África | Desde 1969 | 44.903.220 | 2.381.740 | 1.183.096 | 12.200.000.000 | |
| África Central | Desde 2018[190] | 5.970.000 | 342.000 | 261.986 | 1.810.000.000 | |
| África Central | Desde 2017 | 1.674.910 | 28.050 | 88.126 | 1.100.000.000 | |
| África Central |
|
2.388.990 | 267.667 | 204.273 | 2.000.000.000 | |
| Oriente Médio | Desde 1960[B] | 88.550.570 | 1.648.195 | 3.623.455 | 208.600.000.000 | |
| Oriente Médio | Desde 1960[B] | 44.496.120 | 437.072 | 4.341.410 | 145.020.000.000 | |
| Oriente Médio | Desde 1960[B] | 4.268.870 | 17.820 | 2.709.958 | 101.500.000.000 | |
| Norte da África | Desde 1962 | 6.812.340 | 1.759.540 | 1.225.430 | 48.360.000.000 | |
| África Ocidental | Desde 1971 | 218.541.210 | 923.768 | 1.441.674 | 36.970.000.000 | |
| Oriente Médio | Desde 1960[B] | 36.408.820 | 2.149.690 | 9.733.479 | 267.190.000.000 | |
| Oriente Médio | Desde 1967[C] | 9.441.130 | 83.600 | 3.393.506 | 113.000.000.000 | |
| América do Sul | Desde 1960[B] | 28.301.700 | 916.445 | 750.506 | 303.220.000.000 | |
| Total da OPEP | 491.757.880 | 10.955.392 | 28.956.906 | 1.240.970.000.000 | ||
| Total mundial | 7.951.150.000 | 510.072.000 | 81.803.545 | 1.564.441.000.000 | ||
| Porcentagem da OPEP | 6.18% | 2.14% | 35.39% | 79% | ||
OPEP+
Uma série de países não membros da OPEP também participa das iniciativas da organização, como cortes voluntários de fornecimento, a fim de vincular ainda mais os objetivos políticos entre a OPEP e os não membros. Este agrupamento flexível de países, conhecido como OPEP+, inclui Azerbaijão, Bahrein, Brunei, Brasil, Cazaquistão, Malásia, México, Omã, Rússia, Sudão do Sul e Sudão.[191][192]
A colaboração entre os países membros da OPEP+ levou ao estabelecimento da Declaração de Cooperação (DoC) em 2017, que foi prorrogada várias vezes devido ao seu notável sucesso. A DoC serve como uma estrutura de cooperação e coordenação entre a OPEP e os países não pertencentes à OPEP. Os membros da OPEP+ envolvem-se em novos esforços de cooperação através da Carta de Cooperação (CoC), que fornece uma plataforma para colaboração a longo prazo. A CoC facilita o diálogo e a troca de opiniões sobre as condições do mercado global de energia e de petróleo, com o objetivo global de garantir um fornecimento seguro de energia e promover uma estabilidade duradoura que beneficie produtores, consumidores, investidores e a economia global.[193]
Observadores
Desde a década de 1980, representantes do Canadá, Egito, México, Noruega, Omã, Rússia e outras nações exportadoras de petróleo têm participado em muitas reuniões da OPEP como observadores. Esse arranjo serve como um mecanismo informal para a coordenação de políticas.[194]
Antigos membros
| País | Região | Anos de adesão[41] | População (2022)[183][184] |
Área (km2)[185] |
Produção de petróleo (bbl/dia, 2023)[188] |
Reservas comprovadas (2022)[186](p22) |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Angola | África Austral |
|
35.588.987 | 1.246.700 | 1.144.402 | 2.550.000.000 |
| Equador | América do Sul |
|
18.001.000 | 283.560 | 475.274 | 8.273.000.000 |
| Indonésia | Sudeste Asiático |
|
275.501.000 | 1.904.569 | 608.299 | 2.250.000.000 |
| Catar | Oriente Médio | 1961–2019[197] | 2.695.122 | 11.437 | 1.322.000 | 25.244.000.000 |
Para países que exportam petróleo em volumes relativamente baixos, o seu poder de negociação limitado como membros da OPEP não justifica necessariamente os encargos impostos pelas cotas de produção da OPEP e pelos custos de adesão. O Equador retirou-se da OPEP em dezembro de 1992 porque não estava disposto a pagar a taxa de adesão anual de US$ 2 milhões e sentia que precisava produzir mais petróleo do que lhe era permitido de acordo com a sua cota da OPEP na época.[94] O Equador voltou a aderir em outubro de 2007, antes de sair novamente em janeiro de 2020.[198] O Ministério de Energia e Recursos Naturais Não Renováveis do Equador divulgou um comunicado oficial em 2 de janeiro de 2020 confirmando que o Equador havia deixado a OPEP.[196] Preocupações semelhantes levaram o Gabão a suspender a sua adesão em janeiro de 1995;[95] voltou a aderir em julho de 2016.
Em maio de 2008, a Indonésia anunciou que deixaria a OPEP quando a sua adesão expirasse no final daquele ano, uma vez que se tinha tornado uma importadora líquida de petróleo e era incapaz de cumprir a sua cota de produção.[105] Voltou a aderir à organização em janeiro de 2016,[41] mas anunciou outra "suspensão temporária" da sua adesão no final do ano, quando a OPEP solicitou um corte de 5% na produção.[121]
O Catar deixou a OPEP em 1º de janeiro de 2019, após ter ingressado na organização em 1961, para se concentrar na produção de gás natural, do qual é o maior exportador mundial na forma de gás natural liquefeito (GNL).[197][199]
Numa reunião da OPEP em novembro de 2023, a Nigéria e Angola, os maiores produtores de petróleo da África Subsaariana, manifestaram o seu descontentamento com as cotas da OPEP que, segundo eles, bloqueavam os seus esforços para aumentar a produção de petróleo e impulsionar as suas reservas cambiais. Em dezembro de 2023, Angola anunciou que estava a deixar a OPEP porque discordava do esquema de cotas de produção da organização.[200]
Informações de mercado
Sendo uma área em que os membros da OPEP têm conseguido cooperar produtivamente ao longo das décadas, a organização melhorou significativamente a qualidade e a quantidade de informações disponíveis sobre o mercado internacional de petróleo. Isso é especialmente útil para uma indústria de recursos naturais cujo funcionamento exige meses e anos de planejamento cuidadoso.
Publicações e pesquisas

Em abril de 2001, a OPEP colaborou com cinco outras organizações internacionais (APEC, Eurostat, AIE, es, UNSD) para melhorar a disponibilidade e a confiabilidade dos dados sobre o petróleo. Elas lançaram o Exercício Conjunto de Dados do Petróleo (Joint Oil Data Exercise), ao qual o FIE se juntou em 2005, sendo então renomeado para Joint Organisations Data Initiative (Iniciativa Conjunta de Dados das Organizações - JODI), cobrindo mais de 90% do mercado global de petróleo. O FPEG (GECF) juntou-se como oitavo parceiro em 2014, permitindo que a JODI também cobrisse quase 90% do mercado global de gás natural.[201]
Desde 2007, a OPEP publica anualmente o "World Oil Outlook" (WOO), no qual apresenta uma análise abrangente da indústria petrolífera global, incluindo projeções de médio e longo prazo para a oferta e a demanda.[202] A OPEP também produz um "Boletim Estatístico Anual" (ASB),[96] e publica atualizações mais frequentes no seu "Relatório Mensal do Mercado de Petróleo" (MOMR)[203] e no "Boletim da OPEP".[204]
Referências do petróleo bruto
Uma "referência de petróleo bruto" (ou benchmark) é um produto de petróleo padronizado que serve como um preço de referência conveniente para compradores e vendedores de petróleo bruto, incluindo contratos padronizados nos principais mercados de futuros desde 1983. As referências são usadas porque os preços do petróleo diferem (geralmente em alguns dólares por barril) com base na variedade, grau, data e local de entrega, e outros requisitos legais.[205][206]
A Cesta de Referência de Petróleos Brutos da OPEP tem sido uma importante referência para os preços do petróleo desde 2000. Ela é calculada como uma média ponderada de preços de misturas de petróleo dos países membros da OPEP: Saharan Blend (Argélia), Girassol (Angola), Djeno (República do Congo)Rabi Light (Gabão), Iran Heavy (República Islâmica do Irã), Basra Light (Iraque), Kuwait Export (Kuwait), Es Sider (Líbia), Bonny Light (Nigéria), Arab Light (Arábia Saudita), Murban (EAU) e Merey (Venezuela).[207]
O Petróleo Bruto Brent do Mar do Norte é a principal referência para os petróleos brutos da bacia do Atlântico e é usado para precificar aproximadamente dois terços do petróleo bruto comercializado no mundo. Outras referências conhecidas são o West Texas Intermediate (WTI), o Dubai Crude, o Oman Crude e o Urals oil.[208]

Capacidade ociosa
A Administração de Informação de Energia dos EUA (EIA), o braço estatístico do Departamento de Energia dos EUA, define a capacidade ociosa para a gestão do mercado de petróleo bruto "como o volume de produção que pode ser ativado dentro de 30 dias e sustentado por pelo menos 90 dias... A capacidade ociosa da OPEP fornece um indicador da capacidade do mercado mundial de petróleo de responder a potenciais crises que reduzam o fornecimento de petróleo."[89]
Em novembro de 2014, a Agência Internacional de Energia (AIE) estimou que a capacidade ociosa "efetiva" da OPEP, ajustada para as interrupções em andamento em países como Líbia e Nigéria, era de 3,5 milhões de barris por dia (560 000 m3/d) e que esse número aumentaria para um pico em 2017 de 4,6 milhões de barris por dia (730 000 m3/d).[209]
Até novembro de 2015, a AIE mudou a sua avaliação em março de 2020 "com a margem de produção ociosa da OPEP se esgotando, à medida que a Arábia Saudita – que detém a maior parte do excesso de capacidade – e os seus vizinhos do Golfo [Pérsico] bombeiam a taxas quase recordes."[210]
Ver também
- Crise do petróleo
- Energia renovável
- Geopolítica do petróleo
- Oligopólio
- Petróleo
- Sete irmãs
- Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Brasil)
Notas
- 1 2 Um barril de petróleo (bbl) equivale a aproximadamente 42 galões americanos, ou 159 litros, ou 0,159 m3, variando ligeiramente com a temperatura. Para contextualizar os números de produção, um supertanqueiro normalmente comporta 2.000.000 de barris (320.000 m3),[187] e a atual taxa de produção mundial levaria aproximadamente 56 anos para esgotar as atuais reservas comprovadas do mundo.
- 1 2 3 4 5 Os cinco membros fundadores participaram da primeira conferência da OPEP em setembro de 1960.
- ↑ Os EAU foram fundados em dezembro de 1971. A sua adesão à OPEP teve origem com o Emirado de Abu Dhabi.
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