Amido de milho

Amido de milho
Prato com amido de milho
Valor nutricional por 100 g (3,53 oz)
Energia 1594 kJ (380 kcal)
Carboidratos
Carboidratos totais 91.27 g
 Fibra dietética 0.9 g
Gorduras
Gorduras totais 0.05 g
Proteínas
Proteínas totais 0.26 g
Água 8.32 g
Fonte: [1]

Amido de milho é o pó obtido através da moagem úmida do milho. É amplamente usado na culinária e na formulação de alimentos, tendo alguns usos na indústria farmacêutica e têxtil.[2][3]

Usa-se também a palavra maisena, termo do qual deriva a marca comercial Maizena, um amido de milho criado nos Estados Unidos em 1842, agora produzido pela empresa multinacional Anglo-Holandesa Unilever. Maizena por sua vez vem da palavra para milho (mahiz) na língua taína.[4]

Características

É um pó fino, branco, inodoro e insípido composto por cadeias de alfa-D-glicose, sendo estas divididas em cerca de 73% de amilopectina e 27% de amilose.[2][5] Apresenta uma pequena quantidade de lípidos, exceto quando proveniente de milho geneticamente modificado, chamados de "cerosos", estes possuem constituição quase total de amilopectina e uma quantidade irrelevante de amilose, apresentando aspectos similares ao amido de raízes e tubérculos.[3]

Processamento

Faz-se uso da água para separação das partes do milho dando inicio com uma etapa de maceração do grão com um fluxo de água contracorrente, a água contém entre 0,1 a 0,2% de dióxido de enxofre, permitindo a separando os grânulos de amido e proteínas do endosperma, depois segue com processo similar a moagem a seco, degerminação, moagem, separação dos demais subprodutos da moagem por centrifugação e secagem do amido.[6][7]

Aplicação

O amido de milho é largamente presente na fabricação de alimentos, principalmente na panificação, sendo a principal matéria-prima dos chamados extrusados, tais como biscoitos, cereais matinais, massas pré-cozidas e outros, pois tem como características produzir efeitos apreciados pelo consumidor, tais como crocância ou grande expansão.[2][8] Também está presente em edulcorantes, etanol, molhos e sopas.[7]

Uso lúdico

Em 2006, o programa de televisão espanhol El Hormiguero, mostrou pessoas andando sobre uma mistura de água e amido cru numa piscina. A emissora brasileira Globo exibiu uma matéria sobre o efeito da pasta que, mais tarde, veio a se transformar num dos quadros do apresentador Gugu Liberato, primeiro na emissora SBT, depois na Rede Record.[9]

Ver também

Referências

  1. «Amido de milho | Tabela de Composição Química dos Alimentos». https://tabnut.dis.epm.br/. Consultado em 28 de fevereiro de 2026. Cópia arquivada em 24 de setembro de 2021
  2. 1 2 3 Rogerio Germani (8 de dezembro de 2021). «Amido de Milho - Portal Embrapa». www.embrapa.br. Consultado em 28 de fevereiro de 2026
  3. 1 2 Bertolini, Andréa Curiacos (9 de dezembro de 2021). «Amiláceos - Portal Embrapa». www.embrapa.br. Consultado em 1 de março de 2026
  4. «The role of women in the conservation of the genetic resources of maize». www.fao.org. Consultado em 1 de março de 2026
  5. ANVISA, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Brasil); ., Coordenação da Farmacopeia (2019). «Amido IF041-00» (pdf) 6.ª ed. Brasília. Farmacopeia Brasileira. 2. 6 páginas. Consultado em 1 de março de 2026
  6. Germani, Rogerio (8 de dezembro de 2021). «Moagem - Portal Embrapa». www.embrapa.br. Consultado em 1 de março de 2026
  7. 1 2 CARDOSO, W. S.; PINHEIRO, F. de A.; MACHADO, F. de P.; BORGES, J. T. da S.; RIOS, S. de A. (2011). «Indústria do milho.» (PDF). Milho biofortificado. Visconde do Rio Branco: Suprema. pp. 173–195
  8. Marcia C. Silva, Rossana M.S.M. Thiré, Victor J.R.R. Pita, Carlos W.P. Carvalho, Cristina T. Andrade (2004). «Processamento de amido de milho em câmara de mistura» (PDF). Scielo.br
  9. «Piscina de amido». Portal iG. web.archive.org. 2007. Consultado em 28 de fevereiro de 2026. Arquivado do original em 3 de março de 2016