Macaco-de-gibraltar

Macaco-de-gibraltar
CITES Appendix I (CITES)[1]
Classificação científica edit
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Primates
Subordem: Haplorhini
Família: Cercopithecidae
Gênero: Macaca
Espécies:
M. sylvanus[2]
Nome binomial
Macaca sylvanus[2]
(Linnaeus, 1758)[3]
Vermelho (nativo, população atualmente extinta), rosa (introduzido)
Sinónimos[4]
  • Simia sylvanus Linnaeus, 1758
  • Inuus ecaudatus É. Geoffroy Saint-Hilaire, 1812
  • Simia inuus Linnaeus, 1766
  • Simia pithecus Schreber, 1799
  • Pithecus pygmaeus Reichenbach, 1863

O macaco-de-gibraltar[5] (nome científico: Macaca sylvanus), também conhecido como macaco-berbere, é um macaco do Velho Mundo que se encontra actualmente em algumas zonas reduzidas dos Montes Atlas no norte de África e no Rochedo de Gibraltar, em Gibraltar. É o único primata, além do homem, que pode encontrar-se actualmente em liberdade na Europa, e o único membro do género Macaca que vive fora da Ásia.

Descrição

Macaca sylvanus no zoológico de Berlim.

um pequeno quadrúpede, nunca superior a 75 centímetros de comprimento e 13 quilogramas de peso. O corpo está coberto de pêlo pardo-amarelado, ligeiramente acinzentado em alguns indivíduos. O rosto, pés e mãos são de cor rosada, e a cauda é apenas um vestígio pouco visível à distância. Os machos são maiores que as fêmeas.

Ecologia

São animais diurnos e omnívoros, que vivem em bosques mistos até mais de 2100 metros de altitude, em grupos de entre 10 e 30 indivíduos de estrutura matriarcal dirigidos por uma fêmea. Após quatro ou cinco meses de gestação, as fêmeas dão à luz uma cria (duas em casos raros) cuidada tanto pelo pai como pela mãe. São adultos aos 3 a 4 anos e vivem até 20.

Dieta

Movem-se constantemente em busca de frutas, folhas, raízes ou insectos.

Conservação

Como parte do património de Gibraltar, a alimentação e sobrevivência dos macacos tem sido responsabilidade da Royal Navy até ter sido cedida ao governo gibraltino em 1991. A tradição popular diz que enquanto os macacos persistirem em Gibraltar, este continuará sob domínio britânico, pelo que se chegou ao ponto de, durante a Segunda Guerra Mundial, quando se temia uma possível invasão Hispano-Germânica, o próprio primeiro-ministro britânico Winston Churchill ordenar trazer várias dezenas de exemplares do norte de África para assegurar a sobrevivência da sua exígua população.

Imagens

Referências

  1. 1 2 Wallis, J.; Benrabah, M.E.; Pilot, M.; Majolo, B.; Waters, S. (2020). «Macaca sylvanus». Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas. 2020: e.T12561A50043570. doi:10.2305/IUCN.UK.2020-2.RLTS.T12561A50043570.enAcessível livremente. Consultado em 17 de janeiro de 2022
  2. 1 2 Groves, C.P. (2005). Wilson, D. E.; Reeder, D. M, eds. Mammal Species of the World 3.ª ed. Baltimore: Johns Hopkins University Press. p. 164. ISBN 978-0-8018-8221-0. OCLC 62265494
  3. Linnaeus, C. (1758). «Simia sylvanus». Systema naturæ per regna tria naturæ, secundum classes, ordines, genera, species, cum characteribus, differentiis, synonymis, locis. I Decima, reformata ed. Holmiæ: Laurentii Salvii. p. 25
  4. «Macaca sylvanus» (em inglês). ITIS (www.itis.gov). Consultado em 22 Setembro 2021
  5. «macaco-de-gibraltar | Infopédia»

Ligações externas