A Austrásia (Ostar-rīki, Reino do Oriente, em língua francônica; ōstar- e -rīhhi, em alto alemão antigo; *aus-ter- e *rīkja, em proto-germânico) localizada no nordeste da atual França, mas compreendendo também partes da atual Alemanha, Bélgica e Países Baixos era, na Idade Média, a região compreendida entre o Reino de Reims, o país dos Francos ripuários, o vale do río Mosela, a região de atual Champanhe e a Auvérnia.[1]
Era um reino inicialmente sob o domínio da dinastia dos merovíngios. Sigberto I estabelece sua capital em Metz,[2] embora alguns dos seus reis tivessem a corte em Reims. Por isso era também chamado de Reino de Reims ou Reino de Metz.
Quilderico II - (662-674). Rei de todos os Francos - (674-675)
Dagoberto II - (674-675) - restaurado
Clóvis III - (675-676)
Dagoberto II - (676-679) - restaurado
Apontamentos históricos atestam Sigeberto IV (687), suposto filho de Dagoberto II, sobrevivera ao assassinato do pai, fugiu para a região de Rennes-le-Château, no sul da França, onde dera origem a uma linhagem, cujos descendentes seriam o elo entre Merovíngios e uma antiga linhagem do Cristianismo Primitivo.
Mapa do Reino Franco em 714, onde a Austrásia destaca-se em verde.Sob o domínio da Nêustria - (679-715)
Teodorico III - (679-691). Rei de todos os Francos.
Clóvis IV - (691-695). Rei de todos os Francos.
Quildeberto III - (695-711). Rei de todos os Francos.
Dagoberto III - (711-715). Rei de todos os Francos.
Clotário IV - (717-719)
Sob o domínio da Nêustria permanentemente, a partir de (719)
Quilperico II - (718-721). Rei de todos os Francos.
Teodorico IV - (721-737). Rei de todos os Francos.
Quilderico III - (743-751). Rei de todos os Francos.
A antiga Igreja de Saint-Pierre-aux-Nonnains, do século IV, em Metz, capital do Reino da Austrásia.
O cargo de mordomo do palácio da Austrásia foi principalmente ocupado pelos pipinidas e arnulfidas.[3][4]
Partêmio - (???-548)
Gontrão de Borgonha - (c.567-581), durante a menoridade de Quildeberto II
Valdeleno - (581-589), durante a menoridade de Quildeberto II
Gundolfo - (600-605?) sob o reinado de Teodeberto II
Landrico (?605-612), mordomo também da Nêustria (provavelmente)
Varnacário - (612-617). Mordomo também da Borgonha
Hugo - (617-623).
Pepino I, o Velho - (623-629), sob Dagoberto I
Ansegisel - (633-639)
Pepino I, o Velho - (639-640).
Otão - (640-643)
Grimoaldo I - (643-656) Depois de sucedido, coloca seu filho Quildeberto II (661-662) no trono de Austrásia.
Vulfoaldo - (656-658) e Nêustria (673-675) Não Arnulfida
Pepino II - (680-714), sobrinho de Grimoaldo. Foi mordomo do palácio da Austrásia (680-698) de Nêustria e Borgonha (687-700).[3]
Grimoaldo II - (698-714), filho de Pepino de Herstal, mordomo do Palácio da Austrásia (698-714).
Teodoaldo - (714-715), também na Nêustria. Filho ilegítimo de Grimoaldo II, designado herdeiro de seu avô Pepino, opor pela nobreza, que aclamou Carlos Martel.
Carlos Martel - (715-741), filho de Pepino de Herstal, mordomo do palácio Austrásia de Nêustria e Borgonha (719-741), duque de França (737-741). Filho ilegítimo de Pepino de Herstal.[3][5]