Armênios
![]() Bandeira da Armênia | |
![]() Mapa da diáspora armênia ao redor do mundo. | |
| População total | |
|---|---|
| 6[1] a 8 milhões[2] | |
| Regiões com população significativa | |
| Línguas | |
| Armênio | |
| Religiões | |
| (Censo 2011[3]) | |
| Grupos étnicos relacionados | |
| Hamshenis e outros indo-europeus |
| Tópicos indo-europeus |
|---|
| Línguas indo-europeias |
| Povos indo-europeus |
| Protoindo-europeus |
| Hipóteses Urheimat |
|
| Estudos indo-europeus |
Os armênios(pt-BR) ou arménios(pt-PT?) (em armênio: Հայեր, transl. Hayer) formam uma nação e um grupo étnico originário do Cáucaso e do Planalto Armênio. Constituem a maior parte da população da Armênia e da de fato independente República de Artsaque. Há uma ampla diáspora, estimando-se que haja entre 5 milhões e 8 milhões de pessoas de ascendência armênia vivendo fora da moderna Armênia.[4]
Historicamente os armênios têm uma presença significativa em países como a Geórgia, Irã, Rússia e Ucrânia, devido à proximidade entre seus territórios. Depois do genocídio armênio um grande influxo de sobreviventes deslocou-se para a França, os Estados Unidos, Argentina, Brasil, o Levante e outros países que os acolheram. Estima-se que existam cerca de 6 a 8 milhões de armênios ao redor do mundo.[5]
Cristianizada no início do século IV, a Armênia arsácida tornou-se a primeira nação cristã, embora o cristianismo tenha começado a se espalhar no país logo depois da morte de Cristo, devido aos esforços de dois de seus apóstolos, São Tadeu e São Bartolomeu;[6][7] a maior parte dos armênios segue a Igreja Apostólica Armênia, uma igreja ortodoxa oriental. Falam dois dialetos diferentes, porém mutualmente inteligíveis do armênio: o armênio oriental é falado principalmente na Armênia, no Irã e nas repúblicas da antiga União Soviética, e o armênio ocidental é falado principalmente por imigrantes armênios ao redor do mundo.
No Brasil a comunidade armênia reúne entre 90 e 130 mil pessoas, que se concentram principalmente nas cidades de São Paulo e Osasco, onde se dedicam sobretudo ao comércio, especialmente de calçados.[carece de fontes]
Etimologia
Historicamente, o nome armênio foi usado para designar internacionalmente este grupo de pessoas; foi usado pela primeira vez pelos países vizinhos da antiga Armênia, e é tido tradicionalmente como derivado de Armenak, ou Aram, bisneto do bisneto de Haico (Haik), líder que, de acordo com a tradição armênia, seria o ancestral de todos os armênios, e que daria origem ao termo usado pelos próprios armênios para designar a si próprios: Hay (Հայ; plural: Հայեր, Hayer). Haico também é um nome popular armênio atualmente.[8][9]
Origens
A Armênia se encontra sobre um planalto que cerca as montanhas do Ararate, que, de acordo com a tradição judaico-cristã, seria o ponto onde a arca do patriarca Noé teria aportado após o Dilúvio.[10] Na Era do Bronze diversos Estados floresceram na região da Grande Armênia, incluindo o Império Hitita (no auge de seu poder), Mitani (no sudoeste da Armênia histórica) e Haiasa-Azi (1 600 x–1 200 a.C.). Logo em seguida vieram os nairis (1 400–1 000 a.C.) e o Reino de Urartu (1 000–600 a.C.) que estabeleceram sucessivamente seus domínios sobre o Planalto Armênio. Cada uma destas nações e tribos participou da etnogênese do povo armênio.[11] Erevã, a atual capital da Armênia, foi fundada em 782 a.C. pelo rei Arguisti I.
Em 1984, o linguista Thomas Gamkrelidze e o filólogo Vyacheslav V. Ivanov propuseram a teoria de que a urheimat do proto-indo-europeu seria localizada no Planato Armênio.[12]
Ver também
- Armênios do Azerbaijão
Referências
- ↑ Diferentes fontes:
* Dennis J.D. Sandole (24 de janeiro de 2007). Peace and Security in the Postmodern World: The OSCE and Conflict Resolution. Routledge. p. 182. ISBN 9781134145713. "The nearly 3 million Armenians in Armenia (and 3-4 million in the Armenian Diaspora worldwide) "perceive" the nearly 8 million Azerbaijanis in Azerbaijan as 'Turks' ".- McGoldrick, Monica; Giordano, Joe; Garcia-Preto, Nydia, eds. (18 de agosto de 2005). Ethnicity and Family Therapy, 3ª ed.. Guilford Press. p. 439. ISBN 9781606237946. The impact of such a horror on a group who presently number approximately 6 million, worldwide, is incalculable.
- Gevorg Sargsyan; Ani Balabanyan; Denzel Hankinson (1 de janeiro de 2006). "From Crisis to Stability in the Armenian Power Sector: Lessons Learned from Armenia's Energy Reform Experience (illustrated ed.). World Bank Publications. p. 18. ISBN 9780821365908. The country's estimated 3-6 million Diaspora represent a major source of foreign direct investment in the country."
- Arthur G. Sharp (15 Sep 2011). " The Everything Guide to the Middle East: Understand the people, the politics, and the culture of this conflicted region. Adams Media, p. 137. ISBN 9781440529122. Since the newly independent Republic of Armenia was declared in 1991, nearly 4 million of the world's 6 million Armenians have been living on the eastern edge of their Middle Eastern homeland."
- ↑ Diferentes fontes:
- Von Voss, Huberta (2007). Portraits of Hope: Armenians in the Contemporary World. New York: Berghahn Books. p. xxv. ISBN 9781845452575. "...there are some 8 million Armenians in the world..."
- Freedman, Jeri (2008). The Armenian genocide. New York: Rosen Publishing Group. p. 52. ISBN 9781404218253. "In contrast to its population of 3.2 million, approximately 8 million Armenians live in other countries of the world, including large communities in the United States and Russia."
- Guntram H. Herb, David H. Kaplan (2008). Nations and Nationalism: A Global Historical Overview: A Global Historical Overview. Santa Barbara, California: ABC-CLIO. p. 1705. ISBN 9781851099085. "A nation of some 8 million people, about 3 million of whom live in the newly independent post-Soviet state, Armenians are constantly battling not to lose their distinct culture, identity and the newly established statehood."
- Robert A. Saunders, Vlad Struko (2010). Historical dictionary of the Russian Federation. Lanham, Maryland: Scarecrow Press. p. 50. ISBN 9780810854758.
- Philander, S. George (2008). Encyclopedia of global warming and climate change. Los Angeles: SAGE. p. 77. ISBN 9781412958783. "An estimated 60 percent of the total 8 million Armenians worldwide live outside the country..."
- Robert A. Saunders, Vlad Strukov (2010). Historical dictionary of the Russian Federation. Lanham, Maryland: Scarecrow Press. p. 51. ISBN 9780810874602. "Worldwide, there are more than 8 million Armenians; 3.2 million reside in the Republic of Armenia.'
- ↑ «Resultados do Censo armênio de 2011» (PDF). Armstat.am. Consultado em 11 de julho de 2022
- ↑ Minahan, James B. Miniature Empires: A Historical Dictionary of the Newly Independent States - pág. 3
- ↑ Richard G. Hovannisian, The Armenian people from ancient to modern times: the fifteenth century to the twentieth century, Volume 2, p. 427, Palgrave Macmillan, 1997.
- ↑ ver Hastings, Adrian (2000). A World History of Christianity. [S.l.]: Wm. B. Eerdmans Publishing. 289 páginas. ISBN 0802848753
- ↑ «Armenia first nation to adopt Christianity as a state religion.». Consultado em 27 de fevereiro de 2007
- ↑ «Haik and Hayastan». Consultado em 4 de março de 2007
- ↑ «Armenia Provinces». Consultado em 4 de março de 2007
- ↑ Gênesis, 8:4.
- ↑ Kurkjian, Vahan. History of Armenia, Michigan, 1968; Armenian Soviet Encyclopedia, v. 12, Ierevan 1987; Movsisyan, Artak. Sacred Highland: Armenia in the spiritual conception of the Near East, Ierevã, 2000; Kavoukjian, Martiros. The Genesis of Armenian People, Montreal, 1982
- ↑ "The Early History of Indo-European Languages", Thomas V. Gamkrelidze e V. V. Ivanov. Scientific American, Março de 1990, p.110
Bibliografia
- Bornoutian, George A., A History of the Armenian People, 2 vol. (1994)
- Bournoutian, George A., A Concise History of the Armenian People (Mazda, 2003, 2004).
- Diakonoff, I. M., The Pre-History of the Armenian People (revised, trans. Lori Jennings), Caravan Books, New York (1984), ISBN 0-882067-039-2.

