Óscar Romero
Óscar Romero | |
|---|---|
| Santo da Igreja Católica | |
| Arcebispo de San Salvador | |
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| Atividade eclesiástica | |
| Diocese | Arquidiocese de San Salvador |
| Nomeação | 3 de fevereiro de 1977 |
| Entrada solene | 22 de fevereiro de 1977 |
| Predecessor | Dom Luis Chávez y González |
| Sucessor | Dom Arturo Rivera y Damas |
| Mandato | 1977 - 1980 |
| Ordenação e nomeação | |
| Ordenação presbiteral | 4 de abril de 1942 |
| Nomeação episcopal | 25 de abril de 1970 |
| Ordenação episcopal | 21 de junho de 1970 por Dom Girolamo Prigione |
| Lema episcopal | SENTIRE CUM ECCLESIA Sentir com a Igreja |
| Nomeado arcebispo | 3 de fevereiro de 1977 |
| Brasão arquiepiscopal | ![]() |
| Santificação | |
| Beatificação | 23 de maio de 2015 Praça El Salvador do Mundo, San Salvador, El Salvador por Dom Angelo Cardeal Amato, S.D.B., representando o Papa Francisco |
| Canonização | 14 de outubro de 2018 Praça de São Pedro por Papa Francisco |
| Veneração por | Igreja Católica Comunhão Anglicana |
| Principal templo | Catedral Metropolitana de San Salvador |
| Festa litúrgica | 24 de março |
| Atribuições | Aqueles do arcebispo |
| Padroeiro | Comunicadores cristãos El Salvador As Americas Arquidiocese de San Salvador Cristãos Perseguidos Caritas International (co-patrono) |
| Dados pessoais | |
| Nascimento | Ciudad Barrios 15 de agosto de 1917 |
| Morte | San Salvador 24 de março de 1980 (62 anos) |
| Nome nascimento | Óscar Arnulfo Romero y Galdámez |
| Nacionalidade | salvadorenho |
| Progenitores | Mãe: Guadalupe Galdámez Pai: Santos Romero |
| Funções exercidas | -Bispo-auxiliar de San Salvador (1970-1974) -Bispo de Santiago de María (1974-1977) |
| Assinatura | |
| Sepultado | Catedral Metropolitana de San Salvador |
| dados em catholic-hierarchy.org Categoria:Igreja Católica Categoria:Hierarquia católica Projeto Catolicismo | |
Óscar Arnulfo Romero Galdámez, conhecido como Santo Óscar Romero (Ciudad Barrios, San Miguel, 15 de agosto de 1917 — San Salvador, 24 de março de 1980) foi um sacerdote católico salvadorenho, quarto arcebispo metropolitano de San Salvador (1977-1980), capital de El Salvador. Foi assassinado em 1980, em consequência dos conflitos da Guerra Civil de El Salvador, e reconhecido como mártir e santo pela Igreja Católica.
Formação e sacerdócio
Filho de Santos Romero e Guadalupe de Jesús Galdámez,[1] Romero nasceu em Ciudad Barrios, um povoado do Departamento de San Miguel onde se produzia café, a 156 quilômetros de San Salvador, no dia 15 de agosto de 1917, numa família de origem humilde.[2]

Em 1931, com treze anos, ingressou no Seminário Menor de San Miguel e, em janeiro de 1937, no Seminário Maior San José de la Montaña, em San Salvador. Sete meses depois, viajou para estudar teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana em Roma, onde presenciou as calamidades da Segunda Guerra Mundial.[2][3] Ele recebeu uma Licenciatura em Teologia cum laude em 1941, mas teve que esperar um ano para ser ordenado porque era menor do que a idade exigida.[4] Em 4 de abril de 1942, foi ordenado padre.[2][3] Sua família não pôde comparecer à sua ordenação devido às restrições de viagem impostas pela guerra.[5]
Romero permaneceu na Itália para obter um doutorado em teologia, especializando-se em teologia ascética e perfeição cristã segundo Luís de la Puente.[4] Antes de terminar, em 1943, aos 26 anos, foi chamado de volta da Itália pelo seu bispo. Viajou para casa com um bom amigo, o padre Valladares, que também fazia doutoramento em Roma. No caminho de volta, fizeram paragens em Espanha e Cuba, onde foram detidos pela polícia cubana, provavelmente por terem vindo da Itália fascista,[6] e foram colocados em um campos de internação. Posteriormente, Valladares adoeceu e eles foram transferidos para um hospital. Pela intervenção de padres cubanos, eles foram libertos em 1943 e retornaram a El Salvador.[7]
Ao retornar ao seu país, foi designado para a paróquia de Anamorós e depois para a de San Miguel, onde passou mais de vinte anos.[7] Em 1966, fez um retiro sabático, procurando também um padre para se confessar e um psiquiatra. Foi diagnosticado com transtorno de personalidade obsessivo-compulsiva, pelo psiquiatra, e com escrupulosidade, pelos padres.[8][9] Posteriormente, foi nomeado reitor do seminário interdiocesano de San Salvador, diretor de revistas pastorais e secretário da Conferência Episcopal da América Central e do Panamá.[10] Este último cargo, ocupou de 1967 a 1974.[3]
Bispo
Em 21 de junho de 1970, foi nomeado pelo Papa Paulo VI como bispo auxiliar de San Salvador, com a sé titular de Tambeae. Romero foi ordenado em 21 de junho de 1970, em San Salvador, pelo Arcebispo Girolamo Prigione, Núncio Apostólico em El Salvador e na Guatemala; os principais co-consagradores foram Dom Luis Chávez y González, Arcebispo de San Salvador, e Dom Arturo Rivera Damas, SDB, Bispo Auxiliar de San Salvador.[11]
Em 15 de outubro de 1974, foi nomeado bispo de Santiago de María no Departamento de Usulután. Foi instalado em sua sede em 14 de dezembro daquele ano.[11]
Arcebispo
Em 3 de fevereiro de 1977, foi nomeado arcebispo de San Salvador.[11] Ele foi escolhido por seu aparente conservadorismo,[2] já que não concordava com a postura progressista de seu antecessor, Monsenhor Chávez y González.[12] Embora esta nomeação tenha sido bem recebida pelo governo, muitos padres ficaram desapontados, especialmente aqueles abertamente apoiadores da ideologia marxista. Os padres progressistas temiam que sua reputação conservadora afetasse negativamente o compromisso da teologia da libertação com os pobres.[13][14] Sua posse se deu em 22 de fevereiro.[11]
Diante da escalada da violência do governo, a Conferência Episcopal Salvadorenha redigiu uma carta condenando as violações específicas dos direitos humanos, além das estruturas sociais fundamentalmente injustas. A carta deveria ser lida em todas as igrejas no domingo 13 de março, mas Romero desistiu um dia antes, afirmando que ela era tempestiva e tendenciosa. Contudo, algo aconteceu naquele dia 12.[12]
Naquela tarde, um amigo seu, o padre jesuíta Rutílio Grande, junto com dois camponeses, foi assassinado. Esse incidente transformou Romero.[15][16] Na noite do dia 12, ele foi a Aguilares, paróquia de Grande, e no dia seguinte, ele leu a carta preparada pela Conferência.[12] O arcebispo passou a denunciar as injustiças sociais por meio da rádio católica Ysax e do semanário Orientación. Por isso, chegou a ser conhecido como "A voz dos sem voz".[2] É acusado, até mesmo por bispos, de incitar "à luta de classes e à revolução", e é chamado pela direita como subversivo e comunista.[10]
Ainda em 1977, ele se recusou a participar da posse presidencial do general Carlos Humberto Romero, após sua eleição fraudulenta, estabelecendo uma política de não comparecer a cerimônias oficiais até que o governo iniciasse uma investigação séria sobre os assassinatos de Aguilares.[12]
Depois de dois anos como arcebispo, Monsenhor Romero contava com trinta padres mortos, expulsos ou fugidos da morte. Além disso, um sem número de catequistas das comunidades de base foram mortos pelos esquadrões da morte.[10]
Defensor da não violência, chegou a ser comparado ao Mahatma Gandhi e a Martin Luther King.[17] Óscar Romero denunciava, em suas homilias, as numerosas violações de direitos humanos em El Salvador e manifestou publicamente sua solidariedade com as vítimas da violência política, no contexto da Guerra Civil de El Salvador.[18] Dentro da Igreja Católica, defendia a "opção preferencial pelos pobres".[10][17][19]
Apesar de sua luta e da perseguição contra a Igreja, ele teve alguns problemas com o Vaticano.[12] As elites, que faziam grandes doações à Igreja, estavam descontentes com ele, bem como alguns bispos, os quais faziam denúncias ao Vaticano. O Papa Paulo VI o apoiou, mas ele logo morreu.[20][21] O Cardeal Baggio, Prefeito da Congregação para os Bispos, convidou Romero a Roma para uma “conversa fraterna e amigável”.[12]
Mas sob o novo papa, Baggio enviou um visitador a El Salvador, que recomendou destituir Romero de suas funções. Ele precisou apelar ao Papa João Paulo II.[20] Em 1979, na terceira visita de Romero a Roma como arcebispo, teve dificuldades para conseguir uma audiência com o Papa João Paulo II.[12] Ele tentou, sem sucesso, obter uma condenação do Vaticano ao regime militar salvadorenho por cometer violações dos direitos humanos e por seu apoio a esquadrões da morte, e expressou sua frustração em trabalhar com clérigos que cooperavam com o governo. Ele foi encorajado pelo Papa João Paulo II a manter a unidade episcopal como prioridade máxima.[22][23] Em janeiro de 1980, ele fez sua última visita ao Vaticano.[12] Mais uma vez, sentiu-se abandonado.[21]
Ainda nessa viagem, Romero denunciou a perseguição de membros da Igreja Católica que trabalharam em prol dos pobres:
Em menos de três anos, mais de cinquenta padres foram atacados, ameaçados e caluniados. Seis já são mártires – foram assassinados. Alguns foram torturados e outros expulsos [do país]. Freiras também foram perseguidas. A rádio arquidiocesana e instituições de ensino católicas ou de inspiração cristã foram atacadas, ameaçadas, intimidadas e até bombardeadas. Diversas comunidades paroquiais foram invadidas. Se tudo isso aconteceu com pessoas que são os representantes mais evidentes da Igreja, imagine o que aconteceu com os cristãos comuns, com os camponeses, catequistas, ministros leigos e com as comunidades eclesiais de base. Houve ameaças, prisões, torturas, assassinatos, em números que chegam às centenas e aos milhares... Mas é importante notar por que [a Igreja] foi perseguida. Nem todos os padres foram perseguidos, nem todas as instituições foram atacadas. A parte da Igreja que foi atacada e perseguida foi aquela que se colocou ao lado do povo e saiu em sua defesa. Aqui encontramos novamente a mesma chave para entender a perseguição da igreja: os pobres.
— Óscar Romero, Discurso na Université catholique de Louvain, Bélgica, 2 de fevereiro de 1980.[24]
Em 17 de fevereiro de 1980, Romero anunciou ter enviado uma carta ao presidente dos Estados Unidos, Jimmy Carter, pedindo que suspendesse a ajuda militar a El Salvador. No dia seguinte, uma bomba destruiu a estação de rádio YSAX.[3]
Relação com a Teologia da Libertação

De acordo com seu biógrafo Michael E. Lee, como o pensamento teológico e as homilias de Romero utilizaram amplamente o tema da libertação, e Romero tomou emprestado numerosos elementos da teologia da libertação, ele "pode ser visto como um exemplo da teologia da libertação".[25] Da mesma forma, Peter McLaren também argumentou que "o arcebispo Oscar Arnulfo Romero adotou uma postura franca em favor da 'teologia da libertação'".[26]
Segundo Monsenhor Jesus Delgado, seu ex-secretário particular, biógrafo e postulador da causa, Óscar Romero concordava com a visão católica da Teologia da Libertação e não com a visão marxista. "Um jornalista uma vez perguntou-lhe: “Concorda com a Teologia da Libertação?” E Romero respondeu: “Sim, claro. Contudo, há duas teologias da libertação. Uma vê a libertação como libertação material. A outra é de Paulo VI. Eu estou com Paulo VI".[27] Delgado disse que Romero não leu os livros sobre Teologia da Libertação que recebeu, e que deu a prioridade mais baixa à Teologia da Libertação entre os tópicos que estudou.[28]
Além disso, ele era opositor das teorias marxistas. Em um sermão de 1978, o arcebispo afirmou: “Uma Igreja marxista não seria só autodestrutiva, mas também sem sentido”, pois “o materialismo destrói o significado transcendente da Igreja”.[20]
No entanto, Romero tinha uma ligação estreita com um proeminente e controverso teólogo da libertação, Jon Sobrino.[29] Romero admirava muito uma figura menor na teologia da libertação, o bispo da Argentina Eduardo Francisco Pironio, a quem chamava de "um bispo santo" e "um grande amigo". Embora Pironio fosse frequentemente criticado como "comunista" e Romero até tenha recebido um livro criticando o bispo, intitulado "Pironio, Piromaníaco", ele rejeitou essa crítica e se referiu a Pironio como "um grande promotor da libertação autêntica na América Latina".[30] Em 1977, Romero "adotou uma postura franca em favor da 'teologia da libertação'".[26]
Em uma de suas homilias, Romero afirmou ter estudado teologia da libertação por meio de Pironio; a teologia de Pironio defendia a libertação dos pobres e marginalizados por meio de uma revolução social, mas também destacava que a Igreja jamais poderia se separar do processo e que a libertação não deveria ser reduzida a “mero ativismo ou a mudanças estruturais”, pois as libertações também deveriam ser “reformadas pelo Espírito”.[30] Michael E. Lee escreveu que, embora Romero aderisse à teologia da libertação, esta era frequentemente subestimada durante o período em que o Vaticano a encarava com suspeita: “Romero pode ser visto como um exemplo de teologia da libertação. Suas homilias e escritos mostram-no refletindo amplamente sobre o tema da libertação, e seu assassinato é resultado de sua incansável defesa da justiça em sua terra dividida. Por que alguns temeriam essa ideia ou teriam dificuldade em aceitá-la? Infelizmente, a própria maneira como as teologias da libertação foram tratadas nos documentos do Vaticano fornece a resposta.”[25]
Romero falou sobre pecado social, um conceito controverso na teologia da libertaçãoo. Em sua carta pastoral, Romero definiu pecado social como "a cristalização, em outras palavras, dos pecados individuais em estruturas permanentes que mantêm o pecado em existência e fazem com que sua força seja sentida pela maioria das pessoas".[31] Michal E. Lee escreve sobre a utilização que Romero faz do ensinamento anticapitalista da teologia da libertação:
Constantemente, ele fala dos ricos ou “daqueles que se opõem a uma ordem social justa” que precisam de conversão. Ele orou pela conversão daqueles que “não colaboram na construção de uma ordem temporal mais justa”, daqueles que “são capazes de transformar a sociedade porque têm poder nas mãos”, daqueles que “perseguem a Igreja, pagos por interesses que querem manter este sistema insustentável”, daqueles que “se opõem ao reinado de Cristo de justiça, paz e amor no mundo”.58 Os pecados de El Salvador, diz ele, incluem o abuso de poder, o investimento egoísta de capital, a idolatria do dinheiro e até mesmo a recusa em se desenvolver para contribuir para a sociedade.[32]
Ele também argumentou que a Igreja Católica é "por natureza política" e que "deve respeitar e apoiar o direito do povo de expressar e buscar aspirações de libertação à sua própria maneira". Dedicou-se particularmente à opção preferencial pelos pobres, sobre a qual escreveu:
A Igreja trairia o seu próprio amor por Deus e a sua fidelidade ao Evangelho se deixasse de ser “a voz dos que não têm voz”, defensora dos direitos dos pobres, promotora de toda justa aspiração de libertação, guia, capacitadora, humanizadora de toda luta legítima para alcançar uma sociedade mais justa... Isto exige da Igreja uma maior presença entre os pobres. Deveria estar em solidariedade com eles, correndo os riscos que eles correm, suportando a perseguição que é o seu destino.[33]
Romero pregava que “a revolução social mais profunda é a reforma interior séria, sobrenatural, de um cristão”.[34] Ele também enfatizava: “A libertação de Cristo e de Sua Igreja não se reduz à dimensão de um projeto puramente temporal. Não reduz seus objetivos a uma perspectiva antropocêntrica: a um bem-estar material ou apenas a iniciativas de uma ordem política, social, econômica ou cultural. Muito menos pode ser uma libertação que apoia ou é apoiada pela violência”.[35] Romero expressou diversas vezes sua desaprovação da divisão na Igreja. Em um sermão pregado em 11 de novembro de 1979, ele disse: “outro dia, uma das pessoas que proclama a libertação em sentido político foi questionada: 'Para você, qual é o significado da Igreja?'” Ele disse que o ativista “respondeu com estas palavras escandalosas: ‘Há duas igrejas, a igreja dos ricos e a igreja dos pobres. Acreditamos na igreja dos pobres, mas não na igreja dos ricos.’" Romero declarou: "Claramente, estas palavras são uma forma de demagogia e eu nunca admitirei uma divisão da Igreja". Acrescentou: "Só existe uma Igreja, a Igreja que Cristo pregou, a Igreja à qual devemos entregar todo o nosso coração. Só existe uma Igreja, uma Igreja que adora o Deus vivo e sabe dar o devido valor aos bens desta terra".[36]
Dom Vincenzo Paglia, o principal defensor da causa da canonização, chamou o arcebispo assassinado de “mártir da Igreja do Concílio Vaticano II” porque a sua decisão de “viver com os pobres e defendê-los da opressão” era herdeira direta dos documentos do Vaticano II.[20]
Vida espiritual
Romero anotou em seu diário em 4 de fevereiro de 1943: “Nos últimos dias, o Senhor inspirou em mim um grande desejo de santidade. Tenho pensado em quão longe uma alma pode ascender se ela se deixar possuir inteiramente por Deus.” Comentando essa passagem, o jesuíta James R. Brockman, biógrafo de Romero, disse que “Todas as evidências disponíveis indicam que ele continuou sua busca pela santidade até o fim de sua vida. Mas ele também amadureceu nessa busca".[37]
Segundo Brockman, a jornada espiritual de Romero teve algumas destas características:[37]
- amor pela Igreja de Roma, demonstrado por seu lema episcopal, "estar em sintonia com a Igreja", uma frase que ele tirou dos Exercícios Espirituais de Santo Inácio;
- uma tendência a fazer um exame de consciência muito profundo;
- uma ênfase na piedade sincera;
- mortificação e penitência através de seus deveres;
- provendo proteção para sua castidade;
- direção espiritual;
- "Ser um com a Igreja encarnada neste povo que precisa de libertação";
- entusiasmo pela oração contemplativa e por encontrar Deus nos outros;
- fidelidade à vontade de Deus;
- Oferta de si mesmo a Jesus Cristo.
Romero era um forte defensor do carisma espiritual do Opus Dei. Ele recebia direção espiritual semanal de um sacerdote do movimento Opus Dei.[38] Em 1975, escreveu em apoio à causa de canonização do fundador do Opus Dei: “Pessoalmente, devo profunda gratidão aos sacerdotes envolvidos com a Obra, aos quais confiei com muita satisfação a direção espiritual da minha própria vida e da de outros sacerdotes”.[39]
Morte

Na homilia de 11 de novembro de 1977, Dom Romero afirmou: "A missão da Igreja é identificar-se com os pobres. Assim a Igreja encontra sua salvação".[40] Na véspera de sua morte, fez um pronunciamento contundente a respeito da repressão em seu país: "Em nome de Deus e desse povo sofredor, cujos lamentos sobem ao céu todos os dias, peço-lhes, suplico-lhes, ordeno-lhes: cessem a repressão".[41][42]
Romero passou o dia 24 de março em um retiro organizado pelo Opus Dei,[39] um encontro mensal de amigos sacerdotes liderado por Fernando Sáenz Lacalle. Nesse dia, eles refletiram sobre o sacerdócio.[43] Naquela noite, Romero celebrou a Missa[44][45] em uma pequena capela do Hospital da Divina Providência.[46] Romero terminou seu sermão, afastou-se do púlpito e deu alguns passos para ficar no centro do altar.[42]
Assim que o arcebispo terminou de falar, um carro vermelho parou na rua em frente à capela. Um homem armado saiu do veículo, dirigiu-se à porta da capela e disparou um, ou possivelmente dois, tiros. Romero foi atingido no coração e o veículo fugiu em alta velocidade.[46] O arcebispo tinha levantado o cálice da eucaristia quando foi atingido.[10] Ele morreu na Capela do Hospital da Divina Providência em San Salvador.[47]
A missa de seu funeral, em 30 de março, foi celebrada pelo Cardeal Ernesto Corripio y Ahumada, do México.[2][3] Corripio y Ahumada, falando como delegado pessoal do papa, elogiou Romero como um “homem de Deus amado e pacificador” e afirmou que “seu sangue dará frutos de fraternidade, amor e paz”.[48] A grande multidão presente no funeral foi dispersada a tiros por soldados que deixaram 40 mortos e mais de 200 feridos.[2][3] Enquanto os tiros continuavam, o corpo de Romero foi enterrado em uma cripta sob o santuário. Mesmo após o enterro, as pessoas continuaram a formar fila para prestar homenagem ao prelado assassinado.[49][50] Considerando a presença das mais de 25 mil pessoas como um protesto, o padre jesuíta John Dear afirmou: "O funeral de Romero foi a maior manifestação da história salvadorenha, alguns dizem que da história da América Latina".[51]
O monumento funerário é uma estrutura de bronze que representa o corpo de Romero rodeado por quatro anjos, simbolizando os quatro Evangelhos. Foi doado pela Comunidade de Santo Egídio, cujo conselheiro eclesiástico é Monsenhor Vincenzo Paglia, e foi esculpido pelo artista italiano Paolo Borghi.[52]
Legado

Sua morte provocou uma onda de protestos em todo o mundo e pressões internacionais por reformas em El Salvador.[53]
Em 1983, durante sua primeira viagem à América Central, o Papa João Paulo II visitou o túmulo do arcebispo na Catedral de San Salvador e ajoelhou-se para rezar, apesar da oposição do governo e de alguns membros da Igreja que se opunham fortemente à teologia da libertação.[3][12][54] Ele repetiu o gesto em 1996.[3]
A Comissão da Verdade de El Salvador, criada pela ONU, em 1993, concluiu que o autor intelectual do assassinato foi o major, líder de esquadrão da morte e fundador do partido Aliança Republicana Nacionalista Roberto D’Aubuisson.[3][53][55][56]
Em 7 de maio de 2000, no Coliseu de Roma, durante as celebrações do Ano Jubilar, João Paulo II comemorou os mártires do século XX. Das várias categorias de mártires, a sétima consistia em cristãos que foram mortos por defenderem seus irmãos nas Américas. Apesar da oposição de alguns conservadores sociais dentro da Igreja, João Paulo II insistiu que Romero fosse incluído. Ele pediu aos organizadores do evento que proclamassem Romero "essa grande testemunha do Evangelho".[57]
Em 2010, a Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou o dia 24 de março como o Dia Internacional pelo Direito à Verdade acerca das Graves Violações dos Direitos Humanos e à Dignidade das Vítimas em reconhecimento à atuação de Dom Romero em defesa dos direitos humanos.[58] Naquele ano, o presidente de El Salvador, Mauricio Funes, pediu desculpas em nome do Estado pelo assassinato e declarou Romero "guia espiritual da nação".[3][59][60]
Em 22 de março de 2011, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, visitou o túmulo de Romero durante uma visita oficial a El Salvador.[61] O presidente irlandês, Michael D. Higgins, visitou a catedral e o túmulo de Romero em 25 de outubro de 2013, durante uma visita de Estado a El Salvador.[62][63] O renomado linguista Noam Chomsky elogia o trabalho social de Romero e frequentemente se refere ao seu assassinato.[64] Em 2014, o Aeroporto Internacional de El Salvador foi nomeado em sua homenagem, tornando-se o Aeroporto Internacional Monseñor Óscar Arnulfo Romero y Galdámez e, posteriormente, o Aeroporto Internacional San Óscar Arnulfo Romero y Galdámez em 2018, após sua canonização.[65]
Em janeiro de 2015, Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, também visitou a tumba do arcebispo, no âmbito do 23º aniversário dos Acordos de Paz de Chapultepec.[66]
Durante a XX Assembleia Internacional da Caritas, realizada em Roma dias antes de sua beatificação, o monsenhor Óscar Romero foi escolhido como co-patrono da Caritas Internacional.[67][68]
O Arcebispo José Luis Escobar Alas, um dos sucessores de Romero em San Salvador, pediu ao Papa Francisco que proclamasse Romero Doutor da Igreja, o que representa um reconhecimento por parte da Igreja de que seus ensinamentos religiosos eram ortodoxos e tiveram um impacto significativo em sua filosofia e teologia.[69]
Santidade
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Processo de beatificação
A causa de sua beatificação teve início em sua Arquidiocese, recebendo o “nihil obstat” da Santa Sé em 13 de setembro de 1993. Com isso, o inquérito diocesano pôde ocorrer, entre 1994 e 1996. A validação do inquérito do Servo de Deus Óscar Romero pela Congregação para a Causa dos Santos ocorreu em 4 de julho de 1997.[70] Sua causa passou anos parada.[71][72]
Em março de 2005, Monsenhor Vincenzo Paglia, o funcionário do Vaticano encarregado do processo, anunciou que a causa de Romero havia sido aprovada em uma auditoria teológica pela Congregação para a Doutrina da Fé, então chefiada pelo Cardeal Joseph Ratzinger, e que a beatificação poderia ocorrer em até seis meses.[73] O Papa João Paulo II faleceu poucas semanas após essas declarações. Como era de se esperar, a transição para o novo pontífice desacelerou o processo de canonização e beatificação. O Papa Bento XVI instituiu mudanças que, no geral, tiveram o efeito de frear a chamada "fábrica de santos" do Vaticano.[74] Em uma entrevista concedida em outubro de 2005, o Cardeal José Saraiva Martins, Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, foi questionado se as previsões de Paglia sobre a aprovação da beatificação de Romero ainda estavam em vigor. Saraiva respondeu: "Não até onde eu sei hoje".[75] Em novembro de 2005, a revista jesuíta La Civiltà Cattolica sinalizou que a beatificação de Romero ainda estava a “anos de distância”.[76]
Embora Bento XVI sempre tenha sido um crítico ferrenho da teologia da libertação, Paglia relatou em dezembro de 2012 que o Papa o havia informado da decisão de "desbloquear" a causa e permitir que ela prosseguisse. No entanto, nenhum progresso foi feito até a renúncia de Bento XVI.[77]
A causa foi desbloqueada pelo Papa Francisco em abril de 2013. A informação foi dada pelo arcebispo Vincenzo Paglia, presidente do Pontifício Conselho para a Família, e postulador da causa de canonização de Romero.[71][72] Em setembro de 2013, o Arcebispo Gerhard Ludwig Müller, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, afirmou que o escritório doutrinal do Vaticano havia recebido "luz verde" para buscar a canonização de Romero.[78] Anos depois, Monsenhor Paglia confirmou que a oposição à causa era política: “Havia muitos em Roma, inclusive alguns cardeais, que não queriam vê-lo beatificado. Diziam que ele havia sido morto por motivos políticos, não religiosos".[79]
Em 2013, o presidente Mauricio Funes viajou para a Cidade do Vaticano e encontrou-se com o Papa Francisco. Funes deu a Francisco uma parte manchada de sangue da vestimenta que Romero usava em seu assassinato.[80]
O dossiê Positio foi publicado em 2014. Nos dois primeiros meses de 2015, ocorreram as sessões dos teólogos e dos cardeais e bispos.[70] Diante disso, em 3 de fevereiro de 2015, o papa Francisco aprovou o decreto de reconhecimento do martírio in odium fidei do arcebispo salvadorenho,[70][81] permitindo sua beatificação.[27][53]
Beatificação
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A solenidade de beatificação foi realizada no dia 23 de maio de 2015 na capital salvadorenha e presidida pelo cardeal Angelo Amato, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos. Estima-se que cerca de 300 mil pessoas estiveram presentes na cerimônia.[55][67][82] Foi a primeira beatificação de um salvadorenho.[67] Durante a cerimônia, Amato afirmou que a memória de Romero ainda estaria viva dando conforto aos pobres e marginalizados, e que Romero foi a luz do mundo e o sal da terra, pois seus perseguidores desapareceram e foram esquecidos, mas Romero continuaria a lançar luz sobre os pobres e marginalizados.[55]
O papa Francisco enviou uma mensagem pessoal, lida no início da cerimônia, na qual afirmou que: "Em tempos de coexistência difícil, Romero soube como guiar, defender e proteger o seu rebanho. [...] Damos graças a Deus porque concedeu ao bispo mártir a capacidade de ver e ouvir o sofrimento de seu povo. [...] Quando se entende bem e se assume até as últimas consequências, a fé em Jesus Cristo cria comunidades artífices de paz e solidariedade".[55] A própria beatificação foi interpretada como uma vitória de Francisco, dando "provas da natureza radical da revolução que o Papa Francisco está forjando em Roma".[20] Apesar disso, ainda houve oposição de altos clérigos. O ex-arcebispo de Madri, o Cardeal Antonio María Rouco Varela, afirmou que “esta é uma beatificação política”.[55] Além disso, Rouco, por telefone, dissuadiu vários membros do episcopado espanhol a participarem da cerimônia.[83]
Aos salvadorenhos, em peregrinação ao Vaticano, meses depois, o papa disse que o martírio de dom Romero "não foi no momento da sua morte, foi um martírio, testemunho de sofrimento anterior: perseguição anterior até a sua morte. Mas também posterior, porque uma vez morto – eu era jovem sacerdote e fui testemunha disso –, uma vez morto foi difamado, caluniado, enlameado”. Francisco, atravessando seu discurso escrito, afirmou que o martírio “foi continuado inclusive por seus irmãos no sacerdócio e no episcopado".[84]
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Canonização
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Três milagres foram submetidos à Congregação para as Causas dos Santos em Roma, em outubro de 2016, que poderiam ter levado à canonização de Romero. Mas cada um desses milagres foi rejeitado após investigação.[85][86] Um quarto (referente à mulher grávida Cecilia Maribel Flores) foi investigado em um processo diocesano em San Salvador, aberto em 31 de janeiro de 2017 e que concluiu sua investigação inicial em 28 de fevereiro, antes que a documentação fosse submetida a Roma por meio da nunciatura apostólica. A CCS validou isso em 7 de abril.[70][85][86]
Em 11 de agosto, Paglia celebrou a Missa do Centenário de Romero na Catedral de São Jorge, em Southwark, Londres,[87][88] onde a cruz e as relíquias de Romero são preservadas.[89][90][91]
O Conselho Médico e os consultores teológicos também se reuniram em 2017, aprovando o milagre, seguidos pelos cardeais e bispos em fevereiro de 2018. Assim, o papa promulgou o decreto apostólico sobre o milagre em 6 de março de 2018.[70]
Assim, Dom Óscar Romero foi canonizado pelo papa Francisco em 14 de outubro de 2018. Na mesma cerimônia, foram canonizados o Papa Paulo VI, as freiras Nazaria Inácia de Santa Teresa de Jesus e Maria Catarina Kasper, os padres Francesco Spinelli e Vincenzo Romano e o leigo Nunzio Sulprizio.[92][93] A Igreja Luterana também participou da cerimônia, com a presença do bispo salvadorenho Medardo Gómez.[17][94]
Óscar Romero é o primeiro salvadorenho a ser elevado aos altares, o primeiro arcebispo martirizado da América, o primeiro a ser declarado mártir depois do Concílio Vaticano II, e o primeiro santo nativo da América Central.[3][17][21] Embora também São Pedro de Betancur tenha sido canonizado na cidade de Santiago de los Caballeros, na Guatemala por seu trabalho na região e portanto, também um santo centro-americano, era nascido em Tenerife, Espanha.[95][96]
Mesmo antes de sua canonização católica, Romero já era lembrado como uma comemoração ou festa menor como "arcebispo e mártir" na Igreja da Inglaterra, na Igreja Episcopal e na Igreja Episcopal Anglicana do Brasil em 24 de março.[97][98][99]
Homenagens e referências culturais

Instituições
- O Centro Romero em Dublin, Irlanda, é um importante centro que “promove a Educação para o Desenvolvimento, as Artes, os Ofícios e a Consciencialização sobre El Salvador”.[100]
- A Iniciativa Cristã Romero é uma organização sem fins lucrativos na Alemanha que trabalha em apoio ao direito do trabalho e aos direitos humanos nos países da América Central.[101]
- O Instituto Romero, um centro sem fins lucrativos de direito e políticas públicas em Santa Cruz, Califórnia, dirigido por Daniel Sheehan, recebeu o nome do Arcebispo Romero em 1996.[102]
- Em 1989, o Conselho Escolar Católico do Distrito de Toronto abriu uma escola secundária em Toronto , Canadá, com o nome do Arcebispo Óscar Romero, chamada Escola Secundária Católica São Oscar Romero.[103]
- A Escola Secundária Católica Santo Oscar Romero em Edmonton, Canadá, anteriormente conhecida como Arcebispo Oscar Romero, e como Beato Oscar Romero durante sua canonização.[104]
- A Escola Católica St. Oscar Romero é uma escola secundária mista em Worthing, West Sussex, Inglaterra.[105]
- O Romero Center Ministries em Camden, Nova Jersey, oferece educação católica e experiências de retiro inspiradas no testemunho profético do Arcebispo. A missão do centro é "buscar a transformação pessoal, comunitária e social por meio do ministério vivido conforme proclamado no Evangelho de Cristo". O centro recebe anualmente mais de 1.600 visitantes de escolas de ensino médio, faculdades e grupos de jovens que participam do programa Urban Challenge.[106]
- A Universidade de Scranton em Scranton, Pensilvânia, renomeou uma praça de quatro residências estudantis em sua homenagem em 2018, o grupo de edifícios agora é conhecido como Praça Romero.[107]
- O Centro Newman Católico da Universidade do Texas em El Paso nomeou seu Centro de Ministério em homenagem ao Bispo em 2019.[108]
- A Paróquia de São Oscar Romero em Canton, Massachusetts, foi estabelecida em 2021 quando as antigas igrejas de São João Evangelista e São Gerardo Majella foram fundidas e renomeadas em sua homenagem, tornando-se a primeira paróquia na Arquidiocese de Boston dedicada a Óscar Romero.[109]
- A Universidade de Edimburgo deu o nome do Arcebispo a uma residência estudantil[110] e inaugurou uma placa comemorativa em 1991.[111]
- Em Dendermonde, Bélgica, o Colégio Óscar Romero nasceu da fusão de várias escolas católicas.[112]

Pintura "San Romero de América", 20mx15m, pelo arquiteto e artista salvadorenho Josué Villalta.
Televisão e cinema
- No filme de espionagem fictício S.A.S. à San Salvador (1983), o vilão principal assassina Óscar Romero.[113]
- O filme Salvador, de Oliver Stone, de 1986, retrata uma versão ficcionalizada do assassinato de Romero (interpretado por José Carlos Ruiz) em uma cena crucial.[114] O assassinato de Romero (com René Enríquez como Romero) também foi apresentado no filme para televisão Choices of the Heart, de 1983, sobre a vida e a morte da missionária católica americana Jean Donovan, também martirizada em El Salvador poucos meses depois de Romero.[115]
- A vida do Arcebispo é a base do filme Romero, de 1989, dirigido por John Duigan e estrelado por Raúl Juliá como Romero. Foi produzido pela Paulist Productions (uma produtora cinematográfica dirigida pelos Padres Paulistas, uma sociedade católica romana de sacerdotes). Programado para ser lançado dez anos após a morte de Romero, foi o primeiro longa-metragem de Hollywood a ser financiado pela ordem. O filme recebeu críticas respeitosas, embora pouco entusiasmadas. Roger Ebert personificou os críticos que reconheceram que "O filme tem um bom coração, e a atuação de Julia é interessante, contida e ponderada. ... A fraqueza do filme é uma certa previsibilidade implacável."[116]
- Em 2005, enquanto estudava na Escola de Pós-Graduação em Jornalismo da UC Berkeley, Daniel Freed, cineasta documentarista independente e colaborador frequente da PBS e da CNBC, fez um filme de 30 minutos intitulado O Assassinato de Monsenhor[117] que não só documentou o assassinato de Romero, mas também contou a história de como Álvaro Rafael Saravia – que um tribunal distrital dos EUA considerou, em 2004, ter organizado pessoalmente o assassinato – mudou-se para os Estados Unidos e viveu durante 25 anos como vendedor de carros usados em Modesto, Califórnia, até tomar conhecimento do processo judicial pendente contra ele em 2003 e desaparecer, deixando para trás seus documentos, cartões e seu cachorro. Em 2016, uma lei de 1993 que protegia as ações dos militares durante a Guerra Civil foi anulada por um tribunal superior salvadorenho e, em 23 de outubro de 2018, outro tribunal ordenou a prisão de Saravia.[118]
- O episódio do The Daily Show de 17 de março de 2010 mostrou trechos da reunião do Conselho Estadual de Educação do Texas, na qual "um painel de especialistas" recomendou a inclusão de Romero nos livros de história do estado,[119] mas uma emenda proposta por Patricia Hardy para excluir Romero foi aprovada em 10 de março de 2010. O trecho da Sra. Hardy mostra-a argumentando contra a inclusão de Romero porque "garanto que a maioria de vocês não sabia quem era Oscar Romero. ... Acontece que eu acho que não é [importante]."[120]
- Um filme sobre o Arcebispo, Monseñor, a Última Viagem de Óscar Romero, com o padre Robert Pelton como produtor executivo, teve sua estreia nos Estados Unidos em 2010. Este filme ganhou o Prêmio de Mérito da Associação de Estudos Latino-Americanos (LASA) em competição com outros 25 filmes. Pelton foi convidado a exibir o filme em toda Cuba. Foi patrocinado por grupos eclesiais e de direitos humanos da América Latina e da América do Norte.[121] Alma Guillermoprieto, na The New York Review of Books, descreve o filme como uma "hagiografia" e como "uma compilação impressionante de imagens" dos últimos três anos de sua vida.[122]

Artes visuais
- A Igreja Católica de São Tiago Maior, em Charles Town, Virgínia Ocidental, é a primeira igreja católica conhecida nos Estados Unidos a venerar São Oscar Romero com um vitral em seu edifício. O projeto foi liderado pelo primeiro padre espanhol da Diocese de Wheeling-Charleston, José Escalante, originário de El Salvador, como um presente para a comunidade hispânica da paróquia.[carece de fontes]
- John Roberts esculpiu uma estátua de Óscar Romero que preenche um nicho proeminente na fachada oeste da Abadia de Westminster em Londres; ela foi inaugurada na presença da Rainha Elizabeth II em 1998.[123]
- Joan Walsh-Smith esculpiu uma estátua de São Óscar Romero no Holy Cross College Ellenbrook, na Austrália Ocidental, em 2017. A escultura retrata o patrono do colégio "caminhando sua fé" em sua jornada com os pobres em El Salvador.[124]
Música
- O álbum Individual Choice, de 1983, do violinista Jean-Luc Ponty, contém uma canção dedicada a Oscar Romero: "Eulogy to Oscar Romero".[125]
- O músico panamenho Rubén Blades dedicou-lhe uma canção chamada " El Padre Antonio y el Monaguillo Andrés ".[126]
- O cantor folk galês Dafydd Iwan lançou a música "Oscar Romero" em sua memória em seu álbum Dal i Gredu de 1991.[127]
Escrita política
- Em seu livro Manufacturing Consent (1988), Noam Chomsky e Edward S. Herman compararam a cobertura da mídia americana sobre os assassinatos de Romero e outros clérigos latino-americanos em estados clientes dos EUA com a cobertura do assassinato do padre católico Jerzy Popiełuszko na Polônia comunista "inimiga" para explicar sua hipótese do modelo da propaganda.[128][129]
Ver também
- Dorothy Hennessey
- Rutílio Grande
- Cosme Spessotto
- Guerra Civil de El Salvador
- Observador da Escola das Américas
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