Westminster
Westminster | |
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Área central do bairro com o Big Ben (esquerda) e a Portcullis House (direita). Royal Mews |
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| Região | Região de Londres |
| Condado | Cidade de Westminster |
Westminster é um bairro na Cidade de Westminster, na Região de Londres, Inglaterra. Está situada na margem norte do rio Tâmisa, a sudoeste da Cidade de Londres e a um quilômetro a sudoeste de Charing Cross. A área apresenta uma concentração marcante de pontos históricos e prestigiosos de Londres, incluindo o Palácio de Buckingham, a Abadia de Westminster e o Tate Britain.
Historicamente parte de Middlesex, o nome Westminster (West: "oeste", e minster, do inglês antigo mynster: "monastério"), se referia à área em torno da Abadia. Esta área foi a sede do governo da Inglaterra (e, posteriormente, do Reino Unido) há mais de mil anos. O Grande Incêndio de Londres de 1666 ameaçou queimar Westminster, o Palácio de Whitehall e alguns subúrbios, mas não chegou a destruí-los. O Palácio de Westminster, reconstruído em meados do século XIX, após o incêndio de 1834, foi declarado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO e atualmente abriga o Parlamento do Reino Unido.
Geografia
Geografia física
A área de Westminster é considerada o centro do Governo do Reino Unido, sendo a sede do Parlamento no Palácio de Westminster e abrigando a maioria dos principais departamentos governamentais ao longo da Victoria Street, Great Smith Street e Whitehall. Na área encontra-se a Westminster School, uma das escolas públicas mais famosas do Reino Unido. O limite norte do distrito de Westminster é marcado pelo Green Park, um dos parques reais de Londres. Embora três dos quatro campi da Universidade de Westminster estejam localizados na Cidade de Westminster, nenhum deles fica no bairro de Westminster.
Demografia
A área possui uma população residencial considerável; na verdade, a maioria dos edifícios emblemáticos são residenciais. Uma parcela dos moradores pertence à classe trabalhadora londrina, vivendo em habitações sociais e do Peabody Trust, espalhadas por algumas ruas entre a Abadia de Westminster e Millbank. Próximo ao Palácio de Buckingham, encontram-se hotéis, grandes casas vitorianas e os quartéis.
História
O desenvolvimento da área começou com a fundação da Abadia de Westminster em um local então chamado de Ilha Thorney. O local pode ter sido escolhido devido à passagem natural que se acredita ter levado a Watling Street sobre o Tâmisa nas proximidades.[1] O distrito mais amplo ficou conhecido como Westminster em referência à igreja.
Origem lendária
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A origem lendária[2] é que no início do século VII, um pescador local chamado Edric (ou Aldrich) transportou um estranho com roupas estrangeiras rasgadas pelo Tâmisa até a Ilha Thorney. Foi uma aparição milagrosa de São Pedro, ele próprio um pescador, vindo à ilha para consagrar a recém-construída igreja, que mais tarde se desenvolveu na Abadia de Westminster. Ele recompensou Edric com uma pesca abundante quando ele lançou suas redes novamente. Edric foi instruído a apresentar ao rei Seberto de Essex e a Melito de Cantuária, Bispo de Londres, um salmão e várias provas de que a consagração já havia ocorrido. Todos os anos, em 29 de junho, Dia de São Pedro, a Worshipful Company of Fishmongers (Companhia dos Peixeiros) presenteia a Abadia com um salmão em memória deste evento.[3]
Origem documentada

Uma carta de 785, possivelmente uma falsificação, concede terras "aos necessitados de Deus em Thorney, no lugar horrível que é chamado de Westminster". O texto sugere uma comunidade monástica pré-existente que escolheu viver em um local muito desafiador. As origens documentadas da Abadia (em vez de um local religioso menos importante) datam da década de 960 ou início da década de 970, quando São Dunstano e o Rei Edgar instalaram uma comunidade de monges beneditinos no local.[4]
Entre 1042 e 1052, o rei Eduardo, o Confessor começou a reconstruir a Abadia de São Pedro para prover a si mesmo uma igreja de sepultamento real. Foi a primeira igreja na Inglaterra construída no estilo românico. O edifício foi concluído por volta de 1060 e foi consagrado em 28 de dezembro de 1065, apenas uma semana antes da morte de Eduardo em 5 de janeiro de 1066.[5] Uma semana depois, ele foi sepultado na igreja; e, nove anos mais tarde, sua esposa Edite foi sepultada ao seu lado.[6] Seu sucessor, Haroldo II, provavelmente foi coroado na abadia, embora a primeira coroação documentada seja a de Guilherme, o Conquistador mais tarde no mesmo ano.[7]
A única representação existente da abadia de Eduardo, juntamente com o adjacente Palácio de Westminster, está na Tapeçaria de Bayeux. Algumas das partes inferiores do dormitório monástico, uma extensão do transepto sul, sobrevivem na Cripta Normanda da Grande Escola, incluindo uma porta que se diz vir da abadia saxônica anterior. Doações aumentadas sustentaram uma comunidade que cresceu de uma dúzia de monges na fundação original de Dunstano, até um máximo de cerca de oitenta monges.[8]
Sede real

Desde aproximadamente 1200, perto da abadia, que se tornou o local tradicional da coroação dos reis e rainhas da Inglaterra, o Palácio de Westminster tornou-se a principal residência real, marcada pela transferência do tesouro real e dos documentos financeiros para Westminster, a partir de Winchester. Posteriormente, o palácio abrigou o Parlamento em desenvolvimento e os tribunais de justiça da Inglaterra. Consequentemente, Londres desenvolveu desenvolveu dois polos centrais: a Cidade de Londres (econômico e financeiro) e, após a transferência da Corte Real, Westminster (centro político e cultural). A monarquia mais tarde mudou-se para o Palácio de Whitehall, um pouco para o nordeste. Os tribunais mudaram-se desde então para as Royal Courts of Justice, perto da fronteira com a Cidade de Londres.
Divisão na Era Vitoriana
Durante a Era Vitoriana, a área centro-oeste (na parte sul da ravina aluvial do Canal de Tyburn) era uma área muito pobre, pois abrigava, desde 1850, a favela conhecida como "Devil's Acre" (Acre do Diabo). Os moradores mais pobres, após a melhoria do sistema de drenagem e a consequente remoção das favelas em que viviam, deixaram Westminster; no entanto, a estrutura típica dos distritos centrais de Londres permaneceu intacta. Em 1889, Charles Booth fez um mapa temático onde apresentou ruas coloridas de acordo com a classe econômica dos moradores: amarelo ("classes alta e média-alta"/"ricos"), vermelho ("classe média-baixa, classe média"), rosa ("rendimentos bons, razoavelmente confortáveis, comuns"), azul ("pagamento intermitente ou ocasional") e preto ("classe baixa: trabalhadores ocasionais, vendedores ambulantes, ociosos, criminosos e semicriminosos"). Booth coloriu a Victoria Street, com suas novas lojas e apartamentos, de amarelo/dourado.[9]
Governo local
A área de Westminster é formada por parte da antiga City and Liberty of Westminster e do condado de Middlesex. A antiga paróquia era a de Santa Margarida, que após 1727 se dividiu nas de Santa Margarida e São João. Até 1900, o conselho local foi a "vestry" combinada de Santa Margarida e São João (também conhecida como o Westminster District Board of Works de 1855 a 1887), que tinha sua sede no Westminster City Hall da Caxton Street desde 1883. A Liberty of Westminster, governada pela Westminster Court of Burgesses, incluía também St Martin in the Fields e outras paróquias e lugares. Westminster tinha suas próprias sessões de distrito, mas as sessões de Middlesex também tinham jurisdição. A área foi transferida de Middlesex para o condado de Londres em 1889 e o governo local de Westminster foi reformado em 1900, quando o tribunal de burgesses e as vestries paroquiais foram abolidos, para serem substituídos por um conselho municipal metropolitano. Ao conselho foi dado o status de cidade.
A Praça St John's Smith, localizada a 250 metros a sudoeste do Palácio de Westminster, tem a antiga Igreja de São João em seu centro, agora usada principalmente como sala de concertos. Desde meados do século XX, também serviu como sede dos dois principais partidos políticos, o Partido Conservador e o Partido Trabalhista. As antigas sedes são agora ocupadas pelo Departamento de Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais e pela Associação de Governos Locais. O edifício Dover House, em Whitehall, abriga o Gabinete Escocês.
Ligações externas
- «Site oficial de Westminster» (em inglês)
Referências
- ↑ «Loftie's Historic London (review)». The Saturday Review of Politics, Literature, Science and Art. 63 (1,634): 271. 19 de fevereiro de 1887. Consultado em 21 de outubro de 2015
- ↑ «The Tale of a Fish - How Westminster Abbey became a Royal Peculiar» (PDF). Choir Schools' Association. Cópia arquivada (PDF) em 8 de agosto de 2019
- ↑ «Fishmongers' Company». Westminster Abbey
- ↑ Page, William (1909). «'Benedictine monks: St Peter's abbey, Westminster', in A History of the County of London: Volume 1, London Within the Bars, Westminster and Southwark». London. pp. 433–457. Consultado em 28 de julho de 2018. Cópia arquivada em 29 de julho de 2018
- ↑ Eric Fernie, in Mortimer ed., Edward the Confessor, pp. 139–143
- ↑ Pauline Stafford, 'Edith, Edward's Wife and Queen', in Mortimer ed., Edward the Confessor, p. 137
- ↑ «William I (the Conqueror)». Westminster-abbey.org. 2016. Consultado em 21 de julho de 2016. Cópia arquivada em 16 de setembro de 2016
- ↑ Harvey 1993, p. 2
- ↑ «OS Map with Listed Buildings». Consultado em 10 de agosto de 2014. Cópia arquivada em 24 de abril de 2012


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