Torneira
Uma torneira[1] é uma peça, composta por uma chave (também conhecida como «volante»[2][3]) que opera como uma válvula mecânica simples, que se destina a regular (ora contendo, ora soltando) o fluxo de um fluido numa tubagem.
Componentes
O volante ou chave, é uma peça exterior das torneiras ou válvulas, que se encontra afixada ao veio ou tubagem, por onde passa o fluído, podendo assumir os mais diversos feitios (cruz, estrela, alavanca ou disco), acciona-se com a mão, geralmente, em movimento rotativo, por molde a abrir ou fechar a passagem do fluído (líquido ou gasoso), contido na tubagem ou veio. [3]
Uso
Nas habitações, as torneiras servem para controlar a saída da água, nas diversas divisões.[3] Diferencia-se, por isso, de um contador de água, por permitir a saída de água para fora do dispositivo, não se limitando, apenas, a controlar o fluxo e a pressão desta para dentro de um imóvel.[3]

Funcionamento

A torneira tem um corpo unido à tubagem de água ou do fluido a controlar, por onde se efectua a alimentação. No interior há um dispositivo de obturação que consiste num eixo roscado que, accionado por um manípulo acessível do exterior (o volante[2][3]), permite abri-la ou fechá-la, tendo como consequência o afastamento ou a aproximação de um disco de borracha (ou, mais recentemente, de cerâmica por sofrer muito menor desgaste) que obstrui ou permite a passagem do fluido para o tubo de saída.
Torneira termostática
É uma torneira em que é possível regular a temperatura de saída da água rodando um manípulo. O tubo de saída é único não havendo separação entre água quente e fria. É uma torneira usada especialmente nas banheiras e nas cozinhas.
Torneiras automáticas / com sensor / eletrônicas
Torneiras que podem ter apenas o fechamento, ou a abertura e o fechamento automatizados. No primeiro caso existem dois sistemas que fazem a temporização da torneira, o sistema mecânico onde o usuário pressiona um botão liberando o fluxo da água e uma mola retorna este botão à posição inicial interrompendo o fluxo. O sistema eletrônico que reconhece o toque do usuário e aciona uma eletro-válvula que libera o fluxo de água por tempo pré-definido. Já as torneiras totalmente automatizadas são apenas eletrônicas. Através de um sensor de presença que reconhece a proximidade das mãos do usuário, sem a necessidade de contato, o que é higiênico, a eletro-válvula é acionada e libera o fluxo de água. Estas porém não são temporizadas mantendo o fluxo durante a presença do usuário e interrompendo imediatamente após sua ausência. As torneiras com sensor já são utilizadas há muitos anos em locais onde é imperativo manter a higiene, como Lavatórios Médicos e Barreiras Sanitárias, porém com o imperativo da economia de água, sua utilização tornou-se obrigatória em instalações sanitárias de alto tráfego de pessoas.
A primeira torneira eletrônica de que se tem conhecimento foi mostrada ao público em 1985, em uma feira de Ciências na cidade de Umuarama (PR). O aluno Anisio Rodrigues dos Santos, juntamente com sua equipe de sala de aula, recebeu o troféu de 1º colocado geral, em um evento onde participavam escolas de 19 municípios da região.
Torneiras elétricas
Existem também as chamadas "torneiras elétricas", que, para além do dispositivo da torneira propriamente dito, têm um aquecedor de água ligado à rede elétrica, proporcionando água quente, sendo utilizadas nomeadamente em locais de muito frio, e onde lavar louça com água fria pode se tornar uma atividade penosa. A utilização desses dispositivos como forma de aquecimento de água resultam em um elevado custo de energia elétrica, pelo que muitas residências estão adotando os painéis movidos a energia solar, como alternativa.
Referências
- ↑ Infopédia. «torneira | Dicionário Infopédia da Língua Portuguesa». Dicionários infopédia da Porto Editora. Consultado em 16 de maio de 2025
- ↑ a b Infopédia. «volante | Dicionário Infopédia da Língua Portuguesa». Dicionários infopédia da Porto Editora. Consultado em 16 de maio de 2025
- ↑ a b c d e Pereira, Ana Isabel (2023). Manual de Redes Prediais (PDF). Lisboa: Epal - Grupo Águas de Portugal. 157 páginas
Bibliografia
- Diversos, Lexicoteca-Moderna Enciclopédia Universal, Círculo de leitores, Tomo XVII, Lisboa: 1985
- «Como consertar torneiras»
- HOUAISS, Antônio, Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa Tomo VI, Lisboa:Círculo dos Leitores, 2003, ISBN 972-42-3022-8