Thierry Henry

Thierry Henry
Thierry Henry
Henry em 2021
Informações pessoais
Nome completo Thierry Daniel Henry[1]
Data de nasc. 17 de agosto de 1977 (48 anos)[2]
Local de nasc. Les Ulis, Essonne, França
Nacionalidade francês
Altura 1,88 m[3]
destro
Apelido Titi[4]
Informações profissionais
Período em atividade 1994–2015
Posição ex-atacante
Função treinador
Clubes de juventude
1983–1989
1989–1990
1990–1992
1992
1992–1994
Co Les Ulis
US Palaiseau
Viry-Châtillon
Clairefontaine
Monaco
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (golos)
1994–1999
1999
1999–2007
2007–2010
2010–2014
2012
Monaco
Juventus
Arsenal
Barcelona
New York Red Bulls
Arsenal (emp.)
0141 000(28)
0020 0000(3)
0370 00(226)
0121 000(49)
0135 000(52)
0007 0000(2)
Seleção nacional
1997
1997–2010
França Sub-20
França
0005 0000(3)
0123 000(51)
Times/clubes que treinou
2016–2018
2018–2019
2019–2021
2021–2022
2023–2024
2024
Bélgica (auxiliar-técnico)
Monaco
CF Montréal
Bélgica (auxiliar-técnico)
França Sub-21
França Sub-23

Thierry Daniel Henry (pronúncia em francês: ​[tjɛʁi danjɛl ɑ̃ʁi] AHN-ree; Les Ulis, 17 de agosto de 1977) é um treinador de futebol profissional francês, comentarista, locutor esportivo e ex-jogador. Ele é considerado um dos maiores atacantes de todos os tempos e frequentemente citado como o maior jogador da história da Premier League por sua passagem pelo Arsenal.[5] Henry era conhecido por sua finalização, elegância, dribles e controle de bola, velocidade e capacidade de criar oportunidades. Ele foi vice-campeão da Ballon D'Or em 2003 e do prêmio de Melhor Jogador do Mundo pela FIFA em 2003 e 2004. Foi eleito o Futebolista Inglês do Ano pela FWA (Football Writers' Association) três vezes (um recorde), o Futebolista Inglês do Ano pela PFA (Professional Footballers' Association) duas vezes e integrou a Seleção do Ano da PFA seis vezes consecutivas. Ele também foi incluído uma vez no FIFA FIFPro World XI e cinco vezes na Equipe do Ano da UEFA. Em 2004, Henry foi nomeado por Pelé na lista FIFA 100 dos maiores jogadores vivos do mundo.[6]

Henry estreou-se profissionalmente pelo Monaco em 1994, antes de assinar com a Juventus, então campeã da Série A. No entanto, o tempo de jogo limitado, aliado a desentendimentos com a diretoria do clube, o levaram a assinar com o Arsenal, da Premier League, por 11 milhões de libras em 1999. Sob o comando de seu mentor e treinador de longa data, Arsène Wenger, Henry tornou-se um atacante prolífico e o maior artilheiro da história do Arsenal, com 228 gols em todas as competições. Geralmente considerado o melhor jogador da história do Arsenal,[7] ele conquistou a Chuteira de Ouro da Premier League quatro vezes (um recorde), venceu três Copas da Inglaterra[8] e dois títulos da Premier League com o clube, incluindo um durante a temporada invicta dos Invencíveis. Henry passou suas duas últimas temporadas no Arsenal como capitão do clube, levando-o à final da Liga dos Campeões da UEFA de 2006–07. Henry transferiu-se para o Barcelona em 2007 e, na temporada 2008-09, foi peça fundamental na conquista da tríplice coroa histórica do clube, ao vencer La Liga, a Copa do Rei e a Liga dos Campeões da UEFA. Em 2010, juntou-se ao New York Red Bulls, da Major League Soccer (MLS), e retornou ao Arsenal por empréstimo de janeiro a fevereiro de 2012, antes de se aposentar em 2014.

Henry teve sucesso com a França, conquistando a Copa do Mundo FIFA de 1998, a Eurocopa de 2000 e a Copa das Confederações FIFA de 2003. Ele foi eleito o Melhor Jogador Francês do Ano cinco vezes (um recorde), integrou a Seleção do Torneio da Eurocopa de 2000, recebeu a Bola de Ouro e a Chuteira de Ouro da Copa das Confederações FIFA de 2003 e foi selecionado para a Seleção da Copa do Mundo FIFA de 2006. Em outubro de 2007, tornou-se o maior artilheiro da história da seleção francesa, recorde que manteve até dezembro de 2022. Após acumular 123 jogos e 51 gols, Henry se aposentou da seleção francesa depois da Copa do Mundo FIFA de 2010.

Após se aposentar, Henry iniciou sua carreira como treinador. Ele começou a treinar as categorias de base do Arsenal em fevereiro de 2015, paralelamente ao seu trabalho como comentarista da Sky Sports. Em 2016, foi nomeado auxiliar técnico da seleção belga, antes de assumir o cargo de treinador principal do Monaco em 2018. Foi dispensado do Monaco em janeiro de 2019 e retornou à MLS menos de um ano depois para comandar o Montréal. Levou o time aos playoffs na temporada de 2020 antes de deixar o clube em 2021, retornando ao cargo de auxiliar técnico da seleção belga por um ano e meio. De agosto de 2023 a agosto de 2024, Henry comandou a seleção francesa sub-21 e a seleção olímpica francesa nos Jogos Olímpicos de Verão de 2024, levando a equipe à medalha de prata, após perder para a Espanha na final.

Infância e juventude

Henry tem ascendência antilhana:[9] seu pai, Antoine, é de Guadalupe (ilha de La Désirade) e sua mãe, Maryse, é da Martinica. Ele nasceu e cresceu em Les Ulis, um subúrbio de Paris que às vezes é visto como um bairro difícil, apesar de suas boas instalações para o futebol.[10][11] Aos sete anos, Henry mostrou grande potencial, o que levou Claude Chezelle a recrutá-lo para o clube local CO Les Ulis.[12] Seu pai o pressionava para frequentar os treinos, embora o jovem não fosse particularmente atraído pelo futebol.  Ele se juntou ao US Palaiseau em 1989, mas seu pai se desentendeu com o clube depois de um ano, então Henry se transferiu para o ES Viry-Châtillon e jogou lá por dois anos.[9] O técnico do US Palaiseau, Jean-Marie Panza, futuro mentor de Henry, o acompanhou até lá.[10]

Carreira

1992–1999: Início da carreira no Monaco e transferência para a Juventus

Em 1990, o Monaco enviou o olheiro Arnold Catalano para observar Henry, então com 13 anos, em uma partida.[13] Henry marcou todos os seis gols na vitória de seu time por 6 a 0. Catalano o convidou para se juntar ao Monaco sem sequer realizar um teste. Catalano solicitou que Henry completasse um curso na prestigiosa academia INF Clairefontaine e, apesar da relutância do diretor em admitir Henry devido ao seu baixo desempenho escolar, ele foi autorizado a concluir o curso e ingressou no Monaco de Arsène Wenger como jogador das categorias de base.[12] Posteriormente, Henry assinou contrato profissional com o Monaco e fez sua estreia profissional em 31 de agosto de 1994, em uma derrota por 2 a 0 contra o Nice.[13] Embora Wenger suspeitasse que Henry deveria ser escalado como atacante, ele o colocou na ponta esquerda porque acreditava que sua velocidade, controle de bola natural e habilidade seriam mais eficazes contra laterais do que contra zagueiros.[9]

Após um início hesitante em sua carreira no Monaco, Henry foi nomeado o Jovem Jogador Francês do Ano em 1996 e, na temporada 1996-97, suas sólidas atuações ajudaram o clube a conquistar o título da Ligue 1.[12][14] Durante a temporada 1997-98, ele foi fundamental para levar seu clube à semifinal da Liga dos Campeões da UEFA, estabelecendo um recorde francês, que foi quebrado posteriormente, ao marcar sete gols na competição.[9][15] Em sua terceira temporada, ele recebeu sua primeira convocação para a seleção nacional e fez parte da equipe campeã da Copa do Mundo FIFA de 1998.[9] Ele continuou a impressionar em sua passagem pelo Monaco e, em suas cinco temporadas no clube, o jovem ponta marcou 20 gols no campeonato em 105 jogos.[14]

Henry deixou o Monaco em janeiro de 1999, um ano antes da transferência de seu companheiro de equipe mais próximo, David Trezeguet, e se transferiu para o clube italiano Juventus por 10,5 milhões de libras.[12] Ele jogou na ponta,[16] bem como ala e meio-campista aberto, mas foi ineficaz como artilheiro, tendo dificuldades contra a disciplina defensiva exibida pelas equipes da Série A, marcando apenas três gols em 16 partidas.[17] Em 2019, no podcast The Greatest Game de Jamie Carragher, Henry atribuiu desentendimentos com o diretor da Juve, Luciano Moggi, como sua razão para deixar o clube.[18]

1999–2007: Transferência para o Arsenal, ascensão e sucesso

Henry foi nomeado capitão após a saída do também francês Patrick Vieira para a Juventus em 2005.

Insatisfeito na Itália, Henry transferiu-se da Juventus para o Arsenal em 3 de agosto de 1999 por um valor estimado em 11 milhões de libras, reencontrando seu antigo treinador, Arsène Wenger.[19][20] Foi no Arsenal que Henry se consagrou como um jogador de futebol de classe mundial,[21] e embora sua transferência não tenha sido isenta de controvérsias, Wenger estava convencido de que ele valia o valor da transferência.[9] Contratado para substituir o também atacante francês Nicolas Anelka, Henry foi imediatamente moldado como atacante por Wenger, uma mudança que renderia ótimos frutos nos anos seguintes. No entanto, surgiram dúvidas sobre sua capacidade de adaptação ao jogo rápido e físico do futebol inglês, já que ele não conseguiu marcar em seus primeiros oito jogos.[10] Após vários meses difíceis na Inglaterra, Henry chegou a admitir que teve que "reaprender tudo sobre a arte de chutar".[10] Essas dúvidas foram dissipadas quando ele terminou sua primeira temporada no Arsenal com um impressionante total de 26 gols.[22] O Arsenal terminou em segundo lugar na Premier League, atrás do Manchester United, e perdeu a final da Copa da UEFA de 1999–00 para o Galatasaray.[9]

Após uma campanha vitoriosa no Campeonato Europeu de Futebol de 2000 com a seleção nacional, Henry estava pronto para causar impacto na temporada 2000-01. Apesar de ter marcado menos gols e dado menos assistências do que em sua primeira temporada, a segunda temporada de Henry no Arsenal provou ser um divisor de águas, tornando-o o artilheiro do clube. Seu número de gols incluiu um gol espetacular contra o Manchester United, onde ele dominou a bola (de costas para o gol), girou e chutou de voleio de 18 metros de distância.[23] O gol também contou com uma comemoração memorável, na qual ele recriou o comercial "Whassup?" da Budweiser.[24] Com um dos melhores ataques da liga, o Arsenal terminou como vice-campeão da Premier League, atrás do rival Manchester United. O time também chegou à final da Copa da Inglaterra, perdendo por 2 a 1 para o Liverpool. Henry, no entanto, continuava frustrado pelo fato de ainda não ter ajudado o clube a conquistar títulos e frequentemente expressava seu desejo de estabelecer o Arsenal como uma potência.[9]

O sucesso finalmente chegou durante a temporada de 2001–02. O Arsenal terminou sete pontos à frente do Liverpool para conquistar o título da Premier League e derrotou o Chelsea por 2–0 na final da Copa da Inglaterra.[9] Henry tornou-se o artilheiro da liga e marcou 32 gols em todas as competições, liderando o Arsenal rumo à dobradinha e ao seu primeiro troféu com o clube.[12] Havia muita expectativa de que Henry repetisse seu desempenho pelo clube na França durante a Copa do Mundo FIFA de 2002, mas os então campeões sofreram uma eliminação surpreendente na fase de grupos.[9]

A temporada de 2002–03 provou ser mais uma temporada produtiva para Henry, com 44 gols em todas as competições — número notável ​​para um atacante.[25] Com isso, ele liderou o Arsenal a mais um triunfo na Copa da Inglaterra (onde foi eleito o melhor em campo na final),[26] embora o Arsenal não tenha conseguido manter o título da Premier League.[27] Ao longo da temporada, ele competiu com Ruud van Nistelrooy, do Manchester United, pela artilharia da liga, mas o holandês superou Henry na disputa pela Chuteira de Ouro por apenas um gol.[9] Mesmo assim, Henry foi eleito o Futebolista Inglês do Ano pela PFA e o Futebolista Inglês do Ano pela FWA.[28][29] Seu crescente status como um dos melhores jogadores de futebol do mundo foi confirmado quando ele ficou em segundo lugar na votação para o prêmio de Melhor jogador do mundo pela FIFA em 2003.[21] Com 24 gols e 20 assistências na liga, Henry estabeleceu um novo recorde de mais assistências em uma única temporada da Premier League,[30] e também se tornou o primeiro jogador na história a registrar pelo menos 20 gols e 20 assistências em uma única temporada em uma das cinco principais ligas da Europa — esse feito foi igualado por Lionel Messi em 2020.[31][32]

Henry em um jogo da Premier League contra o Charlton Athletic em Highbury, em março de 2006.

No início da temporada 2003–04, o Arsenal estava determinado a reconquistar o título da Premier League. Henry foi novamente fundamental na campanha excepcionalmente bem-sucedida do Arsenal; juntamente com jogadores como Dennis Bergkamp, ​​Patrick Vieira, Fredrik Ljungberg e Robert Pirès, Henry garantiu que os Gunners se tornassem o primeiro time em mais de um século a terminar a temporada invicto do campeonato nacional, conquistando o título da liga no processo.[33] Além de ser nomeado pelo segundo ano consecutivo como Futebolista Inglês do Ano pela PFA e Futebolista Inglês do Ano pela FWA,[28][29] Henry emergiu mais uma vez como vice-campeão do prêmio de Melhor jogador do mundo pela FIFA em 2004.[21] Com 39 gols marcados em todas as competições, o francês liderou a artilharia da liga e ganhou a Bota de Ouro da UEFA.[12][34] No entanto, tal como aconteceu em 2002, Henry não conseguiu levar a seleção nacional à conquista de títulos durante o Campeonato Europeu de Futebol de 2004.[9]

Essa queda de rendimento foi agravada quando o Arsenal falhou novamente em garantir títulos consecutivos da liga, perdendo para o Chelsea na temporada 2004-05, embora o Arsenal tenha conquistado a Copa da Inglaterra (cuja final Henry perdeu devido a uma lesão).[14] Henry manteve sua reputação como um dos atacantes mais temidos da Europa, liderando a artilharia da liga,[12] e com 31 gols em todas as competições,[35] ele foi co-vencedor (com Diego Forlán) da Bota de Ouro, tornando-se o primeiro jogador a ganhar oficialmente o prêmio duas vezes seguidas (Ally McCoist havia ganhado duas Chuteiras de Ouro seguidas, mas ambas foram consideradas não oficiais).[34] A saída inesperada do capitão do Arsenal, Patrick Vieira, na pré-temporada de 2005, levou à nomeação de Henry como capitão do clube, um papel que muitos consideravam não ser naturalmente adequado para ele; a capitania é mais comumente dada a defensores ou meio-campistas, que estão melhor posicionados em campo para ler o jogo.[12] Além de ser o principal artilheiro, ele era responsável por liderar uma equipe muito jovem que ainda não havia se entrosado completamente.[36]

A temporada de 2005–06 provou ser de conquistas pessoais notáveis ​​para Henry. Em 17 de outubro de 2005, Henry se tornou o maior artilheiro da história do clube;[37] dois gols contra o Sparta Praga na Liga dos Campeões fizeram com que ele quebrasse o recorde de Ian Wright de 185 gols.[38] Em 1º de fevereiro de 2006, ele marcou um gol contra o West Ham United, elevando seu total de gols na liga para 151, quebrando o recorde de gols na liga da lenda do Arsenal, Cliff Bastin.[39] Henry marcou seu 100º gol na liga em Highbury, um feito sem paralelo na história do clube e uma conquista única na Premier League.[40] No último dia da temporada da Premier League, Henry marcou um hat-trick contra o Wigan Athletic na última partida disputada em Highbury.[41] Ele terminou a temporada como artilheiro da liga,[12] foi eleito o Futebolista Inglês do Ano pela FWA pela terceira vez em sua carreira e foi selecionado para o FIFA World XI.[14][42]

Após a aposentadoria de Dennis Bergkamp, ​​Henry passou a formar dupla regularmente com Robin van Persie no ataque do Arsenal.

Apesar disso, o Arsenal não conseguiu conquistar o título da Premier League novamente, mas as esperanças de um troféu foram reacendidas quando o Arsenal chegou à final da Liga dos Campeões da UEFA de 2005–06. Os Gunners acabaram perdendo por 2 a 1 para o Barcelona, ​​com Henry dando a assistência para o único gol da equipe em uma cobrança de falta, e a incapacidade do Arsenal de conquistar o título da liga por duas temporadas consecutivas, combinada com a relativa inexperiência do elenco, causou muita especulação de que Henry deixaria o clube. No entanto, ele declarou seu amor pelo clube, aceitou um contrato de quatro anos e disse que ficaria no Arsenal para sempre.[29][43] O vice-presidente do Arsenal, David Dein, afirmou posteriormente que o clube havia recusado duas propostas de 50 milhões de libras de clubes espanhóis por Henry antes da assinatura do novo contrato.[44] Se a transferência tivesse se concretizado, teria superado o então recorde mundial de 47 milhões de libras pagos por Zinedine Zidane.[44]

A temporada de 2006–07 de Henry foi marcada por lesões.[45] Embora tenha marcado 10 gols em 17 jogos pelo Arsenal, a temporada de Henry foi interrompida em fevereiro. Tendo perdido jogos devido a problemas na coxa, no pé e nas costas, ele foi considerado apto o suficiente para entrar como substituto no final da partida contra o PSV, em um jogo da Liga dos Campeões,[46] mas começou a mancar logo após entrar em campo. Exames realizados no dia seguinte revelaram que ele precisaria de pelo menos três meses para se recuperar de novas lesões na virilha e no estômago, perdendo o restante da temporada de 2006–07.[47] Wenger atribuiu as lesões de Henry a uma temporada prolongada em 2005–06 e reiterou que Henry estava interessado em permanecer nos Gunners para reconstruir o time para a temporada de 2007–08.[45]

2007–2010: Barcelona e uma tríplice coroa histórica

Henry atuando pelo Barcelona em 2008

Em 25 de junho de 2007, em uma reviravolta inesperada, Henry foi transferido para o Barcelona por €24 milhões. Ele assinou um contrato de quatro anos por um valor estimado em €6,8 milhões (£4,6 milhões) por temporada.[48] Foi revelado que o contrato incluía uma cláusula de rescisão de €125 milhões (£84,9 milhões).[49] Henry citou a saída de Dein e a contínua incerteza sobre o futuro de Wenger como razões para sua saída,[50] e afirmou que "Eu sempre disse que se algum dia eu saísse do Arsenal, seria para jogar no Barcelona".[51] Apesar da saída de seu capitão, o Arsenal teve um início impressionante na temporada 2007–08, e Henry disse que sua presença na equipe poderia ter sido mais um obstáculo do que uma ajuda. Ele afirmou: "Devido à minha antiguidade, ao fato de eu ser capitão e ao meu hábito de gritar pela bola, às vezes eles me davam a bola mesmo quando eu não estava na melhor posição. Então, nesse sentido, foi bom para a equipe que eu tenha saído."[52] Henry deixou o Arsenal como o maior artilheiro da história do clube na liga, com 174 gols, e o maior artilheiro da história das competições europeias, com 42 gols;[12] em julho de 2008, os torcedores do Arsenal o elegeram o maior jogador da história do clube na votação dos 50 Maiores Jogadores dos Gunners, realizada pelo Arsenal.com.[53]

No Barcelona, ​​Henry recebeu a camisa número 14, a mesma que usava no Arsenal. Ele marcou seu primeiro gol pelo novo clube em 19 de setembro de 2007, em uma vitória por 3 a 0 sobre o Lyon na fase de grupos da Liga dos Campeões,[54] e registrou seu primeiro hat-trick pelo Barça em uma partida da La Liga contra o Levante dez dias depois.[55] Mas, como Henry atuou principalmente na ponta durante toda a temporada, ele não conseguiu reproduzir a forma goleadora que alcançou no Arsenal. Ele expressou insatisfação com a transferência para o Barcelona no primeiro ano, em meio a ampla especulação de um retorno à Premier League. Em uma entrevista com Garth Crooks no programa Football Focus da BBC, Henry descreveu a saudade da vida "em casa" e até mesmo da "imprensa inglesa".[56] No entanto, Henry terminou sua temporada de estreia como artilheiro do clube com 19 gols, além de nove assistências no campeonato, ficando atrás apenas das dez de Lionel Messi.[57]

Henry jogando pelo Barcelona em uma partida da Liga dos Campeões da UEFA durante a temporada de 2008–09.

Henry superou essa marca em uma temporada mais integrada em 2008–09, com 26 gols e 10 assistências jogando na ponta esquerda.[58] Ele conquistou o primeiro troféu de sua carreira no Barcelona em 13 de maio de 2009, quando o clube derrotou o Athletic Bilbao na final da Copa do Rei. O Barcelona venceu a La Liga e a Liga dos Campeões da UEFA logo depois, completando a tríplice coroa para o francês, que, junto com Messi e Samuel Eto'o, marcou 100 gols naquela temporada.[59] O trio também foi o mais prolífico da história do campeonato espanhol, marcando 72 gols e superando os 66 gols de Ferenc Puskás, Alfredo Di Stéfano e Luis del Sol, do Real Madrid, na temporada 1960–61 (essa marca foi posteriormente superada pelo trio do Real Madrid, Cristiano Ronaldo, Karim Benzema e Gonzalo Higuaín, que marcaram 89 gols em 2011–12).[60] Mais tarde, em 2009, Henry ajudou o Barcelona a conquistar uma sêxtupla sem precedentes, que consistia na tríplice coroa mencionada anteriormente, na Supercopa da Espanha, na Supercopa da UEFA e na Copa do Mundo de Clubes da FIFA.[61]

Na temporada seguinte, a ascensão de Pedro fez com que Henry fosse titular em apenas 15 jogos do campeonato.[62] Antes do fim da temporada da La Liga, e com ainda um ano de contrato, o presidente do clube, Joan Laporta, declarou em 5 de maio de 2010 que Henry "poderia sair na janela de transferências de verão, se assim o desejasse".[63] Após o retorno de Henry da Copa do Mundo FIFA de 2010, o Barcelona confirmou que havia concordado com a venda de Henry para um clube não identificado, cabendo ao jogador acertar os termos com o novo clube.[64]

New York Red Bulls

Henry atuando pelo New York Red Bulls em 2011

Em julho de 2010, Henry assinou um contrato plurianual com o New York Red Bulls, clube da Major League Soccer (MLS), para a temporada de 2010, como seu segundo jogador designado.[65] Ele fez sua estreia completa na MLS em 31 de julho, em um empate de 2 a 2 contra o Houston Dynamo, dando assistência para os dois gols de Juan Pablo Ángel. Seu primeiro gol na MLS veio em 28 de agosto, em uma vitória por 2 a 0 contra o San Jose Earthquakes. Os Red Bulls terminaram em primeiro lugar na Conferência Leste da MLS, com um ponto de vantagem sobre o Columbus Crew[66] antes de perderem por 3 a 2 no agregado para o San Jose Earthquakes nas quartas de final dos Playoffs da MLS Cup de 2010.[67] Na temporada seguinte, os Red Bulls ficaram em 10º lugar na classificação geral da liga[68] e foram eliminados nas semifinais da Conferência dos Playoffs da MLS Cup de 2011.[69] Em 2011, Henry tinha um acordo de patrocínio não contratual com a Red Bull GmbH de Dietrich Mateschitz e era considerado pela empresa como membro da "família" Red Bull.[70]

Em 2012, Henry retornou ao Arsenal após cinco anos para um curto empréstimo de dois meses

Empréstimo ao Arsenal

Após treinar com o Arsenal durante a pré-temporada da MLS, Henry voltou a assinar com o clube por empréstimo de dois meses em 6 de janeiro de 2012. Isso serviu para substituir Gervinho e Marouane Chamakh, que estavam indisponíveis devido à participação no Campeonato Africano das Nações de 2012.[71] Henry recebeu a camisa número 12 – sua antiga camisa número 14 do Arsenal, o mesmo número que usou no Barcelona e no New York, não estava disponível, tendo sido herdada por Theo Walcott após a saída de Henry do clube em 2007.[71] Henry fez sua segunda estreia pelo Arsenal como substituto contra o Leeds United na terceira rodada da Copa da Inglaterra e marcou o único gol.[72] Em seu último jogo na liga por empréstimo, ele marcou o gol da vitória nos acréscimos em uma vitória por 2 a 1 contra o Sunderland.[73]

Retorno ao New York Red Bulls

Em 17 de fevereiro de 2012, Henry retornou ao Red Bulls para se preparar para a temporada de 2012. Seu salário base de US$5 milhões (US$5,6 milhões garantidos) o tornou o jogador mais bem pago da MLS — ultrapassando David Beckham, que havia aceitado uma redução salarial em seu último ano com o Los Angeles Galaxy.[74] Em 2013, o salário base de Henry caiu para US$3,75 milhões, ficando atrás do salário base de US$4 milhões de Robbie Keane. Com os bônus, no entanto, Henry permaneceu o jogador mais bem pago, com US$4,35 milhões, em comparação com os US$4,33 milhões de Keane.[75]

Henry dando autógrafos em fevereiro de 2014

Em 31 de março de 2012, Henry marcou seu primeiro hat-trick na MLS em uma vitória do Red Bulls por 5 a 2 sobre o Montreal Impact.[76] Ele foi nomeado Jogador do Mês da MLS naquele mesmo mês. Em 27 de outubro de 2013, Henry marcou um gol e deu duas assistências no último jogo da temporada contra o Chicago Fire na Red Bull Arena para ajudar seu time a vencer por 5 a 2 e se tornar campeão da temporada regular. Foi o primeiro grande troféu do clube em seus 17 anos de história.[77][78]

Em 12 de julho de 2014, Henry marcou um gol e deu três assistências na vitória do Red Bulls por 4 a 1 sobre o Columbus Crew. Com esse feito, ele se tornou o líder de todos os tempos em assistências do New York Red Bulls com 37, ultrapassando Amado Guevara e Tab Ramos.[79]

Em 1 de dezembro de 2014, foi anunciado que Henry havia deixado o Red Bulls após quatro anos e meio no clube.[80] Em 16 de dezembro, ele anunciou sua aposentadoria como jogador e afirmou que começaria a trabalhar para a Sky Sports como comentarista.[81] Depois de trabalhar na Sky por mais de três anos, Henry deixou o cargo em julho de 2018 para se concentrar em sua carreira como treinador.[82]

Seleção Nacional

Henry na Final da Copa do Mundo FIFA de 2006, sua penúltima participação na Seleção Francesa

Em junho de 1997, Henry foi recompensado pelo bom futebol que apresentava no Monaco com uma convocação para a Seleção Francesa Sub-20, onde jogou o Mundial Sub-20 ao lado de seus futuros companheiros de clube William Gallas e David Trezeguet.

Quatro meses depois, o então treinador da Seleção Francesa, Aimé Jacquet, convocou Henry ao time principal. Sua estreia foi no dia 11 de outubro de 1997, numa vitória por 2–1 contra a África do Sul. Jacquet ficou tão impressionado que o convocou para a Copa do Mundo de 1998, onde Henry foi o artilheiro francês no torneio, com três gols.[83] O atacante estava certo de jogar a final — onde a França venceu o Brasil por 3–0 —, mas a expulsão de Marcel Desailly forçou uma substituição para deixar o time mais defensivo. Apesar disto, Henry fixou-se entre os principais jogadores da trajetória dos Bleus no seu primeiro título mundial.

Cada vez mais ganhando espaço na Seleção, em 2000 foi convocado para a Eurocopa realizada na Bélgica e na Holanda. Novamente marcou três gols, sendo o artilheiro da França na competição. Na final contra a Itália, Trezeguet marcou o gol de ouro e definiu a vitória por 2–1.

Dois anos depois, a Copa do Mundo FIFA de 2002 foi uma decepção para os franceses, visto que, apontados como um dos grandes favoritos após o título em 1998, foram eliminados ainda na fase de grupos do torneio sem marcar um gol sequer. Após uma frustrante estreia, quando foram derrotados por 1–0 para Senegal (que disputava sua primeira Copa do Mundo até então), Henry foi expulso no empate em 0–0 contra o Uruguai. Suspenso do último jogo, viu a França perder de 2–0 para a Dinamarca.

Na Copa das Confederações de 2003, sem os craques Zinédine Zidane e Patrick Vieira, Henry teve grande participação na conquista da Seleção Francesa, sendo eleito pelo Grupo de Estudo Técnico da FIFA o homem do jogo em três das cinco partidas. O atacante foi decisivo na final contra Camarões, marcando o gol de ouro e definindo a vitória por 1–0. Além do título conquistado, também recebeu a Bola de Ouro de melhor jogador do torneio e a Chuteira de Ouro por terminar como artilheiro, com quatro gols.

No ano seguinte, na Euro 2004, Henry era um dos principais nomes da Seleção Francesa, grande favorita ao título. Os franceses venceram a Inglaterra (também favorita) na fase de grupos, mas foram eliminados com uma derrota por 1–0 para a Grécia, nas quartas de final. Os gregos viriam a conquistar esta edição da Eurocopa.

Henry foi um dos titulares da Seleção Francesa finalista da Copa do Mundo de 2006. Jogou num esquema de apenas um atacante, mas após um começo de Copa ruim, tornou-se um dos melhores jogadores do torneio ao salvar os Bleus de uma precoce eliminação ainda na primeira fase. Marcou três gols, inclusive contra o então atual campeão e favorito Brasil nas quartas de final, decretando assim a vitória por 1–0 contra a Seleção Brasileira. Voltou a ter boa atuação na semifinal contra Portugal, mas Zidane marcou o único gol da partida.[84] Já na final contra a Itália, empate por 1–1 no tempo normal e derrota por 5–3 nos pênaltis.[85] Henry foi um dos dez indicados para a Bola de Ouro de melhor jogador do torneio, prêmio que foi dado ao seu companheiro de seleção, Zidane.

Esteve também na Euro 2008, onde a França teve uma fraca campanha, finalizando o torneio com um empate e duas derrotas.

Um ano depois, durante as Eliminatórias da Copa do Mundo de 2010, envolveu-se no Incidente da "Mão da Gália", uma grande polêmica de sua carreira. No jogo contra a Irlanda, pela repescagem, Henry conduziu a bola com a mão antes de fazer o passe para o seu companheiro de equipe, Gallas, que completou a jogada marcando o gol da classificação. Depois da partida, Henry disse em entrevista que não teve intenção de colocar a mão na bola.[86]

Foi convocado pelo técnico Raymond Domenech para a disputa da Copa do Mundo FIFA do ano seguinte, realizada na África do Sul e que seria a quarta Copa de sua carreira. A França, então finalista da última edição do torneio, fracassou desta vez, caindo ainda na fase de grupos. Após a eliminação, Henry teve um encontro particular com o presidente Nicolas Sarkozy para discutir o vexame dos Bleus no Mundial.[87] O atacante aposentou-se oficialmente da Seleção após a Copa do Mundo. Em 13 anos atuando pelos Bleus, entre 1997 e 2010, Henry marcou um total de 51 gols em 123 jogos, fixando-se entre os maiores jogadores da história da França.

Carreira como treinador

Bélgica

Após dois anos trabalhando como comentarista, Henry foi anunciado como auxiliar técnico da Seleção Belga em agosto de 2016.[88] O ex-craque francês foi muito elogiado pelos seus novos companheiros, dentre eles o treinador Roberto Martínez e o volante Axel Witsel.[89]

Após comandar o Montreal Impact, no dia 30 de maio de 2021 retornou ao cargo de auxiliar técnico da Bélgica.[90]

França Sub-21

No dia 21 de agosto de 2023, Henry foi anunciado como novo técnico da Seleção Francesa Sub-21.[91]

Estilo de jogo

Apesar de jogar como atacante desde as categorias de base do Monaco, Henry passou a desempenhar a função de um ponta durante sua rápida passagem pela Juventus, em 1999. Devido a sua agilidade, técnica e rapidez, o então jovem jogador se destacava naquele setor. Quando se juntou ao Arsenal, em agosto do mesmo ano, seu novo treinador Arsène Wenger imediatamente alterou isto, escalando-o novamente como um atacante.

Inicialmente, Wenger o escalou numa função bastante ofensiva, mas diferente de um centroavante, primando não só pelas excelentes finalizações, mas pela boa movimentação, os passes, as arrancadas e o outro ponto forte de Henry: a força física. Com 1,88 m de altura, possuía um bom vigor físico, fato que lhe dava vantagem nas divididas corpo-a-corpo. Durante a temporada 2004–05, com a saída de alguns jogadores cruciais no antigo esquema, Wenger alterou a tática do Arsenal para um 4-5-1, obrigando Henry a se adaptar novamente e agora jogar como um centroavante.

Outra razão que fez de Henry um dos mais eficazes atacantes do planeta era a sua calma em jogadas de finalização em um-contra-um, especialmente contra os goleiros. Isso, combinado com sua agilidade e explosão nas arrancadas, significava que, na maioria das vezes, ele conseguia ser mais rápido que os zagueiros que tentavam lhe marcar. Quando não estava dentro da grande área, Henry costumava jogar mais pelo lado esquerdo do campo, auxiliando com muitas assistências para gol. Entre as temporadas 2002–03 e 2004–05 ele deu mais de 50 assistências total.

Outro ponto que se destacava em seu jogo eram os chutes de longa e média distância. Henry possuía uma excelente precisão no pé direito, especialmente em finalizações de primeira. Seu gol contra o Brasil nas quartas de final da Copa do Mundo FIFA de 2006 demonstrou isto; após um cruzamento de longa distância feito por Zinédine Zidane, Henry saltou e apenas escorou de primeira no canto, numa bola que vinha em velocidade, tirando qualquer chance de defesa do goleiro Dida e demonstrando uma fantástica precisão. As precisas cobranças de falta também eram o seu forte; vários gols encobrindo a barreira adversária foram anotados por Henry.[92]

Henry era conhecido também por uma jogada chamada "Fake Pass", ou "Passe Falso". Neste lance, ele fingia que ia chutar a bola com uma perna, mas acabava dando um passe com a outra perna para seu companheiro.[93]

Apesar do grande talento, Henry era bastante cobrado pelo desempenho em decisões. O atacante marcou apenas dois gols e deu uma assistência nas 14 finais que disputou ao longo da carreira.[94]

Prêmios e recordes

Henry já recebeu vários prêmios. Foi vice em 2003 e 2004 no concurso Melhor jogador do mundo pela FIFA, perdendo para seu compatriota Zinédine Zidane e Ronaldinho Gaúcho, respectivamente. Nessas duas temporadas, venceu os dois prêmios homônimos de Futebolista Inglês do Ano, tanto o entregue pela PFA,[95] quanto o entregue pela FWA. No prêmio da FWA, Henry foi o único a vencer por três vezes, em 2003, 2004 e 2006. Também já foi eleito o Jogador Francês do Ano por cinco vezes, um recorde.[96] Adicionalmente, em 2004, Henry foi nomeado pelo brasileiro Pelé como um dos jogadores da FIFA 100.

Estátua de Henry no Emirates Stadium

Em termos de gols marcados, Henry venceu a Chuteira de Ouro da UEFA em 2004 e 2005, neste último ano dividindo o prêmio com Diego Forlán, e foi o primeiro jogador na história a ganhar duas vezes seguidas o prêmio. Foi também o artilheiro da Premier League por quatro temporadas, em 2001–02 (24 gols), 2003–04 (30 gols), 2004–05 (29 gols) e 2005–06 (27 gols). Em 2006, ele se tornou o primeiro jogador a marcar mais de vinte gols na liga por cinco temporadas consecutivas. Henry é atualmente o sexto na lista de maiores artilheiros da Premier League de todos os tempos, com um total de 174 gols.

Pela Seleção Francesa, é o segundo maior artilheiro de todos os tempos, com 51 gols. Foi ultrapassado por Olivier Giroud, que chegou aos 52 gols ao marcar contra a Polônia na Copa do Mundo FIFA de 2022.[97] Henry desembarcou na África do Sul para a disputa da Copa do Mundo FIFA de 2010 com um total de 302 gols na carreira, sendo o segundo com o maior número de gols entre os 736 jogadores inscritos na competição, ficando a apenas três do uruguaio Loco Abreu, que até então tinha 305 gols.[98]

Em 9 de dezembro de 2011, Henry foi homenageado com a inauguração de uma estátua de bronze em frente ao Emirates Stadium reproduzindo o jogador de joelhos, como costumava comemorar seus gols na época de Arsenal.[99] Além de Henry, foram lançadas estátuas do ex-jogador Tony Adams, que em toda sua carreira de 19 anos defendeu apenas o time londrino, e do treinador Herbert Chapman, que comandou a equipe entre 1925 e 1934. O evento fez parte das comemorações dos 125 anos do clube, e o francês se emocionou durante seu discurso.[100]

Vida pessoal

Henry foi casado com a modelo britânica Nicole Merry. O casamento ocorreu em julho de 2003. No dia 27 de maio de 2005, ele celebrou o nascimento de sua primeira filha, Tea Henry. Logo após sua transferência para o Barcelona o casal anunciou o divórcio, que foi concedido em setembro de 2007.

No dia da Bastilha de 1998, foi premiado com a maior condecoração francesa, a Légion d'Honneur. Henry também é um membro do esquadrão da FIFA para o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), onde, juntamente com outros jogadores profissionais, apareceu em comerciais de TV durante as Copas do Mundo de 2002 e 2006. Nesses comerciais, os jogadores defendiam o futebol como um esporte que deveria ser jogado para o benefício de crianças.

Como fã da NBA, Henry era visto com frequência em jogos de seu amigo Tony Parker. Henry admira o basquetebol como um jogo similar ao futebol no entretenimento.[101] Ele assiste regularmente às finais da NBA, quando elas ocorrem no fim de temporada na Europa. Em 2001, ele foi para a Filadélfia para assistir às finais da NBA e ajudar a televisão francesa na cobertura do evento. Já em 2007, assistiu ao título de Tony Parker e dos Spurs.

Patrocinadores

Em 2006, Henry foi avaliado como o nono jogador com mais valor comercial no mundo,[102] e também se tornou o oitavo jogador mais rico da Premier League, com um patrimônio aproximado de 21 milhões de libras.[103] Estrelando os comerciais do Renault Clio, ele tornou popular a palavra va-va-voom, que significa vida e paixão. A palavra foi até adicionada ao dicionário Oxford de Inglês Conciso.[104] Ele também foi parte da campanha da Nike "Joga Bonito".[105][106] Seu acordo com a Nike terminou após a Copa do Mundo de 2006, quando ele assinou um contrato com a Reebok para aparecer na campanha "I Am What I Am" (Eu sou o que sou).[107] Além destes, Henry possui ainda acordos de patrocínio com a Pepsi e com a Gillette, e já estrelou vários comerciais para estas marcas. Em 2012, ele assinou um contrato com a marca de material esportivo Puma.

Racismo

Já foi vítima de vários incidentes de racismo. O que teve mais destaque foi em outubro de 2004, quando em uma sessão de treinos da Seleção Espanhola, uma equipe de televisão da Espanha flagrou o treinador Luis Aragonés referindo-se a Henry como "black shit".[108][109]

O incidente causou pressão na imprensa, que pedia a demissão de Aragonés. Henry e a Nike lançaram então a campanha Stand Up Speak Up em razão do incidente, colocando a venda pulseiras com as cores preto e branco entrelaçadas, além de camisas e outros produtos com tema semelhante.[110]

Estatísticas

Atualizadas até 23 de abril de 2012

Clubes

Equipe Temporada Campeonato
nacional
Copa
nacional
Competições
continentais
Total
Jogos Gols Assist. Jogos Gols Assist. Jogos Gols Assist. Jogos Gols Assist.
Monaco 1994–95 8 3 1 8 3 1
1995–96 18 3 5 3 0 1 1 0 0 22 3 6
1996–97 36 9 8 3 0 1 9 1 4 48 10 13
1997–98 30 4 9 5 0 2 9 7 1 44 11 12
1998–99 13 1 3 1 0 0 5 0 2 19 1 5
Total 105 20 26 12 0 4 24 8 7 141 28 37
Juventus 1998–99 18 3 2 1 0 0 1 0 0 20 3 2
Total 18 3 2 1 0 0 1 0 0 20 3 2
Arsenal 1999–00 31 17 9 5 1 0 11 8 2 47 26 11
2000–01 35 17 3 4 1 0 14 4 0 53 22 3
2001–02 33 24 5 5 1 2 11 7 0 49 32 7
2002–03 37 24 23 6 1 0 12 7 1 55 32 24
2003–04 37 30 9 4 4 2 10 5 3 51 39 14
2004–05 32 25 15 2 0 1 8 5 1 42 30 17
2005–06 32 27 7 2 0 1 11 5 2 45 33 9
2006–07 17 10 6 3 1 1 7 1 0 27 12 7
2011–12 4 2 0 2 1 0 1 0 0 7 3 0
Total 258 176 77 33 11 6 85 42 9 376 229 92
Barcelona 2007–08 30 12 9 7 4 0 10 3 2 47 19 11
2008–09 29 19 8 1 1 0 12 6 4 42 26 12
2009–10 21 4 2 3 0 0 8 0 1 32 4 3
Total 80 35 19 11 5 0 30 9 7 121 49 26
New York Red Bulls 2010 11 2 3 1 0 0 12 2 3
2011 26 14 4 3 1 1 29 15 5
2012 25 15 12 2 0 0 27 15 12
2013 30 10 7 2 0 1 32 10 8
2014 30 10 12 5 0 5 35 10 17
Total 122 51 35 13 1 7 135 52 42
Total na carreira 583 285 159 70 17 17 140 59 23 794 360 177

Seleção Francesa

Ano
Jogos Gols Assist.
1997–98 10 3 1
1998–99 1 0 0
1999–00 11 5 2
2000–01 8 2 1
2001–02 9 2 1
2002–03 13 10 7
2003–04 12 5 6
2004–05 7 2 1
2005–06 15 7 3
2006–07 6 3 3
2007–08 10 6 1
2008–09 9 3 1
2009–10 12 3 2
Total 123 51 29

Títulos

Mônaco
Arsenal
Barcelona
New York Red Bulls
Seleção Francesa

Prêmios individuais

Artilharias

Recordes

  • Maior artilheiro da história do Arsenal: 228 gols em 377 jogos
  • 2.º maior artilheiro da Seleção Francesa: 51 gols[112]
  • 3.º jogador com mais partidas disputas pela Seleção Francesa: 123 jogos
  • 6.º maior artilheiro da Premier League: 175 gols em 258 jogos
  • Jogador que mais venceu a premiação Jogador Francês do Ano (5 vezes)

Ordens

Referências

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