Supercopa da Itália
Supercopa Italiana
| |||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Supercoppa Italiana | |||||||||
| |||||||||
| Dados gerais | |||||||||
| Organização | Lega Serie A (FIGC) | ||||||||
| Edições | 38 | ||||||||
| Local de disputa | Itália | ||||||||
| Sistema | Jogo único (1988–2022) Quatro equipes (2023–) | ||||||||
| |||||||||
| |||||||||
A Supercopa Italiana (em italiano: Supercoppa Italiana) é uma competição futebolística na qual se enfrentam em um jogo único os campeões da Campeonato Italiano de Futebol e da Copa da Itália. É uma competição anual de futebol que ocorre normalmente uma semana antes do início da temporada na Itália. É disputada pelos vencedores da Serie A e pela Copa da Itália na temporada anterior, como uma abertura da nova temporada. Se a mesma equipe vencer os títulos da Serie A e da Copa da Itália na temporada anterior, a Supercopa é disputada pelo vencedor da Série A e pela vice-campeã da Copa da Itália, tornando-se uma revanche da final da Copa da Itália do ano anterior.
A primeira edição foi disputada em 1988 (adiada para junho de 1989, por causa das Jogos Olímpicos de Verão de 1988). Desde 1991, o local de competição da Supercopa tem sido geralmente na casa da equipe campeão italiano. No entanto, surgiu a oportunidade de disputar a decisão em um estádio neutro, em um país estrangeiro. O evento de fato cruzou as fronteiras italianas em algumas edições, foram realizadas edições nos Estados Unidos,[1] Líbia, China,[2] Catar[3] e Arábia Saudita[4] ou, sendo menos comum, na casa do detentor da Taça de Itália.
Ao todo, nove clubes foram campeões da Supercopa da Itália. O maior campeão é a Juventus com nove títulos, seguida da Internazionale com oito títulos e, também o Milan com 8 conquistas.
História
.jpg)
A ideia da Supercopa da Itália nasceu em 1988: a ocasião foi uma ceia com os fãs da vencedora da Copa da Itália Sampdoria, durante a qual o jornalista Enzo D'Orsi propôs a Paolo Mantovani, na época presidente do clube Sampdoria, organizar um desafio para um novo troféu, a ser disputado entre a equipe campeã italiana e o vencedor da copa nacional, nos moldes da Supercopa da Inglaterra. Poucas semanas depois, foi apresentado ao então presidente da Lega Nazionale Professionisti, Luciano Nizzola, que endossou o projeto.[5]
A edição inaugural, prevista para 1988, foi adiada para junho de 1989 devido à coincidência com os Jogos de Seul em 1988, de modo que a segunda edição foi transferida para o outono do mesmo ano; desde então, a competição ocorre quase todos os anos no período de verão (com exceção das edições de 1995, 2014, 2016 e 2018 que foram no período de inverno) e, portanto, tradicionalmente se tornou a abertura da temporada de futebol italiano. Normalmente é jogado na casa da equipe campeã italiana, exceto por exceções (em 9 edições, foi realizada em campo neutro no exterior, e em dois na casa do clube qualificado para a Supercopa da Itália). O estádio Giuseppe Meazza, em Milão, recebeu a maior parte das edições do torneio, sendo 11 edições.

Inicialmente, tendo em conta a natureza do evento no Verão, o regulamento previa, em caso de empate no final do período regulamentar, o recurso direto as penalidades: esta regra permaneceu válida até à edição de 2000, mesmo que fosse efetivamente aplicada apenas uma vez, em 1994, quando o Milan levou a melhor sobre a Sampdoria. Nas edições de 2001 e 2002, pela primeira vez, o regulamento introduziu a possibilidade de prorrogação, porém, sujeito à variável com o gol de ouro, mas não foi necessário utilizá-lo. Somente na edição de 2003, o gol de prata foi introduzido: nessa ocasião, pela primeira vez na história da competição, a prorrogação entre a Juventus e o Milan não foram suficientes, mas o desafio foi resolvido igualmente nos pênaltis, onde os "bianconeri" prevaleceram. A partir da seguinte edição, o regulamento prevê suplementação ordinária, após a abolição do gol de ouro e prata, resultando pela primeira na edição de 2005 com a vitória do Inter sobre a Juventus.
No caso de uma equipe conquistar um troféu duplo ou sazonal, o regulamento determina que os vencedores da Serie A e o finalista derrotado da Copa da Itália estarão competindo pela Supercopa, gerando, de fato, um revival do último ato da taça nacional. Desde a fundação do Supercopa até hoje, isso aconteceu 8 vezes, a primeira em 1995, quando a Juventus venceu o Parma. Em sete ocasiões, a Supercopa foi conquistada pela equipe vencedora da Copa da Itália: a primeira vez em 1996, quando a Fiorentina superou a campeã italiana Milan; mais tarde, o fato foi repetido pela Lazio (1998 e 2009), Parma (1999), Internazionale (2005), Roma (2007) e Nápoles (2014). Em 2016, com o sucesso do Milan, o troféu foi pela primeira vez do finalista perdedor da Copa da Itália.
Edições
| Ano | Campeão | Resultado | Vice-campeão | Estádio | Artilheiros | Público |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1988 | Milan |
3 – 1 | Rijkaard, Van Basten e Mannari; Vialli | 19 412 | ||
| 1989 | Internazionale |
2 – 0 | Cucchi e Serena | 7 221 | ||
| 1990 | Napoli |
5 – 1 | Careca (2), Silenzi (2) e Crippa; Baggio | 62 404 | ||
| 1991 | Sampdoria |
1 – 0 | Mancini | 21 120 | ||
| 1992 | Milan |
2 – 1 | Van Basten e Massaro; Melli | 30 102 | ||
| 1993 | Milan |
1 – 0 | Simone | 25 268 | ||
| 1994 | Milan |
1 – 1 4 – 3 (pen) |
Gullit; Mihajlović | 26 767 | ||
| 1995 | Juventus |
1 – 0 | Vialli | 5 208 | ||
| 1996 | Fiorentina |
2 – 1 | Batistuta (2); Savićević | 29 582 | ||
| 1997 | Juventus |
3 – 0 | Inzaghi (2) e Conte | 16 157 | ||
| 1998 | Lazio |
2 – 1 | Nedved e Conceição; Del Piero | 16 500 | ||
| 1999 | Parma |
2 – 1 | Crespo e Boghossian; Guly | 25 001 | ||
| 2000 | Lazio |
4 – 3 | López (2), Mihajlović, Stankovic; Keane, Farinós e Vampeta | 61 446 | ||
| 2001 | Roma |
3 – 0 | Candela, Montella e Totti | 61 050 | ||
| 2002 | Juventus |
2 – 1 | Del Piero (2); Di Vaio | 40 000 | ||
| 2003 | Juventus |
1 – 1 5 – 3 (pen) |
Pirlo; Trezeguet | 54 128 | ||
| 2004 | Milan |
3 – 0 | Shevchenko (3) | 33 274 | ||
| 2005 | Internazionale |
1 – 0 | Verón | 35 246 | ||
| 2006 | Internazionale |
4 – 3 | Vieira (2), Crespo e Figo; Mancini, Aquilani (2) | 45 528 | ||
| 2007 | Roma |
1 – 0 | De Rossi | 34 898 | ||
| 2008 | Internazionale |
2 – 2 6 – 5 (pen) |
Muntari e Balotelli; De Rossi e Vučinić | 43 400 | ||
| 2009 | Lazio |
2 – 1 | Matuzalém e Rocchi; Eto'o | 68 961 | ||
| 2010 | Internazionale |
3 – 1 | Pandev e Eto'o (2); Riise | 65 860 | ||
| 2011 | Milan |
2 – 1 | Ibrahimović e Boateng; Sneijder | 66 161 | ||
| 2012 | Juventus |
4 – 2 (pro) | Asamoah, Vidal, Maggio (g.c), Vučinić; Cavani e Pandev | 75 000 | ||
| 2013 | Juventus |
4 – 0 | Pogba, Chiellini, Lichtsteiner e Tévez | 57 000 | ||
| 2014 | Napoli |
2 – 2 6 – 5 (pen) |
Tévez (2); Higuaín (2) | 14 000 | ||
| 2015 | Juventus |
2 – 0 | Mandžukić e Dybala | 20 000 | ||
| 2016 | Milan |
1 – 1 4 – 3 (pen) |
Chiellini; Bonaventura | 11 356 | ||
| 2017 | Lazio |
3 – 2 | Immobile (2) e Murgia; Dybala (2) | 52 000 | ||
| 2018 | Juventus |
1 – 0 | Cristiano Ronaldo | 61 235 | ||
| 2019 | Lazio |
3 – 1 | Luis Alberto (1), Lulić (1) e Cataldi (1); Dybala (1) | 52 000 | ||
| 2020 | Juventus |
2 – 0 | Napoli |
Cristiano Ronaldo (1) e Morata (1) | 0 | |
| 2021 | Internazionale |
2 – 1 (pro.) | Juventus |
L. Martínez e A. Sanchez; W. Mckennie | 29 696 | |
| 2022 | Internazionale |
3 – 0 | Milan |
F. Dimarco, Džeko e L. Martínez | 50 000 |
Formato de quatro equipes
| Ano | Campeão | Final | Vice-campeão | Semifinalistas | |
|---|---|---|---|---|---|
| 2023 | Internazionale |
1–0 | Napoli |
Lazio | Fiorentina |
| 2024 | Milan |
3–2 | Internazionale |
Juventus | Atalanta |
| 2025 | Napoli |
2–0 | Bologna |
Milan | Internazionale |
- Legenda
: Campeão do Campeonato Italiano
: Campeão ou vice-campeão (caso uma mesma equipe tenha ganho a Liga e a Copa ao mesmo tempo) da Copa da Itália
Por clube
| Clube | Campeão | Vice-campeão |
|---|---|---|
| 9 (1995, 1997, 2002, 2003, 2012, 2013, 2015, 2018 e 2020) | 8 (1990, 1998, 2005, 2014, 2016, 2017, 2019 e 2021) | |
| 8 (1989, 2005, 2006, 2008, 2010, 2021, 2022 e 2023) | 5 (2000, 2007, 2009, 2011 e 2024) | |
| 8 (1988, 1992, 1993, 1994, 2004, 2011, 2016 e 2024) | 5 (1996, 1999, 2003, 2018 e 2022) | |
| 5 (1998, 2000, 2009, 2017 e 2019) | 3 (2004, 2013 e 2015) | |
| 3 (1990, 2014 e 2025) | 3 (2012, 2020 e 2023) | |
| 2 (2001 e 2007) | 4 (1991, 2006, 2008 e 2010) | |
| 1 (1999) | 3 (1992, 1995 e 2002) | |
| 1 (1991) | 3 (1988, 1989 e 1994) | |
| 1 (1996) | 1 (2001) | |
| 0 | 1 (1993) | |
| 0 | 1 (1997) | |
| 0 | 1 (2025) |
Por competição
| Competição | Títulos |
|---|---|
| Campeonato Italiano | 25 |
| Campeões da Coppa Itália | 10 |
| Vice-campeões da Coppa Itália | 2 |
| Vice-campeões do Campeonato Italiano | 1 |
Ver também
Notas
- ↑ a b c d e f g h Conforme o regulamento da competição, quando uma mesma equipe era campeã do Campeonato Italiano e da Copa da Itália, a equipe vice-campeã da Copa da Itália disputaria a final da Supercopa da Itália, ou seja, não havia campeão "automático", caso uma equipe conquistasse as duas principais competições.
- ↑ Mais tarde o título foi retirado da Juventus devido ao Escândalo da Serie A 2006.
Referências
- ↑ «Na 1ª Supercopa da Itália fora do país, Milan conquistou os EUA». Alambrado.net. 15 de maio de 2018. Consultado em 17 de maio de 2019
- ↑ «Supercopa da Itália se transforma em 'negócio da China'». UOL. 7 de agosto de 2009. Consultado em 17 de maio de 2019
- ↑ «Decisão da Supercopa da Itália entre Juve e Milan é anunciada para o Catar». Gazeta Esportiva. 9 de setembro de 2016. Consultado em 17 de maio de 2019
- ↑ «Arábia Saudita receberá três edições da Supercopa da Itália». mktesportivo.com. 7 de junho de 2018. Consultado em 17 de maio de 2019
- ↑ «Supercoppa Italiana, Berlusconi e Mantovani "picciotti onorari"» (em italiano). tuttomercatoweb. 8 de agosto de 2009. Consultado em 17 de maio de 2019

