Simuliídeos

Simuliídeos

Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Diptera
Subordem: Nematocera
Família: Simuliidae
Subfamílias
  • Parasimuliinae
  • Simuliinae

Géneros

  • Araucnephia
  • Araucnephioides
  • Archicnephia
  • Austrosimulium
  • Baisomyia
  • Cnephia
  • Cnesia
  • Cnesiamima
  • Crozetia
  • Ectemnia
  • Gigantodax
  • Greniera
  • Gydarina
  • Gymnopais
  • Kovalevimyia
  • Levitinia
  • Lutzsimulium
  • Mayacnephia
  • Metacnephia
  • Paracnephia
  • Parasimulium
  • Paraustrosimulium
  • Pedrowygomyia
  • Prosimulium
  • Simuliites
  • Simulimima
  • Simulium
  • Stegopterna
  • Sulcicnephia
  • Titanopteryx
  • Tlalocomyia
  • Twinnia

Simuliídeos (Simuliidae), popularmente como borrachudos, são mosquitos negros pequenos de países tropicais, medindo de 1 a 5 mm de comprimento, que vivem perto de rios e florestas. Têm antenas formadas por 11 artículos, lembrando um chocalho de cascavel. Seu corpo é robusto, normalmente de cor escura (negro, marrom ou cinza). Possui asas membranosas, com nervuras anteriores fortes.[1]

Existem atualmente cerca de 1.750 espécies de simuliídeos distribuídos em todo o mundo, sendo que 300 são neotropicais e, entre estas, algumas apresentam hábitos antropofílicos, sendo, portanto, de importância médica. Os simuliídeos ocorrem normalmente perto de rios com águas correntes e encachoeirados, pois é neste tipo de ambiente aquático que suas larvas se desenvolvem. Na maioria das especies de simuliídeos as fêmeas tem hábito hematófago, necessitando se alimentar de sangue para a maturação dos ovos. Sugando o sangue principalmente na região dos tornozelos nas pessoas, e durante a pastagem sanguínea criam feridas relativamente grandes, tornando fácil a infecção da região.

Medicina

No gênero Simulium estão os vetores das filárias: Onchocerca volvulus e Mansonella ozzardi, agentes da oncocercose (cegueira do rio) e da mansonelose.[2]

Ecologia

Simuliídeos são também espécies chaves na ecologia de ambientes lóticos devido a sua habilidade de filtrar matéria orgânica dissolvida e a tornar disponível na cadeia trófica. Simuliídeos são também importantes ferramentas para o monitoramento da contaminação em ambientes de água doce, em virtude dos estágios imaturos (larva e pupa) serem sensíveis a poluentes orgânicos e inorgânicos. A família Simuliidae tem particular interesse evolutivo devido a sua morfologia conservativa com extensiva especialização críptica e sua evolução rediculada.[3]

Encontrados na Amazônia, servem de alimento para peixes, sapos, libélulas e pássaros. Preservar as florestas e seus predadores naturais ajuda no controle do borrachudo.[4]

Referências

  1. Bloguinho, Embrapa .
  2. Neves, D. P. Parasitologia Humana. 11ª ed. 369-371p.
  3. http://blackflies.info/ Taxonomy and Systematic of Simuliidae
  4. http://ccw.sct.embrapa.br/?pg=bloguinho_default&codigo=124