Silent Hill

 Nota: Este artigo é sobre a série de jogos. Para o primeiro jogo da série, veja Silent Hill (jogo eletrônico). Para o filme de 2006, veja Silent Hill (filme).
Silent Hill
Logotipo da série desde 2022
Gênero(s)Survival horror
Desenvolvedora(s)
Vários
  • Team Silent (1999–2006)
  • Will Corporation (2001)
  • Creature Labs (2002)
  • Konami Software Shanghai (2004)
  • Konami Digital Entertainment (2006–2007, 2024)
  • Polygon Magic (2007)
  • Gamefederation Studio (2007–2008)
  • Climax Studios (2007–2009)
  • Double Helix Games (2008)
  • Playsoft Games (2010)
  • Vatra Games (2012)
  • Hijinx Studios (2012)
  • WayForward Technologies (2012)
  • Kojima Productions (2014)
  • Genvid Technologies (2023)
  • Bad Robot Games (2023)
  • Behaviour Interactive (2023)
  • HexaDrive (2024)
  • Bloober Team (2024–presente)
  • NeoBards Entertainment (2025)
  • Screen Burn Interactive (ASA)
Publicadora(s)
Vários
Criador(es)Keiichiro Toyama
Compositor(es)
Vários
  • Akira Yamaoka (1999–2009, 2024–2025)
  • Noisycroak (2001)
  • Will Music (2001)
  • Masayuki Maruyama (2007)
  • Jun Ito (2007)
  • Daniel Licht (2012)
  • Ludvig Forssell (2014)
  • NEKOFACE (2023)
  • Kensuke Inage (2025)
  • dai (2025)
  • dai (2025)
Plataformas
Primeiro títuloSilent Hill
24 de fevereiro de 1999
Último títuloSilent Hill f
25 de setembro de 2025

Silent Hill (japonês: サイレントヒル, Hepburn: Sairento Hiru) é uma série de jogos eletrônicos de survival horror e de tiro em terceira pessoa, desenvolvida e publicada pela Konami. Os primeiros quatro títulos principais—Silent Hill, Silent Hill 2, Silent Hill 3 e Silent Hill 4: The Room—foram desenvolvidos pela Team Silent, uma equipe de desenvolvimento dentro da antiga subsidiária Konami Computer Entertainment Tokyo de 1994 a 2004.

A franquia se passa principalmente na cidade fictícia de Silent Hill, um lugar atormentado por eventos sobrenaturais, e acompanha vários personagens atraídos para a cidade, onde encontram criaturas horripilantes, tormentos psicológicos e mistérios ligados aos seus próprios passados. A série é fortemente influenciada pelo gênero literário de terror psicológico.[1]

Os três títulos principais seguintes—Origins, Homecoming e Downpour—foram desenvolvidos por outros desenvolvedores, principalmente ocidentais, e lançados entre 2007 e 2012. A franquia Silent Hill se expandiu para incluir várias peças impressas, três longas-metragens e títulos derivados. Desde 2022, a Konami iniciou uma série de projetos da franquia, incluindo Silent Hill: The Short Message, o remake de Silent Hill 2 e os futuros Silent Hill f e Silent Hill: Townfall, além de um remake do primeiro título de 1999, com múltiplos spin-offs lançados durante os dois períodos. Até 2025, a série de jogos já vendeu mais de 13 milhões de cópias mundialmente.[2]

Visão geral

Linha do tempo de anos de lançamento
Série principal em negrito
1999Silent Hill
2000
2001Play Novel: Silent Hill
Silent Hill 2
2002
2003Silent Hill 3
2004Silent Hill 4: The Room
2005
2006The Silent Hill Collection
Silent Hill (jogo para celular)
2007Silent Hill: The Arcade
Silent Hill: Orphan
Silent Hill: Origins
Silent Hill: The Escape
2008Silent Hill: Orphan 2
Silent Hill: Homecoming
2009Silent Hill: Shattered Memories
2010Silent Hill: Orphan 3
2011
2012Silent Hill: Downpour
Silent Hill HD Collection
Silent Hill: Book of Memories
2013
2014P.T.
2015
2016
2017
2018
2019
2020
2021
2022
2023Silent Hill: Ascension
2024Silent Hill: The Short Message
Silent Hill 2 (remake)
2025Silent Hill f
ASASilent Hill (remake)
Silent Hill: Townfall

Série principal

Silent Hill (1999)

O primeiro jogo da série acompanha Harry Mason em sua busca por sua filha adotiva desaparecida na misteriosa cidade de Silent Hill, em Maine. Ao se deparar com um culto realizando um ritual para reviver uma divindade que veneram, Harry descobre a verdadeira origem de sua filha. Vários finais são possíveis, dependendo das ações do jogador durante o jogo. O jogo foi lançado em 1999 para PlayStation. Em 2009, ficou disponível para download na PlayStation Network europeia para PlayStation 3 e PlayStation Portable, e posteriormente, naquele mesmo ano, na PlayStation Network norte-americana.[3]

Silent Hill 2 (2001)

O segundo título da franquia acompanha James Sunderland em sua busca por sua falecida esposa, Mary, em Silent Hill, após receber uma carta supostamente escrita por ela, informando que ela o aguarda na cidade. Após explorar a misteriosa cidade, ele finalmente descobre a verdadeira causa de sua morte. O jogo foi lançado em setembro de 2001 para PlayStation 2. Uma versão estendida foi lançada para Xbox em dezembro do mesmo ano, com o título Silent Hill 2: Restless Dreams na América do Norte e Silent Hill 2: Inner Fears na Europa, e para PlayStation 2 em 2003, como Silent Hill 2: Director's Cut, com uma versão para Microsoft Windows lançada em fevereiro de 2003.[4]

Silent Hill 3 (2003)

O terceiro jogo da série acompanha uma adolescente chamada Heather enquanto ela se vê envolvida em um conflito dentro do culto de Silent Hill e descobre sua verdadeira origem. Foi lançado em maio de 2003 para PlayStation 2, com uma versão para Microsoft Windows lançada em outubro do mesmo ano. É uma sequência direta do primeiro jogo.[5]

Silent Hill 4: The Room (2004)

O quarto jogo da série acompanha Henry Townshend, que se vê preso em seu apartamento enquanto estranhos fenômenos começam a acontecer ao seu redor e dos outros moradores do prédio. Foi lançado em 2004 para PlayStation 2, Xbox e Microsoft Windows, e marcou o fim do trabalho da Team Silent na franquia.

Silent Hill: Origins (2007)

O quinto jogo da franquia é uma prequela do primeiro e acompanha o caminhoneiro Travis Grady, que fica preso em Silent Hill após resgatar uma garota de uma casa em chamas. Durante sua busca para descobrir o destino da garota, ele encontra personagens do primeiro jogo e é forçado a confrontar seu próprio passado.[6] Foi desenvolvido pela empresa britânica Climax Studios e lançado em 2007 para o PlayStation Portable, com uma versão para PlayStation 2 lançada em 2008. Foi também o primeiro título de Silent Hill desenvolvido fora do Japão. É conhecido como Silent Hill Zero no Japão.

Silent Hill: Homecoming (2008)

O sexto título da série acompanha Alex Shepherd, um soldado que retorna de uma guerra no exterior. Ao chegar, Alex descobre que seu pai desapareceu, sua mãe está catatônica e ninguém sabe onde está seu irmão mais novo. O jogo narra a busca de Alex por seu irmão desaparecido.[7] Foi desenvolvido pela empresa americana Double Helix Games e lançado em 2008 para PlayStation 3 e Xbox 360, e em 2009 para Microsoft Windows.

Silent Hill: Downpour (2012)

O sétimo jogo da série acompanha Murphy Pendleton, um prisioneiro que fica preso em Silent Hill após o veículo de transporte da prisão sofrer um acidente. Anunciado em abril de 2010,[8] foi desenvolvido pela empresa tcheca Vatra Games e lançado para PlayStation 3 e Xbox 360 em 13 de março de 2012.[9] É o único jogo da série que pode ser jogado em 3D estereoscópico.

Recriações

Silent Hill: Shattered Memories (2009)

Shattered Memories é uma reimaginação do primeiro jogo, desenvolvido pela Climax Studios para o Wii e lançado em dezembro de 2009, com versões para PlayStation 2 e PlayStation Portable lançadas em janeiro de 2010.[10] O jogo mantém a premissa do original — a busca de Harry Mason por sua filha desaparecida em Silent Hill — mas é ambientado no que parece ser um universo ficcional diferente, seguindo um enredo diferente, com personagens do primeiro jogo aparecendo alterados ao lado de novos. A jogabilidade se divide em duas partes: uma sessão de psicoterapia em primeira pessoa com um paciente invisível e uma perspectiva em terceira pessoa da jornada de Harry por Silent Hill, que é periodicamente interrompida por mudanças ambientais onde ele é perseguido por monstros.

Silent Hill 2 (2024)

Um remake de Silent Hill 2 foi anunciado em outubro de 2022 para PlayStation 5 e PC, desenvolvido pela empresa polonesa Bloober Team.[11] Akira Yamaoka, o compositor original da série, retornou para compor a trilha sonora deste jogo e de futuras sequências. O remake foi lançado em outubro de 2024.

Silent Hill (ASA)

Um remake do primeiro Silent Hill 2 foi anunciado em junho de 2025. Será desenvolvido pela Bloober Team após o sucesso do remake de Silent Hill 2.[12][13]

Adaptações

Play Novel: Silent Hill (2001)

Play Novel: Silent Hill é uma adaptação em romance visual do primeiro Silent Hill, lançada exclusivamente para o Game Boy Advance no Japão em 21 de março de 2001.[14]

Compilações

Logotipo da série usado em 2012

The Silent Hill Collection (2006)

The Silent Hill Collection é um relançamento dos quatro primeiros jogos principais da série para PlayStation 2. O lançamento europeu contém Silent Hill 2, Silent Hill 3 e Silent Hill 4: The Room, enquanto o lançamento japonês também inclui o primeiro Silent Hill.[15]

Silent Hill HD Collection (2012)

Silent Hill HD Collection é um relançamento em alta definição de Silent Hill 2 e Silent Hill 3 para PlayStation 3 e Xbox 360, apresentando visuais em alta resolução, novos sons, novas vozes e Troféus/Conquistas para ambos os jogos. Silent Hill 2 inclui a opção de usar as vozes antigas e novas; no entanto, Silent Hill 3 apresenta apenas uma nova trilha de voz, já que as vozes antigas não estavam disponíveis por motivos legais. Silent Hill 2 também inclui o cenário principal e o sub-cenário Born from a Wish, como visto em relançamentos posteriores, como o Director's Cut.[16]

Esta coleção marcou a primeira vez que Silent Hill 3 se tornou jogável em um console Xbox. A coleção recebeu críticas mistas a negativas devido a graves problemas com ambos os jogos, como problemas significativos de taxa de quadros, travamentos e outros. Embora a versão para PlayStation 3 tenha sido corrigida, a atualização para Xbox 360 foi cancelada e a Konami ofereceu reembolsos a todos os proprietários do jogo para Xbox 360.[17]

Spin-offs

Silent Hill: The Arcade (2007)

Silent Hill: The Arcade é um jogo de arcade que acompanha dois personagens, Eric e Tina, que entraram na cidade de Silent Hill e devem lutar contra monstros enquanto desvendam o mistério por trás dos pesadelos de Eric sobre uma garota e um navio a vapor.[18] O jogo possui um elemento multijogador, onde cada jogador pode escolher ser Eric ou Tina.[19] Um segundo jogador pode entrar no jogo a qualquer momento.[20]

Silent Hill: Orphan (2007)

Silent Hill: Orphan é um jogo para dispositivos móveis ambientado em um orfanato abandonado, com jogabilidade em primeira pessoa do tipo apontar e clicar.

Silent Hill: The Escape (2007)

Silent Hill: The Escape é um jogo para celular lançado no Japão para o telefone FOMA em 19 de dezembro de 2007 e internacionalmente para iOS em 2009. O objetivo do jogo é guiar o jogador por dez fases, encontrando uma chave e abrindo a porta trancada. É jogado em primeira pessoa. O jogo recebeu críticas mistas devido à sua falta de enredo e má execução.[21]

Silent Hill: Orphan 2 (2008)

Silent Hill: Orphan 2 é um jogo para dispositivos móveis e uma sequência de Silent Hill: Orphan.

Silent Hill: Orphan 3 (2010)

Silent Hill: Orphan 3 é um jogo para dispositivos móveis e uma sequência de Silent Hill: Orphan 2.

Silent Hill: Book of Memories (2012)

Silent Hill: Book of Memories foi lançado para o PlayStation Vita.[22][23][24][25] Book of Memories utiliza uma perspectiva isométrica aérea, segue uma história diferente e apresenta criaturas que retornam do universo ficcional da série, bem como jogabilidade cooperativa. O jogo é o primeiro da série a apresentar jogabilidade multijogador, além de The Arcade.[26] De acordo com o produtor da série, Tomm Hulett, a jogabilidade de Book of Memories é bastante diferente da dos jogos anteriores, focando na ação multijogador cooperativa em vez do terror psicológico tradicional.[27]

P.T. (2014)

Durante a apresentação da Sony Computer Entertainment na Gamescom de 2014, um teaser interativo intitulado P.T. (sigla para "playable teaser") foi lançado na PlayStation Store para PlayStation 4. O teaser revelou um novo jogo da série, intitulado Silent Hills, sendo desenvolvido pela Kojima Productions usando a Fox Engine, em colaboração com Hideo Kojima e o diretor de cinema Guillermo del Toro, com a participação do ator Norman Reedus. Em 1º de setembro, a Sony revelou durante sua conferência de imprensa pré-TGS que P.T. havia sido baixado mais de um milhão de vezes e visualizado mais de 30 milhões de vezes em todas as plataformas.[28] P.T. foi removido da PlayStation Store e não está mais disponível para download.[29] Várias recriações de P.T. surgiram devido à disponibilidade extremamente limitada do jogo; ele permanece indisponível na PlayStation Store e, desde então, foi bloqueado para execução no PlayStation 5.[30]

Silent Hill: The Short Message (2024)

Seguindo mensagens de sua falecida amiga Maya, Anita se vê em um prédio de apartamentos decadente na Alemanha, infame por rumores de suicídios. Atraída para dentro, Anita logo percebe que sua noção de realidade está sendo destruída ao se deparar com espaços bizarros e sobrenaturais, assombrados por um monstro perverso.

Silent Hill f (2025)

Um spin-off[31] intitulado Silent Hill f foi anunciado em outubro de 2022. A história foi escrita por Ryukishi07. Foi desenvolvido pela empresa taiwanesa NeoBards Entertainment para Microsoft Windows, PlayStation 5 e Xbox Series X/S, com contribuições criativas do designer de personagens kera e do produtor Motoi Okamoto.[32] O jogo se passa na cidade rural fictícia japonesa de Ebisugaoka durante a década de 1960 e acompanha a estudante do ensino médio Shimizu Hinako.[33]

Silent Hill: Townfall (ASA)

Um novo jogo, Silent Hill: Townfall, foi anunciado em outubro de 2022 com um trailer de revelação. Ele será desenvolvido pela empresa escocesa Screen Burn Interactive e publicado pela empresa estadunidense Annapurna Interactive.[34]

Elementos recorrentes

Características da trama e simbolismo

A maioria dos jogos da série Silent Hill compartilha um cenário comum: a pequena cidade rural e nebulosa de Silent Hill, um local fictício no estado americano do Maine. A cidade dos três primeiros jogos foi inspirada no conceito de pequena cidade estadunidense, como retratado por diversas mídias de diferentes países. Embora alguns dos planos de desenvolvimento lembrem mais uma vila japonesa, duas cidades reais dos Estados Unidos também influenciaram o desenvolvimento: Cushing, no Maine, e Snoqualmie, em Washington. Cushing é a cidade natal de Stephen King, que baseou muitas de suas cidades fictícias do Maine nela, e seu romance Carrie e os contos "The Mist" e "1408" estão entre as influências conhecidas em Silent Hill. Snoqualmie serviu como principal locação externa para as filmagens da série Twin Peaks, de David Lynch, e os quatro primeiros jogos de Silent Hill estão repletos de referências e influências de Twin Peaks.

Nas adaptações cinematográficas, a localização de Silent Hill foi alterada para a Virgínia Ocidental e foi inspirada principalmente em Centralia, Pensilvânia, que foi abandonada devido à incapacidade de extinguir um incêndio em uma mina de carvão local durante cinco décadas. Em Shattered Memories, Silent Hill é retratada em meio a uma nevasca, enquanto os eventos de The Room ocorrem principalmente na cidade fictícia vizinha de South Ashfield, com o jogador explorando locais menores ao redor de Silent Hill.

Os personagens da série vivenciam uma alteração sombria ocasional da realidade chamada "Outro Mundo".[35] Nessa realidade, as leis físicas muitas vezes não se aplicam,[36] com formas variadas, mas mais frequentemente com uma aparência física baseada na de Silent Hill. Os personagens experimentam delírios e encontram símbolos tangíveis de elementos de suas mentes inconscientes, estados mentais e pensamentos mais íntimos quando presentes no Outro Mundo,[36] manifestados no mundo real. A origem dessas manifestações é um poder malévolo que assombra Silent Hill e materializa pensamentos humanos, mas que antes era benigno até ser corrompido por certos eventos que ocorreram na área.[36]

Alguns monstros recorrentes incluem as Enfermeiras, que aparecem em quase todos os jogos de Silent Hill, geralmente devido à frustração sexual ou aos problemas de saúde que muitos dos protagonistas enfrentam durante os eventos do jogo. Pyramid Head, outro monstro recorrente que se tornou o mascote da série, teve suas aparições canônicas contestadas. Robbie, o Coelho, mascote de um parque de diversões, é outra figura recorrente. Além disso, uma Shiba Inu chamada Mira aparece em muitos finais de brincadeira. Outro elemento recorrente na trama de Silent Hill é um culto religioso fictício conhecido como A Ordem, com certos membros da organização atuando como antagonistas na maioria dos jogos da série (como Dahlia no primeiro jogo e em Origins, Claudia no terceiro jogo, Walter em The Room e o Juiz Holloway em Homecoming). A Ordem administra a "Wish House" (também chamada de "Hope House"), um orfanato para crianças pobres e sem-teto, administrado por uma organização de caridade chamada Sociedade de Apoio ao Sorriso de Silent Hill (4S).[37]

A religião seguida pela Ordem centra-se na adoração de uma divindade principal,[38] chamada Samael em Origins,[39] mas simplesmente referida como Deus nos jogos anteriores. O dogma do grupo deriva de um mito: a divindade partiu para criar o paraíso, mas ficou sem poder durante o processo e um dia será ressuscitada, tornando-se assim capaz de finalmente criar o paraíso e salvar a humanidade.[40] O culto da cidade envolve-se repetidamente em atos ilegais, como sacrifícios humanos rituais destinados à ressurreição da divindade, o comércio ilegal de drogas, e o sequestro e confinamento de crianças numa instalação para lhes fazer lavagem cerebral, enquanto apresenta a instalação como um orfanato.[37] A série também apresenta vários itens religiosos com propriedades mágicas, que aparecem amplamente ao longo dos jogos.

Dois elementos temáticos conduzem consistentemente as narrativas dos jogos de Silent Hill: o tema de um protagonista principal retratado como um "homem comum" (com exceção de Homecoming, onde o protagonista é um soldado experiente),[41] e a missão do protagonista, seja uma busca por um ente querido desaparecido ou um cenário onde o protagonista entra na cidade aparentemente por acidente, mas na verdade está sendo "invocado" por uma força espiritual na cidade.

Múltiplos finais são um elemento básico da série, com todos os jogos apresentando alguns, cuja realização muitas vezes depende de ações realizadas pelo jogador no jogo. Em todos os jogos da série, exceto três, um desses finais é um final cômico no qual o protagonista principal encontra objetos voadores não identificados: não há final cômico em The Room, e o único final cômico em Downpour é uma festa surpresa para o jogador com personagens de jogos anteriores da franquia, com um final cômico semelhante em Book of Memories.

Os jogos da série Silent Hill contêm diversas formas de simbolismo. Os símbolos são imagens, sons, objetos, criaturas ou situações que representam conceitos e fatos, bem como os sentimentos, emoções e estados mentais dos personagens.

Jogabilidade

Os jogos da série Silent Hill utilizam principalmente uma perspectiva em terceira pessoa, com ângulos de câmera fixos ocasionais. A visibilidade é frequentemente baixa devido à alternância entre neblina e escuridão. Todos os personagens jogáveis ​​da série, com exceção de Henry Townshend em Silent Hill 4: The Room, estão equipados com uma lanterna e um dispositivo portátil que alerta o jogador sobre a presença de monstros próximos, emitindo estática. Esse dispositivo varia entre os jogos: Origins e os três primeiros jogos possuem um rádio portátil, Homecoming e Downpour possuem um walkie-talkie e Shattered Memories possui um telefone celular.

Em todos os títulos de Silent Hill, os personagens jogáveis ​​têm acesso a uma variedade de armas brancas e de fogo, sendo que Origins e Downpour também apresentam combate corpo a corpo rudimentar.[42] Shattered Memories é a única exceção; ele foi projetado sem combate e se concentra em evitar criaturas. Outra característica fundamental da jogabilidade da série é a resolução de quebra-cabeças, que geralmente resulta na aquisição de um item essencial para progredir nos jogos.

Características e jogabilidade

A série se baseia principalmente no clima de terror, tendendo, não raramente, ao bizarro e ao grotesco, mas, sempre voltado ao psicológico, buscando criar um ambiente de medo e tensão por meio da ambientação, tanto gráfica quanto musical. A principal diferença entre o survival horror psicológico, criado por Silent Hill, e outros jogos semelhantes, é a quase ausência de sustos. Uma característica típica da série é o design dos monstros: em todos os jogos, há criaturas humanoides ou animalescas, o que leva a uma tendência visualmente bizarra. Ele possui diversos enigmas (puzzles) ao longo do jogo, característica própria do gênero. O jogador controla o protagonista na perspectiva de terceira pessoa, com exceção do jogo Silent Hill 4: The Room, em que, enquanto você está na casa do personagem principal, a visão se dá em primeira pessoa, sendo o restante em terceira pessoa. Cada jogo se inicia com um filme introduzindo a história e, ao longo do jogo, pequenas cutscenes são apresentadas.

Outra característica dos jogos são os vários finais possíveis, determinados pelas diversas escolhas do jogador, aumentando sua longevidade. Geralmente, os finais são classificados como Good (bons, felizes) e Bad (ruins, tristes) e contém informações complementares do enredo, além de finais alternativos sem ligação direta com a série, chamados de easter eggs, como os finais UFO.

Fundamentos para a história

A sinopse de Silent Hill é criada tendo várias inspirações em filmes, livros e séries de horror. Tem, também, por base, teorias da parapsicologia e da filosofia.[carece de fontes?] Considera-se que o pensamento humano tem uma certa energia psíquica que é forte de acordo com o poder do pensamento, essa energia é capaz de se manifestar no ambiente em volta da pessoa, em geral, ou em outras pessoas, em particular, podendo mudar a perspectiva das outras pessoas acerca do que existe no redor delas. Uma experiência[43] feita por Masaru Emoto, apesar de não comprovada cientificamente, mostra que cristais de água pura tinham estruturas que se apresentavam diferentemente de acordo com o pensamento a que era submetida. A forma dos cristais era bela ou feia, dependendo se o pensamento era positivo ou negativo, respectivamente. Em outras palavras, as consequências da atividade psíquica de uma pessoa não são limitadas apenas a si, podendo haver efeitos externos. Essa força psíquica pode ser acumulada num ambiente e alterá-lo psicologicamente de acordo com o caráter do pensamento. Baseado nisso, cria-se o "mundo alternativo" ou "das sombras" dos jogos. Esses mundos são reflexos dos pensamentos e emoções do personagem ou personagens em questão no jogo. Mas, além do "mundo alternativo", os monstros também são reflexos do estado emocional dos protagonistas.

Descrição

O título, por si só, "Silent Hill" (Colina Silenciosa), insinua uma cidade muda, sem habitantes. É uma cidade isolada que fica ao lado do Lago Toluca, em um Estado dos Estados Unidos, que, como em muitas cidades pequenas de histórias de terror e filmes, é permeada por um antigo mal demoníaco e tem criaturas rondando as ruas e os prédios, que só podem ser vistos por pessoas "especiais". Como uma descrição, na capa do próprio disco do jogo, dizia: "Toda cidade tem seus segredos. Alguns são apenas mais nefastos do que outros". A cidade, continuamente, troca entre a nossa realidade e a decadência do "outro mundo", sempre criado pela mente perturbada de um dos personagens do jogo. No primeiro jogo, os protagonistas, que possuem uma ligação preliminar com o local, vão até o que parece ser uma cidade abandonada; no segundo, terceiro e quarto jogos, a cidade atrai pessoas que tem alguma conexão prévia com ela.

A localização exata da cidade de Silent Hill é complexa. O jogo retrata a cidade como pequena, segmentada, envolta em névoa, que, no filme de 2006, tem como explicação uma intensa e eterna chuva de cinzas devido ao incêndio de uma mina de carvão no subsolo da cidade. Cercada por grandes montanhas e flanqueada por um lago, poderia ser qualquer uma de cem cidades nos Estados Unidos. O manual do primeiro jogo descreve Silent Hill como uma pequena cidade de férias na Nova Inglaterra, e o que cerca a cidade, particularmente a neblina, é similar à região. A cidade pode estar localizada no norte da Nova Inglaterra, possivelmente no estado de Maine (cenário de muitos dos livros de terror de Stephen King). No terceiro jogo, é citada a cidade de Portland como uma cidade próxima a Silent Hill. Portland é uma região metropolitana de Maine, além de ser terra natal de Stephen King. No segundo jogo, o número das placas em todos os carros são de Michigan. O quarto jogo se passa numa cidade chamada Ashfield, que relembra Fall River, Massachusetts, cidade da famosa assassina Lizzie Borden.

Evidências da localização de Silent Hill podem ser vistas no primeiro jogo, quando Harry procura a escola. Afixado às paredes há algo que parece "Chicago News", escrito em negrito. Com os rochedos próximos, é possível que a cidade esteja próxima do Lago Michigan. É certo, porém, que Silent Hill possa estar situada no meio do nada (os sinais das placas em Silent Hill 2 indicam longa distância entre Silent Hill e as cidades vizinhas).

A cidade de Silent Hill é, também, localizada próximo a um grande lago chamado Toluca, o que sugere que esteja localizada ao sudeste da Califórnia, onde também há um lago chamado Toluca. Isso é reforçado pelo fato de que o carro de Douglas Cartland, em Silent Hill 3, tem marcas da Califórnia. E, somado a isso, Silent Hill 3 não começa em lugar nenhum da cidade, na qual só é visitada na segunda metade do jogo quando Douglas e a protagonista do jogo, Heather Mason, entram, depois de uma longa viagem de carro, à noite. Novamente, isso dá muita ambigüidade sobre onde está Silent Hill.

No entanto, a trilha sonora da versão japonesa de Silent Hill 4: The Room dá o endereço para o Heaven's Night, um clube de striptease, em Silent Hill, e o estado é listado como Maine. Então, muitos fãs decidiram que Silent Hill está em Maine. A adaptação para filme, que foi lançado no dia 21 de Abril de 2006, coloca Silent Hill no condado fictício Toluca, Virgínia Ocidental.

Ao mesmo tempo, enquanto Silent Hill é uma cidade turística e de passeio, o "outro mundo" que os protagonistas encontram (com as paredes pulsando e criaturas a espreita), pode ser entendida como sendo manifestações físicas da escuridão das mentes deles, de outros personagens e de pessoas há muito tempo mortas. Simplificando, a cidade pode possivelmente estar na mente dessas pessoas.

Origem

A origem de Silent Hill data do século XVII. Antes da chegada dos colonizadores ingleses, a área era um lugar sagrado, onde os nativos indígenas americanos conduziam rituais religiosos e reverenciavam o lugar como "O local dos espíritos silenciados". Por volta de 1600, começa a colonização dos EUA, mas, só em meados de 1607 os colonos ocupam o território de Silent Hill. No começo do século XVIII acontece uma terrível epidemia na cidade e os habitantes a abandonam. Nesse século, os EUA declaram independência e George Washington é eleito o primeiro presidente.

Quando estoura a Guerra de 1812, a cidade é repovoada como uma colônia de prisão; então a Prisão Silent Hill (um dos locais do segundo jogo) é construída e só então a cidade recebe o nome de Silent Hill. Muitas pessoas morreram nessa terra e por causa dos pensamentos e sentimentos dos prisioneiros, a energia original da cidade foi gradualmente aumentada e distorcida.

Uma nova epidemia ocorre e o Hospital Brookhaven é construído para contê-la. Em 1830, começa a remoção forçada dos índios nativos. Por volta de 1840, a Prisão Silent Hill é fechada e, sobre esse terreno, é construída a Sociedade Histórica de Silent Hill, que reúne documentos e obras de artes da origem da cidade. Em torno de 1850, é descoberto uma mina de carvão, posteriormente chamada de Wiltse, revitalizando a cidade.

Em 1861 começa a Guerra Civil Americana (Guerra de Secessão) e Patrick Chester (que é homenageado com uma estátua no Lago) participa na guerra junto com seu filho. Em 1862 o campo de prisão Toluca foi construído para prisioneiros de guerra. Entre 1865 e 1866 é o ponto máximo da Guerra Civil e o Campo de prisão é transformado na Prisão Toluca. Em torno de 1890 a resistência dos nativos americanos termina e, em Silent Hill, pessoas começam a desaparecer. No começo do Século XX a Prisão Toluca é fechada e a mina de carvão Wiltse pega fogo. Com isso, Silent Hill se torna uma cidade turística, em decadência.

Em Novembro de 1918, num dia nublado, um barco chamado Pequena Baronesa desaparece no lago e, desde então, nunca mais se teve pistas nem da embarcação, nem dos catorze tripulantes e turistas. A partir de 1939, estranhos incidentes ocorreram no Lago Toluca e algumas pessoas diziam ver mãos esqueléticas saindo da água para tentar agarrar os barcos que passavam e depois voltando para o fundo do lago. Durante uma data desconhecida, o prefeito de Silent Hill morre de repente e os integrantes da equipe de desenvolvimento turístico da cidade morrem um a um de acidente.[44]

Referências

  1. Fahs, Travis (30 de outubro de 2009). «IGN Presents the History of Survival Horror». IGN (em inglês). Consultado em 24 de julho de 2025 
  2. «Digital Entertainment Business - KONAMI GROUP CORPORATION». www.konami.com. Consultado em 30 de dezembro de 2025 
  3. «Gaming and Video Game News & Reviews». Engadget (em inglês). Consultado em 30 de dezembro de 2025 
  4. «Silent Hill 2 Versions». www.silenthillmemories.net (em inglês). Consultado em 30 de dezembro de 2025 
  5. «Silent Hill 3 - PlayStation 2 Review at IGN». IGN. Consultado em 30 de dezembro de 2025 
  6. «Silent Hill Origins». Eurogamer.net (em inglês). 30 de abril de 2007. Consultado em 30 de dezembro de 2025 
  7. «E3 '07: Konami's 15-minute press event raises eyebrows». GameSpot (em inglês). Consultado em 30 de dezembro de 2025 
  8. Reilly, Jim (9 de abril de 2010). «Konami Teases New Silent Hill Title». IGN (em inglês). Consultado em 30 de dezembro de 2025 
  9. «Silent Hill creeps up on March». GameSpot (em inglês). Consultado em 30 de dezembro de 2025 
  10. «Silent Hill Re-imagining Official - PlayStation 2 News at IGN». IGN. Consultado em 30 de dezembro de 2025 
  11. McWhertor, Michael (19 de outubro de 2022). «Silent Hill 2 remake coming to PS5, PC». Polygon (em inglês). Consultado em 30 de dezembro de 2025 
  12. Yin-Poole, Wesley (12 de junho de 2025). «Silent Hill 1 Remake Officially in Development at Bloober Team, Konami Has Announced». IGN Nordic (em inglês). Consultado em 30 de dezembro de 2025 
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    Harry: Não sou eu. Toda esta cidade... está sendo invadida pelo Outro Mundo. Um mundo onde os delírios mais terríveis de alguém ganham vida. [...] Tentando engolir tudo nas trevas.
     
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    Texto na tela: "Hope House", um orfanato nos arredores de Silent Hill. Mas por trás de sua falsa aparência, esconde-se um lugar onde crianças são sequestradas e sofrem lavagem cerebral. A Hope House é administrada pela "Silent Hill Smile Support Society", uma organização beneficente às vezes chamada de "4S". É verdade que a 4S é uma instituição de caridade respeitada que "acolhe crianças pobres sem lar e as cria com esperança". Mas, em sua essência, é uma organização que ensina seu próprio dogma distorcido em vez de bons valores religiosos. [...] A seita religiosa que opera a "Hope House" é conhecida pelos moradores locais simplesmente como "A Ordem".
     
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    Texto na tela: ...acredita-se que um ser de tremenda energia mental possa se tornar um receptáculo capaz de dar à luz Samael, o Deus adorado por esse culto".
     
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