Seleção Brasileira Feminina de Handebol

Brasil
Handebol
Bandeira
Informações gerais
Federação Confederação Brasileira de Handebol
Sigla IHF BRA
Ranking IHF 16º
Técnico Brasil Cristiano Rocha
Mais participações Ana Paula Belo (230)
Artilheiro Ana Paula Belo (806)
Jogos
Jogos Olímpicos
Participações 7 (Primeira em 2000)
Melhor 5º (2016)
Última 7º (2024)
Campeonato Mundial
Participações 15 (Primeira em 1995)
Melhor Ouro (2013)
Última 8º (2025)
[[de Handebol Feminino|]]
Participações 14 (Primeira em 1986)
Melhor Ouro (9 vezes)
Última Ouro (2023)
Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
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Primeiro
Cores do Time
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Alternativo

A Seleção Brasileira Feminina de Handebol é uma das equipes de maior destaque no cenário esportivo brasileiro e sul-americano, responsável por elevar o nome do país à elite mundial da modalidade. Sua história é marcada por uma evolução notável, culminando em uma conquista inédita para as Américas. A equipe é mantida pela Confederação Brasileira de Handebol.[1]

História

A Confederação Brasileira de Handebol (CBHb) foi fundada em 1979, e a seleção feminina começou sua trajetória em competições internacionais nos anos 80.

Desde cedo, o Brasil estabeleceu sua superioridade no continente. Conquistou o primeiro de seus vários títulos do Campeonato Sul-Americano em 1983. Essa fase inicial foi crucial para consolidar o time como a principal força do handebol feminino nas Américas. A equipe fez sua primeira aparição no Campeonato Mundial de Handebol Feminino na edição de 1995 (Áustria/Hungria), terminando nas posições 17º-20º. A partir daí, a participação em Mundiais se tornou constante.

A virada do milênio marcou o início de uma nova fase de profissionalização e melhores resultados internacionais. O Brasil competiu pela primeira vez nos Jogos Olímpicos em Sydney 2000, alcançando a 8ª colocação. A participação olímpica tornou-se contínua, com as posições melhorando progressivamente.

A chegada de treinadores com experiência internacional foi crucial. O espanhol Juan Oliver (2004–2008) iniciou o trabalho de base tático que seria aprimorado pelo também espanhol Morten Soubak (2009–2016). Soubak, em particular, foi o arquiteto da geração que alcançaria a glória máxima, promovendo a adaptação ao estilo de jogo rápido e físico europeu.

A partir dos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg 1999, a Seleção estabeleceu uma hegemonia continental incontestável. O Brasil conquistou o ouro em todas as edições dos Jogos Pan-Americanos desde 1999 até o mais recente em 2023, totalizando 7 medalhas de ouro consecutivas (1999, 2003, 2007, 2011, 2015, 2019 e 2023).

O Auge e a Glória Mundial

O ano de 2013 é o divisor de águas na história da seleção, com a conquista do título mais importante.

A Seleção Brasileira alcançou o topo do handebol mundial ao vencer o Campeonato Mundial de Handebol Feminino na Sérvia. A campanha invicta, coroada com a vitória na final sobre a Sérvia (país-sede), foi um feito histórico. O Brasil se tornou a primeira e única seleção das Américas a conquistar este título.[2]

Nomes como Eduarda Amorim (Duda), eleita a Melhor Jogadora do Mundo pela IHF em 2014, Alexandra Nascimento e Dara brilharam intensamente. A conquista foi um reconhecimento do trabalho de intercâmbio de atletas para ligas europeias de alto nível, que elevou o patamar técnico da equipe.[3]

O Legado Pós-2013 e o Presente

Após o título mundial, a equipe manteve-se competitiva, mas enfrentou desafios na renovação e na manutenção da consistência contra as potências europeias.

Rio 2016 e a Melhor Campanha: Jogando em casa, a Seleção Brasileira fez sua melhor campanha olímpica, chegando às quartas de final e terminando em 5º lugar.

Continuidade nos Mundiais: A equipe continua a participar de todas as edições do Campeonato Mundial, buscando retomar um lugar no pódio e se manter entre as principais forças do esporte.

Hegemonia Continental Mantida: A equipe segue soberana nos Jogos Pan-Americanos, garantindo a vaga olímpica consecutivamente através da conquista do ouro.

A história da Seleção Brasileira Feminina de Handebol é um testemunho de dedicação, superação e da capacidade de atletas brasileiras em alcançar a excelência, culminando no cume de seu esporte com o título mundial de 2013.

Estatísticas

Jogos Olímpicos

Edições Fase Posição J V E D GP GC
Canadá 1976 Montreal não qualificado
Rússia 1980 Moscou
Estados Unidos 1984 Los Angeles
Coreia do Sul 1988 Seul
Espanha 1992 Barcelona
Estados Unidos 1996 Atlanta
Austrália 2000 Sydney Disputa do 7º lugar 7 1 0 6 180 238
Grécia 2004 Atenas 7 2 0 5 178 192
China 2008 Pequim Primeira Fase 5 1 1 3 124 137
Reino Unido 2012 Londres Quartas de Final 6 4 0 2 156 143
Brasil 2016 Rio de Janeiro 6 4 0 2 161 149
Japão 2020 Tóquio Primeira Fase 11º 5 1 1 3 133 141
França 2024 Paris Quartas de Final 6 2 0 4 142 151
Total 7/13 42 15 2 25 1074 1151

Campeonato Mundial

Edições Fase Posição J V E D GP GC
República Socialista Federativa da Iugoslávia 1957 não qualificado
Roménia 1962
Alemanha Ocidental 1965
Países Baixos 1971
República Socialista Federativa da Iugoslávia 1973
União Soviética 1975
Checoslováquia 1978
Hungria 1982
Países Baixos 1986
Coreia do Sul 1990
Noruega 1993
ÁustriaHungria 1995 Fase Preliminar 19º 4 0 0 4 63 109
Alemanha 1997 Fase Preliminar 23º 5 0 0 5 104 155
DinamarcaNoruega 1999 Oitavas de Final 16º 6 1 1 4 127 153
Itália 2001 Oitavas de Final 12º 6 3 0 3 155 168
Croácia 2003 Fase Preliminar 20º 5 1 0 4 136 155
Rússia 2005 Copa do Presidente 8 5 0 3 240 244
França 2007 Copa do Presidente 14º 6 3 1 2 184 128
China 2009 Copa do Presidente 15º 9 6 0 3 288 224
Brasil 2011 Quartas de Final 9 8 0 1 291 228
Sérvia 2013 Final 9 9 0 0 253 197
Dinamarca 2015 Oitavas de Final 10º 6 4 1 1 140 120
Alemanha 2017 Copa do Presidente 18º 7 2 2 3 165 172
Japão 2019 Copa do Presidente 17º 7 3 1 3 173 152
Espanha 2021 Quartas de Final 7 5 0 2 201 176
Dinamarca/Noruega/Suécia 2023 Fase Principal 6 4 0 2 196 143
Alemanha/Países Baixos 2025 qualificado
Total 16/28 1 título 100 54 6 40 2716 2524

Jogos Pan Americanos

Edições Fase Posição J V E D GP GC
Estados Unidos 1987 Indianapolis Disputa pelo Bronze 5 3 0 2 112 95
Cuba 1991 Havana Competições femininas não realizadas
Argentina 1995 Mar del Plata Disputa pelo Bronze 5 3 0 2 126 110
Canadá 1999 Winnipeg Final 7 6 1 0 217 154
República Dominicana 2003 Santo Domingo Final 7 7 0 0 186 97
Brasil 2007 Rio de Janeiro Final 5 5 0 0 183 83
México 2011 Guadalajara Final 5 5 0 0 201 70
Canadá 2015 Toronto Final 5 5 0 0 185 92
Peru 2019 Lima Final 5 5 0 0 174 78
Chile 2023 Santiago Final 5 5 0 0 164 63
Total 9/9 7 titulos 49 44 1 4 1548 842

Campeonato Pan Americano

Edições Fase Posição J V E D GP GC
Brasil 1986 Fase Principal 5 3 9 2 109 79
Estados Unidos 1989 Fase Principal 3 1 0 2 72 53
Brasil 1991 Fase Principal 5 3 0 2 178 73
Brasil 1997 Final 6 6 0 0 179 65
Argentina 1999 Fase Principal 5 5 0 0 148 80
Brasil 2000 Fase Principal 5 5 0 0 210 81
Brasil 2003 Final 5 5 0 0 199 60
Brasil 2005 Fase Principal 5 5 0 0 166 56
República Dominicana 2007 Final 5 5 0 0 188 60
Chile 2009 Final 5 4 0 1 173 84
Brasil 2011 Final 5 5 0 0 179 83
República Dominicana 2013 Final 6 6 0 0 269 89
Cuba 2015 Final 7 7 0 0 208 116
Argentina 2017 Final 6 6 0 0 237 95
Total 14/14 10 títulos 73 66 0 7 2515 1074

Campeonato Sul e Centro-Americano

Edições Fase Posição J V E D GP GC
Brasil 2018 Fase Principal 4 4 0 0 131 54
Paraguai 2021 Fase Principal 5 5 0 0 159 79
Argentina 2022 Fase Principal 4 4 0 0 139 72
Brasil 2024 Fase Principal 5 5 0 0 195 69
Total 4/4 4 títulos 18 18 0 0 624 274

Jogos Sul-Americanos

Edições Fase Posição J V E D GP GC
Brasil 2002 São Bernardo do Campo Fase Principal 4 4 0 0 130 58
Argentina 2006 Mar del Plata não participou
Colômbia 2010 Medellin Fase Principal 5 4 0 1 195 89
Chile 2014 Santiago Fase Principal 4 3 1 0 133 66
Bolívia 2018 Cochabamba Final 4 4 0 0 114 59
Paraguai 2022 Assunção Fase Principal 5 5 0 0 176 73
Total 5/6 4 títulos 22 20 1 1 748 345

Outros Torneios

Elenco atual

Convocadas para integrar a seleção brasileira de handebol feminino para o Campeonato Mundial de Handebol Feminino de 2025[4]

Treinador: Cristiano Rocha

No. Pos. Jogador Idade Jogos Gols Clube
1 GR Gabriela Moreschi 8 de julho de 1994 (31 anos) 98 0 Roménia CSM București
2 Bruna de Paula 26 de setembro de 1996 (29 anos) 119 403 Hungria Győri ETO KC
3 Alexandra do Nascimento 16 de setembro de 1981 (44 anos) 205 789 Itália Handball Erice
6 Mariane Fernándes 4 de janeiro de 1996 (30 anos) 71 180 Polónia Zagłębie Lubin
10 Jéssica Quintino 17 de abril de 1991 (34 anos) 164 455 Roménia Minaur Baia Mare
19 Milena Menezes 1 de outubro de 2000 (25 anos) 17 23 Hungria Szombathelyi KKA
20 Larissa Araújo 1 de julho de 1992 (33 anos) 114 245 Roménia CSM Corona Brașov
23 Giulia Guarieiro 24 de julho de 1995 (30 anos) 69 110 Alemanha Thüringer HC
28 Micaela Rodrigues 8 de fevereiro de 2003 (22 anos) 15 34 Espanha BM Bera Bera
30 Gabriela Bitolo 1 de abril de 1999 (26 anos) 39 68 Alemanha TuS Metzingen
33 Sabryne Santos 3 de fevereiro de 2001 (24 anos) 14 4 Portugal AA S. Pedro do Sul
35 Maria Grasielly Brasil 12 de março de 2001 (24 anos) 13 19 Espanha CD Beti Onak
36 Marcela Arounian 7 de janeiro de 2000 (26 anos) 54 86 França Saint-Amand Handball
38 Jamily do Nascimento 8 de janeiro de 1998 (28 anos) 19 42 Brasil Clube Português do Recife
42 Jhennifer Lopes 28 de julho de 2000 (25 anos) 49 26 França Saint-Amand Handball
49 Patrícia Matieli 8 de novembro de 1988 (37 anos) 119 185 Polónia Zagłębie Lubin
77 Kelly Rosa 25 de janeiro de 2004 (21 anos) 33 72 Hungria Dunaújvárosi Kohász KA
87 GR Renata Arruda 18 de fevereiro de 1999 (26 anos) 77 7 Roménia Gloria Bistrița-Năsăud

Referências

  1. IHF. «International Handball Federation - Ranking Table» (em inglês). Consultado em 29 de outubro de 2017 
  2. «É campeão! Brasil vence a Sérvia e conquista seu primeiro título mundial». Consultado em 22 de dezembro de 2013 
  3. «Há 10 anos, Brasil vencia o Mundial de handebol». Consultado em 22 de dezembro de 2023 
  4. «Seleção brasileira de handebol é convocada para Mundial Feminino». Agência Brasil. 6 de novembro de 2025. Consultado em 11 de novembro de 2025 

Ver também

Ligações externas