Nação

Aliados — Rumo à Vitória (1916), cartão postal mostrando as nações Aliadas na Primeira Guerra Mundial, cada um segurando a sua bandeira nacional.

Nação (do latim natio, de natus [nascido]) é um tipo de organização social em que uma identidade coletiva, denominada identidade nacional, emerge a partir da combinação de características compartilhadas por uma determinada população, como língua, história, etnia, cultura, território ou religião. Algumas nações são construídas em torno da etnia (ver nacionalismo étnico) enquanto outras são fundamentadas em constituições políticas (ver nacionalismo cívico).[1]

Uma nação é, em geral, mais abertamente política do que um grupo étnico.[2] Benedict Anderson define uma nação como "uma comunidade política imaginada […] imaginada porque mesmo os membros da menor das nações nunca conhecerão a maioria de seus companheiros, nunca os encontrarão ou sequer ouvirão falar deles, mas, na mente de cada um, vive a imagem da comunhão entre eles".[3] Já Anthony D. Smith define as nações como comunidades cultural-políticas que se tornaram conscientes de sua autonomia, unidade e interesses particulares. Assim, nação pode ser sinônimo de Estado ou país. De fato, segundo Thomas Hylland Eriksen, o que distingue as nações de outras formas de identidade coletiva, como a etnicidade, é justamente essa relação com o Estado.[4]

O consenso entre os estudiosos é que as nações são construções sociais, historicamente determinadas e organizacionalmente flexíveis, um fenômeno típico da modernidade. Ao longo do tempo, as pessoas sempre tiveram apego a seus grupos de parentesco e tradições, às autoridades territoriais e à sua terra natal, mas o nacionalismo – a crença de que Estado e nação devem constituir uma só unidade (Estado-nação) – não foi uma ideologia proeminente até o final do século XVIII.[5]

História

O consenso entre os estudiosos do nacionalismo é que as nações são um fenômeno recente.[6] No entanto, alguns historiadores argumentam que sua existência pode remontar até o período medieval ou até a Antiguidade, segundo uma minoria.

O padre e historiador Adrian Hastings, por exemplo, justificou que as nações e o nacionalismo são predominantemente fenômenos cristãos, sendo os judeus a única exceção. Ele entendia esse grupo como a “verdadeira proto-nação”, que forneceu o modelo original de nação por meio do antigo Israel na Bíblia Hebraica. Segundo ele, mesmo tendo perdido sua soberania política, os judeus mantiveram uma identidade nacional coesa ao longo de dois milênios, o que culminou no surgimento do sionismo.[7]

A historiadora britânica Susan Reynolds argumenta que muitos reinos medievais europeus eram nações no sentido moderno, exceto pelo fato de que a participação política no nacionalismo estava disponível apenas para uma classe próspera e letrada limitada.[8] Já Hastings afirma que os reis anglo-saxões da Inglaterra conseguiram mobilizar um nacionalismo de massa em sua luta para repelir as expansões vikings. Ele explica que Alfredo, o Grande, em particular, recorreu à linguagem bíblica em seu código legal, e que durante seu reinado alguns livros da Bíblia foram traduzidos para o inglês antigo a fim de inspirar os ingleses a lutar contra os nórdicos. Hastings defende um forte renascimento do nacionalismo inglês (após um hiato com a conquista normanda), que teria começado com a tradução completa da Bíblia para o inglês pelo círculo de Wycliffe na década de 1380, sugerindo que a frequência e consistência no uso da palavra “nação” a partir do início do século XIV indicam fortemente que o nacionalismo inglês e a nação inglesa têm sido contínuos desde então.[7]

O sociólogo estadunidense Paul Lawrence, por sua vez, critica a leitura que Hastings faz da História Eclesiástica do Povo Inglês, de Beda, como evidência de uma identidade nacional inglesa precoce. Ele observa que aqueles que escreviam as chamadas “histórias nacionais” talvez estivessem “trabalhando com uma noção de ‘nação’ bastante diferente da dos que escrevem história no período moderno”. Lawrence segue argumentando que tais documentos não demonstram como as pessoas comuns se identificavam, apontando que, embora sirvam como textos nos quais uma elite se define, “sua relevância em relação ao que a maioria pensava e sentia provavelmente foi mínima”.[9]

O historiador greco-americano Anthony Kaldellis nos seus estudos sobre a Antiguidade tardia, defende que o Império Bizantino foi a transformação do Império Romano em um Estado-nação.[10] O historiador israelense Azar Gat, por sua vez, argumenta que China, Coreia e Japão já eram nações na época da Idade Média europeia.[11]

Ciências sociais

Há três perspectivas notáveis sobre como as nações se desenvolveram. O primordialismo (ou perenialismo), que reflete concepções populares de nacionalismo mas perdeu força entre os acadêmicos,[12] propõe que sempre existiram nações e que o nacionalismo é um fenômeno natural. O etnossimbolismo explica o nacionalismo como um fenômeno dinâmico e em constante evolução, destacando a importância de símbolos, mitos e tradições no desenvolvimento das nações e do nacionalismo. Ateoria da modernização, que substituiu o primordialismo como principal explicação do nacionalismo,[13] adota uma abordagem construtivista e propõe que o nacionalismo surgiu devido a processos de modernização, como a industrialização, a urbanização e a educação em massa, que tornaram possível a consciência nacional.[14][15]

Os defensores da teoria da modernização descrevem as nações como "comunidades imaginadas", um termo cunhado por Benedict Anderson.[16] Uma nação é uma comunidade imaginada no sentido de que existem condições materiais para imaginar conexões amplas e compartilhadas, e que ela é objetivamente impessoal, mesmo que cada indivíduo na nação se sinta subjetivamente parte de uma unidade encarnada com os outros. Na maioria das vezes, os membros de uma nação permanecem estranhos entre si e provavelmente nunca se encontrarão.[17] O nacionalismo é, portanto, visto como uma "tradição inventada", na qual um sentimento compartilhado fornece uma forma de identidade coletiva e une os indivíduos em solidariedade política. A "história" fundacional de uma nação pode ser construída em torno de uma combinação de atributos étnicos, valores e princípios, e pode estar intimamente ligada a narrativas de pertencimento.[14][3][18]

Acadêmicos dos séculos XIX e início do XX apresentaram críticas construtivistas às teorias primordialistas sobre as nações.[19] Uma palestra influente de Ernest Renan, intitulada “O que é uma nação?”, argumenta que uma nação é "um plebiscito diário", e que as nações se baseiam tanto no que os povos esquecem em conjunto quanto no que lembram. Carl Darling Buck argumentou, em um estudo de 1916, que "a nacionalidade é essencialmente subjetiva, um sentimento ativo de unidade, dentro de um grupo relativamente extenso, um sentimento baseado em fatores reais, porém diversos — políticos, geográficos, físicos e sociais —, dos quais qualquer um ou todos podem estar presentes neste ou naquele caso, mas nenhum dos quais precisa estar presente em todos os casos."[19]

“A liberdade guiando o povo”, de Eugène Delacroix (1830)

No final do século XX, muitos cientistas sociais argumentaram que havia dois tipos de nação: a nação cívica, da qual a sociedade republicana francesa era o principal exemplo, e a nação étnica, exemplificada pelos povos germânicos. A tradição alemã foi concebida como tendo origem nos filósofos do início do século XIX, como Johann Gottlieb Fichte, e referia-se a um povo que compartilha uma língua, religião, cultura, história e origens étnicas comuns, que os diferenciam de outros povos.[20] Por outro lado, a nação cívica foi associada à Revolução Francesa e às ideias oriundas dos filósofos franceses do século XVIII. Era entendida como centrada na vontade de "viver juntos", produzindo uma nação que resulta de um ato de afirmação, tal qual postulava Ernest Renan.[21]

Movimentos pela autodeterminação versus terrorismo

Muitas vezes, o nacionalismo (como sentimento comum de uma comunidade humana) entra em conflito com os estados formados institucionalmente, o que leva a lutas políticas, guerrilhas, terrorismo (consoante o ponto de vista: por exemplo, vários países - não obstante a dura repressão do governo indonésio - consideravam a guerrilha timorense como terrorismo, o que em Portugal - e agora que Timor-Leste se definiu como estado - não era de forma alguma aceito, tendo em conta o apoio institucional dado a este movimento de libertação nacional). Isso verifica-se em várias comunidades, sendo algumas delas os curdos e os bascos.

Uma manifestação diferente do nacionalismo é o irredentismo, que é a aspiração de um povo a completar a própria unidade territorial nacional, anexando terras sujeitas ao domínio estrangeiro ("terras irredentas").

O futuro das nações

Existe um debate contínuo sobre o futuro das nações — se esse modelo de divisão étnico-político continuará existindo tal como é hoje e se há alternativas viáveis ou em desenvolvimento.[22]

Muçulmanos a realizar o salá.

A teoria do choque de civilizações contrasta diretamente com teorias cosmopolitas, que defendem um mundo cada vez mais conectado e que já não necessitaria mais dos Estados-nação. Segundo o cientista político Samuel P. Huntington, as identidades culturais e religiosas das pessoas seriam a principal fonte de conflito no mundo pós-Guerra Fria. Assim, sucede-se a pulverização dos conflitos armados: não há mais guerras mundiais, mas guerras civis e de motivação político-religiosa em diversos países do mundo.

A teoria foi formulada inicialmente em uma palestra de 1992 no American Enterprise Institute, e depois desenvolvida em um artigo publicado em 1993 na revista Foreign Affairs, intitulado "O Choque de Civilizações?",[23] como resposta ao livro de Francis Fukuyama, O Fim da História e o Último Homem, de 1992.[24] Huntington mais tarde expandiu sua tese no livro O Choque de Civilizações e a Recomposição da Ordem Mundial, publicado em 1996.

De acordo com Fukuyama, a democracia liberal seria o “ponto final da evolução ideológica da humanidade”, sendo assim, essa “forma final de governo humano” constituiria “o fim da história”.[24] Esse último conceito, elaborado sobre termos hegelianos, não se refere ao fim dos grandes acontecimentos - como a queda do muro de Berlim e o massacre da Praça da Paz Celestial -, mas sim com o entendimento de história como esse processo único e evolutivo considerando todos os povos e todos os tempos. O autor, comemora o enfraquecimento das ditaduras ao redor do mundo, mas confere esse êxito e tantos outros da humanidade ao legado de uma revolução liberal no pensamento econômico.

A crítica à teoria do filósofo nipo-estadunidense reside justamente no fato de atribuir o maior grau de evolução humana à democracia liberal. O autor indica que esse modelo econômico conectaria os mercados globais, algo que não se concretizou tendo em vista a competição entre as grandes potências capitalistas e os conflitos bélicos ainda presentes na atualidade.

Huntington acreditava que, embora a era das ideologias tivesse chegado ao fim, o mundo havia apenas retornado a um estado “normal” de coisas, caracterizado por conflitos culturais. Em sua tese, ele argumentava que o eixo principal dos conflitos futuros estaria nas linhas culturais e religiosas. O pós-nacionalismo é o processo ou tendência pela qual os Estados-nação e as identidades nacionais perdem importância diante de entidadessupranacionais e globais. Vários fatores contribuem para essa tendência identificada por Huntington, incluindo: a globalização econômica, o aumento da importância de corporações multinacionais, a internacionalização dos mercados financeiros, a transferência de poder sociopolítico de autoridades nacionais para entidades supranacionais como as corporações multinacionais, a Organização das Nações Unidas e a União Europeia, e o surgimento de novas tecnologias da informação e da cultura, como a Internet. No entanto, o apego à cidadania e às identidades nacionais frequentemente continua sendo significativo.[25][26][27]

Jan Zielonka, da Universidade de Oxford, afirma que “a futura estrutura e exercício do poder político se parecerão mais com o modelo medieval do que com o modelo westfaliano”, sendo este último caracterizado pela “concentração de poder, soberania e identidade bem definida”, enquanto o neomedievalismo implicaria “autoridades sobrepostas, soberania dividida, múltiplas identidades e instituições de governança, e fronteiras difusas”.[22]

Ver também

Referências

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Bibliografia

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Ligações externas