MPB

MPB
Milton Nascimento, 1969. Arquivo Nacional.
Origens estilísticas
Contexto culturalMeados da década de 1960, Rio de Janeiro, Brasil[1]
Instrumentos típicos

A MPB, sigla derivada da expressão Música Popular Brasileira, é um gênero musical surgido no Brasil em meados da década de 1960.[1] A MPB surgiu a partir de 1966 na cidade do Rio de Janeiro com a segunda geração da bossa nova, mas com uma forte influência do folclore brasileiro que já vinha desde 1932.[2] Na prática, a sigla MPB anunciou uma fusão de dois movimentos musicais até então divergentes, a bossa nova e o engajamento folclórico dos Centros Populares de Cultura da União Nacional dos Estudantes. Os primeiros defendendo a sofisticação musical e os segundos, a fidelidade à música de raiz brasileira. Seus propósitos se misturaram e, com o golpe de 1964, os dois movimentos se tornaram uma frente ampla cultural contra o regime militar, adotando a sigla MPB na sua bandeira de luta.

A Jovem Guarda e a Tropicália são movimentos musicais que fazem parte da MPB, mas a Tropicália se identificou mais com a MPB do que a Jovem Guarda devido as misturas de ritmos nacionais com as internacionais.

A MPB começou com um perfil marcadamente nacionalista, mas foi mudando e incorporando elementos de procedências várias, até pela pouca resistência, por parte dos músicos, em misturar gêneros musicais. Esta diversidade é até saudada como uma das marcas deste gênero musical. Pela própria hibridez, é difícil defini-la.[3]

O nome MPB pode, em determinados momentos, criar confusão por aparentemente se referir a qualquer música popular do Brasil, porém é importante diferenciar MPB - o estilo musical - de outros, como o samba, o choro, a bossa nova etc. Apesar de todos terem ligações, não são a mesma coisa.[4] Assim como a bossa nova, a MPB foi uma iniciativa de produzir uma música brasileira "nacional" a partir de estilos tradicionais. A MPB teve um impacto considerável na década de 1960, em grande parte graças a vários festivais de música na televisão.

Cartola em 1970
Cartola em 1970

Definição

Música Popular Brasileira (MPB) é um termo guarda-chuva para um conjunto diversificado de práticas musicais urbanas que ganharam forma a partir do final da segunda geração da bossa nova e se consolidaram sobretudo na década de 1960.[5][6][7] A expressão passou a designar tanto um campo estético quanto uma categoria comercial e midiática aplicada a artistas e repertórios que rearticulavam tradições brasileiras com linguagens modernas.[6][7] O rótulo "MPB" não identifica um estilo sonoro único e coerente, mas uma categoria ampla e híbrida; reúne intérpretes, compositores e arranjadores com estéticas distintas, e costuma ser usado simultaneamente como etiqueta de mercado, categoria crítica e identificador cultural.[6]

Características

Propriedades musicais

Musicalmente, as obras e artistas agrupados sob o rótulo MPB costumam articular influências do samba (e suas variações), da bossa nova, de ritmos regionais como o baião, e de elementos emprestados do jazz, do rock e da canção popular internacional – sempre recontextualizados em arranjos, poéticas e práticas de gravação voltadas ao público urbano brasileiro – o que torna a definição musical do termo mais descritiva do que prescritiva.[7][6][8]

Luiz Gonzaga, popularmente conhecido como Rei do baião, em 1988
Luiz Gonzaga, popularmente conhecido como Rei do baião, em 1988

No plano instrumental, a MPB privilegia o violão como elemento central de acompanhamento em muitas formas, mas também incorpora teclado, piano, baixo, seções de percussão (pandeiro, surdo, tamborim) e, em distintos arranjos, sopros e cordas.[9][10] A variação instrumental acompanha o recorte estético do intérprete ou do arranjo — com composições acústicas de voz e violão a produções mais orquestrada ou eletrônicas — conferindo amplitude tímbrica ao campo.[11][12][10]

Harmonias mais sofisticadas e progressões cromáticas — associadas à influência do jazz trazida pela bossa nova — convivem com formas harmônicas mais próximas do samba e da canção popular.[13] Os arranjos na MPB costumam privilegiar o suporte à voz-solista e a clareza da letra, mas variam de acompanhamentos economicamente reduzidos a orquestrações complexas nos registros de estúdio e televisão.[14][15] Embora o samba carioca e a bossa nova sejam matrizes importantes, a MPB incorpora ritmos regionais e práticas rítmicas do Nordeste, Sul e Centro-Oeste, conforme a trajetória dos artistas e o projeto estético de cada obra.[16] Desde o Tropicalismo e outras correntes de final dos anos 1960 até as reconfigurações contemporâneas, a MPB dialogou com recursos de estúdio, eletrificação e fusões com pop, rock e música eletrônica, produzindo subcorrentes que alteraram timbre, forma e processo composicional.[16][17]

Letras, temas e poética

As letras da MPB abrangem temas como amor e saudade, descrições da vida urbana, reflexões sobre identidade e memória, bem como comentários de natureza social e política.[18][19] Muitas composições articulam linguagem coloquial com recursos poéticos – imagens, metáforas e jogos de linguagem – mantendo, em grande parte, a inteligibilidade do verso; criando uma tensão entre expressividade lírica e clareza comunicativa.[18][19]

Nas décadas de 1960 e 1970, durante a ditadura militar brasileira, várias canções da MPB circularam como instrumentos de intervenção pública e de posicionamento político; essa circulação esteve associada a processos de negociação com instâncias de poder e a episódios de censura pós AI-5.[18][19] Diversos trabalhos adotam procedimentos formais e retóricos experimentais — estudos sobre o Tropicalismo documentam o uso de ironia, pastiche e estratégias de choque como recursos poéticos nesse segmento.[20]

A forma canção (estrofes, refrão, pontes) permanece uma estrutura recorrente na MPB, mas existe grande variedade de tratativas temáticas e poéticas que decorrem das diferentes escolhas de autoria, arranjo e contexto de circulação.[18]

História

Tom Jobim e Chico Buarque, 1968. Arquivo Nacional.

Início e precedentes (século XIX a 1965)

O choro, a modinha e as primeiras formas do samba consolidaram-se nas cidades brasileiras entre o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX, formando matrizes musicais que viriam a alimentar a música popular urbana do país.[21][22][23] O termo "música popular brasileira" já era utilizado no início do século XX, mas ainda não se referia a um movimento ou grupo específico de artistas.[2][24] No ano de 1945, o livro Música Popular Brasileira, de Oneyda Alvarenga, relaciona o termo a manifestações populares, como o bumba-meu-boi.[25] Somente duas décadas depois ganharia também a sigla MPB e a concepção que se tem do termo.[26]

A profissionalização de músicos, o crescimento das gravadoras e a expansão do rádio nas décadas de 1920-1930 criaram circuitos de produção e difusão que transformaram práticas locais em produtos com circulação nacional.[27][28] Na chamada "era do rádio" (aprox. 1930-1950) cresceram programas de auditório, orquestras e intérpretes fixos que estabeleceram repertórios populares e formatos de apresentação que influenciaram a indústria fonográfica posterior.[28][29]

A partir de cerca de 1958 surgiu a bossa nova, movimento musical urbano do Rio de Janeiro, se baseando na harmonia e o fraseado do samba; que consolidou nomes como João Gilberto, Tom Jobim e Vinícius de Moraes.[17][30] A circulação internacional da bossa nova projetou a música brasileira no exterior e contribuiu para que, no Brasil, surgissem termos e categorias críticas que dariam origem ao rótulo "MPB".[31][32] A MPB surgiu exatamente em um momento de declínio da bossa nova.[32]

João Gilberto, um dos maiores nomes da bossa nova e da MPB
João Gilberto, um dos maiores nomes da bossa nova e da MPB

Os festivais televisivos de canção na segunda metade da década de 1960 (concursos promovidos por emissoras como TV Excelsior e as primeiras edições do Festival Internacional da Canção) funcionaram como vitrines nacionais para intérpretes e compositores e foram decisivos para a popularização de repertórios autorais.[33] Esse mesmo período marcou intensas polêmicas estéticas, como a chamada "passeata contra a guitarra elétrica", que refletiam disputas sobre identidade musical e modernização dentro da MPB nascente.[34]

Posterior

Inicialmente, o estilo que seria conhecido como MPB era denominado como Música Popular Moderna (MPM), terminologia utilizada pela primeira vez em 1965, para identificar canções que já se diferenciavam da bossa nova, que não eram samba, nem moda ou marchinha, mas que aproveitavam simultaneamente a suavidade do repertório da bossa nova, o carisma das tradições regionais e o cosmopolitismo de canções norte-americanas, que se tornaram conhecidas do público brasileiro por meio do cinema.

Um dos primeiros exemplos de canção rotulada como MPM foi “Arrastão”, de Edu Lobo e Vinícius de Moraes, que em 1965, interpretada por Elis Regina, venceu o 1º Festival de Música Popular da TV Excelsior. Em 1966, o samba "Pedro Pedreiro", de Chico Buarque, também foi classificado como MPM, pois não era bossa nova, nem jovem guarda e nem música de protesto.

Elis Regina, amplamente considerada uma das maiores vozes da MPB
Elis Regina, amplamente considerada uma das maiores vozes da MPB

Também em 1966, um conjunto vocal de Niterói, até então conhecido como "Quarteto do CPC" (sigla do Centro Popular de Cultura), adotou o nome "MPB 4". Na virada da década de 1960 para a de 1970, deixou-se de adotar a sigla MPM que foi substituída pela sigla MPB.[35]

Os artistas e o público da MPB foram em grande parte ligados aos estudantes e intelectuais, fazendo com que mais tarde a MPB fosse conhecida como "a música da universidade".[36][37]

O início da MPB é frequentemente associado à interpretação feita por Elis Regina da canção Arrastão, de Vinicius de Moraes e Edu Lobo. Em 1965, um mês depois de celebrar seu 20 º aniversário, Elis apareceu no nacional transmissão do Festival de Música Popular Brasileira e cantou a música, que foi lançada como single, e se tornou o single mais vendido na história da música brasileira naquela época, levando a cantora ao estrelato. Arrastão foi defendida, em 1965, por Elis no I Festival de Música Popular Brasileira (TV Excelsior, Guarujá-SP). A partir dali, difundiram-se artistas novatos, filhos da bossa nova, como Geraldo Vandré, Taiguara, Edu Lobo e Chico Buarque, que apareciam com frequência em festivais de música popular. Bem-sucedidos como artistas, eles tinham pouco ou quase nada de bossa nova. Vencedoras do II Festival de Música Popular Brasileira, (São Paulo em 1966), Disparada, de Geraldo, e A Banda, de Chico, podem ser consideradas marcos desta ruptura e mutação da bossa para MPB.

Gilberto Gil cantando no início dos anos 2000
Gilberto Gil cantando no início dos anos 2000

O mais antigo elemento emprestado da bossa nova à MPB é a crítica velada à injustiça social e à repressão governamental, muitas vezes baseada em uma oposição de cunho progressista à cultura política caracterizada pela ditadura militar, a concentração da propriedade da terra e pelo imperialismo. A variação dentro de MPB foi o movimento artístico de curta duração, mas influente, conhecida como Tropicália, orquestrado por alguns dos maiores nomes da música popular brasileira, tais como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Rogério Duprat, Nara Leão, Tom Zé, Torquato Neto e Os Mutantes.

Caetano Veloso cantando Alegria, Alegria, hino tropicalista, no
Caetano Veloso cantando Alegria, Alegria, hino tropicalista, no terceiro Festival de Música Popular Brasileira
Rita Lee cantando em São Paulo em 2010
Rita Lee cantando em São Paulo em 2010. A cantora é conhecida como rainha (ou mãe) do rock brasileiro
Gal Costa
Gal Costa

Depois, a MPB passou a abranger outras misturas de ritmos como a do rock, soul, funk e o samba (dando origem aos estilos conhecidos como samba-rock e samba funk), além da música pop, tendo como artistas famosos Gilberto Gil, Jorge Ben Jor, Tim Maia, Maria Bethânia, Hyldon, Gal Costa, Milton Nascimento, Chico Buarque e outros. No começo da década de 70, Ney Matogrosso surgiu, primeiro no grupo Secos e Molhados e depois em carreira solo, misturando os mais diversos ritmos.

Ney Matogrosso nos anos 70
Ney Matogrosso nos anos 70

Durante a década de 1970, ocorreu o que estudiosos chamaram (preconceituosamente) de "invasão nordestina na MPB" , com a emergência de artistas do Nordeste que integraram ritmos regionais à música popular, diversificando o repertório nacional. Entre os nomes estão Belchior, Zé Ramalho, Alceu Valença, Fagner, Amelinha, Elba Ramalho, Geraldo Azevedo, Ednardo, e Ave Sangria, cujas carreiras começaram a impactar o cenário musical brasileiro na transição dos anos 1970 para os 1980. Esses artistas ajudaram a consolidar uma identidade nordestina dentro da MPB, unindo elementos de baião, forró e música regional ao cancioneiro popular urbano. [38][39]

Da esquerda para a direita: Belchior, Fagner e Ednardo
Da esquerda para a direita: Belchior, Fagner e Ednardo
Da esquerda para a direita: Alceu Valença, Zé Ramalho, Elba Ramalho e Geraldo Azevedo
Da esquerda para a direita: Alceu Valença, Zé Ramalho, Elba Ramalho e Geraldo Azevedo

Nos anos 1980 até os anos 1990 e começo dos anos 2000 (com menos força), o rock nacional, (influenciado por) e já popular devido a Jovem Guarda com artistas como Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléa, bandas como Os Mutantes e Secos e Molhados e cantores como Raul Seixas e Rita Lee, emergiu como uma das manifestações populares de maior impacto, absorvendo tanto influências do rock internacional quanto elementos brasileiros e urbanos e com o passar do tempo, misturaram rock com elementos de reggae, rap e pop. Bandas como Legião Urbana, Titãs, Paralamas do Sucesso, Ira!, Blitz, Azul 29, Ultraje a Rigor, RPM, Camisa de Vênus, João Penca e Seus Miquinhos Amestrados, Nenhum de Nós, Plebe Rude, Capital Inicial, Inocentes, Cólera, 14 Bis, Violeta de Outono, O Surto, Hanoi Hanoi, Sepultura, Angra, Vímana, Karnak, O Rappa, Ratos de Porão, Zero, Barão Vermelho, Biquini Cavadão, Gang 90 e As Absurdettes, Roupa Nova, Charlie Brown Jr, Dazaranha, Scalene, Dead Fish, Skank, Os Replicantes, Joelho de Porco, Velhas Virgens, Matanza, O Teatro Mágico, Made in Brazil, Los Hermanos, Cachorro Grande, Planet Hemp, Engenheiros do Hawaii, Mamonas Assassinas, Raimundos, Pato Fu, Fellini, Pavilhão 9 e Kid Abelha e artistas solos como Cazuza, Renato Russo, Frejat, Supla, Júpiter Maçã, Marina Lima, Pitty, Eduardo Dusek e Lobão se tornaram símbolos dessa cena, que dominou rádios, televisão e festivais no país. [40][41][42][43]

Raul Seixas, amplamente conhecido como pai do rock brasileiro
Raul Seixas, amplamente conhecido como pai do rock brasileiro
Integrantes da banda Legião Urbana
Integrantes da banda Legião Urbana
Cazuza em 1987
Cazuza em 1987

No rap e hip-hop, grupos e artistas como Racionais MC's, MV Bill, RZO, Facção Central e Sabotage trouxeram narrativas urbanas e críticas sociais, consolidando o gênero como voz das periferias brasileiras e influenciando artistas nos anos 2010 como Criolo, Emicida e Rael. O reggae também encontrou espaço no Brasil, com figuras como Edson Gomes sendo consideradas referências do gênero no país, contribuindo para difundir o reggae com temáticas sociais e culturais dentro do repertório popular brasileiro. No rock e alternativo, bandas como Charlie Brown Jr., Los Hermanos, Skank, O Rappa e Planet Hemp misturaram rock com elementos de reggae, rap e pop, alcançando grande sucesso nacional. Movimentos paralelos e fusões deram origem a sonoridades híbridas que continuam influentes nas décadas seguinte, como o sucesso da roqueira Pitty no começo dos anos 2000.[44][45]

Racionais MC's
Racionais MC's
Pitty em 2007
Pitty em 2007

No fim da década de 1990 a mistura da música latina influenciada pelo reggae e o samba, dando origem a um gênero conhecido como samba reggae, além de outras fusões como o axé music e o Manguebeat, originaram ou influenciaram artistas de múltiplos estilos diferentes, como Chico Science, Nação Zumbi, Mundo Livre S/A, Daniela Mercury, Olodum e Luiz Caldas

A partir dos anos 2000 e 2010, a MPB incorporou fortemente influências do pop, folk, lo-fi e indie, com o surgimento e consolidação de artistas jovens que misturam elementos tradicionais da música brasileira com estéticas contemporâneas. Entre eles destacam-se: Tiago Iorc, Anavitória, Rubel, Melim, Ana Frango Elétrico, Mallu Magalhães, Lagum, Vitor Kley, Maria Gadú, Duda Beat, Boogarins e Glue Trip, que reforçam a diversidade e renovação estilística da música popular brasileira. Essa geração tem sido associada a um renascimento da MPB tradicional, agora atravessada por elementos do pop, indie, folk e ritmos regionais, refletindo uma música brasileira que dialoga com o mercado global ao mesmo tempo em que mantém suas raízes nacionais.[46][47][48][49][50][51][52]

Anavitória, dupla de grande influência no movimento folk/pop da MPB
Anavitória, dupla de grande influência no movimento folk/pop brasileiro, em 2017
Rubel, amplamente reconhecido como grande letrista do movimento pop/folk da MPB
Rubel, amplamente reconhecido como grande letrista do movimento pop/folk contemporâneo
Tiago Iorc em 2017
Tiago Iorc em 2017

Muitos dos álbuns na lista dos 100 melhores álbuns brasileiros da Rolling Stone Brasil se enquadram na categoria MPB.[53]

Ver também

  • Festival de Música Popular Brasileira
  • Nueva Canción Latinoamericana

Referências

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Bibliografia

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