Leopoldo Galtieri
Leopoldo Galtieri | |
|---|---|
![]() Retrato oficial de Leopoldo Galtieri em 1981 | |
| 41.º Presidente da Argentina | |
| Período | 22 de dezembro de 1981 a a 18 de junho de 1982 |
| Antecessor(a) | Carlos Alberto Lacoste de facto |
| Sucessor(a) | Alfredo Oscar Saint-Jean de facto |
| Comandante em Chefe do Exército Argentino | |
| Período | 28 de dezembro de 1979 a a 18 de junho de 1982 |
| Antecessor(a) | Roberto Eduardo Viola |
| Sucessor(a) | Cristino Nicolaides |
| Dados pessoais | |
| Nascimento | 15 de julho de 1926 Castelar, Argentina |
| Morte | 12 de janeiro de 2003 (76 anos) Buenos Aires, Argentina |
| Alma mater | Colegio Militar de la Nación |
| Cônjuge | Lucía Noemí Gentili |
| Filhos(as) | 3 |
| Profissão | Militar |
| Assinatura | ![]() |
| Serviço militar | |
| Lealdade | |
| Serviço/ramo | Exército Argentino |
| Anos de serviço | 1944–1982 |
| Graduação | Tenente-general |
| Conflitos | Guerra das Malvinas |
Leopoldo Fortunato Galtieri Castelli (Castelar, 15 de julho de 1926 — Buenos Aires, 12 de janeiro de 2003) foi um general e presidente argentino. Foi presidente da Argentina de 22 de dezembro de 1981 a 18 de junho de 1982. Galtieri governou seu país como um ditador militar durante o período conhecido como Processo de Reorganização Nacional como líder da Terceira Junta com Jorge Anaya e Basilio Lami Dozo.[1]
Galtieri foi engenheiro de combate chefe do Exército Argentino e apoiou o Golpe de Estado de 1976 que lançaria ele a ser comandante em chefe do exército em 1980. Galtieri derrubou Roberto Viola e foi apontado Presidente em 1981, estabelecendo a Argentina como um forte aliado dos Estados Unidos no contexto da Guerra Fria. Seu governo foi pautado pelo conservadorismo, especialmente fiscal, implementando reformas econômicas e, no âmbito externo, aumentou o apoio do seu país para combater os Contras na Nicarágua. Galtieri e seu regime continuaram o reinado opressor da "Guerra Suja", encabeçada pelo esquadrão da morte conhecido como Batallón de Inteligencia 601, que respondia diretamente a ele. Seus homens cometiam assassinatos, sequestros, torturas e outros crimes, especialmente contra dissidentes políticos do regime.[2]
A popularidade de Galtieri como presidente declinou consideravelmente devido ao abuso de direitos civis, repressão política e, acima de tudo, a retração acentuada da economia da Argentina que estava causando uma crise fiscal gigantesca. Tentando recuperar seu prestígio, ele ordenou uma invasão militar às Ilhas Malvinas em abril de 1982, acreditando que a comunidade internacional não reagiria. Contudo, o Reino Unido reuniu uma força-tarefa militar e os argentinos acabaram sofrendo uma retumbante derrota na Guerra das Malvinas em junho. Quatro dias após esse fracasso, Galtieri acabou renunciando a presidência. Um ano depois, a democracia na Argentina foi formalmente restaurada e ele acabou sendo indiciado por má conduta militar em 1986. Galtieri foi perdoado pelo presidente Carlos Menem em 1989 e viveu na obscuridade até sua prisão por novas acusações pouco antes de sua morte em 2003.[3]
Biografia
Leopoldo Fortunato Galtieri nasceu em 15 de julho de 1926 em Caseros, província de Buenos Aires, filho do casal Francisco Rosario Galtieri e Nélida Victoria Castelli. os 13 anos, ingressou no Liceu Militar General San Martín, sendo membro da Promoção 2 desse instituto, onde foi colega de Albano Harguindeguy, Raúl Alfonsín e do escritor David Viñas. Em 1943, aos 17 anos, matriculou-se na Colégio Militar da Nação para estudar engenharia civil, e sua carreira militar inicial foi como oficial no ramo de engenharia do Exército Argentino. Além de subir na hierarquia militar, continuou seus estudos em engenharia até meados da década de 1950. Em 1949, formou-se na Escola das Américas do Exército dos Estados Unidos.[4] Em 1958, tornou-se professor de engenharia na Escola Superior de Guerra.[5]
Em 1949, casou-se com Lucía Noemí Gentili, nascida em Buenos Aires em 13 de dezembro de 1926, filha de Eolo Gentili e Sara Cecchi, e mãe de seus três filhos: Adriana Sara (n. 1952), Diana (n. 1954) e Carlos Francisco Pío (n. 1957).[6][7]
Carreira militar
Em 1969, ele foi um dos chefes da repressão no segundo “Rosariazo”, marchando com as forças do Exército desde Corrientes. A repressão causou dois mortos e 25 feridos.[8]
Em 1973, era comandante da IX Brigada, com sede em Comodoro Rivadavia. Com a mudança de comando em maio de 1973, foi nomeado chefe de Logística do Estado-Maior do Exército. Em dezembro de 1974, assumiu o cargo de segundo comandante do II Corpo, com sede em Rosário, onde estabeleceu laços com o general de divisão Roberto Eduardo Viola.[9]
Em 1975, após mais de 25 anos como engenheiro de combate, Galtieri tornou-se comandante do corpo de engenharia argentino. Ele foi um entusiasta apoiador do golpe de Estado de março de 1976 que derrubou a presidente Isabel Perón e deu início ao autodenominado Processo de Reorganização Nacional, o estabelecimento de um governo militar Argentina. Isso o ajudou a subir na hierarquia, tornando-se major-general em 1977 e comandante-chefe do exército em 1980, com o posto de tenente-general. Durante o governo da junta, o Congresso foi suspenso, sindicatos, partidos políticos e governos provinciais foram proibidos e, no que ficou conhecido como Guerra Suja, entre 9.000 e 30.000 pessoas consideradas subversivas de esquerda desapareceram da sociedade, com tortura e execuções em massa sendo comuns. A economia da Argentina estava em péssimas condições antes do golpe e se recuperou por um curto período. Um colapso econômico iminente foi uma das principais justificativas para a derrubada de Perón e do governo civil.
Em março de 1981, Galtieri visitou os Estados Unidos e foi calorosamente recebido, já que o governo Reagan via o regime como um baluarte contra o comunismo.[10][11] O conselheiro de segurança nacional Richard V. Allen o descreveu como um “general majestoso”. Adepto da doutrina das “fronteiras ideológicas” da era da Guerra Fria do exército argentino, Galtieri garantiu o apoio de seu país aos grupos rebeldes Contras que se opunham ao governo socialista sandinista na Nicarágua durante a Revolução Sandinista. Em agosto, ele enviou conselheiros para ajudar a organizar a Força Democrática Nicaraguense (FDN, por um tempo o principal grupo Contra), bem como para treinar líderes da FDN em bases argentinas.
Presidência (1981-1982)
Golpe Interno contra Viola

Em 21 de novembro de 1981, a junta militar declarou Roberto Eduardo Viola incapaz de exercer suas funções como presidente da Argentina devido a “problemas de saúde”. Viola era conhecido por ser um fumante compulsivo,[12] e entre as “razões de saúde” que a junta utilizou para forçá-lo a tirar licença médica estava uma suposta “insuficiência coronária e hipertensão”.[13] Em seu lugar, o ministro do Interior, Horacio Tomás Liendo, foi nomeado para o poder executivo. A intenção de Viola era reassumir o cargo no dia 23.
Embora Viola não tivesse interrompido as ações repressivas ou as operações contra a subversão em nenhum momento, na quinta-feira, 10 de dezembro, a junta militar emitiu um ultimato a Viola, instando-o a renunciar, com a decisão tomada de destituí-lo da presidência. No dia seguinte, a junta se reuniu com o ditador. Viola insistiu em não renunciar, então a junta informou que ele estava sendo destituído — Viola não renunciou. No mesmo dia, a junta anunciou a iminente posse do general Leopoldo Fortunato Galtieri na presidência. O vice-almirante Carlos Alberto Lacoste substituiu temporariamente o general Viola, até 22 de dezembro de 1981, quando Galtieri assumiu o cargo de presidente da Argentina, tornando-se o novo ditador de seu país.[14]
Políticas internas

O novo ditador tentou diferenciar-se do seu antecessor na Presidência, abstendo-se de residir na quinta presidencial de Olivos. Além disso, foi fotografado assinando a sua declaração de bens perante o escrivão José María Allende e o auditor geral das Forças Armadas Carlos H. Cerdá. Galtieri instituiu reformas políticas limitadas que permitiam a expressão de dissidência, e as manifestações contra a junta logo se tornaram comuns, assim como a agitação pelo retorno à democracia, também ordenou aos militares, na ativa e aposentados, que deixassem seus cargos nas empresas estatais para serem substituídos por civis.[15]
O descontentamento popular, canalizado através da junta multipartidária e das organizações sindicais, atingiu níveis extremos. Uma mobilização convocada no final de março por organizações políticas e sindicais sob o lema “Paz, Pão e Trabalho” foi reprimida violentamente, deixando um morto e dezenas de feridos.[15][16]
Política econômica
Galtieri nomeou o economista conservador e editor Roberto Alemann como ministro da Economia. Alemann herdou uma economia em profunda recessão, após as políticas econômicas de José Alfredo Martínez de Hoz no final da década de 1970. Alemann cortou gastos, começou a vender indústrias estatais (com pouco sucesso), adotou uma política monetária restritiva e ordenou o congelamento dos salários (em meio a uma inflação de 130%).[17]
A Circular 1050 do Banco Central, que vinculava as taxas hipotecárias ao valor do dólar americano localmente, foi mantida, no entanto, levando a um aprofundamento ainda maior da crise; o PIB caiu 5% e os investimentos empresariais 20% em relação aos níveis já enfraquecidos de 1981.[18]
Um dos aliados mais próximos de Galtieri, o chefe do Primeiro Corpo do Exército, general Guillermo Suárez Mason, foi nomeado presidente da Yacimientos Petrolíferos Fiscales (YPF), na época a empresa estatal de petróleo e a maior empresa de qualquer tipo na Argentina. O papel de Suárez Mason contribuiria para uma perda de US$ 6 bilhões para a empresa, a maior perda corporativa registrada no mundo até então.[19]
Política externa
Galtieri apoiou a Agência Central de Inteligência na sua luta contra os sandinistas na Nicarágua. O apoio da Argentina tornou-se a principal fonte de financiamento e treinamento para os Contras durante o mandato de Galtieri.[20]
Guerra das Malvinas

Em abril de 1982, Galtieri estava no cargo há quatro meses e sua popularidade era baixa.[21] Em 2 de abril, sob suas ordens, as forças argentinas invadiram as Ilhas Malvinas, um território do Reino Unido há muito reivindicado pela Argentina.
Inicialmente, a invasão foi bem recebida pela população argentina, e as manifestações contra a junta militar foram substituídas por manifestações patrióticas em apoio a Galtieri.
Galtieri e a maior parte de seu governo acreditavam erroneamente que o Reino Unido não responderia militarmente.[22]
O governo britânico, liderado pela primeira-ministra Margaret Thatcher, enviou uma força-tarefa naval para retomar as ilhas militarmente caso a Argentina se recusasse a cumprir uma resolução das Nações Unidas exigindo a retirada imediata da Argentina. A Argentina não cumpriu a resolução, o que resultou na rendição às forças britânicas em 14 de junho de 1982.
Derrota, destituição, julgamento e prisão
Em 14 de junho de 1982, a capital das Malvinas, Port Stanley, foi retomada pelas forças britânicas. O fato de um governo liderado por militares não ter conseguido conter a resposta militar britânica provocou uma crise sem precedentes dentro da Junta. Galtieri foi responsabilizado pela derrota e destituído do poder, passando os 18 meses seguintes em um refúgio rural bem protegido, enquanto a democracia era restaurada na Argentina. Junto com outros membros da antiga junta, ele foi preso no final de 1983 e acusado em um tribunal militar de violações dos direitos humanos durante a Guerra Suja e de má gestão da Guerra das Malvinas. A investigação interna do Exército Argentino, conhecida como relatório Rattenbach em homenagem ao general que a liderou, recomendou que os responsáveis pela má conduta na guerra fossem processados de acordo com o Código de Justiça Militar. Em 1986, ele foi condenado a doze anos de prisão.
Galtieri foi absolvido das acusações de violação dos direitos civis em dezembro de 1985, mas (juntamente com os comandantes-em-chefe da Força Aérea e da Marinha) em maio de 1986 foi considerado culpado de má gestão da guerra e condenado à prisão. Todos os três recorreram a um tribunal civil, e a acusação recorreu para obter penas mais pesadas. Em novembro de 1988, as sentenças originais foram confirmadas e os três comandantes foram destituídos de seus cargos. Em 1989 Carlos Saúl Menem, o então presidente da Argentina, por meio do Decreto nº 1005 de 6 de outubro de 1989, concedeu o perdão a Galtieri e outros ex-comandantes.[23][24]
Vida posterior
Galtieri foi fortemente culpado pela derrota da Argentina na Guerra das Malvinas. Após sua libertação da prisão, mudou-se para o subúrbio de Villa Devoto, em Buenos Aires, e viveu modestamente com sua esposa Lucía. Tornou-se recluso e recusou a maioria dos pedidos de entrevistas de jornalistas, embora em uma rara entrevista tenha afirmado que “não se arrependeu” de nada do que fez durante a Guerra Suja. Ele vivia com uma pensão do exército de 9.000 pesos por mês e tentou reivindicar uma pensão presidencial, mas um juiz negou o pedido. Em sua decisão, a juíza afirmou que sua presidência havia sido ilegal, pois ele nunca havia sido eleito, e também ordenou que ele pagasse as custas judiciais. Em maio de 2002, ele foi convidado para o desfile militar do Exército Argentino para as comemorações do Dia do Exército Argentino (Día del Ejército Argentino): a presença do ex-“presidente de facto” causou uma enorme controvérsia na opinião pública depois que ele foi confrontado e questionado pelo jornalista Martín Ciccioli no programa de televisão Kaos en la Ciudad.
Em julho de 2002, novas acusações civis foram apresentadas relativas ao sequestro de crianças e ao desaparecimento de 18 simpatizantes de esquerda no final da década de 1970 (enquanto Galtieri era comandante do Segundo Corpo do Exército), e ao desaparecimento ou morte de três cidadãos espanhóis na mesma época. Galtieri enfrentou um processo judicial com outros 28 funcionários, mas devido à sua saúde debilitada, foi autorizado a permanecer em casa.[25][26]
Morte
Galtieri foi submetido a uma cirurgia para tratar um câncer no pâncreas em 16 de agosto de 2002, em um hospital em Buenos Aires. Ele faleceu no local devido a um ataque cardíaco em 12 de janeiro de 2003, aos 76 anos.[27][28] Seu corpo está enterrado em um pequeno mausoléu no Cemitério La Chacarita.[29]
Referências
- ↑ Dark Years: "Murió Galtieri, el general que llevó al país a la guerra". Página acessada em 24 de março de 2023.
- ↑ Evans, Michael. «Argentina: Secret U.S. Documents Declassified on Dirty War Atrocities». www.gwu.edu
- ↑ "Morre Leopoldo Galtieri, ex-ditador argentino". Página acessada em 24 de março de 2023.
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- ↑ «Former Argentine dictator Galtieri dies» (em inglês). 12 de janeiro de 2003. Consultado em 30 de agosto de 2025
- ↑ «Página/12 :: El país :: Murió el amigo del whisky y la tortura». www.pagina12.com.ar (em espanhol). Consultado em 30 de agosto de 2025
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