Ilha do Cabo Bretão

Ilha do Cabo Bretão

Mapa da Ilha do Cabo Bretão
Coordenadas: 46° 10' N 60° 45' O
Geografia física
País Canadá
Localização Oceano Atlântico
Ponto culminante 535 m
Área 10,311  km²
Geografia humana
População 135 974[1]
Densidade 13,1 hab./km²

A Ilha do Cabo Bretão[2] (île du Cap-Breton, anteriorments île Royale; Ceap Breatainn ou Eilean Cheap Bhreatainn; Unama'ki)[3] (em inglês: Cape Breton Island) é uma ilha de forma muito irregular, que faz parte da província canadiana da Nova Escócia. Tem 10 311 km² de área, e cerca de 135 974 habitantes. Notável por ser, juntamente com a Patagónia, a ter uma minoria considerável de falantes duma língua gaélica fora da Europa.da Confederação Wabanaki. O distrito alberga a sede do Grande Conselho (Grande Conselho (Mi'kmaq) | Sante' Mawio'mi) em Chapel Island (Canadá) | Mniku, que ainda funciona como capital da nação na Reserva Potlotek First Nation.[4] Apesar dos esforços coloniais de substituição com nomes Coloniais⁹.

Toponímia

A Ilha do Cabo Bretão recebe o seu nome do seu ponto mais oriental, o Cabo Bretão.[5] Isto pode foram nomeados em homenagem ao porto de pesca de Capbreton, na Gasconha, mas provavelmente derivam o seu nome dos bretões do noroeste da França. Um mapa-mundo português de 1516-20 inclui a inscrição "terra q(ue) foy descuberta por Bertomes" nas proximidades do Golfo de São Lourenço, que significa "terra descoberta pelos Bretões". O nome "Cape Breton" aparece pela primeira vez num mapa de 1516, como "C(abo) dos Bretons", e tornou-se o nome genérico tanto para a ilha como para o cabo, no final do século XVI.

O nome indígena Mi'kmawi'simk para a ilha é Unama'ki, que pode ser traduzido livremente como "terra da névoa". Unama'ki é um dos sete distritos do território Mi'kmaw, Mi'kma'ki, que por sua vez forma um ramo da Confederação Wabanaki. O distrito alberga a sede do Grande Conselho (Sante' Mawio'mi) em Mniku, que ainda funciona como capital da nação na Potlotek reserve.[6] Apesar dos esforços coloniais para substituir os nomes indígenas, o dominio dos nomes coloniais continua. O uso de "Unama'ki" tem aumentado nos últimos anos, com exemplos que incluem o Unama'ki College (uma ramificação da Cape Breton University), o festival multicultural "Hello Cape Breton - Kwe' Unama'ki," e organizações privadas que utilizam o nome, incluindo, por exemplo, a campanha de investimento da Cape Breton Partnership intitulada "Invest in Unama’ki – Cape Breton".

História

Cabo Bretão- Os primeiros habitantes da ilha foram provavelmente nativos marítimos do período arcaico das Américas, ancestrais ​​do povo Mi'kmaq. Estes povos e os seus descendentes habitaram a ilha (conhecida como Unama’ki) durante vários milhares de anos e continuam a viver lá nos dias de hoje. O seu estilo de vida tradicional centrava-se na caça e na pesca, devido às condições agrícolas desfavoráveis ​​do seu litoral marítimo. Este estilo de vida centrado no oceano no entanto, fez com que estivessem entre os primeiros povos indígenas a encontrar exploradores e marinheiros europeus a pescar no estuário do Rio São Lourenço. O explorador italiano (navegando a contrato, pela coroa britânica de Henry VII) conhecido como John Cabot em inglês (Giovanni Caboto it; c. 1450 – c. 1499) no seu nome nativo, em português João Caboto[7] terá visitado a ilha em 1497. No entanto, as histórias e os mapas europeus da época são fontes questionáveis no que concerne se Cabot visitou primeiro a Terra Nova, ou a Ilha do Cabo Bretão. Esta descoberta é comemorada pelo Cabot Trail, em Cape Breton, e pelo Cabot’s Landing Historic Site and Provincial Park, perto da vila de Dingwall, na Nova Escócia.

Os povos Mi'kmaq locais começaram a comercializar com os pescadores europeus quando estes desembarcaram nos seus territórios já na década de 1520. À volta de 1521-22, os portugueses, sob o comando de João Álvares Fagundes, estabeleceram uma colónia de pesca semi-permanente na ilha. Cerca de duzentos colonos viviam numa povoação cujo nome se desconhece, situada, segundo alguns historiadores, no que é hoje Ingonish, na península nordeste da ilha. Estes pescadores comercializavam com a população local, mas não mantinham um povoamento permanente. O destino desta colónia portuguesa é desconhecido, mas é mencionada até 1570 no "Tratado das Ilhas Novas", 1570.

Durante a Guerra Anglo-Francesa (1627-29), sob o reinado de Carlos I, os Kirkes tomaram a cidade de Quebec, James Stewart, 4º Lorde Ochiltree, fundou uma colónia em Unama’ki, em Baleine, Nova Escócia, e o filho de Alexander, William Alexander, 1º Conde de Stirling, estabeleceu a primeira encarnação da Nova Escócia em Port Royal (Annapolis Royal). Estas reivindicações, e os ideais mais abrangentes da colonização europeia das Américas, representaram a primeira vez que a ilha foi incorporada como território europeu, embora os tratados só tenham sido assinados décadas mais tarde. No entanto, não existem cópias destes tratados.

Estes triunfos escoceses, que deixaram a Ilha do Cabo Sable como a única grande possessão francesa na América do Norte, não duraram muito.

Referências

  1. «Table from Statistics Canada» (em inglês). Census Profile. 2011. Consultado em 16 de março de 2013 
  2. Fernandes, Ivo Xavier (1941). Topónimos e Gentílicos. I. Porto: Editora Educação Nacional, Lda. 
  3. Destination Cape Breton Association Inc., Cape Breton Island (24 April 2019). «About the Island». www.cbisland.com. Consultado em 23 de setembro de 2020  Verifique data em: |data= (ajuda)
  4. «Sítio Histórico Nacional de Chapel Island do Canadá». Parks Canada Directory of Federal Heritage Designations. Parks Canada. Consultado em 4 de dezembro de 2024 
  5. Hamilton, William B. (1996). «Place-Names of Atlantic Canada» (em inglês). University of Toronto Press. pp. 7–8. ISBN 0-8020-7570-3. Consultado em 11 de Fevereiro de 2021 
  6. «Chapel Island National Historic Site of Canada». Parks Canada Directory of Federal Heritage Designations (em inglês). Parks Canada. Consultado em 4 de Dezembro de 2024 
  7. «John Cabot». Encyclopædia Britannica. 16 Dezembro de 2022. Consultado em 29 de Dezembro de 2022