Gustavo III da Suécia
| Gustavo III | |||||
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![]() Retrato por Lorens Pasch, o Jovem, 1783 | |||||
| Rei da Suécia | |||||
| Reinado | 12 de fevereiro de 1771 a 29 de março de 1792 | ||||
| Coroação | 29 de maio de 1772 | ||||
| Predecessor | Adolfo Frederico | ||||
| Sucessor | Gustavo IV Adolfo | ||||
| Dados pessoais | |||||
| Nascimento | 24 de janeiro de 1746 Estocolmo, Suécia | ||||
| Morte | 29 de março de 1792 (46 anos) Estocolmo, Suécia | ||||
| Sepultado em | 13 de março de 1792 Igreja de Riddarholmen, Estocolmo, Suécia | ||||
| Esposa | Sofia Madalena da Dinamarca | ||||
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| Casa | Holsácia-Gottorp | ||||
| Pai | Adolfo Frederico da Suécia | ||||
| Mãe | Luísa Ulrica da Prússia | ||||
| Religião | Luteranismo | ||||
| Assinatura | ![]() | ||||
| Brasão | ![]() | ||||
Gustavo III (em sueco: Gustav III; Estocolmo, 24 de janeiro de 1746 – Estocolmo, 29 de março de 1792), também conhecido como Gustavus III,[1] foi o Rei da Suécia durante 21 anos, de 1771 até seu assassinato em 1792.
Filho e sucessor de Adolfo Frederico, Gustavo é recordado como um dos monarcas mais poderosos da Suécia, com grande interesse pela cultura e pela política. Durante o seu reinado, fortaleceu o poder real, implementou importantes mudanças sociais e promoveu as artes e o teatro.[2]
Gustavo foi um crítico veemente do que considerava ser o abuso dos privilégios políticos que a nobreza havia acumulado desde a morte do rei Carlos XII, na Guerra do Norte. Em 1772, ele assumiu o poder por meio de um golpe de Estado, conhecido como Revolução Sueca, que pôs fim à Era da Liberdade. A partir desse momento, iniciou uma série de esforços para restaurar a autocracia real, o que foi consolidado com o Ato de União e Segurança de 1789. Essa lei revogou grande parte dos poderes do Parlamento da Suécia durante a Era da Liberdade, mas, ao mesmo tempo, abriu o governo a todos os cidadãos, enfraquecendo, assim, os privilégios da nobreza.
Fiel ao princípio do absolutismo esclarecido, Gustavo direcionou grandes recursos públicos para iniciativas culturais, o que gerou polêmica entre seus críticos, além de tentar expandir a influência sueca com ações militares, como as tentativas de conquistar a Noruega com o apoio da Rússia e de recuperar os domínios bálticos suecos perdidos na Guerra do Norte por meio da fracassada guerra com a Rússia. No entanto, sua vitória na Batalha de Svensksund evitou uma derrota militar total e reafirmou que a força militar sueca ainda era relevante, apesar das derrotas sofridas anteriormente.[3]
Admirador de Voltaire, Gustavo legalizou a presença católica e judaica na Suécia, além de implementar reformas significativas voltadas para o liberalismo econômico, as mudanças sociais e, em diversos casos, a limitação da tortura e da pena de morte. A muito celebrada Lei da Liberdade de Imprensa de 1766 foi, no entanto, substancialmente limitada por emendas em 1774 e 1792, o que efetivamente extinguiu a imprensa independente no país.[4] Após a Revolução Francesa em 1789, Gustavo buscou formar uma aliança de príncipes com o objetivo de derrotar a insurreição e restaurar a monarquia francesa sob o rei Luís XVI, oferecendo apoio militar sueco e sua liderança. Em 1792, foi gravemente ferido por um tiro nas costas durante um baile de máscaras, como parte de um golpe de estado aristocrático, mas conseguiu controlar a situação e sufocar a revolta antes de morrer de sepse treze dias depois, período no qual recebeu desculpas de muitos de seus opositores políticos. Os amplos poderes de Gustavo foram transferidos para uma regência sob seu irmão Carlos e Gustaf Adolf Reuterholm, até que seu filho e sucessor Gustavo IV Adolfo alcançasse a maioridade em 1796. A autocracia Gustaviana perdurou até 1809, quando seu filho foi deposto em outro golpe de Estado, que consolidou definitivamente o parlamento como a principal força política no país, o que se manteve até os dias atuais, com o parmaneto sendo a mais alta autoridade legislativa da Suécia.[5]
Como grande patrono das artes e da literatura, Gustavo fundou a Academia Sueca, criou um traje nacional e supervisionou a construção da Ópera Real Sueca e do Teatro Dramático Real. Em 1772, ele estabeleceu a Real Ordem de Vasa para premiar suecos que se destacaram nas áreas de agricultura, mineração e comércio. Além disso, apoiou vários artistas importantes, como Alexandre Roslin e Carl Michael Bellman, sendo frequentemente lembrado como uma das figuras mais influentes da história da arte, música e arquitetura suecas. Gustavo III era amplamente querido pelo povo sueco, e sua morte foi profundamente lamentada.[6]
Em 1777, Gustavo III foi o primeiro chefe de Estado formalmente neutro a reconhecer os Estados Unidos[7] durante sua luta pela independência contra o Reino da Grã-Bretanha. As forças suecas se uniram aos colonos,[8] principalmente através da força expedicionária francesa.[9] Com a aquisição da colônia sueca de São Bartolomeu em 1784, Gustavo possibilitou a restauração das colônias ultramarinas suecas nas Américas, embora de maneira simbólica, e também obteve grandes lucros com o comércio de escravos no Atlântico.[10]
Gustavo III foi o iniciador do Dicionário da Academia Sueca (Svenska Akademiens ordbok), uma obra incluída no Cânone Cultural da Suécia (Sveriges kulturkanon) - uma lista oficial de obras e realizações particularmente importantes para a herança cultural do país. [11]
Títulos
Gustavo III era conhecido na Suécia e no exterior pelos seus títulos reais ou estilos:
Gustavo, pela Graça de Deus, Rei dos suecos, dos godos e dos vendos, Grão-Príncipe da Finlândia, Duque de Pomerânia, Príncipe de Rügen e Senhor de Wismar, Herdeiro da Noruega e Duque de Eslésvico-Holsácia, Stormarn e Dithmarschen, Conde de Oldemburgo e Delmenhorst, etc.[12]
Infância e educação
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Gustavo nasceu em Estocolmo.[13] Ele foi colocado sob a tutela de Hedvig Elisabet Strömfelt até os cinco anos de idade e, em seguida, educado sob os cuidados de dois governadores que estavam entre os mais eminentes estadistas suecos da época: Carl Gustaf Tessin e Carl Fredrik Scheffer. No entanto, talvez ele devesse a maior parte daquilo que o moldou durante sua educação inicial ao poeta e historiador Olof von Dalin.[14]
A interferência do Estado em sua educação quando criança causou significativas perturbações políticas dentro da família real. Os pais de Gustavo o ensinaram a desprezar os governadores que lhe foram impostos pelo Riksdag, e a atmosfera de intrigas e duplicidade em que cresceu o tornou precocemente experiente na arte da dissimulação. Mesmo seus professores mais hostis ficaram admirados com a combinação de dons naturais que ele possuía.[14]
Casamento

Gustavo casou-se com a princesa Sofia Madalena, filha do rei Frederico V da Dinamarca, por procuração no Palácio de Christiansborg, em Copenhague, em 1 de outubro de 1766, e presencialmente em Estocolmo em 4 de novembro de 1766. Gustavo ficou inicialmente impressionado com a beleza de Sofia Madalena, mas sua natureza silenciosa tornou-a uma decepção na vida da corte. O casamento não foi feliz, devido em parte à incompatibilidade de temperamentos e, principalmente, à interferência da mãe ciumenta de Gustavo, a rainha Luísa Ulrica.[carece de fontes]
O casamento gerou dois filhos: Gustavo Adolfo (1778–1837) e Carlos Gustavo (1782–1783). Para a consumação do matrimônio, o rei e a rainha solicitaram instrução física direta do conde Adolf Munck, supostamente devido a problemas anatômicos de ambos os cônjuges. Circulavam também rumores de que a rainha teria engravidado por Munck, que seria então o verdadeiro pai do príncipe Gustavo Adolfo.[15] A mãe de Gustavo apoiava os rumores de que ele não era o pai de seu primeiro filho e herdeiro. Na época, também se especulava que Gustavo seria homossexual,[16] hipótese defendida por alguns escritores.[15] Os vínculos pessoais próximos que ele manteve com dois de seus cortesãos, conde Axel von Fersen e barão Gustaf Armfelt, foram mencionados nesse contexto. Sua cunhada Carlota insinua isso em seu famoso diário.[17]

O professor Erik Lönnroth da Academia Sueca, que descreveu a assistência fornecida por Munck, afirmou que não há base factual para a suposição de que Gustavo III fosse homossexual.[18] Quando seu segundo filho nasceu, não havia dúvidas quanto à sua legitimidade, e o menino era forte e saudável. O rei Gustavo gostava especialmente dele e sofreu reações mentais e físicas evidentes e intensas com a doença e morte do bebê.[19] A primavera de 1783 é considerada um ponto de virada na personalidade do rei. Após a morte de sua controversa mãe em 1782, ele encontrou consolo no nascimento do segundo filho, Carlos Gustavo, mas foi seguido por grande tristeza quando a criança faleceu no ano seguinte.[20]
Política como príncipe herdeiro

Gustavo interveio ativamente na política pela primeira vez durante a Crise de Dezembro de 1768, quando obrigou a dominante facção dos Caps, que representava principalmente os interesses da população rural e do clero, a convocar uma dieta extraordinária, da qual ele esperava a reforma da constituição de forma a aumentar o poder da coroa. Porém, o partido dos Hats, vencedor e que representava principalmente os interesses da aristocracia e do establishment militar, recusou-se a cumprir as promessas que havia feito antes das eleições anteriores. "Que tenhamos perdido a batalha constitucional não nos entristece tanto", escreveu Gustavo, na amargura de seu coração; "mas o que realmente me assusta é ver minha pobre nação tão mergulhada na corrupção a ponto de colocar sua própria felicidade em absoluta anarquia."[21]

Gustavo teve maior sucesso no exterior. De 4 de fevereiro a 25 de março de 1771, ele esteve em Paris, onde conquistou tanto a corte quanto a cidade. Poetas e filósofos lhe prestaram homenagens entusiásticas, e mulheres de destaque reconheceram seus méritos extraordinários. Com muitas delas, manteve correspondência por toda a vida. Sua visita à capital francesa, no entanto, não foi apenas uma viagem de prazer; tratava-se também de uma missão política. Agentes confidenciais da corte sueca já haviam preparado seu caminho, e o Duque de Choiseul, ministro-chefe aposentado, resolveu discutir com ele a melhor forma de provocar uma revolução no aliado da França, a Suécia. Antes de sua partida, o governo francês comprometeu-se a pagar à Suécia os subsídios pendentes incondicionalmente, à razão de um milhão e meio de libras anuais. O Conde de Vergennes, um dos diplomatas franceses mais proeminentes, foi transferido de Constantinopla para Estocolmo.[22]
A caminho de casa, Gustavo fez uma breve visita a seu tio, Frederico II da Prússia, em Potsdam. Frederico informou francamente ao sobrinho que, em concerto com Rússia e Dinamarca, havia garantido a integridade da constituição sueca existente; aconselhou o jovem monarca a desempenhar o papel de mediador e a abster-se de recorrer à violência.[22]
Reinado e golpe de Estado



Quando Gustavo III assumiu o trono, o Parlamento da Suécia detinha mais poder do que o rei, mas estava profundamente dividido entre facções rivais,[13] os Hats e os Caps. Ao retornar à Suécia, Gustavo tentou, sem sucesso, mediar o conflito entre os dois grupos.[13] Em 21 de junho de 1771, abriu seu primeiro parlamento com um discurso que despertou fortes emoções. Pela primeira vez em mais de um século, um rei sueco dirigia-se ao parlamento em sua língua nativa. Ele enfatizou a necessidade de todas as partes sacrificarem suas animosidades pelo bem comum e ofereceu-se, como "o primeiro cidadão de um povo livre", para atuar como mediador entre as facções em disputa. Foi formada uma comissão de composição, mas ela se mostrou ineficaz desde o início: o patriotismo de nenhuma das facções era suficiente para o menor ato de autonegação. As tentativas subsequentes da facção dominante, os Caps, de reduzi-lo a um rei fantoche, encorajaram-no a considerar um golpe de Estado.[22]
Sob a influência dos Caps, a Suécia parecia à mercê das ambições políticas da Rússia. Muitos temiam que o país fosse absorvido pelo Acordo do Norte buscado pelo vice-chanceler russo, conde Nikita Panin. Aparentava-se que apenas um golpe rápido e inesperado poderia preservar a independência sueca.[22]
Gustavo III foi abordado por Jacob Magnus Sprengtporten, nobre finlandês inimigo dos Caps, com a proposta de uma revolução. Sprengtporten comprometeu-se a tomar a fortaleza de Suomenlinna na Finlândia por um coup de main. Uma vez que a Finlândia estivesse segura, ele pretendia embarcar para a Suécia, juntar-se ao rei e seus aliados perto de Estocolmo e obrigar os estamentos a aceitar uma nova constituição ditada pelo monarca.[22]
Nesse contexto, os conspiradores receberam reforço de Johan Christopher Toll, outra vítima da opressão dos Caps. Toll propôs levantar uma segunda revolta na província da Escânia e garantir a fortaleza do sul em Kristianstad. Após algum debate, concordou-se que Kristianstad declarasse abertamente sua oposição ao governo poucos dias depois do início da revolta finlandesa. O duque Carlos, irmão mais novo do rei, seria então obrigado a mobilizar os destacamentos de todas as fortalezas do sul, aparentemente para esmagar a revolta em Kristianstad, mas ao chegar à fortaleza faria aliança com os rebeldes e marcharia em direção à capital pelo sul, enquanto Sprengtporten atacaria simultaneamente pelo leste.[22]
Em 6 de agosto de 1772, Toll conseguiu conquistar a fortaleza de Kristianstad apenas pela intimidação, e em 16 de agosto, Sprengtporten surpreendeu Sveaborg, mas ventos contrários impediram sua travessia até Estocolmo. De qualquer forma, acontecimentos na capital tornaram sua presença desnecessária.[22]
Em 16 de agosto, o líder dos Caps, Ture Rudbeck, chegou a Estocolmo com notícias da insurreição no sul, e Gustavo se viu isolado em meio aos inimigos. Sprengtporten estava retido pelo tempo na Finlândia, Toll estava a 800 kilometres (500 milhas) de distância e os líderes Hats se escondiam. O rei decidiu, então, desferir o golpe decisivo sem esperar Sprengtporten.[22]

Gustavo agiu rapidamente. Na noite de 18 de agosto, todos os oficiais de confiança receberam instruções secretas para se reunir na grande praça em frente ao arsenal na manhã seguinte. Às dez horas do dia 19, Gustavo montou em seu cavalo e dirigiu-se ao arsenal. Pelo caminho, seus apoiadores se uniam a ele em pequenos grupos, de modo que, ao chegar, já contava com cerca de duzentos oficiais em sua comitiva.[22]
Após a parada, conduziu-os à sala de guarda no ala noroeste do palácio, onde a Guarda de Honra tinha seu quartel-general, e expôs seu plano.[22] Ele disse aos oficiais reunidos:
- "Se vocês me seguirem, assim como seus antepassados seguiram Gustavo Vasa e Gustavo Adolfo, então arriscarei minha vida e sangue por vocês e pela salvação da pátria!"
Um jovem alferes respondeu:
- "Estamos dispostos a sacrificar sangue e vida a serviço de Vossa Majestade!"[23]
Gustavo então ditou um novo juramento de fidelidade, e todos assinaram sem hesitar. Ele os liberava da lealdade aos estamentos e os vinculava unicamente a obedecer 'ao seu legítimo rei, Gustavo III'.[22]
Enquanto isso, o Conselho Privado e seu presidente, Rudbeck, foram presos, e a marinha assegurada. Gustavo então percorreu a cidade, sendo recebido por multidões entusiasmadas, que o saudavam como um libertador.[22]

Na noite de 20 de agosto, arautos percorreram as ruas anunciando que os estamentos se reuniriam no palácio no dia seguinte; todo deputado ausente seria considerado inimigo de seu país e de seu rei. Em 21 de agosto, o rei apareceu em plena solenidade. Tomando assento no trono, proferiu sua famosa filípicas, considerada uma obra-prima da oratória sueca, na qual repreendeu os estamentos pela venalidade e desordem não patrióticas do passado.[22]
Trecho do discurso de Gustavo III aos estamentos:
...deu origem ao ódio, o ódio à vingança, a vingança à perseguição, a perseguição a novas revoluções, que finalmente passaram a um período de doença, que feriu e degradou toda a nação. A ambição e o desejo de glória de algumas poucas pessoas prejudicaram o reino, e sangue foi derramado por ambos os lados, tendo como consequência o sofrimento do povo. O estabelecimento de sua própria base de poder foi o único objetivo daqueles que governavam, frequentemente às custas de outros cidadãos e sempre às custas da nação. Em tempos em que a lei era clara, ela foi distorcida; quando isso não era possível, foi violada. Nada foi sagrado para um povo dominado pelo ódio e pela vingança, e a loucura chegou finalmente ao ponto de se supor que os membros do parlamento estivessem acima da lei, não tendo outra orientação senão a própria consciência. Por meio dessa Liberdade, o mais nobre dos direitos humanos foi transformado em um despotismo aristocrático insuportável nas mãos do partido dominante, que por si só foi subjugado por poucos...[24]
Uma nova constituição, o Instrumento de Governo, foi lida aos estamentos e aprovada por unanimidade. O parlamento foi então dissolvido.
A era de transição política
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Gustavo trabalhou em direção a reformas no mesmo caminho que outros soberanos contemporâneos do Iluminismo.[22] A justiça criminal tornou-se mais branda, a pena de morte foi restrita a uma lista relativamente curta de crimes (incluindo assassinato), e a tortura foi abolida para obter confissões, embora a "pena de morte rigorosa", com punições corporais semelhantes à tortura antes da execução, tenha sido mantida.
Gustavo participou ativamente de todos os departamentos de negócios, mas confiava amplamente em conselheiros extraoficiais de sua própria escolha, em vez de no Conselho Privado da Suécia. O esforço para corrigir a corrupção generalizada que floresceu sob os Hats e Caps ocupou uma parte considerável de seu tempo, e ele até achou necessário colocar em julgamento toda a Göta Hovrätt,[22] a corte superior de justiça, em Jönköping.
Medidas também foram tomadas para reformar a administração e os procedimentos judiciais. Em 1774, foi proclamado um decreto que garantiu a liberdade de imprensa, embora "dentro de certos limites". As defesas nacionais foram ampliadas a uma escala de "Grande Potência", e a marinha foi tão expandida que se tornou uma das mais formidáveis da Europa. As finanças dilapidadas foram reorganizadas pela "ordenança de realização de moeda" de 1776.[22]

Gustavo também introduziu novas políticas econômicas nacionais. Em 1775, o livre comércio de grãos foi promovido e várias taxas de exportação opressivas foram abolidas. A lei dos pobres foi modificada, e uma limitada liberdade religiosa foi proclamada para católicos romanos e judeus. Gustavo até desenhou e popularizou um traje nacional sueco, que foi amplamente utilizado pelas classes altas de 1778 até sua morte[22] (e ainda é usado pelas damas da corte em ocasiões de estado). O único grande erro econômico do rei foi sua tentativa, em 1775, de tornar a venda de bebidas alcoólicas um monopólio do governo, por meio da criação de uma rede de destilarias da coroa. Estas se mostraram improdutivas, e além disso, o monopólio foi extremamente impopular entre o povo comum, o que forçou Gustavo a abolir a medida em 1786.[25][26] A política externa de Gustavo, por outro lado, foi inicialmente tanto comedida quanto cautelosa. Assim, quando o rei convocou os estados para se reunir em Estocolmo no dia 3 de setembro de 1778, ele pôde dar um relato extremamente positivo de sua administração nos seis anos anteriores. O parlamento foi bastante submisso ao rei. "Não houve espaço para uma única questão durante toda a sessão."
Embora a sessão tenha sido curta, foi tempo suficiente para que os deputados percebessem que sua supremacia política havia acabado. Eles haviam trocado de lugar com o rei. Ele era agora, de fato, seu senhor soberano. Por mais gentil que fosse, ele defendia com firmeza a prerrogativa real e mostrou claramente que continuaria a fazê-lo.[27]
Mesmo aqueles que estavam dispostos a aceitar a mudança não gostaram dela. Se o Parlamento de 1778 foi dócil, o de 1786 foi rebelde. O resultado foi que quase todas as proposições reais foram ou rejeitadas imediatamente ou tão modificadas que Gustavo as retirou.[28]
Anteriormente, nas relações exteriores, no entanto, e em particular em sua correspondência privada, Gustavo demonstrou considerável interesse pela Revolução Americana e comentou sobre isso em outubro de 1776:
É um drama tão interessante ver uma nação se criando, que eu – se não fosse quem sou – iria para a América para acompanhar de perto cada fase no surgimento dessa nova república. – Talvez este seja o século da América. A nova república, que dificilmente tem uma população melhor organizada do que Roma tinha no começo, talvez um dia consiga tirar vantagem da Europa, assim como a Europa tem tirado vantagem da América por dois séculos. Não importa o que aconteça, não posso deixar de admirar sua coragem e de apreciar entusiasticamente sua ousadia.[29]
Os confidentes de Gustavo III eram chamados de Gustavianos. Quatro deles eram de origem finlandesa: Gustaf Mauritz Armfelt, August Philip Armfelt, Johan Albrecht Ehrenström e Johan Fredrik Aminoff, que também ascenderam a posições de destaque durante o período do Grão-Ducado da Finlândia.[30][31]
Consolidação do poder real

O Parlamento de 1786 marca um ponto de virada na história de Gustavo. A partir de então, ele demonstrou uma crescente determinação em governar sem um parlamento, uma passagem cautelosa e gradual do semi-constitucionalismo para o absolutismo esclarecido.[28]
Ao mesmo tempo, sua política externa tornou-se mais ousada. A princípio, ele buscou obter o apoio da Rússia para adquirir a Noruega da Dinamarca. Quando Catarina, a Grande recusou-se a abandonar sua aliada Dinamarca, Gustavo declarou guerra à Rússia em junho de 1788, enquanto esta estava profundamente envolvida em uma guerra contra o Império Otomano no sul. Ao iniciar uma guerra de agressão sem o consentimento dos estados, Gustavo violou sua própria constituição de 1772, o que levou a uma séria rebelião, a Conspiração de Anjala, entre seus oficiais aristocráticos na Finlândia. A Dinamarca declarou guerra em apoio à sua aliada russa, mas logo foi persuadida a assinar um cessar-fogo graças à diplomacia do Reino da Grã-Bretanha e do Reino da Prússia.[carece de fontes]
De volta à Suécia, Gustavo incitou a indignação popular contra os oficiais aristocráticos rebeldes. Por fim, ele reprimiu a rebelião e prendeu seus líderes. Aproveitando-se das fortes paixões antiaristocráticas assim despertadas, Gustavo convocou um Riksdag no início de 1789, no qual promulgou o Ato de União e Segurança em 17 de fevereiro de 1789, com o apoio dos três estados inferiores. Isso reforçou significativamente a autoridade monárquica, embora os estados tenham mantido o poder de controle financeiro. Em troca, Gustavo aboliu a maior parte dos antigos privilégios da nobreza.[carece de fontes]
Guerra Russo-Sueca 1788–1790

Durante os anos de 1789 e 1790, Gustavo conduziu uma guerra contra a Rússia conhecida como a Guerra Russo-Sueca de 1788–1790. Inicialmente, o conflito parecia destinado ao fracasso, mas os suecos conseguiram romper um bloqueio da frota russa na Batalha de Svensksund em 9 de julho de 1790. Esta é considerada a maior vitória naval já alcançada pela Marinha Sueca. Os russos perderam um terço de sua frota e 7.000 homens. Um mês depois, em 14 de agosto de 1790, foi assinado um tratado de paz entre a Rússia e a Suécia: o Tratado de Värälä. Apenas oito meses antes, Catarina II da Rússia havia declarado que "a agressão odiosa e repulsiva" do rei da Suécia seria "perdoada" apenas se ele "testificasse seu arrependimento" concordando com uma paz que concedesse uma anistia geral e ilimitada a todos os seus rebeldes e aceitasse uma garantia por parte do parlamento sueco para a observância da paz no futuro ("pois seria imprudente confiar apenas em sua boa fé"). O Tratado de Värälä poupou a Suécia de tal concessão humilhante, e em outubro de 1791, Gustavo concluiu uma aliança defensiva de oito anos com a imperatriz Catarina, que se comprometeu a pagar a seu novo aliado um subsídio anual de 300.000 rublos.[28]

A seguir, Gustavo visou formar uma liga de príncipes contra o governo revolucionário da França,[13] subordinando todas as outras considerações a esse objetivo. Seu profundo conhecimento das assembleias populares permitiu-lhe, sozinho entre os soberanos contemporâneos, avaliar com precisão a amplitude da Revolução Francesa desde o início.[28] No entanto, ele foi dificultado por restrições financeiras e pela falta de apoio das outras potências europeias. Depois, após o breve Dieta de Gävle de 22 de janeiro a 24 de fevereiro de 1792, ele caiu vítima de uma conspiração política generalizada entre seus inimigos aristocráticos.[13]
Assassinato
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A guerra de Gustavo III contra a Rússia e a implementação do Ato de União e Segurança de 1789 ajudaram a aumentar o ódio contra o rei entre a nobreza, sentimento que vinha crescendo desde o golpe de Estado de 1772. No inverno de 1791–92, membros da nobreza iniciaram uma conspiração para assassinar o rei e reformar a constituição. Os conspiradores incluíam Jacob Johan Anckarström, Adolph Ribbing, Claes Fredrik Horn, Carl Pontus Lilliehorn e Carl Fredrik Pechlin. Anckarström foi escolhido para perpretar o assassinato com pistolas e facas, mas há também indícios de que Ribbing foi o responsável por disparar contra Gustavo.[32]
O assassinato ocorreu em um baile de máscaras na Ópera Real Sueca, em Estocolmo, à meia-noite de 16 de março de 1792.[13] Gustavo havia chegado mais cedo para jantar com amigos. Durante o jantar, ele recebeu uma carta anônima que descrevia uma ameaça à sua vida (escrita pelo coronel da Guarda Real Sueca, Carl Pontus Lilliehorn), mas, como o rei já havia recebido inúmeras cartas ameaçadoras no passado, optou por ignorá-la. A carta estava escrita em francês, e sua tradução dizia:
Ao Rei — com a maior humildade.
Permita-me, um desconhecido cuja pena é guiada pela discrição e pela voz da consciência, ousar tomar a liberdade de informá-lo, com toda a sinceridade possível, que certos indivíduos existem, tanto nas províncias quanto aqui na cidade, que respiram apenas ódio e vingança contra Vossa Majestade; de fato, ao extremo de querer abreviar seus dias, através do assassinato.
Estão extremamente irritados por isso não ter acontecido no último baile de máscaras, mas se alegram com a notícia de que haverá um novo hoje. Bandidos não gostam de lanternas; não há nada mais útil para um assassinato do que a escuridão e o disfarce. Ouso, então, apelar a Vossa Majestade, por tudo o que é sagrado neste mundo, que adie este maldito baile para um momento mais seguro, tanto para o seu bem-estar presente quanto futuro...[33]

Para desafiar qualquer possível assassino, o rei foi para um camarote aberto, de frente para o palco da ópera. Cerca de dez minutos depois, ele disse: "Esta seria uma oportunidade para disparar. Vamos descer. O baile parece alegre e brilhante." O rei, com o barão Hans Henrik von Essen ao seu lado direito, deu uma volta pelo teatro e depois entrou no foyer (salão, nos teatros, onde os espectadores aguardam o início de uma apresentação, ou tomam drinques etc. nos intervalos), onde encontraram o capitão Carl Fredrik Pollet.[34]
O rei, von Essen e Pollet continuaram por um corredor que levava do foyer até o palco da ópera, onde a dança acontecia. No palco, vários homens mascarados, algumas testemunhas falaram de 20 ou 30 homens, impediram o rei de continuar. Devido à multidão, Pollet recuou atrás do rei, que se inclinou para trás para conversar com Pollet.[35]
Anckarström ficou com Ribbing na entrada do corredor, segurando uma faca com a mão esquerda e carregando uma pistola no bolso interno esquerdo e outra no bolso traseiro direito. Eles se aproximaram por trás do rei, Anckarström tirou a pistola do bolso esquerdo, e então, ou ele ou Ribbing puxaram o gatilho da pistola na mão de Anckarström. Devido ao rei ter se inclinado para trás, o tiro entrou em um ângulo, da terceira vértebra lombar em direção à região do quadril.[36]
O rei se contorceu e disse "aee" sem cair. Anckarström então perdeu a coragem, largou a pistola e a faca, e gritou "fogo". Pessoas da guarda pessoal do rei estavam a alguns metros de distância. Quando chegaram até o Rei, ouviram-no dizer em francês: Aï, je suis blessé ("Ai, estou ferido").[37]
O rei foi levado de volta aos seus aposentos, e as saídas da ópera foram seladas. Anckarström foi preso na manhã seguinte e confessou imediatamente o assassinato, embora tenha negado a conspiração até ser informado de que Horn e Ribbing também haviam sido presos e haviam confessado completamente.[35]
O rei não morreu imediatamente; ele estava vivo e continuou a funcionar como chefe de Estado. O golpe foi um fracasso a curto prazo. No entanto, a ferida se infeccionou, e em 29 de março de 1792, o rei finalmente morreu com estas últimas palavras:
- Jag känner mig sömnig, några ögonblicks vila skulle göra mig gott ("Sinto-me sonolento, alguns momentos de descanso me fariam bem.")[carece de fontes]
A ferida de bala de Gustavo não foi inicialmente considerada fatal; provas reexaminadas indicam que a súbita infecção grave que o matou quase imediatamente, treze dias após a convalescença, pode ter sido causada quimicamente pelo cirurgião assistente Daniel Théel, que era um conhecido adversário dele.[38]
O funeral de Gustavo III ocorreu em 14 de maio de 1792.[39] Ele foi realizado na Igreja de Riddarholmen, que havia sido decorada de maneira grandiosa.
Descendência
Com a sua esposa Sofia Madalena da Dinamarca, teve os seguintes filhos:
- Gustavo IV Adolfo da Suécia (1 de novembro de 1778 - 7 de fevereiro de 1837), Rei da Suécia. Casou-se com Frederica de Baden, com descendência;
- Carlos Gustavo, Duque de Esmolândia (25 de agosto de 1782 - 23 de março de 1783), morreu na infância.
Ver também
- Era Gustaviana (1772-1809)
- Instrumento de Governo (1720)
Referências
- ↑ Robert Nisbet Bain: Gustavus III. and his contemporaries 1746–1792, 2 Bände London: Kegan Paul, Trench, Trübner, 1894
- ↑ «Gustv III» (em sueco). Livrustkammaren. Consultado em 28 de outubro de 2025
- ↑ Piper, Grant (4 de setembro de 2023). «Brawl in the Baltic Sea: The Battle of Svensksund» (em inglês). Medium. Consultado em 24 de outubro de 2023
- ↑ Cronholm, Neander N. (1902). A History of Sweden from the Earliest Times to the Present Day. [S.l.: s.n.] ch 37
- ↑ «Start» (em sueco). riksdagen.se. Consultado em 24 de outubro de 2023
- ↑ «Gustav III | King of Sweden, Enlightened Ruler, Assassination | Britannica» (em inglês). Encyclopædia Britannica. Consultado em 24 de outubro de 2023
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| Gustavo III da Suécia Casa de Holsácia-Gottorp Ramo da Casa de Oldemburgo 24 de janeiro de 1746 – 29 de março de 1792 | ||
|---|---|---|
| Precedido por Adolfo Frederico |
![]() Rei da Suécia 12 de fevereiro de 1771 – 29 de março de 1792 |
Sucedido por Gustavo IV Adolfo |


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