Grêmio estudantil
Grêmio estudantil é a organização responsável por representar o interesse de estudantes do ensino fundamental e médio. O grêmio é o órgão máximo de representação dos estudantes de uma escola, permitindo que os alunos discutam, criem e fortaleçam inúmeras possibilidades de ação tanto no próprio ambiente escolar como na comunidade. É reivindicado como espaço de aprendizagem, cidadania, convivência, responsabilidade e de luta por direitos.[1][2]
O grêmio pode levar demandas dos estudantes ao conselho escolar e associações de pais e professores, além de funcionar como órgão operativo para cumprir encaminhamentos dos estudantes decididos em assembleia.
Estatuto
O estatuto do grêmio estudantil é um documento que estabelece as normas sob as quais o grêmio vai funcionar, explicando como será seu funcionamento, como a existência ou não de uma gestão eleita e como a entidade deve atuar em certos casos. O estatuto deve ser aprovado por meio de uma assembleia dos estudantes.[3]
Gestão
Não é obrigatório existir uma gestão eleita, pois os estudantes tem autonomia para decidir como desejam que a entidade funcione. O grêmio pode funcionar através de autogestão, gestões eleitas horizontais, sem cargos previstos, ou gestões hierarquizadas, com cargos definidos.
- Presidente: Como na maioria das instituições democráticas, o Presidente é o que representa o grupo e o mais importante cargo do grupo. Geralmente é ele que aparece nas manifestações e nas campanhas.[4]
- Vice-Presidente: O vice-presidente é também uma variação da sua versão social. O braço direito do Presidente, e também pode substituí-lo, conforme necessidade.[4]
- Secretário-Geral: Em suma, o secretário é quem escreve toda a documentação do Grêmio. Faz as atas e mantém os documentos em ordem.[4]
- Tesoureiro-Geral: O Tesoureiro Geral, como o próprio nome já indica, cuida do orçamento do Grêmio. Quando, por exemplo, é organizado um campeonato, o Tesoureiro deve fazer o possível para não haver prejuízo se uma partida for adiada ou o campo ter algum problema grave.[4]
- Diretores: Os diretores são como os ministros: cuidam de áreas específicas, como alimentos, cultura, jornalismo, e muitos outros dependendo do Grêmio.[4]
Variações por país
Colômbia
Na Colômbia, os "conselhos estudantis" são gerenciados por estudantes e para os estudantes, independentemente das autoridades que regem a instituição e algumas vezes tem alcances locais ou mesmo nacionais. São também responsáveis de prover uma grande variedade de serviços aos outros estudantes,[5] os quais podem entrar livremente através dos respectivos comitês, conselhos e comícios gerais.[nota 1]
Ver também
- Centro acadêmico
- Diretório Central dos Estudantes
Notas
Referências
- ↑ «Perguntas e respostas: O que é um grêmio escolar?». Todos pela Educação. 15 de março de 2018. Consultado em 11 de julho de 2019. Arquivado do original em 12 de julho de 2019
- ↑ «Grêmio Estudantil». Governo da Bahia. 15 de março de 2018. Consultado em 11 de julho de 2019 [ligação inativa]
- ↑ Brasil, Lei nº 7.398, de 4 de novembro de 1985. Dispõe sobre a organização de entidades representativas dos estudantes de 1º e 2º graus e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, 5 de novembro de 1985.
- ↑ a b c d e Teressan Alves, Pedro (8 de julho de 2020). «O que é e o que faz um grêmio estudantil?». Politize. Consultado em 11 de maio de 2022. Cópia arquivada em 24 de janeiro de 2022
- ↑ «Gobierno Escolar y Participación». Consultado em 17 de março de 2016