Forças Armadas da Ucrânia
| Forças Armadas da Ucrânia | |
|---|---|
| Збройні сили України | |
![]() Emblema | |
| País | |
| Fundação | 29 de março de 1917 |
| Forma atual | 6 de dezembro de 1991 |
| Ramos | |
| Sede(s) | Prédio do Ministério da Defesa, Quieve, |
| Lideranças | |
| Comandante-em-Chefe | Presidente Volodymyr Zelensky |
| Ministro da Defesa | Denys Shmyhal |
| Chefe das Forças Armadas | Coronel-general Oleksandr Syrskyi |
| Pessoal | |
| Idade dos militares | 18 |
| Conscrição | Sim |
| Disponível para o serviço militar | 11 149 646 |
| Apto para o serviço militar | 6 970 035 |
| Chegando a idade militar anualmente | 470 406 (2021) |
| Pessoal ativo | 1 200 000 (estimativa de 2024)[3] |
| Despesas | |
| Orçamento | ₴ 2,4 trilhões (2024) US$ 64,8 bilhões de dólares[4] 37% do PIB |
| Indústria | |
| Fornecedores nacionais | Ukroboronprom |
| Fornecedores estrangeiros | Atualmente: Historicamente: |
![]() Bandeira | |
As Forças Armadas da Ucrânia (em ucraniano: Збройні сили України, (ЗСУ) , transl.: Zbroyni syly Ukrayiny, (ZSU)) é a defesa da República da Ucrânia. Foram formadas a partir de porções militares do colapso da União Soviética, no início da década de 1990. Eles são a principal força de dissuasão contra qualquer agressão contra a Ucrânia. Todas as forças militares e de segurança, incluindo as Forças Armadas, estão sob o comando do Presidente da Ucrânia e estão sujeitas à supervisão do Conselho Supremo da Ucrânia.
As forças armadas são formadas pelas Forças Terrestres, Força Aérea, Marinha, Forças de Assalto Aéreo, um braço independente de prontidão responsáveis por assalto aéreo e paraquedismo militar, e as Forças de Operações Especiais, um braço independente responsável exclusivamente pelas operações especiais. A Marinha ainda possuí sob seu comando a Infantaria Naval Ucraniana e a Aviação Naval Ucraniana. As Forças de Defesa Territoriais servem como uma força de reserva militar e para mobilização em massa de defesa local. A Guarda Nacional é uma Gendarmaria que pode ser mobilizado como força militar durante conflitos armados. Em 2024 ainda foi criada a Forças de Sistemas Não Tripulados, responsável pela operação de drones e outros veículo não tripulados.[2]
Devido as hostilidades com a Rússia, a Ucrânia tem consistentemente aumentado seu orçamento militar e o contingente de suas forças armadas, que quase dobroram de tamanho entre 2008 e 2014, quando chegaram a marca de 204 000 militares e 46 000 funcionários civis.[5] As forças armadas continuaram a crescer nos anos seguintes, com armamento vindo de países ocidentais e dinheiro estrangeiro para reconstruir a indústria de defesa ucraniana (a Ukroboronprom), elevando o total de militares no serviço ativo para 255 000 homens em 2019, sendo este o terceiro maior exército da Europa, atrás de Rússia e França.[6] A maioria dos seus membros ainda são formados por conscritos, que se alistam para serviço de no mínimo doze meses.[7][8]
Atualmente conta com mais de um milhão de militares em suas fileiras.[9][10] No começo da guerra civil no leste, entre 2014 e 2015, a performance das forças armadas ucranianas foi duramente criticada. Equipamentos obsoletos da era soviética, falta de espírito de luta, incompetência no alto comando e falta de profissionalismo foi reportado e acabou sendo debilitante para a performance das tropas na linha frente. A Guarda Nacional e os batalhões de defesa se saíram melhor no longo prazo.[11] Com o passar dos anos, as forças armadas do país foram reformadas, com melhores equipamentos e até novos uniformes, com militares estrangeiros da OTAN auxiliando no treinamento de recrutas. Foi reportado então que, em fevereiro de 2018, as forças ucranianas já estavam maiores e mais bem equipadas do que em qualquer outro momento da história pós-soviética da nação.[12]
Fotos
-
Tanques de guerra T-64BM das Forças Terrestres Ucranianas -
Soldados das forças especiais do exército ucraniano em um desfile militar -
Blindados BMP-2 ucranianos -
Paraquedistas militares das Forças de Assalto Aéreo com equipamento modernizado -
Militares das Forças de Operações Especiais -
Um Su-27 da Força Aérea da Ucrânia -
Navios de guerra da Marinha Ucraniana -
Um Mi-8 e um Mi-24 ucranianos. -
Militares ucranianos em um veículo BMP-1TS em setembro de 2022 durante a Contraofensiva de Kharkiv. -
Membros das Forças de Defesa Territoriais da Ucrânia.
Referências
- ↑ Special Operations Forces, what will the new branch be like? Arquivado em 2015-09-21 no Wayback Machine. ESPRESO. 22 de abril de 2015
- ↑ a b «As Ukraine focuses on drone warfare, its military creates new Unmanned Systems Forces branch». ABC News (em inglês). 12 June 2024. Consultado em 23 August 2024. Arquivado do original em 23 August 2024 Verifique data em:
|acessodata=, |arquivodata=, |data=(ajuda) - ↑ «Ukraine needs 500,000 military recruits. Can it raise them?». www.ft.com. 13 de março de 2024
- ↑ «Ministry of finance of Ukraine». Consultado em 7 de março de 2023. Cópia arquivada em 7 de março de 2023
- ↑ «Ukraine plans to double military budget against fighting in east». Deutsche Welle. 12 de dezembro de 2014. Consultado em 9 de fevereiro de 2016. Cópia arquivada em 9 de fevereiro de 2016
- ↑ «Ukraine». Global Fire Power. Consultado em 26 de janeiro de 2022. Cópia arquivada em 29 de dezembro de 2014
- ↑ «During the last year, the Ukrainian army grew from 146 up to 280 thousand, - Poltorak». Consultado em 13 de setembro de 2015. Cópia arquivada em 8 de dezembro de 2015
- ↑ «Ukrainian Military Personnel». Consultado em 12 de dezembro de 2014. Cópia arquivada em 22 de dezembro de 2014
- ↑ "2024 Ukraine Military Strength". Página acessada em 13 de agosto de 2024.
- ↑ «Порошенко: В зоне АТО находятся 60 тысяч украинских военнослужащих». UNIAN. Consultado em 26 de junho de 2015. Cópia arquivada em 27 de junho de 2015
- ↑ «Why is Ukraine's Army So Appallingly Bad?». The New Republic. 9 de maio de 2014. Consultado em 20 de setembro de 2014. Cópia arquivada em 4 de julho de 2014
- ↑ "Ukraine’s Toughest Fight: The Challenge of Military Reform" Arquivado em 2018-10-03 no Wayback Machine, Fundo Carnegie Para a Paz Internacional (22 de fevereiro de 2018)


