Gnu-de-cauda-preta
Gnu-de-cauda-preta
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| Estado de conservação | |||||||||||||||||||
![]() Pouco preocupante [1] | |||||||||||||||||||
| Classificação científica | |||||||||||||||||||
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| Nome binomial | |||||||||||||||||||
| Connochaetes taurinus (Burchell, 1824) | |||||||||||||||||||
| Distribuição geográfica | |||||||||||||||||||
![]() Distribuição das subespécies de gnu-de-cauda-preta
C. t. albojubatus C. t. cooksoni C. t. johnstoni C. t. mearnsi C. t. taurinus
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| Subespécies | |||||||||||||||||||
O gnu-de-cauda-preta[2] (Connochaetes taurinus) também conhecido como gnu-azul[3] (do inglês blue wildebeest), boi-cavalo[4], nhu[5] ou, ainda, cocone[6] em Moçambique, é uma das duas espécies intimamente relacionadas do gênero Connochaetes. É um mamífero artiodáctilo, integrante da tribo Alcelaphini, da subfamília Antilopinae, da família dos bovídeos, encontrado no leste e sul do continente africano.[7] É uma espécie pouco preocupante, com uma população estável que ultrapassa um milhão de indivíduos.[1]
O gnu-de-cauda-preta é uma das maiores espécies de antílopes, podendo atingir 118 a 145 cm de altura nos ombros, comprimento de 150 a 250 cm, e a cauda, caracteristicamente preta, atingindo de 56 cm até um metro. Pesam de 120 a 275 kg e os machos são maiores que as fêmeas; o peso recorde é de 260 kg para fêmeas e 290 kg para machos. Estes animais possuem grandes chifres em forma de ganchos, entendendo-se para baixo e para o lado e, em seguida, curvando-se para cima e para dentro. São maiores nos machos, podendo medir cerca de 90 cm, enquanto nas fêmeas têm metade do tamanho. Contam com uma pelagem acinzentada, mas face e cauda negras.[carece de fontes]
Taxonomia e etimologia
O gnu-de-cauda-preta foi descrito pela primeira vez pelo naturalista inglês William John Burchell em 1823[8] e ele deu-lhe o nome científico Connochaetes taurinus.[7] Ele compartilha o gênero Connochaetes com o gnu-de-cauda-branca (C. gnou), e é colocado na família dos bovídeos, ruminantes com cascos fendidos. O nome genérico Connochaetes deriva das palavras gregas κόννος, konnos, "barba", e χαίτη, khaite, "cabelos soltos", "juba".[9] O nome específico taurinus tem origem na palavra grega tauros, que significa um touro ou boi.[10] O nome comum "gnu-de-cauda-preta" deriva da cor da cauda, que o diferencia da outra espécie de gnu. O nome "gnu-azul" refere-se ao notável brilho azul-prateado da pelagem.[11] O termo "gnu" origina do nome usado para estes animais pelo povo Khoikhoi, uma tribo de pastores nativa do sudoeste da África.[12]
Embora o gnu-de-cauda-preta e o gnu-de-cauda-branca estejam atualmente classificados no mesmo gênero, o primeiro foi previamente colocado em um gênero separado, Gorgon. Porém, um estudo de cromossomos mitóticos e de DNA mitocondrial, realizado para entender melhor as relações evolutivas entre as duas espécies, constatou que elas tiveram uma relação filogenética próxima e divergiram há cerca de um milhão de anos.[13]
Subespécies
O gnu-de-cauda-preta possui cinco subespécies:[1][14][15]
- Connochaetes taurinus albojubatus (Thomas, 1912) – encontrada no Vale Gregory Rift, estendendo-se do norte da Tanzânia até o centro do Quênia
- Connochaetes taurinus cooksoni (Blaine, 1914) – restrita ao vale do rio Luangwa na Zâmbia, podendo vagar pelas regiões de planalto no centro do Malawi
- Connochaetes taurinus johnstoni (Sclater, 1896) – ocorre de Moçambique (norte do Rio Zambezi) até o centro-leste da Tanzânia; está extinta no Malawi
- Connochaetes taurinus mearnsi (Heller, 1913) – encontrada no norte da Tanzânia e sul do Quênia, estendendo-se do oeste do Vale Gregory Rift até o Lago Vitória, no Golfo de Speke.
- Connochaetes taurinus taurinus (Burchell, 1823) – encontrada no sul da África, desde a Namíbia e África do Sul até Moçambique (norte do Rio Orange) e do sudoeste da Zâmbia (sul do rio Zambeze) até o sul de Angola.
Referências
- ↑ a b c IUCN SSC Antelope Specialist Group. (2020) [errata version of 2016 assessment]. «Connochaetes taurinus». Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas. 2016: e.T5229A163322525. doi:10.2305/IUCN.UK.2016-2.RLTS.T5229A163322525.en
. Consultado em 20 de novembro de 2023
- ↑ «Significado de gnu-de-cauda-preta no Dicionário Estraviz». estraviz.org. Consultado em 16 de novembro de 2025
- ↑ «gnu-azul». Dicionário Infopédia da Língua Portuguesa. Consultado em 16 de novembro de 2025
- ↑ S.A, Priberam Informática. «boi-cavalo». Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. Consultado em 16 de novembro de 2025
- ↑ S.A, Priberam Informática. «nhu». Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. Consultado em 16 de novembro de 2025
- ↑ «cocone». Dicionário Estraviz. Consultado em 16 de novembro de 2025
- ↑ a b «Connochaetes taurinus • Blue Wildebeest». www.mammaldiversity.org. Consultado em 16 de novembro de 2025
- ↑ Pickering, J. (Outubro de 1997). «William J. Burchell's South African mammal collection, 1810–1815». Archives of Natural History. 24 (3): 311–26. ISSN 0260-9541. doi:10.3366/anh.1997.24.3.311
- ↑ Benirschke, K. «Wildebeest, Gnu». Comparative Placentation. Consultado em 6 de setembro de 2014
- ↑ «Taurus». Encyclopaedia Britannica. Merriam-Webster.
- ↑ Estes, Richard (2004). The Behavior Guide to African Mammals : Including Hoofed Mammals, Carnivores, Primates 4ª ed. [S.l.]: University of California Press. p. 150–156. ISBN 0-520-08085-8
- ↑ «Wildebeest». Sheppard Software. Consultado em 6 de setembro de 2014
- ↑ Corbet, S.W.; Robinson, T.J. (1991). «Genetic divergence in South African Wildebeest: comparative cytogenetics and analysis of mitochondrial DNA». The Journal of Heredity. 82 (6): 447–452. PMID 1795096
- ↑ «Zambezian and Mopane woodlands». Terrestrial Ecoregions. World Wildlife Fund. Consultado em 5 de abril de 2015
- ↑ «Connochaetes taurinus». ITIS. Consultado em 5 de abril de 2015


