Chris Cornell

Chris Cornell
Cornell em 2009
Informações gerais
Nome completoChristopher John Boyle
Nascimento20 de julho de 1964
Seattle, Washington, Estados Unidos
Morte18 de maio de 2017 (52 anos)
Detroit, Michigan, Estados Unidos
Nacionalidadenorte-americano
Gênero(s)grunge, rock alternativo, hard rock, heavy metal, folk, rock acústico, soul, R&B, pop, eletrônico
Ocupaçãomúsico
CônjugeSusan Silver (cas. 1990; div. 2004)
Vicky Karayiannis (cas. 2004; viúva 2017)
Filho(a)(s)3
Instrumento(s)bateria, guitarra, violão, baixo, piano, teclado, gaita
Extensão vocalbarítono
Período em atividade1984-2017
Outras ocupaçõesfilantropo
Gravadora(s)Sub Pop, SST, A&M, Epic & Interscope, Suretone, Mosley Music Group, Universal Music
Afiliação(ões)Soundgarden, Audioslave, Temple of the Dog, Alice Mudgarden, M.A.C.C., Timbaland, Slash, Santana
Página oficialchriscornell.com
Assinatura de Chris Cornell

Christopher John Cornell (nascido Boyle; Seattle, 20 de julho de 1964Detroit, 18 de maio de 2017) foi um cantor, compositor e multi-instrumentista norte-americano. Reconhecido como um dos principais precursores do movimento grunge, Cornell alcançou renome mundial como o vocalista e principal compositor das bandas Soundgarden, Audioslave e Temple of the Dog, além de manter uma prolífica carreira solo. Com uma extensão vocal de quatro oitavas[1] e uma técnica que unia o peso do heavy metal à sensibilidade do blues, ele é frequentemente citado como uma das vozes mais influentes da história do rock.[2]

Ao longo de sua trajetória, Cornell vendeu mais de 30 milhões de discos mundialmente[3] e recebeu três Prêmios Grammy[4] entre 18 indicações. Sua ascensão ao estrelato ocorreu no início da década de 1990 com o Soundgarden, impulsionada por álbuns como Badmotorfinger (1991) e o aclamado Superunknown (1994). Em 2001, formou o supergrupo Audioslave ao lado de ex-membros do Rage Against the Machine, consolidando seu status comercial. Notabilizou-se também pela composição de trilhas sonoras, sendo o primeiro artista masculino americano a interpretar o tema de um filme da franquia James Bond, com a canção "You Know My Name" para 007 - Casino Royale (2006).[5]

O legado de Cornell é amplamente reverenciado pela crítica especializada. Ele foi eleito "O Maior Cantor de Rock" pela Guitar World[6] e figura consistentemente no topo de listas das melhores vozes de todos os tempos de publicações como Rolling Stone,[7] Hit Parader[8] e MTV. Além de seu talento vocal, sua escrita introspectiva e poética abordava temas como isolamento e existencialismo, tornando-o um ícone cultural de sua geração.

Biografia

Chris Cornell nasceu e cresceu em Seattle, filho de Edward 'Ed' F. Boyle, um farmacêutico de ascendência irlandesa e católico, e de Karen Cornell, uma contadora de origem judaica que se autoproclamava vidente.[9] Ambos eram da cidade. Após o divórcio dos pais, Chris e seus cinco irmãos adotaram o sobrenome de solteira da mãe, Cornell.[10]

Relatos biográficos mencionam que seus pais enfrentavam problemas relacionados ao consumo excessivo de álcool,[11] o que contribuiu para um ambiente familiar conturbado durante a infância e adolescência de Chris.

A infância de Cornell foi marcada por uma educação religiosa mista: ele frequentou a Christ the King Catholic Elementary School,[12] uma escola primária católica, e posteriormente a Shorewood High School. Conhecido por ser extremamente curioso, Chris frequentemente questionava dogmas religiosos e apontava inconsistências, atitude que compartilhava com uma de suas irmãs. Em uma entrevista, relatou que sua mãe os retirou da escola na 7ª série (por volta dos 12 ou 13 anos), pois eles estavam prestes a ser expulsos,[13] já que os professores não sabiam como lidar com seus questionamentos constantes, considerados disruptivos. Apesar de ter sido criado em um contexto religioso, Chris definiu-se mais tarde como um livre-pensador.[14] Ele expressou ceticismo em relação a instituições religiosas que arrecadavam dinheiro de pessoas pobres ou que causavam divisões e tragédias, embora mantivesse interesse por figuras espirituais, valorizando mais suas mensagens de bondade do que a noção de divindade, como no caso de Jesus Cristo.

Embora fosse muito tímido, ele formou laços com outros jovens que compartilhavam seu desinteresse pela escola, como seu amigo Kevin Tissot (que inspirou a música "Full On Kevin's Mom" do Soundgarden).[15]

O interesse de Cornell pela música intensificou-se precocemente. Entre os 9 e 11 anos de idade, ele dedicou-se quase exclusivamente a ouvir a discografia dos Beatles, após encontrar uma coleção de discos abandonada no porão de um vizinho.[16] Chris descreveu esse período como um ritual: ouvia um álbum por vez, repetindo apenas o Lado A por dias até absorver cada detalhe; quando se sentia suficientemente familiarizado — ou "entediado" — passava então ao Lado B. Esse contato profundo com as harmonias e composições da banda britânica foi fundamental para sua formação como compositor.

Durante a adolescência, Chris enfrentou períodos de depressão severa e agorafobia,[17] chegando a abandonar a escola e permanecer em isolamento doméstico por um período prolongado. Aos 12 anos, iniciou o uso experimental de diversas substâncias, incluindo álcool e maconha,[18] hábito que se tornou diário por cerca de um ano antes de uma interrupção temporária. Com 14 anos, ele teve uma experiência traumática com a droga alucinógena PCP (pó de anjo), que agravou seus ataques de pânico e o fez parar de usar drogas por um longo intervalo. Posteriormente, creditou ao rock e à composição musical o papel fundamental no controle de sua ansiedade social e na superação dessa fase de instabilidade pessoal.[19]

Antes de seguir a carreira musical profissionalmente, Cornell trabalhou em uma distribuidora de frutos do mar[20] e foi ajudante de cozinha no restaurante Ray's Boathouse em Seattle,[21] experiências que ele frequentemente citava como parte de sua ética de trabalho antes da ascensão do movimento grunge.

Embora tenha iniciado seus estudos musicais no piano ainda na infância, Chris começou sua trajetória nos palcos como baterista da Jones Street Band. No início da década de 1980, integrou a banda de covers The Shemps, que se apresentava no circuito de clubes de Seattle. Foi nesse grupo que ele conheceu o baixista Hiro Yamamoto.

Com a saída de Yamamoto da banda, o guitarrista Kim Thayil foi recrutado para o seu lugar. Após o fim das atividades do The Shemps, Cornell e Yamamoto mantiveram o contato e passaram a realizar jam sessions experimentais. Pouco tempo depois, convidaram Thayil para se juntar ao projeto, formando a base do que viria a ser o Soundgarden em 1984.

Carreira

Soundgarden

Chris Cornell fundou o Soundgarden em 1984 ao lado do guitarrista Kim Thayil e do baixista Hiro Yamamoto.[22] Inicialmente, ele acumulava as funções de vocalista e baterista, demonstrando uma versatilidade que se tornaria sua marca registrada. Com a entrada de Scott Sundquist (e, posteriormente, a chegada definitiva de Matt Cameron em 1986), Chris passou a focar exclusivamente nos vocais.

A banda tornou-se pioneira do movimento grunge em Seattle. Após o lançamento do EP Screaming Life (1987) pela Sub Pop, o Soundgarden fez história em 1989 ao ser a primeira banda do cenário alternativo local a assinar com uma grande gravadora, a A&M Records. Os álbuns Ultramega OK (1988) — que rendeu à banda sua primeira indicação ao Grammy — e Louder Than Love (1989) estabeleceram o som pesado e cerebral que os distinguia de seus contemporâneos.

A consagração comercial veio em 1991 com o álbum Badmotorfinger. Impulsionado por clássicos como "Outshined" e "Rusty Cage", o disco colocou o Soundgarden no centro da explosão do rock alternativo da década de 90. O talento de Cornell como compositor foi evidenciado em "Rusty Cage", que anos mais tarde seria homenageada por Johnny Cash em uma regravação histórica.[23]

O auge criativo e comercial da banda ocorreu em 1994 com o lançamento de Superunknown. O álbum estreou em primeiro lugar na Billboard 200 e apresentou hinos geracionais como "Black Hole Sun" e "Spoonman". Através deste trabalho, Chris foi aclamado pela crítica por fundir melodias psicodélicas com letras sombrias e existenciais. Em 1996, a banda lançou Down on the Upside, um disco mais experimental e menos focado em riffs de heavy metal, destacando a maturidade lírica de Cornell em faixas como "Burden in My Hand". No entanto, tensões internas levaram ao anúncio do fim da banda em 1997.

Após doze anos de hiato, Chris anunciou a reunião do Soundgarden em 31 de dezembro de 2009.[24] O retorno foi marcado por apresentações em grandes festivais, como o Lollapalooza, e pelo lançamento de King Animal (2012), o sexto e último álbum de estúdio da banda, que recebeu críticas positivas por resgatar a identidade sonora do grupo.

A trajetória de Cornell com o Soundgarden encerrou-se de forma trágica em 18 de maio de 2017. Horas após uma apresentação esgotada no Fox Theatre, em Detroit, o vocalista foi encontrado morto.[25] O show final incluiu uma performance de "Slaves & Bulldozers", encerrando uma das carreiras mais influentes da história do rock moderno.

Temple of the Dog

Em 1990, a morte prematura de Andrew Wood, vocalista das bandas Malfunkshun e Mother Love Bone e colega de quarto de Cornell, impactou profundamente o músico. Como forma de processar o luto, Chris compôs as faixas "Say Hello 2 Heaven" e "Reach Down". O projeto, inicialmente concebido para ser apenas um single de tributo, evoluiu para um álbum completo quando Cornell se uniu aos ex-integrantes do Mother Love Bone, Stone Gossard e Jeff Ament. A formação foi completada por Matt Cameron (baterista do Soundgarden) e pelos então novatos Mike McCready e Eddie Vedder.

O supergrupo, batizado de Temple of the Dog (em referência a uma letra de Wood), lançou seu álbum homônimo em 1991 pela A&M Records. Chris foi o principal compositor e força criativa do projeto, que serviu como uma ponte histórica entre o Soundgarden e o que viria a ser o Pearl Jam. Um dos momentos mais marcantes da obra é o dueto entre Cornell e Vedder em "Hunger Strike", canção que marcou a primeira gravação profissional de Eddie.

Apesar de ter sido lançado com pouca divulgação inicial, o álbum alcançou o status de platina em 1992, impulsionado pelo sucesso comercial do movimento grunge. Após o lançamento, os membros retornaram às suas respectivas bandas principais, e o Temple of the Dog entrou em um hiato que duraria décadas, com reuniões esporádicas ocorrendo apenas em apresentações ao vivo:

Em 2016, para celebrar o 25º aniversário do álbum, Chris liderou a primeira turnê oficial da banda,[26] realizando cinco shows esgotados nas principais cidades dos Estados Unidos. Foi a última vez que o grupo se reuniu formalmente antes de seu falecimento em 2017.

Alice Mudgarden

Em 1992, Cornell participou de uma colaboração histórica no EP Sap,[27] do Alice in Chains. Ele contribuiu com vocais na faixa "Right Turn", dividindo o microfone com Layne Staley, Jerry Cantrell e Mark Arm (vocalista do Mudhoney). Devido à união de membros das três bandas fundamentais de SeattleAlice in Chains, Mudhoney e Soundgarden — o grupo foi creditado nos encartes do álbum sob o nome fictício de Alice Mudgarden.

A canção é notável por sua sonoridade acústica e sombria, destacando o contraste entre o alcance vocal potente de Cornell e o tom melancólico de Staley. Anos mais tarde, em 2001, a faixa ganhou nova visibilidade ao ser incluída na trilha sonora do filme Falcão Negro em Perigo (Black Hawk Down),[28] dirigido por Ridley Scott.

M.A.C.C.

Em 1992, Cornell reuniu-se com os antigos colaboradores do projeto Temple of the Dog para formar o supergrupo experimental M.A.C.C. O nome era um acrônimo dos sobrenomes dos integrantes: Mike McCready, Jeff Ament, Matt Cameron e Chris Cornell.

Diferente da formação anterior, o grupo não contou com Stone Gossard ou Eddie Vedder, apresentando-se como um quarteto que fundia a base rítmica do Pearl Jam com a sensibilidade vocal e composicional de Cornell. A colaboração resultou na gravação de uma reinterpretação de "Hey Baby (New Rising Sun)", de Jimi Hendrix.

  • Lançamento: A faixa foi incluída no álbum Stone Free: A Tribute to Jimi Hendrix, lançado em 1993.
  • Estilo: A performance de Chris na faixa é frequentemente citada por sua entrega vocal psicodélica e contida, afastando-se do "drive" pesado do Soundgarden para honrar o estilo original de Hendrix.
  • Legado: Embora o projeto tenha sido breve e limitado a uma única gravação de estúdio, o M.A.C.C. representou um elo importante na árvore genealógica do grunge, solidificando a química entre Cornell e os músicos que, anos mais tarde, se cruzariam novamente em diversos projetos e tributos na cena de Seattle.

Audioslave

Após o hiato do Soundgarden, Cornell uniu-se em 2001 aos instrumentistas Tom Morello, Tim Commerford e Brad Wilk (remanescentes do Rage Against the Machine) para formar o Audioslave. A união foi vista pela crítica como uma fusão improvável, mas bem-sucedida, entre o vocal barítono e melódico de Chris e os riffs de guitarra experimentais de Morello.

O álbum autointitulado, lançado em 2002, consolidou a banda como um fenômeno comercial. Impulsionado por singles como "Cochise" e "Show Me How to Live", o disco apresentou "Like a Stone",[29] que se tornou a canção de maior sucesso da carreira de Cornell em termos de paradas musicais. A faixa atingiu o topo das listas Mainstream Rock Tracks e Modern Rock Tracks da Billboard, recebeu certificação de ouro pela RIAA e ultrapassou a marca de 1 bilhão de visualizações no YouTube, tornando-se um hino do rock moderno.

Em 2005, o grupo alcançou um marco histórico ao se tornar a primeira banda de rock dos Estados Unidos a realizar um show a céu aberto em Cuba. A apresentação gratuita em Havana reuniu cerca de 50.000 pessoas e foi documentada no DVD Live in Cuba. No mesmo ano, lançaram Out of Exile, que estreou em 1º lugar na Billboard 200. O álbum mostrou um Chris mais introspectivo em letras como "Be Yourself", enquanto mantinha a energia visceral em "Your Time Has Come".

Chris Cornell em 2005, durante perfomance no Montreux Jazz Festival

O terceiro álbum, Revelations (2006), marcou uma mudança estética, incorporando influências do R&B e da soul music dos anos 60 e 70, visíveis em faixas como "Original Fire". Apesar do sucesso comercial (estreando em 2º lugar na Billboard), o desgaste interno levou Cornell a anunciar sua saída em fevereiro de 2007, citando conflitos de personalidade e divergências musicais irresolvíveis.

Após uma década de silêncio, o Audioslave reuniu-se para uma última performance em 20 de janeiro de 2017, no "Baile Anti-Inauguração" em Los Angeles.[30] O breve set de três músicas ("Cochise", "Like a Stone" e "Show Me How to Live") marcou a última vez que Chris dividiu o palco com seus companheiros de banda antes de sua morte, em maio do mesmo ano.

Carreira solo

A trajetória solo de Chris Cornell foi marcada pela experimentação de gêneros que extrapolavam o grunge e o hard rock de suas bandas principais. Enquanto o Soundgarden e o Audioslave focavam em riffs pesados, sua discografia individual revelou um compositor voltado ao íntimo, à exploração vocal e a colaborações diversas.

Após o hiato do Soundgarden, Cornell lançou seu primeiro álbum solo em 1999, Euphoria Morning (posteriormente renomeado para Euphoria Mourning). O disco apresentou uma sonoridade psicodélica e melancólica, rendendo a indicação ao Grammy pela faixa "Can't Change Me". Apesar do sucesso de crítica, o álbum vendeu cerca de 300 mil cópias nos Estados Unidos.

Em 2006, Chris alcançou grande visibilidade global ao compor e interpretar "You Know My Name", tema de Casino Royale, filme que marcou a estreia de Daniel Craig como James Bond. A canção foi um divisor de águas, sendo a primeira trilha de um filme de 007 interpretada por um cantor masculino americano desde 1987.

Em 2007, Cornell lançou Carry On, seu segundo álbum de estúdio, que incluiu um cover de sucesso de "Billie Jean", de Michael Jackson. Para promover o disco, realizou uma turnê mundial que celebrou seus 20 anos de carreira, mesclando material solo com sucessos de suas bandas anteriores.

Chris em 2007, durante show em Amsterdã

Em 2009, o cantor causou polêmica e surpresa com o álbum Scream, produzido por Timbaland. O trabalho abandonou as guitarras em favor de batidas eletrônicas e R&B, dividindo a opinião de fãs e crítica, mas demonstrando seu desejo de não se prender a rótulos.

Chris redescobriu sua força como intérprete solo através da turnê acústica Songbook, que resultou no álbum ao vivo Songbook (2011). O formato "voz e violão" destacou sua extensão vocal e narrativa, consolidando-o como um dos maiores vocalistas de sua geração. Neste período, ele também contribuiu para o cinema com "The Keeper" (do filme Machine Gun Preacher), que lhe rendeu uma indicação ao Globo de Ouro.

Seu último álbum de estúdio completo, Higher Truth (2015), seguiu uma linha voltada ao folk e ao rock pastoral. Em 2017, pouco antes de falecer, Cornell lançou o single de caridade "The Promise",[31] cujos lucros foram destinados ao International Rescue Committee. A canção, escrita para o filme sobre o genocídio armênio, rendeu-lhe uma indicação póstuma ao Grammy.

Vida pessoal

Em 1985, Cornell iniciou um relacionamento com Susan Silver, que viria a ser a empresária de longa data[32] do Soundgarden, Alice in Chains e Screaming Trees. O casal oficializou a união em 1990. Dessa relação nasceu a primeira filha do músico, Lillian 'Lily' Jean Cornell, em 28 de junho de 2000. Após um período de separação iniciado em 2003, o divórcio foi legalmente finalizado em 2004, seguido por uma disputa judicial de anos envolvendo bens e direitos sobre itens de sua carreira.

Ainda em 2004, Cornell casou-se com a publicitária parisiense Vicky Karayiannis.[33] O casal teve dois filhos: Toni (nascida em setembro de 2004) e Christopher 'C. Ball' Nicholas (nascido em dezembro de 2005). Em homenagem à sua nova família e à influência da esposa, Cornell converteu-se à Igreja Ortodoxa Grega.

Ao lado de Vicky, o músico fundou a Chris and Vicky Cornell Foundation em 2012, com o objetivo de apoiar crianças em situação de vulnerabilidade, incluindo vítimas de abuso, pobreza e negligência.

Ao longo de sua vida, Cornell foi aberto sobre suas batalhas contra a depressão e o abuso de substâncias. Ele afirmou ter enfrentado períodos de isolamento social e crises depressivas desde a adolescência, além de ter passado por um processo de reabilitação em 2002 para tratar o vício em álcool e medicamentos controlados, mantendo-se sóbrio desde então até o fim de sua vida.

Morte

Na madrugada de 18 de maio de 2017, Chris Cornell foi encontrado morto em seu quarto no hotel MGM Grand, em Detroit, horas após realizar um show com o Soundgarden no Fox Theatre.[34] O corpo foi descoberto por seu segurança, que forçou a entrada no quarto a pedido da esposa do músico, Vicky Cornell. Cornell foi declarado morto à 1h30, aos 52 anos.[35]

A investigação policial, apoiada por câmeras de segurança, descartou a presença de terceiros no quarto.[36] O médico legista do Condado de Wayne confirmou a causa da morte como suicídio por enforcamento.[37] Embora exames toxicológicos tenham detectado substâncias como Lorazepam (Ativan), barbitúricos e outros medicamentos prescritos, o laudo oficial concluiu que as drogas não foram a causa direta da morte, ressaltando que as dosagens estavam em níveis terapêuticos.

A família, por meio de seu advogado, contestou a conclusão de que o ato teria sido intencional, sugerindo que os efeitos colaterais do Ativan — que Chris utilizava para ansiedade — poderiam ter alterado suas faculdades mentais e julgamento.[38]

Cornell foi cremado em 23 de maio[39] e suas cinzas foram enterradas no cemitério Hollywood Forever,[40] em Los Angeles, no dia 26 de maio de 2017. O funeral reuniu ícones do rock e de Hollywood,[41] incluindo membros do Soundgarden, Audioslave, Pearl Jam, Metallica e Alice in Chains, além de nomes como Brad Pitt e Christian Bale.[42]

Túmulo de Cornell no cemitério Hollywood Forever

A cerimônia foi marcada por homenagens musicais:

A morte de Chris gerou um debate público sobre saúde mental e depressão, temas que o músico abordou abertamente em suas letras e entrevistas ao longo de décadas. Seu irmão, Peter Cornell, tornou-se uma voz ativa na conscientização sobre a prevenção do suicídio, enfrentando resistência e controvérsias públicas com a viúva do cantor sobre a narrativa em torno do vício versus doença mental.

Como consequência trágica e simbólica, o videoclipe de "Nearly Forgot My Broken Heart", que encenava um enforcamento, foi removido das plataformas oficiais semanas após o ocorrido. O legado de Cornell permanece como um dos mais influentes da história do rock, sendo celebrado por sua extensão vocal única e sua vulnerabilidade artística.[44]

Homenagens

A morte de Chris Cornell gerou uma onda global de tributos vindos de fãs, instituições e figuras centrais do rock, destacando sua influência no movimento grunge e na música contemporânea.

Na noite de sua morte, em 18 de maio de 2017, o Space Needle, em Seattle, foi apagado por uma hora em reconhecimento às contribuições de Cornell para a cena musical da cidade.[45] Simultaneamente, diversos artistas prestaram tributos em rede nacional; Ann Wilson (Heart) interpretou "Black Hole Sun" no programa Jimmy Kimmel Live!,[46] enquanto bandas como Alice in Chains, Faith No More[47] e Pearl Jam[48] publicaram homenagens oficiais em seus canais de comunicação.[49]

Seu colega de Audioslave, o guitarrista Tom Morello, dedicou-lhe um poema,[50] enquanto Matt Cameron, baterista do Soundgarden, descreveu-o como "meu cavaleiro das trevas".[51]

Durante o ano de 2017 e 2018, grandes nomes do rock incorporaram momentos dedicados a Chris em suas turnês:

No dia em que Cornell completaria 53 anos (20 de julho de 2017), o guitarrista Stone Gossard, que tocou com ele no Temple of the Dog, publicou uma carta aberta em sua memória.[57] Notavelmente, ambos compartilhavam a mesma data de nascimento.

As homenagens também se estenderam a lançamentos discográficos e cinematográficos. Matt Cameron dedicou seu álbum solo Cavedweller a Chris,[58] revelando que o cantor havia ouvido e apoiado o projeto meses antes de falecer.[59] O filme American Satan (2017) também incluiu tributos visuais ao músico em seus materiais de divulgação.

Discografia

Com Soundgarden

  • 1987 - Screaming Life (EP)
  • 1988 - Ultramega OK
  • 1989 - Louder Than Love
  • 1991 - Badmotorfinger
  • 1994 - Superunknown
  • 1996 - Down on the Upside
  • 2012 - King Animal

Com Temple of the Dog

Com Audioslave

  • 2002 - Audioslave
  • 2005 - Out of Exile
  • 2006 - Revelations

Carreira solo

  • 1999 - Euphoria Morning
  • 2007 - Carry On
  • 2009 - Scream
  • 2011 - Songbook
  • 2015 - Higher Truth

Prêmios e indicações

Prêmiação Ano Trabalho indicado Categoria Resultado
Grammy Awards 1990 Ultramega OK com Soundgarden Best Metal Performance[60] Indicado
1992 Badmotorfinger com Soundgarden Best Metal Performance[61] Indicado
1993 "Into the Void (Sealth)" com Soundgarden Best Metal Performance[62] Indicado
MTV Video Music Awards 1994 "Black Hole Sun" com Soundgarden MTV Video Music Award for Best Rock Video[63] Venceu
Grammy Awards 1995 "Spoonman" with Soundgarden Best Metal Performance[64] Venceu
1995 "Black Hole Sun" com Soundgarden Best Hard Rock Performance[65] Venceu
1995 "Black Hole Sun" com Soundgarden Best Rock Song[66] Indicado
1995 Superunknown com Soundgarden Best Rock Album[66] Indicado
1997 "Pretty Noose" com Soundgarden Best Hard Rock Performance[67] Indicado
2000 "Can't Change Me" Best Male Rock Vocal Performance Indicado
2004 "Like a Stone" com Audioslave Best Hard Rock Performance[68] Indicado
2004 Audioslave com Audioslave Best Rock Album[68] Indicado
2006 "Doesn't Remind Me" com Audioslave Best Hard Rock Performance[69] Indicado
2008 "You Know My Name" do filme Casino Royale Best Song Written for a Motion Picture, Television or Other Visual Media Indicado
2011 "Black Rain" com Soundgarden Best Hard Rock Performance[70] Indicado
2018 "The Promise" do filme The Promise Best Rock Performance[71] Indicado
2019 "When Bad Does Good" Best Rock Performance Venceu
Satellite Awards 2006 "You Know My Name" do filme Casino Royale Best Original Song Venceu
World Soundtrack Awards 2007 "You Know My Name" do filme Casino Royale Best Original Song Written Directly for a Film Venceu
Golden Globe Awards 2012 "The Keeper" do filme Machine Gun Preacher Best Original Song[72] Indicado

Referências

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