Blondie (banda)
| Blondie | |
|---|---|
![]() Blondie em 1977 Da esquerda para a direita: Gary Valentine, Clem Burke, Debbie Harry, Chris Stein e Jimmy Destri | |
| Informações gerais | |
| Origem | Nova Iorque, Nova Iorque |
| País | Estados Unidos |
| Gênero(s) | New wave,[1] punk rock, power pop, disco |
| Período em atividade | 1974–1982 1997–atualmente |
| Gravadora(s) | Chrysalis, Capitol, Sony BMG |
| Integrantes | Debbie Harry Chris Stein Leigh Foxx Matt Katz-Bohen Tommy Kessler |
| Ex-integrantes | Jimmy Destri Nigel Harrison Frank Infante Gary Valentine Fred Smith Clem Burke |
| Página oficial | blondie |
Blondie é uma banda norte-americana de rock formada na cidade de Nova Iorque, em 1974 pela vocalista Debbie Harry e o guitarrista Chris Stein.[2] O grupo alcançou grande popularidade no final dos anos 1970 e início dos anos 1980. Foram um dos pioneiros nos gêneros musicais punk rock e new wave.[3] Os seus dois primeiros álbuns continham fortes elementos desses gêneros, e, embora bem sucedidos no Reino Unido e na Austrália, Blondie era considerada como uma banda underground nos Estados Unidos até o lançamento de Parallel Lines em 1978. Ao longo dos próximos três anos, a banda lançou vários singles de sucesso, incluindo: "Heart of Glass", "Call Me", "The Tide Is High", "One Way or Another", "Dreaming", "Atomic" e "Rapture"[4] que tornaram-se conhecidas por sua mistura eclética de estilos musicais que incorporam elementos do disco, pop, reggae, rap e new wave.[5][6]
Blondie se separou após o lançamento de seu sexto álbum de estúdio The Hunter em 1982. Debbie Harry continuou em carreira solo na música e na atuação, depois de parar por alguns anos para cuidar de seu namorado Chris Stein, que foi diagnosticado com pênfigo, uma rara doença auto-imune da pele.[7]
Após uma longa pausa, a banda voltou em 1997, alcançando novo sucesso com o single "Maria" que se tornou número um no Reino Unido, em 1999, exatamente 20 anos após seu primeiro n.º 1 na parada britânica, "Heart of Glass".[8] O grupo visitou e tocou em todo o mundo nos anos seguintes, e foi introduzido no Hall da Fama do Rock and Roll em 2006.[9] Blondie já vendeu cerca de 40 milhões de discos em todo o mundo[10][11] e ainda está ativa. O nono álbum de estúdio da banda, Panic of Girls, foi lançado em 2011, e seu décimo, Ghost of Download, foi lançado em 2014. Em 2017, a banda lançou o álbum Pollinator.[12]
Carreira

Inspirado pela crescente cena da música em Manhattan, o músico Chris Stein juntou-se a banda Stilettoes em 1973, como guitarrista e iniciou um relacionamento romântico com Debbie Harry, que era uma das vocalistas da banda, ex-garçonete e coelhinha da Playboy. Debbie Harry e Chris Stein formaram a banda Angel and the Snakes, na qual integravam o baterista Clem Burke, Jimmy Destri no teclado e o baixista Gary Valentine, mudando depois o nome para Blondie, inspirado pelos comentários de caminhoneiros que frequentemente gritavam "Hey Blondie!" para Deborah ao passar na estrada.[13]
O Blondie começou a tocar no bar CBGB, em Nova Iorque. Em junho de 1975, a banda gravou uma demo e conseguiu um contrato de gravação com a Private Stock Records. Em junho de 1976, lançaram seu primeiro single "X-Offender". Seu álbum de estreia, Blondie, foi lançado em dezembro de 1976. Inicialmente, nenhum dos dois conseguiu sucesso comercial. No início de 1977, Blondie abriu os shows de David Bowie e Iggy Pop, pelos EUA.[14][15] Em setembro de 1977, a banda rompeu seu contrato com a Private Stock e assinou com a gravadora britânica Chrysalis Records.
Em fevereiro de 1978, Blondie lançou seu segundo álbum, Plastic Letters;[16] O primeiro single do álbum, "Denis", alcançou o número dois nas paradas de singles britânicas, e seu segundo single, "(I'm Always Touched by Your) Presence, Dear", alcançou o top dez.[17] Foi o primeiro álbum da banda a ganhar certificado de Platina, por 300.000 cópias vendidas no Reino Unido.[18]
O terceiro álbum da banda, Parallel Lines, foi lançado em 8 de setembro de 1978, e tornou-se um sucesso crítico e comercial instantâneo. O álbum alcançou o primeiro lugar na parada de álbuns do Reino Unido e o sexto lugar na Billboard 200.[19] O single "Heart of Glass", foi lançado no início de 1979, e fez a banda alcançar sucesso mundial, tornando-se um dos ícones da New wave. Alcançou o primeiro lugar nas paradas de vários países, incluindo a Billboard Hot 100 e a UK Singles Chart.[20] Se tornou o 9º single mais vendido da década de 1970 no Reino Unido, e o 66º mais vendidos de todos os tempos,[21] com vendas de 1,32 milhão de cópias. A Rolling Stone classificou a música na 138ª posição em sua lista das "500 melhores músicas de todos os tempos".[22] O próximo sucesso do Blondie nos EUA foi "One Way or Another", enquanto "Sunday Girl", se tornou um hit número um no Reino Unido.[23]
Em junho de 1979, Blondie foi destaque na capa da revista Rolling Stone.[24] Como o sucesso da banda, Debbie atingiu status de celebridade e também embarcou em uma carreira de atriz. Em setembro de 1979, a banda lançou seu quarto álbum, Eat to the Beat, que atingiu o número um no Reino Unido e foi bem recebido pelos críticos, que o consideraram uma continuação bem-sucedida de Parallel Lines. No Reino Unido, o álbum entregou três sucessos no top 20, incluindo o terceiro número um da banda, "Atomic", e a faixa principal do álbum, "Dreaming", que alcançou o número dois.
O próximo sucesso mundial do Blondie foi "Call Me", resultado da colaboração de Debbie com o compositor e produtor italiano, Giorgio Moroder, responsável por muitos dos sucessos de Donna Summer. A música foi tema do filme Gigolô Americano, e se tornou um sucesso global, passou seis semanas consecutivas em primeiro lugar na Billboard Hot 100 dos EUA, e foi número um na parada de fim de ano de 1980 da revista Billboard.[25] Também atingiu o topo da parada de singles do Canadá e na UK Singles Chart. "Call Me" rendeu a banda sua primeira indicação ao Grammy de "Melhor Performance de Rock de Duo ou Grupo com Vocal".[26]
Em novembro de 1980, a banda lançou seu quinto álbum, Autoamerican, que rendeu mais dois sucessos número um na Hot 100: o reggae "The Tide Is High", e o rap "Rapture", que foi a primeira canção com rap a alcançar o número um nos EUA. Na canção, Harry menciona o artista de hip hop e grafite Fab Five Freddy, que também aparece no vídeo da canção. Autoamerican apresentou uma gama estilística muito mais ampla do que os álbuns anteriores do Blondie, incluindo o jazz acústico de "Faces" e "Follow Me" (do musical da Broadway "Camelot"). O álbum recebeu disco de platina nos EUA e no Reino Unido.
Em outubro de 1981, a Chrysalis Records lançou o The Best of Blondie, a primeira compilação de maiores sucessos da banda.[27] Depois de problemas internos, reuniram-se em 1982, para lançar o álbum The Hunter, que em contraste com seus sucessos anteriores, foi mal recebido. O álbum incluiu "For Your Eyes Only", uma faixa que a banda havia sido contratada para escrever e gravar para o filme de James Bond de 1981, de mesmo nome, que foi rejeitada pelos produtores do filme, que escolheram outra música com o mesmo título gravada por Sheena Easton.[28] Em novembro de 1982, a banda anunciou publicamente que havia se separado. Em 1983, Stein foi diagnosticado com pênfigo, uma doença com risco de vida, e Harry parou sua carreira para cuidar dele.
Harry continuou sua carreira solo moderadamente bem-sucedida, lançando álbuns entre 1989 e 1993, e também participando de filmes; Já a gravadora lançou várias compilações de sucessos da banda durante a década de 1990, além do constante uso das músicas em filmes e séries de tv, que ajudaram a manter o Blondie sob os olhos do público e a ser conhecido por uma nova geração de fãs e artistas. A banda retornou em fevereiro de 1999, com o álbum, No Exit, que rendeu o single de sucesso "Maria", que se tornou o sexto single número um do Blondie no Reino Unido.
Discografia
- Blondie (1976)
- Plastic Letters (1977)
- Parallel Lines (1978)
- Eat to the Beat (1979)
- Autoamerican (1980)
- The Hunter (1982)
- No Exit (1999)
- The Curse of Blondie (2003)
- Panic of Girls (2011)
- Ghost of Download (2014)
- Pollinator (2017)
Referências
- ↑ Erica Starr. The Everything Rock Drums Book with CD: From Basic Rock Beats and Syncopation to Fills and Drum Solos - All You Need to Perform Like a Pro. Everything Books; 2009. ISBN 1-59869-627-0. p. 10.
- ↑ Chater, David (13 de dezembro de 2008). «The X Factor; Iraq: The Legacy; Outnumbered; Blondie; Peter Serafinowicz». Londres: Time. Consultado em 10 de novembro de 2018
- ↑ «mtv.pt/musica/artista Blondie»
- ↑ Zlatopolsky, Ashley (6 de maio de 2017). «Blondie's 10 Greatest Songs: Critic's Picks». Billboard (em inglês). Consultado em 29 de outubro de 2025
- ↑ Grundy, Gareth (10 de junho de 2011). «Blondie record Parallel Lines». The Guardian (em inglês). ISSN 0261-3077. Consultado em 29 de outubro de 2025
- ↑ «POP REVIEW; No Debutante: Blondie Returns to Its Roots (Published 1999)» (em inglês). 25 de fevereiro de 1999. Consultado em 29 de outubro de 2025
- ↑ «Blondie Is Back». MTV.com. 29 de abril de 1998. Consultado em 10 de novembro de 2018
- ↑ «Blondie.net». Official site. Consultado em 10 de novembro de 2018
- ↑ «Blondie». Rock and Roll Hall of Fame. 2006. Consultado em 10 de novembro de 2018
- ↑ «Blondie's Return to the Beat». Rolling Stone. 13 de abril de 1999. Consultado em 10 de novembro de 2018
- ↑ «TOUR ANNOUNCEMENT: "No Principals Tour"». blondie.net. 18 de junho de 2013. Consultado em 10 de novembro de 2018
- ↑ Petridis, Alexis (14 de outubro de 2021). «Blondie's 20 greatest songs – ranked!». The Guardian (em inglês). ISSN 0261-3077. Consultado em 29 de outubro de 2025
- ↑ «Debbie Harry Biography - ARTISTdirect Music». www.artistdirect.com. Consultado em 29 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 25 de dezembro de 2014
- ↑ «Blondie reveal what they learned from touring with David Bowie in the '70s». EW.com (em inglês). Consultado em 29 de outubro de 2025
- ↑ «What Debbie Harry Learned from David Bowie and Iggy Pop». Ultimate Classic Rock (em inglês). Consultado em 29 de outubro de 2025
- ↑ Plastic Letters - Blondie | Album | AllMusic (em inglês), consultado em 29 de outubro de 2025
- ↑ «Timeless band Blondie to bring their iconic music to Dublin». www.famemagazine.co.uk. Consultado em 29 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 20 de novembro de 2008
- ↑ «Blondie, Plastic Letters, Album - The BPI». BPI (em inglês). Consultado em 29 de outubro de 2025
- ↑ Peacock, Tim (23 de setembro de 2025). «How 'Parallel Lines' Led Blondie Straight To The Top». uDiscover Music (em inglês). Consultado em 29 de outubro de 2025
- ↑ «Official Singles Chart on 28/1/1979». Official Charts (em inglês). 29 de janeiro de 2021. Consultado em 29 de outubro de 2025
- ↑ «The best-selling singles of all time on the Official UK Chart». Official Charts (em inglês). 8 de novembro de 2023. Consultado em 29 de outubro de 2025
- ↑ Stone, Rolling (16 de fevereiro de 2024). «The 500 Greatest Songs of All Time». Rolling Stone (em inglês). Consultado em 29 de outubro de 2025
- ↑ «BLONDIE». Official Charts (em inglês). 18 de fevereiro de 1978. Consultado em 29 de outubro de 2025
- ↑ «Rolling Stone : Platinum Blondie». www.rollingstone.com. Consultado em 29 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 27 de fevereiro de 2007
- ↑ Inc, Nielsen Business Media (20 de dezembro de 1980). Billboard (em inglês). [S.l.]: Nielsen Business Media, Inc. Consultado em 29 de outubro de 2025
- ↑ «Blondie | Artist | GRAMMY.com». www.grammy.com. Consultado em 29 de outubro de 2025
- ↑ «Blondie - The Best Of Blondie». The Best Of Blondie (em inglês). 31 de outubro de 1981. Consultado em 29 de outubro de 2025
- ↑ Simpson, Dave (4 de março de 2022). «Blondie's Debbie Harry: 'It wasn't a great idea to be as reckless as I was'». The Guardian (em inglês). ISSN 0261-3077. Consultado em 29 de outubro de 2025
Ligações externas
- «deborahharry.com», website oficial de Deborah Harry
- «deborah-harry.com», website dedicado à cantora (não-oficial)
- «blondie.net»
- «From Punk to the Present: A Pictorial History» (em inglês)
