Ataraxia
Ataraxia (em grego clássico: Ἀταραξία, de ἀ- indicando negação ou ausência e ταρασσ- tarass- ' perturbar, incomodar ' com o sufixo substantivo abstrato -ία) traduz-se geralmente por "imperturbabilidade", "equanimidade" ou "tranquilidade de ânimo",[1] é caracterizado como um estado de ausência contínua de perturbações.
Demócrito usou este termo ao afirmar "A felicidade é prazer, bem-estar, harmonia, simetria e ataraxia", mas foram os epicuristas, os céticos e os estoicos e os que puseram a ataraxia no centro de seu pensamento.[1]
No Epicurismo, a ataraxia é um componente chave para a felicidade de uma pessoa, sendo descrito como um estado de liberdade de perturbações mentais ou como prazer mental, esse sendo considerado o bem supremo para os epicuristas.[2]
No Ceticismo Pirrônico, é considerada o resultado pretendido da epoché,[1] um estado de cessação do julgamento, em relação às crenças não videntes, sendo necessário para atingir a eudaimonia,[1] que traduz-se como um estado de felicidade.
Os estoicos também procuravam o estado de "tranquilidade mental", ataraxia, mas diferentemente do pirronismo ou do epicurismo, não tomavam isto como o objetivo final de suas vidas, este que se encontrava no conceito da apatheia,[1] a "ausência de paixões prejudiciais", um estado alheio com assuntos externos a si mesmos, o que também significa um estado de não perturbação, de tranquilidade mental, e portanto, um estado de ataraxia.
Ver também
Referências
- ↑ a b c d e José Ferrater Mora (2000). Dicionário de filosofia. 1. (A - D). [S.l.]: Ed. Loyola. p. 153. ISBN 978-85-15-01869-7
- ↑ Tsouna, Voula (abril de 2004). «Epicurus and Democritean Ethics: An Archaeology of Ataraxia. By James Warren. Cambridge: Cambridge University Press, 2002. Pp. [xiv] + 241. $55.00 (cloth).». Classical Philology (2): 174–182. ISSN 0009-837X. doi:10.1086/423864. Consultado em 4 de julho de 2025
Ligações externas
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