Áugure

Áugures ou arúspices eram sacerdotes da Roma Antiga que usavam os hábitos dos animais para tirar presságios, exemplos disso são o seu voo, o seu canto e suas próprias entranhas, e o apetite dos frangos sagrados.

Formaram um colégio venerado em Roma, nada de importante se fazia sem consultar os mesmos. Sob o pretexto que os auspícios não eram favoráveis, um áugure poderia impedir até uma execução pública.

Etimologia

Um áugure

A origem da palavra augur é incerta; antigos autores acreditavam que ela continha as palavras aui e gero - Latim significando "orientação dos pássaros" - mas linguistas dizem que a sua origem é a raiz Agosto - "prosperidade".

Áugures na República

Áugures romanos foram eleitos como escribas e formaram um colégio de sacerdotes que partilham os deveres e responsabilidades da posição. Na fundação da República de 510 a.C., apenas os patriarcas podiam fazer reclamações por este gabinete; por volta de 300 a.C., o escritório foi aberto para a plebe também.

Áugures na Eneida, de Virgílio

Os augúrios são os sinais que os romanos acreditavam representar a vontade dos deuses. Na literatura romana esses augúrios cumprem papel essencial na Eneida de Virgílio. No livro II, Laocoonte sacerdote de Apolo, é punido pelos deuses junto aos seus filhos, após ter atirado uma lança no cavalo de troia, eles são atacados por duas serpentes marinhas. Essas serpentes marinhas representaram um augúrio, um presságio divino, que selou o destino trágico de Tróia. Já no Livro VI, p.97, Um ramo dourado aparece diante de Enéias e ele leva esse ramo para a sacerdotisa, que possibilita a viagem ao submundo para que ele cumpra seu fado. Esse ramo dourado simboliza um augúrio positivo. “No alto de uma árvore dúplice, onde o brilho do ouro resplande entre os ramos”, “Enéias, ávido, o colhe sem demora, apesar da resistência, e o leva ao templo da Sibila profetisa” Essas passagens refletem a crença romana que o destino do homem se manifesta mediante a vontade dos deuses.

Virgílio, Eneida, Livro II, VI, p.97.

Ver também

Bibliografia

* VIRGÍLIO. Eneida. Tradução de David Jardim Júnior; estudo introdutivo de Paulo Rónai. Rio de Janeiro: Tecnoprint s.d
  • Deixem Que Elas Mesmas Falem de Elben M. Lenz Cesar, citados na página 2.
  • Dicionário prático ilustrado Lello de 1964 de José Lello e Edgar Lello editado por LELLO & IRMÂOS, citado na página 1421.
  • O folclore de João Ribeiro de 1969, com 224 páginas, citados na página 151.
  • História da República Romana de Joaquim Pedro Oliveira Martins de 1952, citados na página 93.
  • Beard, Mary, John North, Simon Price, Religions of Rome: A History (Cambridge University Press, 1998)
  • Hornblower, Simon and Anthony Spawforth, The Oxford Classical Dictionary (Third Edition) (Oxford: OUP, 1996), citado em augures.

Ligações externas

história romana artigo Augurium no dicionário Grego e Romano Antigo