Alexandre Edmond Becquerel

Alexandre Edmond Becquerel
Conhecido(a) porPrimeiro a observar o efeito fotovoltaico
Nascimento
24 de março de 1820

Paris
Morte
11 de maio de 1891 (71 anos)

Paris
NacionalidadeFrança Francês
Carreira científica
Campo(s)Física
Alexandre-Edmond Becquerel
Alexandre-Edmond Becquerel
Conhecido(a) porDescoberta do efeito fotovoltaico (1839)
Nascimento
24 de março de 1820

Paris, França
Morte
1891 de maio de 11 (-13 anos)

Paris, França
NacionalidadeFrancês
Filho(a)(s)Henri Becquerel
OcupaçãoFísico

Alexandre-Edmond Becquerel (alɛksɑ̃dʁ ɛdmɔ̃ bɛkʁɛl; 24 de março de 1820 — 11 de maio de 1891)[1] foi um físico francês que estudou o espectro solar, o magnetismo, a eletricidade e a óptica. Em 1839, descobriu o efeito fotovoltaico, o princípio de funcionamento da célula solar, que também inventou no mesmo ano. É também conhecido por seu trabalho em luminescência e fosforescência. Foi filho de Antoine César Becquerel e pai de Henri Becquerel, o descobridor da radioatividade.[2][3]

Biografia

Nascido em Paris, Becquerel foi aluno e sucessor de seu pai no Muséum national d'histoire naturelle. Foi também nomeado professor no efêmero Instituto Agronômico de Versalhes em 1849 e, em 1853, recebeu a Cátedra de Física no Conservatório Nacional de Artes e Ofícios. Colaborou com seu pai em grande parte de seus trabalhos.[4]

O primeiro dispositivo fotovoltaico

Em 1839, aos 19 anos, enquanto realizava experimentos no laboratório de seu pai, Becquerel criou a primeira célula fotovoltaica do mundo. Nesse experimento, colocou cloreto de prata em uma solução ácida e a iluminou enquanto estava conectada a eletrodos de platina, gerando assim voltagem e corrente elétrica. Em razão desse trabalho, o efeito fotovoltaico ficou também conhecido como o "efeito Becquerel".[4]

Descobertas fotográficas

Becquerel foi um dos pioneiros da fotografia. Em 1840, descobriu que os haletos de prata, originalmente insensíveis à luz vermelha e amarela, tornavam-se sensíveis a essa parte do espectro na proporção de sua exposição à luz azul, violeta e ultravioleta, permitindo que daguerreótipos e outros materiais fotográficos fossem revelados por banho em luz vermelha ou amarela intensa, em vez de tratamento químico.[5] Na prática, essa técnica foi raramente utilizada. Em 1848, produziu fotografias coloridas do espectro solar e também de imagens captadas por câmera, por uma técnica posteriormente identificada como semelhante ao método de interferência de Lippmann; porém, as exposições necessárias eram impraticavelmente longas e as imagens não podiam ser estabilizadas — suas cores persistiam apenas se mantidas em total escuridão.[6] No entanto, esse trabalho é baseado nas descobertas de J. T. Seebeck anteriores a 1810.[7]

Outros estudos

Becquerel dedicou especial atenção ao estudo da luz, investigando os efeitos fotoquímicos e os caracteres espectroscópicos da radiação solar e da luz de arco elétrico, bem como os fenômenos de fosforescência, particularmente os exibidos pelos sulfetos e pelos compostos de urânio. Foi no âmbito dessas últimas investigações que ele criou seu fosforoscópio, um aparelho que permitia variar à vontade e medir com precisão o intervalo entre a exposição à fonte de luz e a observação dos efeitos resultantes.[2][3]

Investigou as propriedades diamagnéticas e paramagnéticas das substâncias e demonstrou grande interesse pelos fenômenos de decomposição eletroquímica, acumulando numerosas evidências em favor da lei de eletrólise de Faraday e propondo uma formulação modificada dela, com a intenção de abranger certas aparentes exceções. Em 1853, Becquerel descobriu a emissão termiônica.[2][3]

Publicações

Em 1867 e 1868, Becquerel publicou La lumière, ses causes et ses effets (A luz, suas causas e seus efeitos), um tratado em dois volumes que se tornou um texto de referência. Seus numerosos artigos, ensaios e comentários foram publicados em periódicos científicos franceses, principalmente nos Comptes Rendus da Academia de Ciências da França, amplamente distribuídos, de 1839 até pouco antes de sua morte em 1891.[2][3]

Referências

  1. «Molecular Expressions: Science, Optics and You - Timeline - Alexandre Edmond Becquerel». micro.magnet.fsu.edu. Consultado em 11 de dezembro de 2021
  2. 1 2 3 4 R. Williams (1960). «Becquerel Photovoltaic Effect in Binary Compounds». The Journal of Chemical Physics. 32 (5): 1505–1514. Bibcode:1960JChPh..32.1505W. doi:10.1063/1.1730950
  3. 1 2 3 4 E. Becquerel (1839). «Mémoire sur les effets électriques produits sous l'influence des rayons solaires». Comptes Rendus. 9: 561–567
  4. 1 2 «Edmond Becquerel: The Man Behind Solar Panels». solenergy.com.ph
  5. E. Becquerel (1840). "Mémoire sur le rayonnement chimique qui accompagne la lumière solaire et la lumière électrique", Comptes Rendus 11:702–703.
  6. E. Becquerel (1848). "L'image photographique colorée du spectre solaire", Comptes Rendus 26:181–183.
  7. Wall, E. J. (Edward John) (1922). Practical color photography. Getty Research Institute. [S.l.]: Boston, Mass., American Photographic Publishing Co. p. 200

Leitura adicional

  • A. Allisy (1 de novembro de 1996). «Henri Becquerel: The Discovery of Radioactivity». Radiation Protection Dosimetry. 68 (1): 3–10. doi:10.1093/oxfordjournals.rpd.a031848 
  • Chisholm, Hugh, ed. (1911). «Becquerel». Encyclopædia Britannica (em inglês) 11.ª ed. Encyclopædia Britannica, Inc. (atualmente em domínio público) 

Ligações externas