Núcleos cerebelares profundos
Núcleos cerebelares profundos são quatro estruturas de massa de substância cinzenta que compõem parte do cerebelo inseridos no centro de sua substância branca: denteado, interpolados (emboliforme e globoso) e fastigial.[1] O cerebelo é normalmente associado a habilidades motoras, como
coordenação, planejamento e execução. No entanto, estudos atuais indicam que
que essa estrutura está envolvida diretamente também nos processamentos sensoriais, cognitivos, emocionais e autônomos. [2]
Inputs
Esses neurônios recebem inputs inibitórios (GABAérgicos) de células de Purkinje no córtex cerebelar e inputs excitatórios (glutamatérgicos) a partir das vias das fibras musgosas e das fibras trepadeiras A maioria dos outputs do cerebelo origina-se nesses núcleos. [2] Uma exceção são as fibras que partem do lobo floculonodular em direção aos núcleos vestibulares sem passar pelos núcleos profundos. Os núcleos vestibulares no tronco encefálico são estruturas análogas aos núcleos profundos, já que elas necessitam inputs de fibras musgosas e células de Purkinje.
Núcleos específicos
Da zona lateral até a medial, os 4 núcleos são o denteado, o emboliforme, o globoso e o fastigial. O agrupamento de ambos é denominado interpósito e denteado (lateral). [3][2] Alguns animais, incluindo os humanos, não possuem núcleos emboliformes e globosos distintos, possuindo, no lugar, um único núcleo interpolado. Em animais com núcleos emboliforme e globoso distintos o termo "núcleo interpolado" é utilizado frequentemente para descrever ambos.
Topografia
Em geral, cada par de núcleo profundo está associado com uma região correspondente da anatomia cortical do cerebelo:
Corte transversal do cerebelo humano, mostrando o núcleo denteado, bem como o quarto ventrículo
Corte transversal do cerebelo humano, mostrando o núcleo denteado e corte transversal do vermis
- Os núcleos denteados são encontrados profundamente em relação aos hemisférios laterais;
- Os núcleos interpolados (emboliforme e globoso) se encontram na zona paravermal (intermediária);
- Os núcleos fastigiais se encontram no vermis. [3]
Essas relações estruturais são geralmente mantidas nas conexões neurais entre esses núcleos e o córtex cerebelar:
- O núcleo denteado recebe inputs principalmente dos hemisférios laterais;
- Os núcleos interpolados (emboliforme e globoso), do paravermis;
- E o fastigial, do vermis.
Referências
- ↑ Ryan Splittgerber (2019). Snell's Clinical Neuroanatomy 8th ed. [S.l.]: Wolters Kluwer. ISBN 978-1496346759
- 1 2 3 Monteiro, Valentina Aguiar Cardozo de Miranda (6 de março de 2025). «CEREBELO: MORFOLOGIA E ENVELHECIMENTO». Ciência Médica e Saúde: Do diagnóstico à prevenção e cuidado. doi:10.22533/at.ed.524112505032. Consultado em 4 de março de 2026
- 1 2 Damiani, Daniel; Gonçalves, Vanessa; Kuhl, Letícia; Aloi, Poliana; Nascimento, Anna (13 de janeiro de 2016). «Aspectos neurofuncionais do cerebelo: o fim de um dogma». Arquivos Brasileiros de Neurocirurgia: Brazilian Neurosurgery (em inglês) (01): 039–044. ISSN 0103-5355. doi:10.1055/s-0035-1570498. Consultado em 4 de março de 2026
Ligações externas
- Illustration and text: cere/text/P5/intro.htm at the University of Wisconsin-Madison Medical school (em inglês)
- http://www.mona.uwi.edu/fpas/courses/physiology/neurophysiology/Cerebellum.htm (em inglês)