Neostigmina
Neostigmina
| |
![]() | |
Nome IUPAC (sistemática)
| |
| 3-{[(dimethylamino)carbonyl]oxy}-N,N,N-trimethylbenzenaminium | |
Identificadores
| |
CAS
|
59-99-4 |
| N07AA01 | |
PubChem
|
5824 |
Informação química
| |
Massa molar
|
223.294 g/mol |
Farmacocinética
| |
Biodisponibilidade
|
Pouco conhecido, provavelmente menos que 5% |
| Hidrólise lenta pela acetilcolinesterase e também pelas esterase plasmáticas. | |
| 50–90 minutos | |
| Droga imutável (até 70%) e Metabólitos alcoólicos (30%) são excretados na urina | |
Considerações terapêuticas
| |
| IV | |
A neostigmina é um colinomimético inibindo reversivelmente a enzima acetilcolinesterase. Foi sintetizada pela primeira vez em 1931 por Aeschlimann e Reinert.
Farmacologia
Por interferir na degradação de acetilcolina, a neostigmina estimula indiretamente os receptores nicotínicos e muscarínicos. Diferente da fisostigmina, a neostigmina possui um nitrogênio quartenário, portanto é mais polar e não consegue chegar ao Sistema Nervoso Central, e o efeito nos músculos esqueléticos é maior que o da fisostigmina. A neostigmina possui curta duração de ação, normalmente de 30 minutos a 2 horas. A Neostigmina se liga ao sítio aniônico da acetilcolinesterase. A droga se liga ao sítio da enzima impedindo a quebra de acetilcolina e consequentemente aumentando a concentração desta.
Usos clínicos
É usada para aumentar o tônus muscular em pessoas com miastenia gravis e rotineiramente, na recuperação pós-anestésica para reverter o efeito dos bloqueadores musculares não-despolarizantes como rocurônio e vecurônio. Seu uso na pós-anestesia é acompanhado com a administração conjunta de Atropina, para reverter os efeitos da estimulação do sistema nervoso parassimpático causado pelo agonismo dos receptores muscarínicos. Pode ser usada para a retenção urinária, causada pela anestesia geral. Outras indicações para o uso incluem a Síndrome de Ogilvie, na qual há uma pseudo-obstrução crítica do cólon. A neostigmina pode causar bradicardia que pode ser revertida com o uso de atropina ou glicopirrolato
Referências
- Brenner, G. M. (2000). Pharmacology. Philadelphia, Penn.: W.B. Saunders Company. ISBN 0-7216-7757-6.
- Canadian Pharmacists Association (2000). Compendium of Pharmaceuticals and Specialties (25th ed.). Toronto, ON: Webcom. ISBN 0-919115-76-4.
