Disbiose

Disbiose intestinal é o desequilíbrio da microbiota intestinal, caracterizado por alterações na composição, diversidade ou funções dos micro-organismos que habitam o trato gastrointestinal. [1]

Esse desequilíbrio está associado a diversas condições clínicas e metabólicas:

  • Obesidade e diabetes tipo 2 – a disbiose promove inflamação crônica de baixo grau, aumento da permeabilidade intestinal e alteração na produção de ácidos graxos de cadeia curta (AGCC), contribuindo para resistência à insulina e acúmulo de gordura.[2][3][4]
  • Hipertensão arterial – estudos observacionais mostram que indivíduos hipertensos apresentam menor diversidade bacteriana e redução de produtores de AGCC, o que favorece inflamação sistêmica e desregulação da pressão arterial.[5]
  • Doenças inflamatórias intestinais (DII) – pacientes com doença de Crohn e retocolite ulcerativa apresentam redução de bactérias benéficas (como Faecalibacterium prausnitzii) e aumento de espécies pró-inflamatórias, o que contribui para a quebra da barreira epitelial e ativação exacerbada do sistema imune.[6]
  • Síndrome do intestino irritável (SII) – a disbiose está relacionada a alterações na motilidade intestinal, hipersensibilidade visceral e produção de metabólitos que modulam o eixo intestino-cérebro, influenciando sintomas como dor abdominal e distensão. [7]

A microbiota intestinal é composta por trilhões de micro-organismos que coexistem em simbiose (relação de longa duração entre dois organismos de espécies diferentes, onde um ou ambos se beneficiam) fornecendo capacidades metabólicas adicionais por meio de milhões de genes do microbioma. Alterações nesse ecossistema podem resultar em perda de diversidade microbiana, supercrescimento de determinados grupos e mudanças funcionais na produção de metabólitos, como ácidos graxos de cadeia curta (AGCC), neurotransmissores e vitaminas.[8][4]

O termo disbiose também pode ser aplicado a outras microbiotas do corpo humano, como a cavidade oral, a pele e a vagina, onde desequilíbrios microbianos estão relacionados a doenças como cárie dentária, periodontite, dermatite atópica, acne e vaginose bacteriana.[9][10]

Apesar da existência de diferentes tipos de disbiose (oral, cutânea, vaginal), a maior parte das pesquisas científicas estão relacionadas a disbiose intestinal, devido ao seu papel central na digestão, metabolismo energético, modulação imunológica e comunicação pelo eixo intestino-cérebro.[11][12]

Historicamente, utilizava-se a expressão "flora intestinal", mas a literatura científica atual utiliza "microbiota intestinal" para refletir melhor a ecologia microbiana e suas funções.[13]

Causas

A disbiose intestinal é a forma mais estudada e pode ser desencadeada por múltiplos fatores:

  • Uso de antibióticos: antibióticos de amplo espectro reduzem tanto bactérias patogênicas quanto espécies benéficas, favorecendo micro-organismos oportunistas e diminuindo a diversidade da microbiota intestinal. O uso recorrente desses fármacos está associado ao aumento da resistência bacteriana e à maior suscetibilidade a doenças inflamatórias.[14]
  • Uso de outros medicamentos: antiácidos, laxantes e principalmente anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) alteram a composição da microbiota intestinal, modificando o pH e a diversidade bacteriana, podendo levar à disbiose.[15][16][17]
  • Alimentação inadequada: dietas pobres em fibras reduzem a produção de ácidos graxos de cadeia curta (SCFA), fundamentais para a integridade da mucosa intestinal e para o equilíbrio da microbiota.[18]
  • Estresse crônico: alterações hormonais e neuroendócrinas ligadas ao estresse afetam a motilidade intestinal e a permeabilidade da mucosa, criando condições favoráveis ao desequilíbrio da microbiota.[12][19]
  • Infecções gastrointestinais: episódios de diarreia, intoxicações alimentares ou parasitoses reduzem temporariamente a diversidade bacteriana e favorecem a colonização por espécies nocivas.[20]
  • Doenças metabólicas e inflamatórias: obesidade, diabetes tipo 2 e doenças inflamatórias intestinais estão fortemente associadas à disbiose persistente, sugerindo uma relação bidirecional entre microbiota alterada e patogênese dessas condições.[3]
  • Hábitos de vida: sedentarismo, consumo excessivo de álcool e tabaco também contribuem para o desequilíbrio da microbiota intestinal. O álcool pode reduzir a diversidade bacteriana e aumentar a permeabilidade intestinal, favorecendo processos inflamatórios. O tabagismo, por sua vez, está associado à diminuição de espécies benéficas e ao aumento de micro-organismos patogênicos, intensificando o risco de disbiose.[21]

A disbiose oral está relacionada principalmente a:

  • Má higiene bucal, que favorece o acúmulo de placa bacteriana e crescimento de espécies cariogênicas.[22]
  • Alimentação rica em açúcares, que aumenta a proliferação de bactérias produtoras de ácidos.[22]
  • Uso de antibióticos, que altera a flora oral e reduz espécies protetoras.[22]
  • Doenças sistêmicas, como diabetes e imunossupressão, que aumentam a suscetibilidade ao desequilíbrio.[22]

A disbiose cutânea pode ser causada por:

  • Uso de produtos agressivos, como sabões antibacterianos e cosméticos com álcool, que destroem a flora protetora da pele.[23]
  • Poluição e estresse, que alteram o pH cutâneo e a imunidade local.[23]
  • Doenças dermatológicas, como acne e eczema, que estão associadas ao desequilíbrio microbiano.[23]

A disbiose vaginal está frequentemente ligada a:

  • Alterações hormonais, como menstruação, gravidez e menopausa, que modificam o ambiente vaginal.[24]
  • Uso de antibióticos, que reduzem a população de Lactobacillus e favorecem patógenos.[24]
  • Hábitos de higiene inadequados, como duchas vaginais e uso de produtos químicos que alteram o pH.[24]

Consequências

Disbiose intestinal

  • Barreira intestinal comprometida: bactérias benéficas produzem ácidos graxos de cadeia curta (AGCC, como o butirato), que fortalecem a mucosa intestinal. Na disbiose, a queda desses AGCC enfraquece a barreira e permite a passagem de fragmentos bacterianos como o lipopolissacarídeo (LPS, componente da parede de bactérias Gram-negativas) para o sangue, fenômeno chamado endotoxemia metabólica.[1][4]
  • Inflamação crônica: o LPS ativa receptores de defesa como o TLR4 (receptor Toll-like 4), disparando a via NF-κB (fator nuclear kappa B), que aumenta a produção de citocinas inflamatórias como IL-6 e TNF-α. Essa inflamação é discreta, não causa febre, mas mantém o corpo em alerta constante e prejudica metabolismo e vasos sanguíneos.[1][6]
  • Alterações metabólicas: a disbiose modifica a conversão de ácidos biliares e a ativação de receptores como FXR (receptor Farnesóide X) e TGR5 (receptor acoplado à proteína G), impactando o metabolismo de glicose e lipídios e favorecendo resistência à insulina e acúmulo de gordura no fígado.[1]
  • Eixo intestino–cérebro: mudanças na microbiota afetam neurotransmissores (serotonina, GABA e dopamina) e a comunicação pelo nervo vago, associando-se a alterações de humor, cognição e sintomas como ansiedade e depressão.[1][12]

Doenças associadas

  • Obesidade e síndrome metabólica: menor produção de AGCC e maior endotoxemia favorecem resistência à insulina e inflamação de baixo grau.[1]
  • Diabetes tipo 2: alterações na microbiota e nos ácidos biliares pioram o controle glicêmico.[3]
  • Doença hepática gordurosa não alcoólica (NAFLD): mudanças em microbiota e ácidos biliares contribuem para lipogênese e inflamação hepática.[1]
  • Doenças inflamatórias intestinais (DII): redução de produtores de butirato e expansão de patobiontes associam-se à inflamação mucosal.[1]
  • Síndrome do intestino irritável (SII): desequilíbrios microbianos afetam fermentação, motilidade e sensibilidade visceral.[1]

Outras disbioses

  • Oral: a disbiose da microbiota oral está associada a doenças periodontais (inflamação e destruição dos tecidos de suporte dos dentes) e pode ter repercussões sistêmicas. O desequilíbrio favorece a expansão de espécies patogênicas como Porphyromonas gingivalis, que produzem lipopolissacarídeos (LPS, moléculas da parede bacteriana) capazes de induzir inflamação crônica. Essa inflamação local pode contribuir para doenças cardiovasculares e outras condições sistêmicas, mostrando que a boca funciona como uma porta de entrada para efeitos da disbiose em todo o organismo.[25]
  • Cutânea: a disbiose da microbiota da pele está relacionada a doenças inflamatórias como dermatite atópica, psoríase e acne. O desequilíbrio reduz bactérias protetoras (como Staphylococcus epidermidis) e favorece espécies patogênicas (como Staphylococcus aureus), que produzem toxinas e ativam respostas imunes locais. Isso compromete a barreira cutânea (camada protetora da pele) e aumenta a inflamação crônica.[26]
  • Vaginal: a disbiose da microbiota vaginal caracteriza-se pela redução de Lactobacillus (bactérias que produzem ácido lático e mantêm o pH vaginal baixo, protegendo contra patógenos) e pela expansão de espécies anaeróbias como Gardnerella vaginalis. Esse desequilíbrio aumenta o risco de vaginose bacteriana, infecções recorrentes e complicações obstétricas, incluindo parto prematuro e maior suscetibilidade a infecções sexualmente transmissíveis.[27]

Tratamentos

Disbiose intestinal

O tratamento da disbiose intestinal busca restaurar o equilíbrio da microbiota por meio de diferentes estratégias. Probióticos, como Lactobacillus e Bifidobacterium, têm sido estudados por sua capacidade de competir com patógenos, produzir ácidos graxos de cadeia curta e modular o sistema imune. Prebióticos, como inulina e frutooligossacarídeos, estimulam seletivamente o crescimento de bactérias benéficas, enquanto simbióticos combinam ambos para potencializar os efeitos. Antibióticos seletivos podem ser utilizados para reduzir espécies patogênicas, embora apresentem limitações relacionadas à resistência e perda de diversidade microbiana. O transplante de microbiota fecal (TMF) é considerado uma terapia eficaz para infecção recorrente por Clostridioides difficile e vem sendo investigado em outras condições associadas à disbiose. Além disso, terapias emergentes, como psicobióticos, peptídeos antimicrobianos seletivos e moduladores de ácidos biliares, representam novas perspectivas de intervenção[1]

Disbiose bucal

O tratamento busca restaurar o equilíbrio da microbiota oral e prevenir doenças como cáries, gengivite e periodontite. Estratégias convencionais incluem antibióticos e remoção mecânica da placa, mas estas podem agravar o desequilíbrio ao eliminar também bactérias benéficas. Alternativas estudadas envolvem o uso de probióticos, como Lactobacillus e Streptococcus salivarius, capazes de competir com patógenos e modular a resposta inflamatória. Prebióticos favorecem o crescimento de espécies benéficas, enquanto postbióticos apresentam ação antimicrobiana e antibiofilme. Tecnologias emergentes, como filmes orodispersíveis, permitem a liberação direta de probióticos e postbióticos na cavidade oral. Além disso, estratégias de controle ecológico buscam regular o ambiente oral para reduzir a taxa de disbiose.[28]

Disbiose cutânea

A disbiose cutânea está associada a doenças inflamatórias como dermatite atópica, psoríase, acne e rosácea. O tratamento inclui antibióticos tópicos, como clindamicina e eritromicina, utilizados principalmente na acne para reduzir a presença de Cutibacterium acnes, embora possam afetar negativamente a diversidade microbiana. Probióticos tópicos, como formulações contendo Staphylococcus epidermidis, têm sido estudados por sua capacidade de reforçar a barreira cutânea e competir com espécies patogênicas. Moduladores inflamatórios, como retinoides e imunomoduladores, auxiliam na redução da resposta exacerbada da pele. Além disso, bioativos naturais derivados de plantas e peptídeos antimicrobianos seletivos vêm sendo investigados como alternativas terapêuticas. Pesquisas futuras apontam para o uso de probióticos, prebióticos e postbióticos como estratégias promissoras para restaurar o equilíbrio da microbiota cutânea.[29]

Disbiose vaginal

A disbiose vaginal caracteriza-se pela redução de espécies de Lactobacillus e aumento de microrganismos patogênicos, estando associada a condições como vaginose bacteriana, candidíase recorrente e maior suscetibilidade a infecções sexualmente transmissíveis. O tratamento inclui antibióticos direcionados, como metronidazol e clindamicina, que apresentam eficácia inicial, mas altas taxas de recorrência. Probióticos vaginais, especialmente cepas de Lactobacillus crispatus e L. rhamnosus, têm sido estudados por sua capacidade de restaurar o pH ácido e proteger contra patógenos. Simbióticos, que combinam probióticos e prebióticos, favorecem a recolonização de espécies benéficas e reduzem recorrências. Terapias emergentes incluem transplante de microbiota vaginal, moduladores de biofilme e formulações inovadoras de probióticos de liberação controlada, que representam novas perspectivas para restaurar o equilíbrio da microbiota vaginal.[30]

  • Referências

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